http://youtu.be/gU26UMlSJEg

A música de boa noite no BP foi sugerida e selecionada pela revisora do site blog, Margarida D.C. Soares.

BOA NOITE

dez
16
Posted on 16-12-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-12-2011
dez
16


Conquista:grande atrações regionais
e nacionais no Natal cultural
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A programação cultural do Natal da Cidade de Vitória da Conquista completa 15 anos nesta edição de 2011. Artistas do cenário nacional e regional se apresentam nas noites do projeto, com o intuito de deixar o clima natalino ainda mais agradável e cultural.

Até o momento, artistas com Ceumar, Zé Renato, Xangai, Luiz Melodia e a estrela Zizi Possi estão confirmadas e irão fazer parte do Natal de Conquista.

O Natal da Cidade é considerado um dos maiores eventos do gênero na Bahia. Grandes nomes da Música Popular Brasileira (MPB), artistas regionais, ternos de reis, corais, teatro e a participação do público, formado por milhares de pessoas, entre conquistenses e visitantes são os demais componentes para este enorme sucesso que é o evento.

http://youtu.be/PZOmICpz3WU

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Vaia de bebado não vale. Escutem as palmas de Tokio a João, de encher de orgulho alguns e matar de inveja a muitos.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

dez
16
Posted on 16-12-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-12-2011


Prestígio internacional de João Gilberto
convive com ofensas no Brasil/ TM

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

A crônica dos ingressos “encalhados” da turnê 80 Anos, Uma Vida Bossa Nova, de João Gilberto, revela uma estranha incompatibilidade do maior artista popular brasileiro com seu País. Bem explicado, com uma porção cavalgadura do Brasil. Sabe-se que, por conta de uma gripe e de transtornos na produção, seus espetáculos foram adiados até o cancelamento final.

Como comprovam pencas de reportagens e comentários nas redes sociais, João Gilberto precisava fracassar. O confinamento, o desprezo à ordem das celebridades, a essencialização de uma arte e o radical sacerdócio, em mais de 50 anos de carreira, tornaram-no um inimigo da previsibilidade do show business e dos fervores justiceiros do jornalismo. João Gilberto precisa fracassar para que prevaleça alguma lógica, por vezes chamada de “respeito ao público”. O que não parece faltar em suas criações rítmicas.

Em setembro, dois dias depois do início da vendagem dos ingressos da turnê (iam de R$ 500 a R$1.400), em quatro capitais brasileiras, trovejaram as primeiras reportagens sobre o “encalhe” e a “frustração” dos produtores.

Não se conhece, na imprensa brasileira, semelhante preocupação com o desempenho da bilheteria de qualquer outro artista popular vivo. E o fluxo de suspeitas sobre a viabilidade dos shows não cessou, seguindo a antiga tendência de folclorização, agora verificada no escárnio à sua gripe; meses antes, na torcida por seu despejo de um apartamento no Leblon, onde se negava a receber os operários de Madame Proprietária. Nem Roberto Carlos, hen-hen-hen, resistiria a tamanha urucubaca.

O próprio ato de falar de João Gilberto, sem apelar para o folclore, virou uma ofensa a certa nacionalidade ferida por sua recusa minimalista ao convencional. Acredita-se que, além de uma forma nova de tocar violão, ele inventou a excentricidade. O irascível Frank Sinatra, a quem se permitia ficar gripado, ao menos literariamente, não era dos mais dispostos a afagar a vizinhança, salvo algumas companhias mafiosas. Fosse brasileiro, mereceria uma permanente avacalhação.

No lançamento do seu último disco, Chico Buarque ridicularizou a contento o ódio dos comentários anônimos na internet. Algumas mensagens ofensivas a João Gilberto, dirigidas a esta redação, não deixam de impressionar pelo tom dos relinchos:

1. “Não sei porque idolatram tanto esse cidadão, uma voz irritante, cheio de chiliques, se acha o ser supremo da MPB e nem é, realmente lamentável que esse pais de ignorantes ainda pague rios de dinheiro para alguém desse tipo, para mim ele nunca contribuiu em nada nessa vida, não faz a menor falta para ninguém, e agora mais um titulo para ele: CALOTEIRO. Não paga aluguel e não quer deixar o imóvel, um lixo esse homem”.

2. “Esse João Gilberto é o maior enganador que eu já vi na vida… não canta nada, não toca nada, é um chato de galocha e ainda fica todo mundo endeusando ele… Ahhh…vai te catar!”.

3. “Galera, não sei pq acham esse cara um artista… Sério, sempre que o vejo cantar me dá vontade de arrancar o violão da mão dele e arrebentá-lo na cabeça”.

4. “Quem disse para o João Gilberto que ele canta e compõe? Acho que ele paga para ser gravado e visto”.

5. “A bossa nova foi criada para aqueles que não sabiam cantar. Enchem muito a bola desse individuo que se acha um Deus.”

