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17

http://youtu.be/_2keK4zQ1jg

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Deu no Jornal do Brasil Online

Paulo Marcio Vaz

O carnavalesco Joãosinho Trinta (João Clemente Jorge Trinta), um dos ícones dos desfiles das escolas de samba do Rio, morreu na manhã deste sábado. ele estava internado no Hospital UDI, em São Luís, no Maranhão, o lugar onde ele nasceu.

Joãosinho estava internado em estado grave desde o dia 3. Ele sofria de insuficiência respiratória, e obstrução intestinal. Uma cirurgia no intestino do carnavalesco chegou a ser cogitada, mas foi descartada na sexta-feira pelos médicos, que, apesar da gravidade da situação, demonstravam otimismo na recuperação do artista.

dez
17

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DEU NO PORTAL PORTUGUÊS TSF

A cantora Cesária Évora morreu, este sábado, aos 70 anos, confirmou fonte hospitalar citada pela agência Lusa. A cantora cabo-verdiana tinha sido internada na sexta-feira num hospital do Mindelo.

Cesária Évora morreu no Hospital Baptista de Sousa, no Mindelo, na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, disse a fonte hospitalar.

Conhecida como a «diva dos pés descalços», Cesária Évora nasceu há 70 anos na cidade do Mindelo, no seio de uma família de músicos.

Cesária Évora, o nome mais internacional de Cabo Verde, aos 16 anos, já era aclamada por muitos como a «raínha da morna», contudo, deixou de cantar na ápoca da independência do seu país, em 1975.

No entanto, em 1985, a convite do cantor Bana, Cesária veio para Lisboa para gravar um disco que passou despercebido à crítica, tendo depois seguido para Paris, onde foi «descoberta».

A partir daí, iniciou uma carreira internacional, onde se destacam trabalhos como «La Diva aus pies nus» (1988), «Miss Perfumado» (1992) e êxitos como «Sôdade».

dez
17
Posted on 17-12-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-12-2011

http://youtu.be/FuGgiQ56V48

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MARIA OLÍVIA SOARES

DICA PARA O BAHIA EM PAUTA

Maré de Lançamento, novo DVD de Gerônimo, tem lançamento agendado para o dia 19 (segunda-feira), a partir das 18 horas, no Museu de Arte Moderna da Bahia. O novo trabalho é resultado de um registro do show que o cantor e compositor apresentou com a Banda Mont‘Serrat, no início deste ano, no Teatro Castro Alves, pelo projeto Domingo no TCA, a R$ 1 real. O show teve a participação especial de Bira Marques com a Orquestra Afro Sinfônica.

Os fãs de Gerônimo lotaram a sala principal do TCA, a gravação feita pela TVE captou todo o entusiasmo do músico e da platéia. Este é o segundo registro em DVD de Gerônimo. São 22 faixas selecionadas entre um vastíssimo repertório. Claro que não poderia ficar de fora a belíssima É D’Oxum, além de Jubiabá e Eu Sou Negão. ‘Eu coloquei também algumas músicas inéditas, informa Gerônimo. Entre elas, Vida Feliz, uma parceria com Saul Barbosa; Acaba Quando Começa, já gravada por Jorge Aragão, Netinho e Elba Ramalho; Fumo e Mel e Alvorada Alerta Mocidade’.

Sempre atento e atuante, o autor de Nessa cidade todo mundo é D’Oxum também tem suas críticas quanto aos caminhos da música na Bahia: ‘O axé virou elite, só quem está no camarote ou entre as cordas se delicia. E aí veio esse movimento do gueto, de pagode, que ao mesmo tempo é um protesto social, mesmo colocando a mulher – fonte de inspiração – como elemento de terceira classe, e elas até curtem fazer os movimentos eróticos’, dispara Gerônimo. E o artista completa, dando o ‘tiro de misericórdia’: – O axé podia ter uma letra pueril, infantil, romântica, mas as melodias eram diferentes. Hoje, quando você escuta as músicas de pagode, percebe-se que os caras não têm a mínima noção do que é plágio. É tudo igual. A única coisa que fica diferente é o tema, observa o menino do bairro da Saúde, que sabe muito da alma baiana, ele tem olhos e ouvidos de ver.

