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Velhos tempos, belos dias, Años – Mercedes Sosa & Raimundo Fagner

BOA NOITE!!!

(Maria Olivia Soares )


Teixeria e Havelange:nas malhas do dossiê suiço
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DEU NA FOLHA.COM

Voltou a circular com força no fim da semana a informação de que Ricardo Teixeira pode deixar definitivamente a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Faria isso na esteira da decisão da Justiça suíça de suspender o sigilo do dossiê do caso ISL, o maior escândalo de corrupção da história da Fifa.

A informação está na coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha desta segunda-feira. A íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

O dossiê revelaria que Teixeira e João Havelange devolveram dinheiro de propinas após fazerem, junto com a entidade, acordo para encerrar sob sigilo investigação criminal, em 2010.

A CBF não se pronuncia oficialmente desde que o caso explodiu. Interlocutores de Teixeira afirmam, no entanto, que ele não pretende se afastar da entidade.

Na semana passada, o jornal suíço “Handelszeitung” publicou que um tribunal do país rejeitou a ação que bloqueava os documentos. E que, com isso, eles serão abertos em até 30 dias, caso nenhum dos dois cartolas envolvidos recorra da ação.

Os papéis tratam da falência da ISL, ex-parceira de marketing da Fifa, e mostraria que os dirigentes receberam US$ 100 milhões (R$ 186 mi) em subornos.

Segundo a BBC, Teixeira e Havelange estão envolvidos no caso, que permanece sob sigilo judicial na Suíça. Por causa de seu teor, poderiam até ser expulsos.

O processo judicial de falência da ISL constatou o pagamento de subornos a dirigentes nos anos 1990. Tais informações são mantidas em sigilo por conta de um acordo judicial. Dois cartolas da Fifa admitiram ter recebido suborno, pagaram multas e foram mantidos anônimos.

Após lutar por esse sigilo, Blatter mudou de ideia e prometeu divulgar o processo em meados de dezembro para limpar sua imagem e a da Fifa. Mas recuou sob o argumento de que uma liminar foi obtida para impedir a publicação do dossiê. Extraoficialmente, a Fifa atribui essa medida a Havelange e Teixeira.

jan
02
Posted on 02-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-01-2012


Imagem:DN
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DEU NO DIARIO DE NOTÍCIAS(PORTUGAL)

A velocidade com que ingerimos os alimentos tem influência no peso corporal e comer devagar tem resultados equiparáveis aos de uma cirurgia bariátrica, revela um estudo realizado por uma investigadora portuguesa que ganhou um prémio internacional.

A investigação premiada de Júlia Galhardo durou um ano e teve por base 500 jovens obesos que estavam sendo acompanhados no Hospital Pediátrico de Bristol, na Inglaterra, com o objetivo de estudar os hormonios que estão relacionados com os hábitos alimentares.

São dois hormonios do sistema digestivo que circulam no sangue: a grelina, segregada pelo estômago e que induz a sensação de fome e o peptídeo tirosina-tirosina (PYY), segregado pelo intestino e que dá a sensação de saciedade.

Os jovens foram divididos em dois grupos e a um foi dada uma balança computorizada na qual colocavam o prato com os alimentos do almoço e do jantar e que media a velocidade a que comiam, sendo que o ritmo pré-formatado era de cerca de 300-350 gramas em 12-15 minutos.

Caso a velocidade fosse superior, o computador dizia para comerem mais devagar.

Ao segundo grupo (de controle) foi apenas fornecido aconselhamento dietético e físico.

Mais informações sobre o assunto no DN
http://www.dn.pt/inicio/ciencia

jan
02
Posted on 02-01-2012
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-01-2012


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Sponhoje, nonJornal da Manhã(PR)


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OPINIÃO POLÍTICA

A Federação de Delfim

Ivan de Carvalho

Estamos desde ontem em 2012 e já somos levados a uma breve e pouco saudosa visita a 2011. O programa Canal Livre da Rede Band estabeleceu o hábito de reservar sua edição de cada ano para uma entrevista, sempre interessante, com o ex-deputado e três vezes ex-ministro Delfim Netto. Foi o que fez no ano passado, às vésperas do Natal.

