dez
15


Ana Maria Machado discursa ao assumir comando da ABL
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DEU NO JORNAL DO BRASIL (ONLINE)

A escritora Ana Maria Machado tomou posse na noite desta quinta-feira na presidência da Academia Brasileira de Letras (ABL), em cerimônia no Salão Nobre do Petit Trianon. A acadêmica é a segunda mulher a assumir o cargo nos 114 anos de fundação da ABL. A primeira foi a acadêmica Nélida Piñon, eleita em 1997, ano do centenário da Casa. A nova presidente substitui o acadêmico Marcos Vinicios Vilaça, que ocupou o cargo nos biênios 2006-2007 e 2010-2011. Ela foi eleita, por unanimidade, na quinta-feira passada, dia 8 de dezembro, em votação realizada no Petit Trianon.
Juntamente com a nova presidente, tomou posse sua diretoria, assim como ela, eleita na quinta-feira passada. Os eleitos são: secretário-Geral: Geraldo Holanda Cavalcanti; primeiro-Secretário: Domício Proença Filho; segundo-Secretário: Marco Lucchesi; e tesoureiro: Evanildo Cavalcante Bechara.
Durante seu discurso, Ana Maria citou os compositores Tom Jobim e Paulinho da Viola e prometeu dar continuidade a uma maior presença social da Academia Brasileira de Letras. A nova presidente ressaltou a importância e a modernização da instituição no contexto cultural brasileiro.
A acadêmica Ana Maria Machado, considerada pela crítica como uma das mais completas e versáteis escritoras brasileiras contemporâneas, ocupa, desde 2003, a cadeira numero 1 da ABL. Ganhou, em 2001, o mais importante prêmio literário nacional – o Machado de Assis, outorgado pela ABL, pelo conjunto de sua obra como romancista, ensaísta e autora de livros infanto-juvenis. Um ano antes, recebera do IBBY (International Board on Books for the Young) a Medalha Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da Literatura Infantil, por ser o mais alto prêmio internacional do gênero, conferido a cada dois anos a um escritor, pelo conjunto da obra.
Carioca, ela começou como pintora, tendo estudado no Museu de Arte Moderna do Rio e no de Nova York. Como jornalista, trabalhou em Paris e Londres, além de em muitos jornais e revistas no Brasil. Tornou-se escritora em 1969 e publicou nove romances, oito livros de ensaios e dezenas de infanto juvenis. Seus livros venderam quase dezenove milhões de exemplares e têm sido objeto de numerosas teses universitárias – inclusive fora do país.

dez
15
Posted on 15-12-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-12-2011


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O autor de histórias em quadrinhos (HQ) norte-americano Joe Simon que, com Jack Kirky, criou o super-heróí Capitão América, morreu na quarta-feira aos 98 anos em Nova Iorque. O anuncio do falecimento foi feito hoje pela editora Marvel Comics, noticia o jornal portuguêsn Expresso.

Argumentista, desenhista e editor, Joe Simon era considerado um dos últimos “titãs” da denominada “Idade do Ouro” da HQnorte-americana, nas décadas de 1930 e 1940.

Com Jack Kirby, Joe Simon protagonizou uma das duplas mais importantes das história da HQ dos Estados Unidos naquela época, sendo autor de “Blue Bolt”, “The Sandman”, “The Newsboy Legion” e “The Boy Commandos”, e foi um dos percursores dos quadrinhos dedicados ao terror.

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/obito-morreu-joe-simon-um-dos-criadores-do-capitao-america=f694631#ixzz1gdimRkSH

dez
15

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CRÔNICA/RELÍQUIA

Cassia Eller, 49

Maria Aparecida Torneros

Ela só pedia a Deus um pouco de malandragem. Sua geração, sucesso dos anos 90, mocidade vivida entre Brasília , Minas e Rio de Janeiro, nos legou um tipo de música cuja interpretação tão forte é um símbolo dos pós anos 70, os filhos daquela gente que ia ser hippie e ia mudar o mundo. Cássia Eller faria 49 anos esta semana, parece que ela ainda está por aí, nos nossos recantos onde observamos as garotinhas que quase 49, as mesmas que tiveram a coragem das mães solteiras, das mulheres destemidas, de pares reais ou efêmeros, de gente cuidadosamente descuidada com a própria vida.

