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DEU NO IG

O jornal britânico “The Guardian” informa na edição desta segunda-feira que o Brasil superou o Reino Unido e se tornou a sexta maior economia do mundo. O levantamento publicado pelo jornal foi feito pelo Centro para Pesquisa Econômica e de Negócios (Centre for Economics and Business Research).

Agora, o ranking das maiores economias é liderado pelos EUA, seguido por China, Japão, Alemanha e França. O Reino Unido ocupa o sétimo lugar.

Segundo Douglas McWilliams, presidente do CEBR, “o Brasil tem batido os europeus no futebol por um longo tempo, mas superá-los na economia é um fenômeno novo”. Ainda ao Guardian, McWilliams concluiu: “Nossos rankings mostram que os países asiáticos e os países que produzem commodities estão escalando os pontos mais altos da tabela enquanto, nós, da Europa, estamos ficando para trás”.

Entre as razões para a ascensão do Brasil, segundo o estudo, estão a crise de 2008, que dissolveu o crescimento dos países europeus em um caldeirão de dívidas, e as exportações de produtos primários, como minérios, soja e petróleo, para a China e para o Sudeste Asiático.

Porém, o Brasil não deve ficar neste posto por muito tempo. Ainda segundo o CEBR, a Índia deve pular para o quinto lugar e a Rússia, para o quarto, nos próximos dez anos.

‘Locomotiva’

O Daily Mail, outro jornal que destaca o assunto nesta segunda-feira, diz que a Grã-Bretanha foi “deposta” pelo Brasil de seu lugar de sexta maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.

Segundo o tabloide britânico, o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao “futebol e às favelas sujas e pobres, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global” com seus vastos estoques de recursos naturais e classe média em ascensão.

Um artigo que acompanha a reportagem do Daily Mail, ilustrado com a foto de uma mulher fantasiada sambando no Carnaval, lembra que o Império Britânico esteve por trás da construção de boa parte da infraestrutura da América Latina e que, em vez de ver o declínio em relação ao Brasil como um baque ao prestígio britânico, a mudança deve ser vista como uma oportunidade de restabelecer laços históricos.

“O Brasil não deve ser considerado um competidor por hegemonia global, mas um vasto mercado para ser explorado”, conclui o artigo intitulado “Esqueça a União Europeia… aqui é onde o futuro realmente está”.

A perda da posição para o Brasil é relativizada pelo Guardian, que menciona uma outra mudança no sobe-e-desce do ranking que pode servir de consolo aos britânicos.

“A única compensação (…) é que a França vai cair em velocidade maior”. De acordo com o jornal, Sarkozy ainda se gaba da quinta posição da economia francesa, mas, até 2020, ela deve cair para a nona posição, atrás da tradicional rival Grã-Bretanha.

O enfoque na rivalidade com a França, por exemplo, foi a escolha da reportagem do site This is Money intitulada: “Economia britânica deve superar francesa em cinco anos”.

(com BBC Brasil)


Wagner e Fátima: descanso em Cartagena das Índias(Colombia)
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DEU EM A TARDE

Patrícia França

Sem qualquer divulgação oficial por parte de sua assessoria, o governador Jaques Wagner (PT) embarcou, na noite deste domingo (26), para uma semana de descanso na Colômbia. Na companhia apenas da primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça, o governador vai à capital Bogotá e a Cartagena das Índias – cidade histórica, Patrimônio da Humanidade e localizada às margens do Mar do Caribe.

O assessor do governador, Ipojucã Cabral, informou que divulgaria uma nota dando detalhes da viagem nesta segunda-feira (26). Wagner só deverá retornar ao Estado no dia 2 de janeiro. Cabral também não confirmou a informação, que circulou entre pessoas próximas a Wagner, de que a presidente Dilma Rousseff chegaria a Salvador momentos antes do embarque do governador, para um período de descanso na Praia de Inema. O Palácio do Planalto informou que a presidente só chegaria hoje.

Dilma ficará hospedada na Base Naval de Aratu, em área da Marinha na praia de Inema, acompanhada da filha Paula, do neto Gabriel, e da mãe, dona Jane.

O local da viagem teria sido escolhido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que passou o réveillon de 2009/2010 na região.

Ainda não há previsão de quanto tempo a presidente permanecerá na Bahia. Há uma estimativa de que ela possa voltar para Brasília na primeira semana de janeiro, entre os dias 4 e 5. Seu período de férias vai até 10 de janeiro.


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A música do dia, com Billie Holiday em uma de suas mais perfeitas interpretações , vai para Margarida, que aniversaria neste 26 de dezembro.

Dona da casa do Bahia em Pauta e do coração de seu editor, esta é uma das canções preferidas da aniversariante desde sempre.

