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Vi ontem pela enésima vez, exibido na Sessão da Tarde pela TV Globo, o filme “Um lugar chamado Notting Hill”, com Hugh Grant, Julia Roberts e um excelente elenco de apoio. Gosto da história romantica do filme, do desempenho do elenco e , particularmente da ambiência onde se desenvolve a incrivel historia de encontros e desencontros no romance da atriz famosa com o dono de uma lojinha de livros e objetos de arte no bairro de Notting Hill, em Londres.

A trilha sonora é um encanto à parte do filme que Bahia em Pauta recomenda a quem ainda não viu ou deseja rever uma envolvente história de amor no cinema. Confira.

(Vitor Hugo Soares)

dez
03
Posted on 03-12-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-12-2011


Ciro Gomes: metralhadora dispara em Brasilia
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DEU NO IG

Ao participar do 23º Encontro Nacional do PSB em Brasília, o ex-ministro e ex-deputado federal Ciro Gomes (CE) disse que, antes de pensar em disputar a Presidência da República, o seu partido deveria se preocupar em fazer criticar à aliança entre o PT e PMDB no governo Dilma Rousseff. Ele afirmou que a união existe porque tem “natureza fisiológica. “Quando não roubalheira”.

“Eu acredito que a grande tarefa do PSB é tensionar dentro da aliança da presidenta Dilma por uma agenda de mudança e por uma conduta um pouco mais republicana da média desta sustentação. O cimento da aliança central que reúne o PT e PMDB é de natureza fisiológica. Nós teremos sempre grandes sustos e grandes dissabores por esse cimento”, disse.

“Toda aliança é legítima, mas qual é a agenda institucional, transformadora que precisa dessa grande aliança? Qual é a pendência da reforma tributária, no modelo de organização das instituições políticas, no desenho da poupança previdenciária ou qualquer que seja o assunto relevante? O que os coesiona? Fisiologia! Quando não, roubalheira”, completou Ciro

Mais estrada

O ex-ministro disse que o governador de Pernambucano, Eduardo Campos, também tem “todos os dotes para ser candidato a presidente da República”. “Mas ele (Campos) só não tem a estrada que eu tenho”, disse. Ciro e o irmão e governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), fizeram questão de chegar acompanhados de Campos ao local do evento, o auditório Petrônio Portella, em Brasília. O objetivo é sinalizar que a aliança está mantida, apesar das disputas de poder no último ano, quando o governador pernambucano atuou contra uma nova candidatura de Ciro ao Planalto.

Além de comentar a possibilidade de disputar o Planalto pela terceira vez, Ciro fez críticas a aliança do PT e do PMDB na formação do governo Dilma Rousseff. “Quem já foi duas vezes não pode andar mentindo dizendo que não quer ser (candidato a presidente)”, disse. “Mas as circunstâncias hoje recomendam muita prudência, muita cautela”, completou.


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OPINIÃO POLÍTICA

Wagner interfere

Ivan de Carvalho

O governador da Bahia, Jaques Wagner, está gradualmente aumentando a freqüência de suas intervenções públicas na política nacional. Isto faz sentido, na medida em que ele, no seu partido – que ainda não é hegemônico no país, mas busca com determinação esta condição – é uma das lideranças com maior influência, destaque e poder de fogo.

Chegou ao governo eleito em primeiro turno e reelegeu-se com extrema facilidade também no primeiro turno para governar o quarto Estado em população, portanto o quarto maior colégio eleitoral do país. É, politicamente, o mais importante governador entre os cinco do PT, estando bem à frente do segundo mais importante, o governador gaúcho Tarso Genro.

Wagner integra o chamado “campo majoritário”, o grupo praticamente hegemônico dentro do PT, que conta com seus principais líderes o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff e o ex-deputado e ex-ministro José Dirceu, em acelerado e avançado processo de reabilitação, após o dolorido expurgo forçado pelo Escândalo do Mensalão, caso que se acredita será julgado pelo Supremo Tribunal Federal no ano que vem. Uma absolvição completa no STF das várias acusações que pesam sobre ele, consumaria a reabilitação política de Dirceu. Uma condenação em todas elas ou sequer em uma delas faria dele, digamos, um político influente com necessidades especiais.

