Chico Anysio e Nonato Buzar compuseram essa bela música em 1979; Alcione a interpreta magnificamente.

Quero um bate-papo na esquina
Eu quero o Rio antigo
Com crianças na calçada
Brincando sem perigo
Sem metrô e sem frescão
O ontem no amanhã
Eu que pego o bonde 12 de Ipanema
Pra ver o Oscarito e o Grande Otelo no cinema
Domingo no Rian
Me deixa eu querer mais, mais paz

Um pregão de garrafeiro
Zizinho no gramado
Eu quero um samba sincopado
Taioba, bagageiro
E o desafinado que o Jobim sacou
Quero o programa de calouros
Com Ary Barroso
O Lamartine me ensinando
Um lá, lá, lá, lá, lá, gostoso
Quero o Café Nice
De onde o samba vem
Quero a Cinelândia estreando “E o Vento Levou”
Um velho samba do Ataulfo
Que ninguém jamais gravou
PRK 30 que valia 100
Como nos velhos tempos

Um carnaval com serpentinas
Eu quero a Copa Roca de Brasil e Argentina
Os Anjos do Inferno, 4 Ases e Um Coringa
Eu quero, eu quero porque é bom
É que pego no meu rádio uma novela
Depois eu vou à Lapa, faço um lanche no Capela
Mais tarde eu e ela, pros lados do Hotel Leblon

Um som de fossa da Dolores
Uma valsa do Orestes, zum-zum-zum dos Cafajestes
Um bife lá no Lamas
Cidade sem Aterro, como Deus criou
Quero o chá dançante lá no clube
Com Waldir Calmon
Trio de Ouro com a Dalva
Estrela Dalva do Brasil
Quero o Sérgio Porto
E o seu bom humor
Eu quero ver o show do Walter Pinto
Com mulheres mil
O Rio aceso em lampiões
E violões que quem não viu
Não pode entender
O que é paz e amor
=================================
BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NA REVISTA DIGITAL MTERRAMMAGAZINE

Eliano Jorge

É um óbvio benefício ao PMDB a chegada de Jader Barbalho ao Senado, no lugar de Marinor Brito, do Psol-PA, após polêmica judicial sobre a validade da Lei da Ficha Limpa. Mas enfraquece uma ala de senadores peemedebistas representada por Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS). De volta nesta quarta-feira (28) após 10 anos, Jader reforça o núcleo dos líderes José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR).

– Ele forma com o Sarney, o Renan e o Jucá o quarteto que vem dominando o Senado e exercendo uma influência muito grande no PMDB. Então, (sua posse) refez o grupo com muita força. Temos que aceitar, não temos outra saída – avalia Simon em conversa com Terra Magazine.

Na sua opinião, Jader também “fortalece muito” a base de apoio à presidente Dilma Rousseff:
– Sim, é da estrutura fechada do governo. Ele, Sarney, Renan e Jucá são os quatro nomes que têm mais força no Congresso. Jader foi líder por muito tempo, presidente do Senado. Na campanha das eleições que passaram, o (então presidente da República) Lula, no palanque lá, apoiando a candidatura dele, beijou a mão dele, agradecendo o trabalho que ele tinha feito com o governo.

Apesar das suas diferenças com Jader Barbalho e das ponderações, Simon não omite elogios:
– Ele tem muita qualidade, é um grande líder. Tem a experiência que sofreu na (Lei da) Ficha Limpa, a renúncia da presidência do Senado e do mandato de senador (em 2001). Ele tem uma história muito bonita; quando jovem deputado, era do Grupo dos Autênticos, era do grupo mais lutador que tinha. Depois se elegeu governador e aconteceu isso tudo. Dá para se ter uma expectativa de que ele vai querer fazer uma atuação mais positiva, isso sinceramente. Até porque ele está muito visado. Qualquer coisa que acontecer, vão rever todo o processo. Então, acho que ele vai ter uma atuação, pelo menos, mais séria. Agora, com relação ao esquema, não tem dúvida que eles vão ficar muito fortes: Jucá, Sarney, Renan e Jader… Meu Deus do céu!

Grupo dos oito

Entre os senadores do PMDB, Simon se alinha numa espécie de oposição interna, ao lado dos ex-governadores do Paraná e de Santa Catarina, Roberto Requião e Luiz Henrique da Silveira, do catarinense Casildo Maldaner e de quem considera três “rapazes muito bons”: Ricardo Ferraço, do Espírito Santo, Vital do Rêgo, da Paraíba, e Waldemir Moka, do Mato Grosso do Sul.