Afinal, que mal João Gilberto faz ao Brasil?

Somente em 2011, recebeu propostas de shows em oito países, da Rússia à Argentina. Chato. Na última turnê brasileira, o guitarrista inglês Eric Clapton revelou que sonhava em tocar com… João Gilberto. “Ele é fantástico. Mas também sei o quanto é difícil de ser encontrado”, tietou. Que chato. Dúzias de artistas internacionais, como Frank Sinatra, já pediram para encontrá-lo. Ciceroneados no Brasil pelo romancista Jorge Amado, em 1960, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir não tiveram a sorte de ouvi-lo na primeira encarnação. João não foi. E não deve ter havido outra chance, pois o casal não dava pelota para a vida póstuma.

Madonna, que costuma cobrar ingressos baratos, transmitiu o recado de que desejaria cantar “Garota de Ipanema” acompanhada do violão daquele brasileiro chato. Ela ficou vidrada em um disco: “João”. Em 1994, no Rio de Janeiro, o cantor norte-americano Tony Bennett, certamente desavisado do refinamento da hidrofobia anti-João Gilberto, confessou: “Adoraria que ele participasse do meu show”. “O comportamento intimista de João Gilberto foi fundamental para a divulgação da Bossa Nova no mundo”, acrescentou Bennett.

Em 2008, no Carnegie Hall, em Nova Iorque, um público de 2.800 pessoas o aplaudiu de pé, antes do início do show e de ouvir sequer um “boa noite”. Bem chato. Em 2004, João Gilberto não parou de reclamar das falhas técnicas do som desse mesmo templo da música americana, onde houve o histórico concerto da Bossa Nova, quatro décadas antes. “Somebody come for help!”, implorava o cantor. Milhares de chatos aplaudiram o profissionalismo do chato-rei. Onde eles estavam com a peruca?

Falando na lendária sessão bossanovista de 1962, no Carnegie Hall, um trecho de “Chega de Saudade”, de Ruy Castro, demonstra o quanto o baiano de Juazeiro chateava alguns dos maiores talentos do jazz: “O encerramento em grande estilo estaria a cargo – que dúvida! – de João Gilberto. Afinal, era para ouvi-lo que estavam na plateia nomes ilustres como Tony Bennett, Peggy Lee, Dizzy Gillespie, Miles Davis, Gerry Mulligan, Erroll Garner e Herbie Mann”.

Ainda hoje, fora do Brasil, os Estados Unidos são a maior fonte de rendimento dos direitos autorais de João Gilberto. Em todo o planeta, dos elevadores aos restaurantes, da trilha do filme “Prenda-me Se For Capaz” (de Steven Spielberg) à da série “Sex and the City”, suas canções são ouvidas por quem possui sensibilidade e alguma medida de poesia. Produtor musical do álbum “João, voz e violão”, Caetano Veloso – e muitos de seus pares – o estima como “o maior artista da música popular brasileira de todos os tempos”. Para matar você aí de raiva, ou de amor, Miles Davis definiu: “Ele pode até ler jornal que soa bem.”

Estranhamente, esse gênio celebrado por bípedes do mundo inteiro não frequenta as listas dos músicos mais tocados nas rádios brasileiras. O mundo deve estar errado – e o Brasil, certíssimo. Os espectadores do Credicard Hall, em São Paulo, que o vaiaram em 1999 pelas mesmas queixas técnicas, devem achar o Carnegie Hall um reduto de implicantes.

Por mais que seja atraente falar do “suicídio” do gato de João Gilberto (e não se deve perder o humor), não faltam perspectivas menos folclóricas para abordar a sua obra. Esta semana, depois de uma refrega judicial de 14 anos, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu, por maioria, o pedido de indenização de João Gilberto contra a gravadora britânica EMI, reconhecendo os danos morais provocados pelos erros na remasterização de seus discos.

Os álbuns clássicos “Chega de Saudade” (1959), “O Amor, o Sorriso e a Flor” (1960) e “João Gilberto” (1961) continuam fora do mercado fonográfico. Alguém aí falou em “respeito ao público”? Em 1992, à revelia do autor, a EMI reuniu os três bolachões e o EP “Orfeu da Conceição” num único CD, “O Mito”. Apesar de sua relevância para a música brasileira, o julgamento do STJ ganhou uma repercussão discreta. A briga ainda deve durar, mas já percorreu boa parte do percurso jurídico.

João Gilberto nunca deixou de traduzir o Brasil, de modernizá-lo em suas recriações musicais, solitariamente entregue a um projeto irrealizado de País. Que não abra a porta, é outra história. Maravilhosa história.

Vaia de bêbado não vale.


Protógenes: rápido na coleta de votos para CPI/TM
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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal
Dayanne Sousa

O deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) afirma que já coletou 173 assinaturas e ultrapassou o número regimental (171) para instalar, na Câmara, a “CPI da Privataria”, que pretende se fundamentar nas denúncias feitas pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. no livro “A privataria tucana” (Geração Editorial).