Dirceu está, independente de decisões do STF, consensualmente (não sei, claro, se a brilhante mente dele compartilha esse consenso) excluído da seleta relação de petistas que podem vir a ser candidatos a presidente da República em 2014 ou, se não der para tão cedo, 2018. Aliás, Palocci também, por incidência e reincidência em malfeitos.

Não se devendo desconsiderar que, em política, quanto em tantas outras coisas, previsões a longo prazo (caso mais de 2018) não são mais do que exercício de fantasia travestido de previsão fundamentada. Ainda mais em um mundo agitado por crise financeira e econômica global nucleada, no momento e apenas no momento, na União Européia e Estados Unidos, além de crise política gravíssima envolvendo o chamado mundo árabe, o Irã, a Turquia e, inevitavelmente, como seria de esperar,

Israel. Nesse quadro, a idéia que se faz hoje, a sério, de 2014, pode não passar, quando lá chegarmos, de uma piada, no estilo humor negro.

No entanto, considerando que a rotina prossiga rotineira, para 2014 a relação de petistas presidenciáveis tem somente três nomes, Dilma (se chegar a meados de 2014 muito popular e politicamente forte), Lula e Jaques Wagner, este, no caso das candidaturas dos outros dois ficarem inviabilizadas por algum ou alguns motivos. Aliás, Wagner já foi até citado por Lula como terceiro nome nesta relação e é muito amigo do ex-presidente e hoje também de Dilma.

Mas, voltando lá para o começo, em poucos dias o governador da Bahia fez duas intervenções públicas a respeito de ministros considerados cadentes. A primeira, para dar força ao baiano ministro das Cidades, Mário Negromonte, não somente alvejado por denúncias como por forte fogo amigo de seu próprio partido, o PP, por inspiração, todo mundo sabe, do ex-ministro (governo Lula) Márcio Fortes.

A segunda intervenção, aparentemente muito mais ousada, em entrevista à Folha de S. Paulo, para ajudar a derrubar o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi – que não é baiano e é presidente licenciado do PDT, partido que o indicou para o cargo. “Ficou uma coisa praticamente insustentável”, disse Wagner, referindo-se à recomendação da Comissão de Ética Pública à presidente Dilma Rousseff para que demita Lupi. Sugeriu ainda que, se ficar claro que Lupi não passa da “reforma ministerial” de janeiro, melhor que saia logo, ainda que se ponha um interino, mesmo que seja o atual secretário executivo do ministério. E Wagner ainda sugeriu que o próprio Lupi vá a Dilma e diga que está “ficando muito desconfortável, quem sabe é melhor eu lhe deixar à vontade”. O que tornaria a coisa confortável para a presidente.

Sei não. Mas que ficou parecendo coisa combinada, ficou.

dez
03
Posted on 03-12-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-12-2011

DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

Um acidente grave envolvendo três veículos na madrugada deste sábado (3) deixou mais de 30 pessoas mortas, além de 13 feridos, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O acidente aconteceu por volta das 2h no km 583 da BR-116, nas proximidades do município de Milagres, localizado 232 quilômetros de Salvador.

De acordo com a PRF, pelo menos 34 pessoas morreram. Os veículos envolvidos foram uma carreta, um caminhão e um ônibus que transportava trabalhadores rurais de Mato Grosso do Sul, na direção de Pernambuco. Os passageiros do ônibus iam trabalhar no corte de cana no estado.

Ainda conforme a polícia, equipes da PRF de Jequié e Milagres estão no local do acidente socorrendo os feridos. Algumas vítimas foram encaminhadas para o Hospital Geral de Jequié, enquanto outras devem ser transferidas para uma unidade médica em Vitória da Conquista.

Os corpos das vitimas fatais foram encaminhados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da região, onde vão passar por uma autópsia antes de serem liberados para a família. Os veículos envolvidos na colisão ainda devem passar por uma perícia para determinar as causas do acidente.

http://youtu.be/zY3hSzqFjss
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Do poeta paulista Luiz Fontana, editor do Blogbar,nascido em Marília como Sergio Ricardo, postado hoje (4) na área de comentários do BP

Caro VHS

Porque hoje é sábado

Porque Sérgio além de Rcardo, é de Marília

Porque Glauber é Bahia

Porque os dois fizeram parceria

Direto do forno do Blogbar

“A PRAÇA É DO POVO” (Sérgio Ricardo & Glauber Rocha

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Grande, poeta! Bahia em Pauta, de pé, bate palmas e agradece.

