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Postado em 16-12-2011
Arquivado em (Artigos) por vitor em 16-12-2011 00:58


Nilo: de olho no quarto mandato

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OPINIÃO POLÍTICA

Duas sucessões

Ivan de Carvalho

O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, do PDT, disse ontem em descontraída entrevista coletiva, após almoçar com os jornalistas que cobrem os trabalhos da Assembléia, que aspira ao quarto mandato na presidência do Legislativo.

Ele ressalvou, no entanto, que ser eleito ou reeleito presidente da Casa depende não somente de vontade, mas da concordância dos demais deputados, devendo-se aí entender (a explicação é minha) que essa concordância não precisa ser unânime, mas apenas majoritária.

Aliás, logo em seguida ele deixou isso claro, quando afirmou que se algum dos seus colegas conseguir o apoio da maioria dos integrantes do Legislativo (32 de um total de 63), ele não será candidato.

Marcelo Nilo deixou implícito um outro fator necessário, em sua visão ou simplesmente na conjuntura política atual na Bahia, para que alguém seja presidente da Assembléia Legislativa – o apoio (ou no mínimo a concordância, arrisco eu) do governador Jaques Wagner, cujo governo conta com um contingente de 45 dos 63 deputados estaduais, tendo a oposição somente 18.

Marcelo Nilo disse ainda que só decide se concorre pela quarta vez consecutiva à presidência do parlamento estadual depois das eleições municipais de 2012. Argumentou que essas eleições podem modificar (na verdade podem, mas muito pouco) a composição da Assembléia, isto é, do colégio eleitoral que, em 2 de fevereiro de 2013, vai escolher, pelo voto secreto, o presidente da Casa para o biênio 2013/2014.

Mesmo tendo chances de mexer muito pouco na composição da Assembléia, as eleições municipais terão relevância para uma atualização possivelmente expressiva da correlação de forças políticas na Bahia, com a verificação do melhor ou pior desempenho dos demais partidos que vão disputá-la e a eleição de prefeito nas principais cidades baianas, a começar pela capital e seguindo por Feira de Santana, Vitória da Conquista, Juazeiro, Ilhéus, Itabuna, Barreiras e várias outras, incluindo algumas da região metropolitana de Salvador.

Jogar a decisão sobre se vai disputar ou não a presidência da Assembléia para depois de ter conhecimento da reforma que for feita pelos eleitores, em outubro de 2012, no cenário político baiano é uma atitude inteligente do presidente Marcelo Nilo. Não só (e nem tanto) pelos novos dados que as eleições do ano que vem lhe fornecerão, como porque, até certo ponto, empurra bem mais para adiante mexericos e intrigas em que alguns possam estar empenhados – “Eu não sou unanimidade”, disse Nilo, referindo-se ao apoio dos deputados para ele obter um novo mandato de presidente.

De resto, jogar oficialmente a decisão para depois de outubro de 2012 ajuda a retardar um debate cuja antecipação não o favorece, por ser o tipo de debate que quase invariavelmente traz desgaste para quem está ocupando o cargo e pretende permanecer.

Nilo contou que foi convidado para integrar a chapa majoritária nas eleições gerais de 2006, mas não se entusiasmou e declinou do convite, preferindo reeleger-se deputado estadual, convencido de que seria eleito também, novamente, para a presidência da Assembléia. “Seu eu estiver na presidência da Assembléia em 2014, isso facilita eu integrar a chapa majoritária. E, desta vez, se me convidarem, eu aceito”.

Quanto a candidaturas para governador, o presidente Marcelo Nilo disse que “o único compromisso, que assumo comigo mesmo, é o de apoiar o candidato do governador Jaques Wagner à sucessão dele”. E concluiu: “O PT tem a preferência (para, na chapa majoritária, fornecer o candidato a governador), mas não tem a exclusividade

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