Imagem do café de Dommayer, em Viena/DN
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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

Viena, na Áustria, é a cidade com maior qualidade de vida do mundo, segundo um estudo divulgado hoje, que qualifica Lisboa na 41ª posição global quanto às condições em que vivem os seus habitantes.

O estudo “Quality of Living 2011”, realizado pela consultora Mercer, analisou a qualidade de vida em 221 cidades, tendo Nova Iorque como termo de comparação, e concluiu que a cidade de Viena (Áustria) é a cidade com maior qualidade de vida do mundo.

Lisboa, a única cidade portuguesa analisada, encontra-se 41º no ranking global de qualidade de vida.

As cidades alemãs e suíças dominam o topo da classificação numa lista onde as cidades europeias ocupam mais de metade dos primeiros 25 lugares.

Além de Viena, estão nos primeiros 10 lugares Zurique (Suíça – 2.º lugar), Munique (Alemanha – 4.º), Dusseldorf (Alemanha – 5.º), Frankfurt (Alemanha – 7.º), Genebra (Suíça – 8.º). Berna (Suíça) e Copenhaga (Dinamarca) ocupam em conjunto a 9.ª posição.

Auckland (em 3.º), na Nova Zelândia, e Vancouver (em 5.º), no Canadá, completam os 10 primeiros lugares da lista.

Em termos globais, Paris encontra-se na 30ª posição, Londres na 38ª, Madrid na 43ª e Roma na 52ª.

As cidades dos Estados Unidos com a classificação mais elevada ao nível da qualidade de vida são Honolulu (29ª) e São Francisco (30ª).

As cidades brasileiras de Brasília, do Rio de Janeiro e de São Paulo ficaram em 101.º, 114.º e 116.º lugares, respetivamente.

Maputo, em Moçambique, é o número181 do ranking e Luanda, em Angola, é a 194.

Este ano, além das cidades com maior classificação de qualidade de vida, o estudo identifica as cidades ao nível da segurança pessoal, tendo por base critérios como estabilidade interna, níveis de criminalidade, eficácia da política de segurança e das relações internacionais do país.

A cidade do Luxemburgo encontra-se em primeiro lugar na classificação em matéria de segurança pessoal, seguida de Berna (Suíça), Helsíque (Finlândia) e Zurique (Suíça), todas em segundo lugar.

Viena (5) está à frente de Genebra e Estocolmo, Suécia (6).

Singapura é a oitava cidade mais segura e Auckland e Wellington, ambas na Nova Zelândia, estão ex-aequo em 9.º.

Ao nível de segurança pessoal, Lisboa está na 47ª posição, Maputo na 135ª, Brasília na 131ª, Luanda na163ª, Rio de Janeiro na 172ª e São Paulo na 178ª.

Bagdade ocupa a pior posição, sendo considerada a cidade com pior qualidade de vida e a menos segura do mundo.

As outras cidades que ocupam o fundo da tabela quanto à qualidade de vida são Cartum, no Sudão (217), Port-au-Prince, no Haiti (218), N’Djamena, no Chade (219), e Bangui, na República Centro-Africana (220).

Segundo a Mercer, o estudo pretende “ajudar os Governos e empresas multinacionais a remunerarem os colaboradores de forma justa quando são destacados para projetos internacionais, através de informação de relevo e recomendações sobre os subsídios que deverão ser equacionados para garantir a mesma qualidade de vida nas cidades de destino”.

As condições de vida nas cidades são analisadas anualmente tendo em conta 39 critérios, agrupados em 10 categorias, que tem em conta, nomeadamente, o ambiente social, económico e político, fatores médicos e sanitários, escola e educação, serviços públicos e transportes, entretenimento, bens de consumo, habitação e o clima.

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Comentários

rosane santana on 29 novembro, 2011 at 10:20 #

Depois de índices de analfabetismo comparados aos do Zimbabwe, recentemente divulgados pela Folha de São Paulo; IDH dos piores do mundo (84º) e mais esta nova sobre as capitais com maior renda per capita deste país, fico a refletir sobre a distância entre o país potente do lulopetismo e a realidade que salta nas páginas de jornais, apesar de alguns continuarem divulgando sandices como a de que a economia brasileira faz 19 novos milionários por dia. Bem, considerando-se milionário quem detém a quantia de um milhão de reais, vê-se não ser lá muita coisa, no país da carestia, onde os preços em cidades como São Paulo e Brasília, por exemplo, são maiores do que em Nova Iorque ou Paris. Do automóvel à moradia, da roupa à comida o nosso custo de vida é exorbitante, transformando o milhão em coisa nenhuma, a ponto de muitos entendidos no assunto desconfiarem de uma crescente bolha na economia brasileira acelerada pelo crédito fácil com o qual o governo engendrou uma nova classe média e enforcou a maioria esmagadora dos aposentados. E a dívida dos brasileiros, dizem, beira a casa dos 800 bilhões de reais. Sim, não esqueçamos que, neste paraíso 120 milhões vivem às custas do poder público nas esferas federal, estadual e municipal, além dos 12 milhões que estão no cadastro do bolsa família. Sem dúvida, um “poderoso” mercado consumidor que sobrevive mamando nas tetas da viúva.Mas não é só. Damos demonstrações contantes de nossos avanços em direção ao primeiro mundo, quando, por exemplo, o Jornal Nacional anuncia que prefeitos de Alagoas mandaram cortar a energia elétrica na noite em que suas falcatruas iriam ser mostradas no fantástico, sem que nada aconteça. Nenhum preconceito contra o Nordeste, afinal, não faz muito tempo assistimos a juíza Patrícia Aciolli ser assassinada nos arredores da antiga Corte, suposto centro civilizatório brasileiro, pela Polícia Militar. E, assim, senhores, não tenho dúvida de que esse país caminha para assegurar um lugar de destaque no futuro.


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