Vi o programa com atenção, ainda que não absoluta, até porque não imaginava escrever sobre o assunto e outras coisas solicitavam simultaneamente os meus cuidados. Mas o essencial, o que realmente importava na entrevista conduzida por Joelmir Betting com participação de dois outros importantes representantes da emissora, deu para registrar muito bem na memória.

O tema central foi a crise econômica e financeira na Europa e seus desdobramentos. Outros assuntos, como a economia brasileira, a americana, a chinesa, entraram como acessórios. Praticamente o que se buscava ao tratar desses acessórios era discernir as consequências da crise na União Européia sobre eles.

Delfim Netto, na quase totalidade de suas opiniões sobre economia – especialmente a brasileira – tem se revelado um otimista incorrigível. E, pelo menos no caso do Brasil, até o momento, nos últimos anos, ele não teve razão para arrepender-se das previsões generosas.

Mas dessa vez foi diferente. Eu nunca vi um Delfim Netto tão pessimista ou tão assustador. O que ele disse? Para quem não viu o programa e nas minhas palavras, que não decorei nem gravei as dele: disse que a vaca européia já foi pro brejo. Está atolada até o pescoço e pouco falta para que o pescoço e a cabeça (ele deixou bem claro, e com insistência, que o pescoço e a cabeça são a França e a Alemanha) submergirem também. Seriam arrastados pelo peso do corpo que o brejo já engoliu ou está engolindo.

Bem, e diante da ameaçadora hipótese de uma derrocada européia total, incluindo o Reino Unido, que não é da Zona do Euro, mas já sofre com a crise e também acabaria sendo arrastado às suas profundezas), a lenta recuperação americana seria severamente comprometida, talvez inviabilizada, enquanto a China resistiria, mas com inevitável sofrimento. Ora, a União Européia totalmente no brejo, os Estados Unidos estagnados ou em nova depressão, a China em marcha reduzida, claro que o Brasil – nesse cenário – não seria um ator de bom desempenho.

Mas Delfim ofereceu uma proposta para resolver a crise financeira e econômica da União Européia e, com ela, resgatar de futuras amarguras os EUA, a China, o Brasil e mais dezenas. A UE se salva da derrocada se tiver a ousadia de transformar-se numa Federação, na qual a Itália seria apenas um Estado federado, a Alemanha, outro, assim como a França, a Grécia, Espanha, Portugal, Suiça e os demais membros da UE. Finanças unificadas, responsabilidades compartilhadas. Federação mesmo.

Até porque, diz ele, se não for feito isto, com a vaca no brejo, logo vai aparecer em cada um dos países mais fortes, “um Napoleãozinho”. Um aqui, um ali, outro acolá, cada um querendo fazer sua guerra para obter unidade interna que o mantenha no poder e, quem sabe, tirar seu país do sufoco. Seria horrível. Mas creio que pode haver coisa ainda pior.

Uma Federação, um governo da Europa, tudo a partir do embrião criado pelo Tratado de Roma, de 25 de março de 1957 (completará 55 anos em 25 de março próximo), que criou a Comunidade Econômica Européia, fundada por seis países, entidade que expandiu-se até tornar-se a União Européia que é hoje.

Ah, sim, no último livro da Bíblia, Apocalipse, afirma-se que uma Besta está assentada sobre sete montes. Roma? O Tratado de Roma… parece que a sugestão do ex-ministro Delfim Netto não foi feliz. O que tiver de ser, será. Mas a tal Federação iria dar mais musculatura à Besta, se a referência aos sete montes for mesmo às sete colinas romanas.

Delfim é expert em economia e finanças, mas de Apocalipse parece que não entende nada.

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