Seus contemporâneos, Cazuza e Renato Russo, eram tão bons e tão fascinantes, na sua arte, que seguem nos encantando tal o nível de criatividade e expressão musical. Cassia tinha uma voz tão forte e tão destemida, ela era um furacão e ao mesmo tempo era doce. Um documentário especial homenageando seus 49 anos, na Globo News, mostrou facetas da cantora e depoimentos sobre trajetória de vida e sua estrada de sucesso. Zelia Duncan falou da docilidade que ela podia imprimir na própria voz , quando queria, como se uma gama de possibilidades vocais a separassem do lugar comum.

Cássia Eller e Nando Reis, uma dupla de extasiar, cantando Relicário, imperdível e inesquecível. Lembro de um carnaval na Bahia, em 200, transmitido na televisão, quando a Cássia apareceu de seios de fora, solta como um pássaro, ela cantou “Polly”, do Nirvana, em pleno carnaval da Bahia, e deixou o Vanutty sem falas quando mostrou os peitos, no gesto irreverente e natural.

Em 2002, Armandinho e seu trio elétrico que desfilou no circuito Barra-Ondina no carnaval de Salvador fez uma homenagem a ela, durante a apresentação do blogo “Trio Fobicão, na avenida. Depois de mencionar a criação da guitarra elétrica e do trio elétrico, obra de Dodô e Osmar, Armandinho emendou uma homenagem à cantora Cássia Eller, que morreu em dezembro de 2001, vítima de infarto, com a música “Malandragem”.

Num trecho de artigo de autoria de Hagamenon Brito, vale ressaltar o que ele diz :”filha de um sargento paraquedista do Exército e mãe dona de casa, Cássia Eller completaria 49 anos. Quis o senhor da razão e da emoção, porém, que a cantora carioca partisse cedo demais, aos 39 anos, em 29 de dezembro de 2001, de infarto.

Entretanto, caros admiradores da irmãzinha tímida e rebelde de uma geração, uma década depois de sua morte não existe motivo para tristeza e, sim, celebração por tudo aquilo que Cássia Eller viveu – de modo intenso -, cantou e deixou. Dois lançamentos da gravadora Universal homenageiam a única cantora que rivalizou com Marisa Monte nos nos 90 em impacto e relevância na música brasileira – mas que, diferentemente da comportada MM, foi rock’n’roll em atitude e irreverência no palco e na vida pessoal”.

Ela nos deixou um relicário imenso, se contabilizarmos suas interpretações tanto nos lançamentos em vida como nos álbuns lançados pós-mortem e agora, nas edições que homenageiam sua memória com um trabalho coordnado e remasterizado por Carlos Savalla, intitulado O Mundo Completo de Cassia Eller, que reúne, em nove CDS, todos os álbuns da artissat e mais o DVD do show Violões, de 1996.

Faz bem lembrar que ela gravou Clarice Lispector, Que o Deus venha, poema musicado por Cazuza e Frejat. Importante voltar no tempo e ouvi-la interpretar No me quites pas, e nunca esqueçamos que ela ainda é mesmo uma garotinha rebelde, mãe do Chicão, ousada, nos contando que mudaram as estações… Tudo era pra sempre, sem saber que pra sempre, sempre acaba…

“Mas nada vai conseguir mudar… nem desistir nem tentar, agora, tanto faz”, garotinha Cássia, você estará sempre de volta para a casa… que é o coração de gerações que aprenderam a respeitar sua passagem por aqui e a amar sua arte inquietante. “Palavras ao vento”, talvez você esteja mesmo coberta de razão, anda por aí tentando encontrar o tal amor que jamais será palavras apenas, palavras pequenas… Você conquistou o seu lugar na paixão da vida agitada e sôfrega, agitou, agita ainda, pois ainda não se superou e tem fôlego para seguir encantando novas gerações, afinal, “quando o segundo sol chegar para realinhar as órbitas dos planetas”, você estará na frente, pois este outro tem um nome: Cássia Eller…

Cida e Cássia(em bronze)