(Vitor Hugo Soares)


Jaques Wagner:azeite na fritura de Lupi
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ARTIGO DA SEMANA

Lupi ao azeite de Wagner

Vitor Hugo Soares

A caminho de São Paulo para uma visita ao ex-presidente Lula – amigo e companheiro de antigas lutas sindicais, governo e palanques eleitorais – em tratamento de saúde , o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), deu uma parada em Brasília no melhor estilo da gente do Candomblé no cumprimento de “obrigação”
No Planalto, antes de seguir viagem para São Bernardo, aproveitou para jogar quase uma garrafa inteira de azeite de dendê na enorme frigideira na qual o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), vem sendo fritado há mais de um mês.

Para jornalistas e quem entende de signos da comunicação, do poder ou das coisas de santo dos terreiros, Wagner não poderia ter sido mais claro em suas previsões e expectativas quanto ao destino de Lupi.
O governador está convencido de que, com o relatório da Comissão de Ética Pública entregue à presidente da República esta semana, criou-se “uma situação de esquina” para o ministro do Trabalho. “Uma situação quase insustentável”, concluiu o governador em Brasília. O aviso mais que explícito, dado na quinta-feira, seguia ontem com a ressonância nacional de um tambor de candomblé, mesmo sendo o tocador um judeu de origem.

O “toque” repercutia em diferentes ambientes do poder, a ponto de começar a causar estragos sérios nas sempre frágeis e complicadas relações do PT com o PDT desde o tempo do polêmico ex-governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola. Mas qual um “João Teimoso”, o ministro do Trabalho segue renitente e de ouvido mouco, apesar de já praticamente não ter mais em que e em quem se segurar. Salvo, diga-se a bem da verdade, alguns poucos como o deputado Paulinho da Força, que até ofendeu preconceituosamente os integrantes da Comissão de Ética, para defender a permanência do parceiro de partido no ministério de Dilma.

Bastante parecido (até como figura física) com aquele boneco vendido nas feiras do Nordeste em épocas natalinas como agora, Lupi balança mas não cai. Segue pulando na frigideira quente. Isso – é preciso ressaltar em razão da velocidade dos fatos e das subidas e quedas na política do País -, pelo menos até a sexta-feira em que escrevo estas linhas.

Enquanto Lupi e muita gente mais na política, no governo e no jornalismo esperam a volta da presidente Dilma da Venezuela, para ver o que acontece, o governador da Bahia aproveitou para seguir à risca o ditado sobre o poder, que ensina: “Espaço vazio é espaço ocupado”.

Antes de seguir viagem no voo da rota Bahia-Brasilia-São Paulo que o levaria ontem à presença de Lula, o governador deu uma entrevista ao programa “Poder e Política” da TV UOL (grupo Folha), conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues. Uma conversa destas que prometem render por muitos dias ainda.

Sobre o caso Carlos Lupi, Jaques Wagner falou bem ao seu jeito. Às vezes um petista de raiz, às vezes um pessedista desde criancinha. Considerou “insustentável” a situação do ministro do Trabalho depois da sentença da Comissão de Ética Pública da presidência da República, mas ao mesmo tempo admitiu a possibilidade de não ser ainda o desenlace. Dilma, segundo ele, pode decidir que o ministro ficará no governo até a reforma ministerial prevista para janeiro, e assim haverá ainda muito desconforto até 2012.

“Seria melhor sair logo e deixar o secretário executivo (do ministério) assumir interinamente”, recomendou Wagner. Com o trânsito que ele aparenta desfrutar no Planalto desde que sentava ao lado da atual presidente no ministério do primeiro mandato de Lula, ninguém melhor que o atual governador da Bahia para dar o aviso, ou cumprir a “obrigação”. Jaques Wagner disse muito mais na entrevista ao jornalista da UOL/Folha, mas não vem ao caso agora nas linhas finais deste artigo.

A não ser registrar o que Jaques Wagner – amigo do peito de Mãe Stella, a mais acatada Yalorixá da Bahia desde a falecida Menininha do Gantois – revelou que estava levando para a visita ontem, primeira sexta-feira de dezembro de 2011, ao amigo Lula, em São Paulo: “oferendas, energias positivas”.
Ah, e uma imagem da beatificada Irmã Dulce dos Pobres, porque na Bahia a mistura faz bem, sempre foi assim. E o pernambucano Lula, que não cansa de afirmar que em outra geração foi baiano, entende muito bem.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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