‘Essa música invade todas as casas. Você vai ver que uma hora dessas vai ter inaugurações oficiais, municipais e governamentais com o pagode tocando. E vêm o prefeito e o governador da época quebrando até o chão, a mulherada toda, todo mundo fazendo aquela dança sensual. Tudo isso pode acontecer, porque a música é capaz de unir exércitos, povos, como também pode fazer o contrário. Ela pode colocar na cabeça das pessoas que elas são o que são porque devem ser assim. Ela pode incentivar o uso de drogas, o estupro, podem dizer à mulher que ela pode perder o pudor e soltar mais a libido. Por ser a música uma atividade, temos que ter muito cuidado com aquilo que a gente faz, ensina Gerônimo, que conclui: Quem sou eu para poder consertar isso. Existe também aí um grande interesse capitalista’.

Maria Olívia Soares, jornalista, é colaboradora do Bahia em Pauta

dez
17
Posted on 17-12-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-12-2011


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OPINIÃO POLÍTICA

Tese (ou ministro) insustentável

Ivan de Carvalho

Depois de rejeitados pela maioria governista três convites para que o ministro Fernando Pimentel, petista que comanda a pasta de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, compareça ao Congresso Nacional – seja à Câmara dos Deputados, seja ao Senado – para responder a questionamentos e dar explicações sobre as denúncias de que está sendo alvo, o PSDB faz uma nova tentativa.

A bancada do PSDB no Senado quer, agora, que o ministro, mesmo sem ir ao Congresso – graças à blindagem que a presidente Dilma Rousseff, responsável direta e única por sua escolha, providenciou junto à base parlamentar governista – responda por escrito a doze perguntas que procuram sintetizar as principais desconfianças do principal partido da oposição.

Assim é que o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias, apresentou à Mesa Diretora da Casa – que decide o assunto sem precisar submetê-lo ao plenário – um requerimento sobre as suspeitas de possível tráfico de influência relacionado às atividade da empresa de consultoria do ministro.

É evidente que a oposição não tenta criar uma comissão parlamentar de inquérito na Câmara, no Senado ou uma CPI mista de deputados e senadores por saber que nem chegaria perto do número de assinaturas necessárias (um terço de cada Casa do Congresso) para tornar obrigatória a criação da CPI. A maioria governista é esmagadora na Câmara e muito ampla no Senado.

Assim, resta o requerimento para prestação de informações por escrito, mas a Mesa Diretora do Senado é composta, em maioria, por governistas. Salvo por alguma inesperada condescendência do governo, o requerimento do líder Álvaro Dias será rejeitado. O requerimento questiona os serviços de consultoria prestados entre 2009 e 2010 e pede que sejam apresentados notas e documentos. Também há uma questão com o pagamento de R$ 1 milhão por serviços – basicamente palestras de Pimentel (na época sem mandato eletivo ou cargo público) para as dez regionais da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais. Existe a denúncia de que tais palestras pagas não teriam sido feitas. Nem o ministro nem o presidente da Fiemg quiseram falar sobre isso ontem. O jornal O Globo, no entanto, na quinta-feira, publicou reportagem mostrando que as regionais da Fiemg desconhecem essas palestras.

Coisa mais grave está acontecendo, no entanto, e não a partir de ontem apenas, mas desde meados da semana. A presidente da República, Dilma Rousseff, com toda a responsabilidade que o cargo lhe confere, sustenta – e voltou a defender ontem essa tese, ou teoria, durante café da manhã com jornalistas que fazem a cobertura de rotina do Palácio do Planalto – que o ministro Pimentel, e com mais razão o governo, não têm que explicar nada a ninguém. Isto porque, quando trabalhou (?!) na empresa de consultaria, prestando serviços, Pimentel não era ministro e sequer exercia outra qualquer função pública.

