Antigo prédio de Filosofia da UFBA, bairro de Nazaré:
onde tudo coeçou…
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…e “os quatro mosgueteiros” da Turma de 71:
(Carlos Santana(careca), Tasso, Egnaldo e Gilson)

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CRÔNICA/MEMORIA

VALEU!

Gilson Nogueira

O som do conjunto de choro Os Ingênuos nos ouvidos e os cheiros da tilápia na chapa e do arrumadinho de carne de sol, farofa, molho a vinagrete e feijão fradinho na boca e na camisa não se desfizeram. Assim como eles, os abraços e apertos de mãos dos “quatro mosqueteiros”, segundo Tasso Franco, jornalistas da turma de 1971 da Ufba que foram ao Caminho de Casa, no Itaigara, hoje, pela manhã, para comemorar, com cerveja, refrigerante, água mineral, comidinhas e muita conversa, sobre tudo e todos, os 40 anos de formatura em jornalismo da irreverente e tropicalista galera aluna de Raul Sá, João Carlos Teixeira Gomes, Florisvaldo Mattos, Consuelo Pondé de Sena, Carlos Libório, Adroaldo Medrado, Cid Teixeira e outros expoentes da academia.

Aquele ensolarado 11 de dezembro de 1971, um sábado, na antiga Escola de Biblioteconomia e Comunicação, no Vale do Canela, de alguma forma voltou, no sol e na vitrine do tempo, inteiro, para fazer os “ quatro mosqueteiros” pensar e sentir que os anos passam e a amizade fica, como o talento. Fatos e pessoas da época do vestibular, prestado em 1968, na velha faculdade de Filosofia, no bairro de Nazaré, os anos de escola e temas diversos, ligados ao exercício profissional, seguiram misturados, com a vibração de quem tem orgulho de ser nordestino, ao falatório daquela gente alegre que lotava o barzão de atendimento de primeiro mundo chamado Caminho de Casa.

Enquanto isso, a esperança de ver chegar mais colegas da turma ia se perdendo com o giro dos ponteiros.
Chegou a hora de ir embora. Conta paga e o compromisso: ” Em 2012, nos veremos, de novo.”

Valeu! , gritamos, em coro. De repente, os velhos repórteres, sempre amigos, que atenderam ao chamado de Carlinhos Santana, por telefone, Tasso Franco, Egnaldo Araujo e este escriba,depois de compartilhar, com ele, durante cinco horas, a mesma pauta neo-saudosista e a alegria do reencontro, foram embora, sem, antes, em poucas palavras, como um bom lead, deixar de solucionar, entre uma recordação e outra, os problemas do planeta, incluindo os de Salvador, a capital do cacete armado, ou dos absurdos, como queiram, eleita, por eles, e por meio mundo, desafiadora equação urbana a ser solucionada por aqueles que se candidatarem a administrá-la, após a atual gestão.

Salvador acabou. Tem que ser redescoberta. No guardanapo do CC, que guardei no bolso, como lembrança de um dia especial, escrevi: “ Salvador está nos matando.”

Gilson Nogueira , jornalista, é colaborador de primeira hora do Bahia em Pauta

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Comentários

rosane santana on 13 dezembro, 2011 at 6:11 #

Parabéns, Gilson, a você e toda a turma, com um abraço especial ao amigo Tasso Franco.


Olivia on 13 dezembro, 2011 at 8:12 #

Viva! Paulinho da Viola é sábio: Quando penso no futuro, não esqueço do passado. Valeu, Gilson, parabéns, meninos!!!


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