– O foco será as privatizações na década de 90, baseado no livro de Amaury, que é um documento, não é uma história romanceada. É uma obra muito importante, que faz acusações graves, com fatos e documentos. Não é um foco de revisão daquele momento político em que foram vendidas as nossas riquezas, sem se saber o destino de todo o dinheiro, que está sob suspeita de ter ido para paraísos fiscais.

Protógenes informou que, em conversa com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), na terça-feira (13), obteve a garantia de que a “CPI da Privataria” seria instalada, caso conseguisse o quórum de 171 assinaturas.

Em “A privataria tucana”, Amaury Ribeiro Jr. relata casos de desvios de recursos e pagamentos de propinas durante o processo de privatizações no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo o autor, houve um esquema de lavagem de dinheiro com conexões em paraísos fiscais, unindo membros do PSDB, como o ex-ministro da Saúde e ex-governador paulista José Serra, ao banqueiro Daniel Dantas.
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dez
16
Posted on 16-12-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-12-2011


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J. Bosco, hoje no O Liberal (PA)


Nilo: de olho no quarto mandato

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OPINIÃO POLÍTICA

Duas sucessões

Ivan de Carvalho

O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, do PDT, disse ontem em descontraída entrevista coletiva, após almoçar com os jornalistas que cobrem os trabalhos da Assembléia, que aspira ao quarto mandato na presidência do Legislativo.

Ele ressalvou, no entanto, que ser eleito ou reeleito presidente da Casa depende não somente de vontade, mas da concordância dos demais deputados, devendo-se aí entender (a explicação é minha) que essa concordância não precisa ser unânime, mas apenas majoritária.

Aliás, logo em seguida ele deixou isso claro, quando afirmou que se algum dos seus colegas conseguir o apoio da maioria dos integrantes do Legislativo (32 de um total de 63), ele não será candidato.

Marcelo Nilo deixou implícito um outro fator necessário, em sua visão ou simplesmente na conjuntura política atual na Bahia, para que alguém seja presidente da Assembléia Legislativa – o apoio (ou no mínimo a concordância, arrisco eu) do governador Jaques Wagner, cujo governo conta com um contingente de 45 dos 63 deputados estaduais, tendo a oposição somente 18.

Marcelo Nilo disse ainda que só decide se concorre pela quarta vez consecutiva à presidência do parlamento estadual depois das eleições municipais de 2012. Argumentou que essas eleições podem modificar (na verdade podem, mas muito pouco) a composição da Assembléia, isto é, do colégio eleitoral que, em 2 de fevereiro de 2013, vai escolher, pelo voto secreto, o presidente da Casa para o biênio 2013/2014.

Mesmo tendo chances de mexer muito pouco na composição da Assembléia, as eleições municipais terão relevância para uma atualização possivelmente expressiva da correlação de forças políticas na Bahia, com a verificação do melhor ou pior desempenho dos demais partidos que vão disputá-la e a eleição de prefeito nas principais cidades baianas, a começar pela capital e seguindo por Feira de Santana, Vitória da Conquista, Juazeiro, Ilhéus, Itabuna, Barreiras e várias outras, incluindo algumas da região metropolitana de Salvador.

Jogar a decisão sobre se vai disputar ou não a presidência da Assembléia para depois de ter conhecimento da reforma que for feita pelos eleitores, em outubro de 2012, no cenário político baiano é uma atitude inteligente do presidente Marcelo Nilo. Não só (e nem tanto) pelos novos dados que as eleições do ano que vem lhe fornecerão, como porque, até certo ponto, empurra bem mais para adiante mexericos e intrigas em que alguns possam estar empenhados – “Eu não sou unanimidade”, disse Nilo, referindo-se ao apoio dos deputados para ele obter um novo mandato de presidente.

De resto, jogar oficialmente a decisão para depois de outubro de 2012 ajuda a retardar um debate cuja antecipação não o favorece, por ser o tipo de debate que quase invariavelmente traz desgaste para quem está ocupando o cargo e pretende permanecer.

Nilo contou que foi convidado para integrar a chapa majoritária nas eleições gerais de 2006, mas não se entusiasmou e declinou do convite, preferindo reeleger-se deputado estadual, convencido de que seria eleito também, novamente, para a presidência da Assembléia. “Seu eu estiver na presidência da Assembléia em 2014, isso facilita eu integrar a chapa majoritária. E, desta vez, se me convidarem, eu aceito”.

Quanto a candidaturas para governador, o presidente Marcelo Nilo disse que “o único compromisso, que assumo comigo mesmo, é o de apoiar o candidato do governador Jaques Wagner à sucessão dele”. E concluiu: “O PT tem a preferência (para, na chapa majoritária, fornecer o candidato a governador), mas não tem a exclusividade

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