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Postado em 05-12-2011
Arquivado em (Artigos) por vitor em 05-12-2011 12:36

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Maria Olívia Soares

Familiares e ex-companheiros, com o apoio da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e do Grupo Tortura Nunca Mais/Bahia, se reúnem hoje, dia 5 de dezembro, no Teatro Vila Velha, às 15 horas, com personalidades políticas, intelectuais, artistas e representantes de entidades e movimentos sociais para prestar homenagem ao líder revolucionário baiano Carlos Marighella, um dos principais opositores da ditadura militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985, que completaria na data, cem anos de nascimento.
A Comissão de Anistia vai se reunir em Salvador para analisar o requerimento formulado por familiares de Marighella, onde se pede que seja declarada a sua condição de anistiado. Carlos Augusto, filho do revolucionário, ressalta que o evento faz parte de uma campanha, denominada Marighella Vive, que pretende criar na Bahia um memorial dedicado aos brasileiros que lutaram contra o golpe militar e se tornaram, na prática, as principais figuras do momento democrático vivido no país, assim como, fazer justiça a memória de seu pai. “Marighella foi uma pessoa que deixou marca na vida do país, um verdadeiro herói nacional”, explica.
O evento contará com as participações do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, do governador Jaques Wagner, além de secretários de estado, vereadores, deputados, senadores, presidentes da OAB/BA e OAB/RJ e da viúva de Marighella, Clara Charf.
Documentário
No mesmo dia, às 20hs, acontece no Cine Glauber Rocha o lançamento na Bahia do documentário Marighella, feito pela sobrinha Isa Grispum Ferraz. Com 1h40 de duração, o longa é narrado pelo ator Lázaro Ramos e traça um retrato emocionado do líder político baiano.
Finalista do Festival do Rio e da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e selecionado ao Prêmio Itamaraty, o filme é fruto da inquietação pessoal de Ferraz. “É minha contribuição de registro de uma figura que viveu 40 anos na clandestinidade. Um jeito de tentar entender esse político complexo, trazendo mil faces dele para conhecimento do público”, explica. De acordo com a sobrinha, ela tem boas recordações do tio, que escrevia, lia e amava a vida. “Aquela pessoa carinhosa e brincalhona vivia escondida em minha casa. Considerado perigoso e frio, com cartaz de procura-se, era o mesmo que fazia paródias de músicas de Roberto Carlos com nomes de meus coleguinhas da época”, derrete-se.
Em seguida, no dia 07, o filme vai participar do Festival do Documentário em Cachoeira e depois, dia 10, no Festival de Havana, Cuba. A previsão é que o documentário entre em cartaz no cinema comercial em março de 2012.

Maria Olivia Soares , jornalista, é colaboradora do BP

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