Maria Aparecida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro onde edita O Blog da Mulher Nessária, que abrigou o texto originalmente.

dez
15
Posted on 15-12-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-12-2011


Simões Filho:bolsão de violência na Bahia
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DEU NO CORREIO

O Mapa da Violência 2012 divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Sangari revelou que Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, é a cidade mais violenta do Brasil. O município, que responde pela quinta maior economia do estado e tem uma população de cerca de 116 mil pessoas, possui uma taxa de homicídios em torno de 146,4 casos a cada 100 mil habitantes. O relatório mostra ainda que outras duas cidades baianas – Porto Seguro e Itabuna – ocupam respectivamente a 5ª e a 8ª posição no ranking das 10 mais violentas.

Nos últimos dez anos, a Bahia registrou 34.098 homicídios. Enquanto que no ano 2000 este número foi de 1.223 caso, no ano de 2010 foram contabilizados 5.288 crimes, o que representa um aumento de cerca de 332,4%. Em números absolutos, a Bahia ocupou no ano passado a primeira posição no Nordeste e a segunda no Brasil, perdendo apenas para São Paulo (5.745 casos).

Nesta década, levando em consideração os números proporcionais – quantidade de homicídios a cada 100 mil habitantes – a Bahia saltou do 23º lugar do ranking nacional para 7ª posição em 2010. A lista é encabeçada por Alagoas, cuja taxa superar a marca dos 66 casos a cada 100 mil habitantes.

Embora os índices tenham crescido de forma generalizada nos municípios, em Salvador e na Região Metropolitana o alerta é maior. Desde o 2000, o aumento foi de mais de 418% na taxa de homicídio. Já no interior do estado, essa marca foi de 231,5% no mesmo período.

“Os dados mostram que existe uma interiorização da violência, das grandes cidades para o interior. Nos municípios menores, polos de crescimento econômicos, junto com o desenvolvimento vem a violência. A estrutura desses municípios não consegue enfrentar diretamente o problema”, disse Julio Waiselfisz, autor do Mapa da Violência 2012, durante a apresentação do estudo.

Salvador
O Mapa da Violência constatou um aumento na violência nos últimos dez anos. De 2000 até 2010, a taxa subiu 371% e somente Salvador responde por 34% dos homicídios do estado. Com os dados preliminares de 2010, a capital baiana é a primeira do Nordeste e a segunda capital brasileira em número absoluto de homicídios, perdendo apenas para o Rio de Janeiro, que registrou 1535. Ainda neste ano, a taxa de homicídio em Salvador ficou em 55,5%, o que a coloca na 5ª posição do Nordeste.

Em 10 anos, a cidade saiu da 25ª posição nacional e passou a ocupar o 7º lugar em relação à taxa de homicídio. A primeira posição é de Maceió, com 109,9 homicídios em 100 mil habitantes.

A partir de 2009, no entanto, a taxa da violência na capital baiana entrou em queda – a diminuição foi de 17% em 2010 em relação ao ano anterior, segundo dados da pesquisa.

http://youtu.be/7a-SVE-Vm3M

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BOM DIA E BOAS FESTAS A TODOS SÃO OS VOTOS DO BAHIA EM PAUTA.

(Vitor Hugo Soares)


Mãos de João e Tatiana: novas alianças

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DEU NO BLOG BAHIA TODA HORA

O prefeito João Henrique Carneiro e a nova primeira-dama de Salvador, a subsecretária de Saúde, Tatiana Paraíso, assistiram ao show da cantora Claudia Leitte, na noite de terça (13), no Teatro Castro Alves. As fotos da noite revelaram que o prefeito e a subsecretária estão usando novo par de alianças.

Como já havia ocorrido durante jantar, ocorrido na Praia do Forte, no mês de novembro, o novo casal se deixa fotografar com tranquilidade e vai, aos poucos, tornando pública a sua união estável.

No último fina de semana, inclusive, João Henrique e Tatiana receberam familiares e amigos no Condomínio Busca Vida, em Lauro de Freitas, para comemorar a nova fase.

Em agosto, o prefeito João Henrique se separou de sua ex-mulher, a deputada estadual Maria Luiza Orge (PSD). O processo de separação do antigo casamento tramita na Justiça baiana.