A tese ou teoria chega a seu ponto nuclear quando a presidente afirma que, por não estar Pimentel em seu cargo ministerial, o que tenha ele feito antes de participar do governo nada tem a ver com este. Mas claro que tem. Caso o ministro, antes de sê-lo, haja feito algo que não devia, sob o aspecto da ética pública, por exemplo, o problema é um pouco do governo por havê-lo incluído na equipe, o que representaria falha na seleção de nomes até para os mais relevantes cargos. Uma falha da presidente, uma falha da Abin. Mais importante ainda: se alguém que ocupa função no governo, ainda mais função ministerial, portanto de muito destaque e responsabilidade, agiu eticamente mal antes de ser guindado ao cargo, o governo tem a total responsabilidade por mantê-lo onde não deveria permanecer, uma vez conhecido o malfeito. É, ao contrário do que sustenta a presidente Dilma Rousseff, uma questão de governo.

De resto, o fato de não estar à época em função pública (antes ocupara vários cargos relevantes na administração municipal de Belo Horizonte, culminando com o de prefeito, que exerceu com eficiência e terminou no último dia de 2008) não exclui eventual comportamento indevido. Então, pois, fora das funções estatais, ganhou, segundo o noticiário, R$ 2 milhões em troca de polêmicas consultorias, incluindo ainda mais polêmicas palestras, em 2009 e 2010, pelas quais teria ganho R$ 1 milhão daqueles R$ 2 milhões.

dez
17
Posted on 17-12-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-12-2011

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DEU NO GLOBO.COM

Aos 88 anos, morreu na manhã deste sábado no Hospital Copa D’Or, no Rio, o ator e diretor Sergio Brito. Um dos maiores ícones do teatro brasileiro, ele estava internado há cerca de um mês, por conta de problemas cardiorrespiratórios. O corpo de Sergio Britto deverá ser velado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Diretor, ator, apresentador e roteirista de cinema, televisão e teatro, Sérgio Pedro Corrêa de Britto nasceu em 29 de junho de 1923, no Rio. Filho de um funcionário público e uma dona de casa, ele cresceu no bairro de Vila Isabel, e cursou até o sexto de medicina, na Faculdade da Praia Vermelha. Foi na universidade onde Britto teve os primeiros contatos com o teatro amador. Em 1945, abandonou o curso para se dedicar inteiramente à arte dramática.

Os 65 anos de carreira foram resumidos no livro “O teatro e eu”, que o ator lançou no ano passado.
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Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/

dez
17
Posted on 17-12-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-12-2011


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Amarildo, hoje, na Gazeta Online

dez
17
Posted on 17-12-2011
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ARTIGO DA SEMANA

Memória no ano dos escândalos

Vitor Hugo Soares

Puxo o carretel da linha do tempo na tentativa de produzir, para o blog que edito na Bahia, um desses habituais resumos jornalísticos de fim de ano, a começar por uma definição para postar na tumba do moribundo 2011. Estranhamente, a memória me conduz para a mesa de um simpático Café, na Avenida 18 de Julio, na elegante e sempre generosa Montevidéu dos anos 70.

Recanto então repleto de exilados brasileiros em sonhos e desvarios sobre a derrubada da ditadura e o retorno ao Brasil. Obviamente, a depender da preferência de cada um, sob o comando de João Goulart ou Leonel Brizola, ambos vivos e, na época, igualmente abrigados no Uruguai.

Recordo bem, e quando escrevo estas linhas, agora, é como se estivesse de frente para dois destes ex-exilados no Café da querida cidade à beira do Rio da Prata. Um deles, o falecido coronel Dagoberto Rodrigues, ex-diretor geral dos Correios e Telégrafos no governo Jango. Antes do golpe, um órgão estratégico das comunicações no País, cujo comando exigia um dirigente com a capacidade, coragem e, principalmente, a incorruptibilidade do saudoso coronel Dagoberto, uma história e um exemplo ainda à espera do resgate no país desmemoriado.