Parabéns pelo aniversário e belo bom gosto.

(Vitor Hugo Soares, com beijos)


Eliana: sem trocar verdades e deveres
por concessões e conivências.

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OPINIÃO POLÍTICA

Memórias do Natal

Ivan de Carvalho

No Painel, da Folha de S. Paulo, Renata Lo Prete escreve o seguinte: “As mesmas vozes do bom senso, minoritárias na atual conjuntura, ponderam que a corregedora nacional de Justiça contribuiu, com palavras e gestos, para a situação de asfixia em que se encontra. Eliana, observam essas pessoas, enfrenta dificuldades até entre os conselheiros do CNJ. Sem alguma negociação, a cada dia mais difícil, ela ganhará a batalha da opinião pública, sem dúvida, mas não conseguirá dar mais um passo.”

Bem, acabamos de viver o Natal. O que traz a alguns a lembrança do nascimento e da história de vida, morte e ressurreição de Jesus. Um bom motivo para perguntar se ele negociou com o Sinédrio, se deixou de expulsar os mercadores do Templo ou se chegou a algum acordo com Pôncio Pilatos, trocando verdades e deveres por concessões e conivências.

Sei que todos que conhecem a história de Jesus sabem qual a resposta a essa pergunta. E tenho a impressão que Ele, como Renata Lo Prete prevê no caso de Eliana Calmon, ganhou a batalha da opinião pública. Isso fez uma grande diferença.

Mesmo que na batalha da opinião pública a vitória não haja sido total. Mas o próprio Jesus já sabia que seria assim, o Novo Testamento deixa isso evidente. A vitória completa não seria mesmo a da opinião pública, pois que de qualidade e não de quantidade, mas a vitória na “batalha da opinião pública”, ainda que parcial, seria e será fator importante para a vitória final, a da mudança, que só chegará ao completar-se, no seu tempo, que não tarda, o drama ainda em curso.

Mas já que do Conselho Nacional de Justiça passamos ao Natal, cumpre expressar uma observação que há anos já se tornou um clichê, um lugar comum. Salvo nos templos cristãos, na transmissão da “missa do galo” pela televisão e em mais alguns lugares discretos e privilegiados, às vezes secretos para evitar perseguições, esqueceu-se o Dono do Natal, miseravelmente trocado por um “simpático” velhinho barbudo com um saco enorme, cheio de atrativos com que a indústria e o comércio desviam do Aniversariante o coração das crianças e até a atenção dos adultos.

Ah, sim, comemorei o Natal em companhia de umas 15 a 20 pessoas, além de um cachorro e um papagaio. Respeitoso, o papagaio não disse nenhuma bobagem, aliás, ficou em total silêncio, ainda que não seja mudo. Também silente, talvez meditativo, quedou-se o cachorro.

As pessoas estavam alegres. Trocaram presentes (sem se darem ao trabalho de lembrar a razão profunda dessa atitude), abraços e beijos, beberam moderadamente, conversaram, mas o Natal nem o Dono dele foram assunto em momento algum. Uma delas tocou violão, duas cantaram, outras tentaram acompanhar, nenhuma música tinha referência com o Natal ou o Aniversariante. Entre as canções, umas três ou quatro de Roberto Carlos, mas nenhuma daqueles em que ele fala Nele. Nenhuma rejeição, apenas esquecimento.

Dois de meus netos, crianças, estavam presentes. Havia um mural com desenhos/pinturas deles e de uma prima sobre o Natal. Papai Noel estava em destaque em 90 por cento dos “quadros”, em 80 por cento com o saco e em alguns com o acréscimo daquele ridículo Hô! Hô! Hô! Nos outros, o destaque eram pinheiros, a “árvore de Natal”.

Chamei o meu neto mais velho (?!), uma linda (por dentro e por fora) criança-adolescente de 12 anos. “Parece que tem alguma coisa faltando aí no mural, não é?”, provoquei. “O que, voinho?”, perguntou, depois de um atento olhar geral. “Quantos Papai Noel tem aí?”, repliquei. Ele contou, não lembro exatamente, mas eram uns dez. “E árvores de Natal?”, insisti. Havia umas cinco ou seis. Então dei o golpe final: “E o Dono do Natal, Jesus, quantos tem?”. Não havia. “Ah, voinho, eu fiz um quadro com Jesus, mas ficou muito ruim, eu não botei no mural”.

Acho que a intenção dele salvou o mural. Acho que a intenção (e a coragem) de Eliana salva sua luta, mesmo que algum abutre lhe devore o fígado ou que o corporativismo nada santo a crucifique.

dez
26
Posted on 26-12-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 26-12-2011


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Duke, hoje no O Tempo (MG)

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