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Esta mensagem foi verificada pelo E-mail Protegido Terra.
Atualizado em 05/09/2011

dez
15
Posted on 15-12-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-12-2011


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Amarildo, hoje, na Gazeta (ES)

dez
15
Posted on 15-12-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-12-2011


Joaquim Barbosa: dores na coluna

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OPINIÃO POLÍTICA

Fantasmas à luz do dia

Ivan de Carvalho

Começou o pesadelo. Não é de surpreender que alguns dos mais renomados réus do Mensalão estejam por aí, movendo-se com desenvoltura na política e na mídia, em plena luz do dia. É verdade que os fantasmas preferem aparecer à noite, com pouca ou nenhuma luz, salvo a luz fantasmagórica que eles mesmos produzem. É que a luz do dia ou mesmo a luz elétrica os incomoda, segundo a mais acreditada tradição.

No entanto, a nação inteira tem visto já há algum tempo alguns fantasmas mensaleiros passeando, discursando, até fazendo verdadeiras campanhas de autorreabilitação (ressurreição?) sem se incomodarem com a luz solar e até buscando, complementarmente, a luz dos holofotes e dos flashes.

Nota-se que eles trabalham para saírem da condição de fantasmas e reentrarem no mundo dos vivos, impondo-se nestes como seres de rotina e não fenômenos inexplicáveis, o que demonstra bastante vivacidade. Aliás, nunca houve lá muitas dúvidas de que eles tenham sido e ainda sejam fantasmas muito vivos.
Grande parte desse comportamento, que em 2011 se acentuou, faz parte de uma estratégia para que sejam vistos e considerados com naturalidade pela sociedade e, por força disso, não causem as antigas estripulias pré-fantasmagóricas muito impacto no âmbito do Poder Judiciário, mais especificamente, no Supremo Tribunal Federal. A maneira como a sociedade vê os fantasmas do mensalão pode influir na maneira como o STF os processa e julga.

Não se trata de absolver os comprovadamente culpados ou condenar os inocentes (por serem ou por insuficiência de provas). Trata-se, por exemplo, de dar ou não um ritmo adequado à tramitação do processo, de modo que não prescrevam alguns ou muitos dos crimes denunciados pelo procurador geral da República.

Um exemplo de como acelerar foi dado ontem. O presidente do STF, ministro Cezar Peluso, enviou ofício ao ministro-relator do processo do Mensalão, Joaquim Barbosa, solicitando que ele disponibilize a íntegra do processo a todos os ministros para “agilizar a apreciação” do caso e evitar prescrição.

Lamentavelmente, o presidente Cezar Peluso só lembrou de tomar essa iniciativa ontem, dia em que o jornal Folha de S. Paulo publicou entrevista com o ministro Ricardo Lewandowski, escolhido revisor do processo, na qual ele diz que é certo que alguns dos crimes imputados aos réus vão prescrever (caso em que, para efeitos práticos na área do Direito Penal, é como se nunca houvessem sido praticados).

Admitiu até que alguns dos réus poderão ter prescritos todos os crimes de que são acusados. Lewandowsky afirmou que o processo poderá ser julgado somente em 2013. E ele já havia declarado que não realizará sua tarefa de revisor em menos de seis meses, a partir de quando receber o parecer do relator Joaquim Barbosa.

Ora, o ministro-relator Joaquim Barbosa acolheu a denúncia, com o que se deu início ao processo, mas ele tem sérios problemas de saúde nas costas. Já se submeteu a uma cirurgia este ano. E acaba de tirar nova licença médica. Está realizando exames nos Estados Unidos – e tudo isso vem atrasando o seu relatório. Peluso pede que ele libere a íntegra do processo, por meios eletrônicos, para os demais ministros, para que estes estudem o caso e vão preparando seus votos.

Aguarda-se a resposta do ministro Joaquim Barbosa ao pedido do presidente do STF. E, só para sugerir, o revisor Lewandowsky, à medida que for revisando o processo, poderá (se não quiser atrasar as coisas) ir disponibilizando o que estiver revisado para os colegas.

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