O outro personagem da mesa é o jornalista alagoano Paulo Cavalcante Valente – “o Doutor Paulo é o amigo mais presente e leal de meu pai no exílio”, ouvi naquele mesmo período dos lábios de Neusinha, a filha do ex-governador do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, falecida este ano. De Paulo não tenho notícias há algum tempo, mas espero reencontrá-lo com saúde e caminhando quilômetros na orla do Rio, onde planejo passar as festas deste fim de ano.

É de Paulo Valente o comentário do qual não esqueço, naquela mesa do Café naquele distante anos 70, mas que parece ter ficado congelado no tempo: “Rapaz, aqui do exílio, vendo, lendo e ouvindo as notícias de lá, o que mais surpreende é a inesgotável capacidade do Brasil para tolerar e conviver com escândalos. Cada semana um escândalo maior substitui o anterior na TV, revistas e jornais, mas nada acontece como conseqüência ou punição exemplar. Fica quase todo mundo só esperando o corrupto e o escândalo da vez”.

Toca o sino da memória: Bingo! Aí está um belo título do resumo de 2011: “O ano dos escândalos”. Pode não ser muito original, mas é a melhor sugestão que tenho e agradeço por ela ao querido amigo Paulo Valente. E ao Uruguai, onde a presidente Dilma Rousseff aportará nos próximos dias para participar da última cúpula do ano do Mercosul. Antes de desembarcar em Salvador para duas semanas de férias na cristalina praia privada de Inema (dos encantos de Lula e dona Marisa em dias de poder), na área da Base Naval de Aratu.

E chega de escândalos, pelo menos por hoje. Prefiro aproveitar o restantes destas linhas para dar um pulo também em Buenos Aires, do outro lado do Rio da Prata, onde esteve esta semana o artista baiano Caetano Veloso, participando de um evento transcendente na área dos direitos humanos e da liberdade de pensamento e expressão na América Latina, realizado no Parque da Memória, belíssimo espaço da capital portenha, dedicado à ação e reflexão permanente sobre os mais de 30 mil presos da ditadura argentina, um deles o músico brasileiro Francisco Tenório Cerqueira Junior, o Tenorinho.

Como de hábito, o fato foi solenemente ignorado pela chamada grande imprensa brasileira, provavelmente mais empenhada na procura da pauta que leve a novo e grande escândalo à esquerda ou à direita, envolvendo petista ou tucano, socialistas ou liberais. Não importa, vale tudo!

Na apresentação da longa e reveladora entrevista feita pela repórter Karina Michelletto, com o artista brasileiro, o Diário Página 12 oferece mais informações: A estadia local de Veloso foi tão curta quanto intensa. O cantor e compositor participou de uma homenagem a Francisco Tenorio Cerqueria Júnior, Tenorinho, um pianista de jazz seqüestrado em Buenos Aires três dias antes do golpe de 76, que havia chegado acompanhando Vinícius de Moraes e Toquinho.

Pelo que se conseguiu reconstruir de sua história, um grupo-tarefa da ESMA (a escola militar de prisões clandestinas e torturas da ditadura na Argentina) o confundiu por seu aspecto físico (barba longa, cabeludo e óculos), foi torturado durante nove dias e finalmente assassinado, conta o jornal portenho.

A conversa de Caetano com a jornalista em um hotel da Recoleta é longa, densa e esclarecedora. Não cabe nem pode ser reproduzida na íntegra neste espaço como desejaria neste fim de ano. Mas fica aqui a recomendação da leitura para quem estiver interessado. O texto, na íntegra, pode ser recuperado no site de Página 12 na Internet ( ) . http://www.pagina12.com.ar/diario

Em mais um fim de ano no país dos escândalos, mas infelizmente de memória cada vez mais curta, vale à pena a leitura. Confira.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail : vitor_soares1@terra.com.br

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