Vaclav Havel: grande perda para a arte e a política
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Morreu este domingo (18) Vaclav Havel, ex-presidente da República Checa. Escritor, dramaturgo e político, Vaclav Havel distinguiu-se por ter liderado a Revolução de Veludo em 1989 que acabou com o regime comunista na Checoslováquia. Havel morreu  aos 75 anos, confirmou a sua porta-voz, informa o portal português TSF em sua manchete mais atualizada.

Escritor, dramaturgo e político, Havel pediu em novembro, no Parlamento Europeu, que a Europa seja solidária e inspiração para quem luta contra regimes totalitários.

Nascido em Praga, Vaclav Havel escreveu peças de teatro e foi detido várias vezes como ativista político até 1989, ano em que a sua detenção provocou protestos mundiais.

Este antigo dissidente comunista foi o último presidente da Checoslováquia e depois da seperação deste país tornou-se no primeiro presidente da República Checa, tendo cumprido dois mandatos neste posto.

Mesmo fora do poder, o pequeno checo continuou como uma personalidade mundial. Ele fez parte da “nova Europa” – na descrição do então secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, – dos ex-países comunistas que apoiaram os EUA enquanto as democracias da “velha Europa” se opuseram à invasão do Iraque, em 2003.

Um ex-fumante inveterado, Havel tinha um histórico de problemas respiratórios que datavam de seus anos nas prisões comunistas. Ele foi internado em Praga em 12 de janeiro de 2009 com uma inflamação não especificada e desenvolveu dificuldades respiratórias após ser submetido a uma pequena cirurgia na garganta. Morreu em sua residência, nas proximidades de Praga.

(Com informações de TSF) e IG)

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BAHIA EM PAUTA COMENTA: A notícia da morte de Vaclav Havel, recolhida na manhã deste domingo nas manchetes das edições online dos principais jornais e sites noticiosos europeus, é a quarta dor seguida no peito deste editor do BP em menos de 48 horas das partidas de Sergio Brito, Joãosinho Trinta e Cesária Évora, a musa dos pés descalços.

Quando estive na linda e romântica cidade de Praga, há 15 anos, pela primeira e única vez (espero voltar), a virada do regime acabara de acontecer via Revolução de Veludo, que transformou a Tchecolováquia do domínio soviético na República Tcheca atual.

Então Vaclav Havel governava seu país pela segunda vez, e acabara de visitar o Brasil. Dentro do ônibus a caminho de Praga, enquanto a guia saira para resolver alguma coisa, comentei sobre isso com o bem informado e politizado motorista. E disse da minha admiração pelo Havel autor teatral, poeta e líder político da Europa do leste.

Na volta da guia, ouvi o motorista informar à moça checa, em espanhol , apontando para o passageiro baiano: “Ele sabe tudo de Vaclav Havel”.

O melhor de tudo foi o aceno simpático acompanhado do sorriso ainda mais simpatico da guia, que nunca esqueci. Nem de Praga!

Adeus, Havel. Muitas saudades!

(Vitor Hugo Soares)

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Comentários

Graça Azevedo on 18 dezembro, 2011 at 15:38 #

Mais um que 2011 leva! Ano seletivo este! Cadê que levou meia dúzia de fichas sujas com ele?


Gracinha on 19 dezembro, 2011 at 23:38 #

Bela viagem Vitor… Praga é realmente linda!


Ivan de Carvalho on 20 dezembro, 2011 at 0:43 #

Praga provavelmente tem esse nome porque quem o escolheu previa que que um dia ali morreria Vaclav Havel. Já seria uma razão suficiente… mas ele também nasceu lá. E Praga já deu ao mundo a heróica Primavera de Praga, em 1968, tentativa de revolução democrática esmagada pelos tanques soviéticos de Leonid Brejnev, e a Revolução de Veludo, outra revolução democrática que finalmente acabou com o totalitarismo comunista na então Tchecoeslováquia e levou Havel à presidência pela primeira vez.


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