O amazonense Eduardo Braga completa o “grupo dos oito”, que, admite o parlamentar gaúcho, reduz seu poderio a partir da posse de Jader Barbalho.
– Fica um pouco mais em baixa, digamos assim. Já estamos em baixa neste partido. Nós somos o grupo minoritário. Agora até melhorou porque ficou um grupo de oito, estamos nos unindo, dialogando, analisando. Até então, mesmo eu e o Jarbas, cada um falava por si, a gente nem conversava.

Simon acredita que essa pequena mobilização já deu frutos positivos:
– Fizemos uma reunião, e toda a bancada aceitou, por proposta nossa, que não tem mais o que acontecia muito aqui: chegava no fim do ano, o líder colhia assinaturas e todo mundo assinava sem saber o que era, e era conduzido o líder, ou o presidente era candidato à presidência do Senado, ou os membros eram indicados para ministro. E foi feito um compromisso de reunião da bancada para as discussões.

Ve

dez
29
Posted on 29-12-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-12-2011


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Amarildo, hoje,para A Gazeta online(ES)


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OPINIÃO POLÍTICA

O CNJ e o PMDB

Ivan de Carvalho

Ante a polêmica e o conflito a respeito das ações da corregedoria nacional de Justiça, atualmente a cargo da ministra (baiana) do STJ Eliana Calmon, o senador democrata Demóstenes Torres, promotor de Justiça de profissão, apresentou proposta de emenda constitucional na qual busca tornar explícitas e detalhar atribuições do Conselho Nacional de Justiça que a Constituição de 1988 já confere ao órgão, claramente, mas de forma implícita e suscinta.
Quando o conflito explodiu, com uma polêmica pública envolvendo a corregedora geral do CNJ, Eliana Calmon, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso e mais uma das associações nacionais de magistrados, isso tudo já resultava de ampla movimentação subterrânea em numerosos tribunais estaduais, principalmente, que reagiam por não estarem, finalmente, encontrando facilidade para fazer prevalecer o corporativismo sobre a verdade que averiguações necessárias em processamento revelariam ou comprovariam, não se podendo descartar que nada de errado fosse encontrado em parte dos casos.
Foi nessa conjuntura que o senador Demóstenes Torres teve a idéia e dela passou à prática. Uma proposta de emenda constitucional, explicitando o que o constituinte já instituira de forma suscinta (por não contar com a futura e previsível ira do corporativismo a serviço do erro, coisa que aconteceria em qualquer categoria profissional, mas é especialmente terrível na magistratura, aquela que tem o poder de dar a última palavra) foi apresentada por ele.
E estava correndo tudo bem. A emenda, de auditoria de um senador do DEM, estava encontrando amplo apoio – inclusive apoios explicitados antecipadamente – nos diversos partidos. O próprio DEM, o PSDB, o PT, o PMDB e outros com bancadas menores. A tendência parecia ser a da aprovação no Senado, para posterior envio à Câmara dos Deputados, que, aprovando, transformaria a proposta em emenda.
Exatamente, na constatação de que a PEC seria acolhida pelo Senado e de que isso criaria uma forte perspectiva de ser também aprovada pela Câmara – o que forçaria a promulgação e sua inclusão na Carta constitucional, cortando o mal pela raiz e inutilizando os sofismas e argumentos melífluos que tentam amputar a ação saneadora do CNJ – os que não querem deixar ver emergir o “gravíssimo problema” dos “bandidos escondidos atrás da toga” (expressões entre aspas da ministra-corregedora Eliana Calmon) puseram seu lobby à toda força.
Várias associações nacionais de magistrados (tenho a impressão de terem sido todas as que existem no país, agora já se tendo ciência do que se presumia, de que muitos dos representados por elas estão em total desacordo, e até envergonhados, com a atividade que elas empreendem contra a corregedoria nacional de Justiça) saíram da área de ataque público à corregedora Eliana Calmon e à Corregedoria e do ajuizamento de ações no Supremo Tribunal Federal, que até o momento só se pronunciou em decisões liminares e singulares, esperando-se que do seu plenário não saia um tiro no pé do próprio Poder Judiciário, já atualmente sob forte sofrimento ante a opinião pública e à sociedade que o constituiu, mantém e dele espera que cumpra seu dever.
Dever do qual o lobby corporativista conseguiu desviar no Senado o PMDB – partido com a maior bancada nesta Casa do Congresso –, que recuou da tendência predominante de aprovação da PEC do senador Demóstenes Torres e empurrou a decisão para depois do recesso, com a óbvia intenção de sepultar a proposta. Assim, acredita o PMDB, estará nas simpatias dos magistrados, que julgam processos de interesse do partido e de seus políticos.
Esse tipo de coisas, que contrariam sua história, seguramente estão contribuindo – junto com outras – ao longo dos últimos anos, para esvaziar o PMDB, tanto de ideário, quanto de votos, de governos estaduais e de representantes na Câmara dos Deputados.

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