nov
26
Posted on 26-11-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 26-11-2011


Geddel e Lúcio: dupla afinada
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Geddel Vieira Lima, da Caixa, e Lúcio Vieira Lima, deputado do PMDB, irmãos de sangue e de picardia política. Trocando figurinhas no twitter, a dupla parece bem mais afinada que Zé de Camargo e Luciano:

luciovl_: Lembra o q Pelegrino falava pra gente de OTTO, impublicável!

RT @geddel_ @luciovl_ pois é, mas ele não faz meu tipo, nem de Salvador


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Jean Louisa Kelly in Mr. Holland’s Opus
Linda canção que marca uma das sequências mais empolgantes e expressivas do filme “Mr Holland Opus”, que no Brasil ganhou o título meio tolo de “Mr Holland, O Adorável Professor”. Gosto muito e este sábado o reve mais uma vez em um canal privado de TV.

Na cena do vídeo, a personagem Rowena canta apaixonada pelo professor, que rege a orquestra do colégio. Na primeira fila, a mulher do professor e o filho surdo. Belo filme, Bahia em Pauta recomenda.
BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)


Reynaldo Gianecchini
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CRÔNICA

Sorrir desmoraliza a dor

Janio Ferreira Soares

Leio que o ator Reynaldo Gianecchini anda “na maior felicidade” e muito confiante na sua luta contra um câncer. Leio também que Lula, apesar do tratamento quimioterápico, “está bem-humorado e feliz”, principalmente com o seu Corinthians – a um passo de ser campeão brasileiro. Se eles não estiverem jogando para a plateia, estão no caminho certo.

Recentemente passei algumas horas num corredor de um hospital e pude observar que, mesmo em nítida desvantagem, a alegria consegue comer pelas beiradas e penetrar sorrateira no espaço onde o sofrimento é rei, para, quando nada, dar uma bela desmoralizada na dor. Como no caso de uma menina com poucos meses de vida que deu entrada no setor pediátrico depois de engolir uma banda de um comprimido de origem desconhecida e, mesmo se esgoelando num choro de dar pena, de vez em quando esboçava um luminoso sorriso, como se dissesse: “relaxem, que daqui a pouco eu fico boa e vou pra casa brincar”.

Já na ala feminina, uma senhora beirando os 80 anos resolveu voltar aos seus tempos de adolescente e começou a paquerar descaradamente o jovem médico que lhe atendia, dizendo, toda melosa: “me leve pra casa, doutor, que aí o senhor vai ver como eu vou ficar boazinha, boazinha!”, provocando boas gargalhadas em alguns pacientes que, pelo menos por alguns instantes, se esqueceram da agonia de ficar horas e horas apenas assistindo o percurso do soro viajando lentamente até entrar em suas veias.

Não sei até que ponto o bom humor das pessoas tem a ver com a sua longevidade, mas tenho pra mim que aqueles que não se levam muito a sério e conseguem rir de si mesmos têm mais chances de receber alguns anos de acréscimo, mesmo depois de esgotado o tempo regulamentar. Agora, aqueles que levam a vida como se ela fosse uma espécie de pós-graduação para algum NBA celestial e agem como se os problemas do mundo dependessem de suas performances de vendedores de Delta Larousse, aí já não sei. Se o juiz for dos meus, é cartão vermelho antes mesmo que a primeira frase de
Paulo Coelho saia de suas bocas.


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Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, no lado baiano do Vale do Rio Sâo Francisco


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OPINIÃO PLÍTICA

Uma pouca vergonha

Ivan de Carvalho

Depois de passar pela Câmara dos Deputados, também o Senado Federal aprovou medida provisória, editada pela presidente Dilma Rousseff, que proíbe o fumo em ambientes fechados de acesso público em todo o país, ampliando assim medida legislativa inicialmente adotada em São Paulo por proposta do então governador José Serra, do PSDB.
Essa legislação, uma vez sancionada pela presidente da República e entrando em vigor, trará alguns um progresso notório quanto às restrições ao exercício do vício do tabagismo. O fundamento aí é sempre o de que o fumante não pode impor danos, efeitos e incômodos do seu vício a outras pessoas. A nova legislação extingue os fumódromos. Não dá mais para fumar em bares, restaurantes, boates e até as tabacarias estão livres da fumaça.
A proibição não chega a ser uma coisa absoluta, porque o Estado havia que respeitar a privacidade das pessoas. Por causa disto, ainda será possível fumar dentro de ambientes privativos (basicamente, residências, onde ainda será possível envenenar lentamente pais, filhos, cônjuges, irmãos, netos, empregados, visitas). Não é impossível encontrar mais algum outro lugar privado (por exemplo, um escritório ou oficina a que só uma pessoa tem acesso) em que o tabagismo possa ser praticado – ou perpetrado.
Ficam isentos da proibição, além desses lugares de acesso privado, os lugares ao ar livre – ruas, praças, estradas, praias e no campo ou na água, durante a natação (desde que não em piscina com acesso ao público), mas neste último caso haverá uma certa dificuldade de manter o cigarro (ou cigarrilha, charuto ou cachimbo) aceso. Talvez nadando de costas…

Se quanto ao ato de fumar a nova legislação representa um avanço, ela trouxe um contrabando no que diz respeito à propaganda do tabagismo. Por legislação federal anterior, ela já estava proibida em estádios, pistas, palcos ou locais similares, bem como vedado o patrocínio de “eventos esportivos nacionais e culturais”.

A lei aprovada agora pelo Congresso (por último, pelo Senado) dá um espantoso passo atrás, ao permitir a propaganda em eventos esportivos e artísticos. Assim, fica ela sendo permitida, se houve interesse comercial, nas Olimpíadas de 2016, na Copa do Mundo de 2014, no campeonato brasileiro, nos campeonatos estaduais, nos jogos de futebol, de basquete, de vôlei que se realizarem no país a qualquer título, nas corridas de carros, nas atividades de palco (teatrais, musicais, nos trios elétricos – a apresentação de suas bandas são eventos artísticos, como quer a lei).

Não se vai poder fumar em um teatro, mas o cartaz pode estar lá exposto, recomendando o tabagismo e o ator pode até apelar aos espectadores para que se matem com os cigarros da empresa que está ajudando a financiar o espetáculo. A camisa da seleção brasileira poderá desmoralizar-se a ponto de ostentar o nome de uma marca de cigarros. Mas o que importa mesmo é que os brasileiros, incluindo crianças e adolescentes, estarão com extrema freqüência sob bombardeio da propaganda tabagista, se a presidente Dilma Rousseff não vetar esse dispositivo contrabandeado na Câmara para sua Medida Provisória e acolhido pelo Senado.

Esse rombo aberto na legislação contra o tabagismo é uma pouca vergonha. Praticamente anula os efeitos de todo o esforço político e legislativo feito anteriormente para evitar a propaganda do tabagismo, o que vinha produzindo excelentes resultados, que seriam ainda mais expressivos com a nova lei, se os não inserissem essa safadeza da propaganda em eventos “esportivos e artísticos”.

nov
26
Posted on 26-11-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 26-11-2011


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Paixão, hoje na Gazeta do Povo (PR)


Mario Lago
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Hoje (26/11/2012) Mário Lago faria 100 anos. O Bola Preta e o Cordão do Boitatá fazem um carnaval em homenagem ao eterno boêmio. http://t.co/XqADOZps
(Maria Olívia Soares)

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Fazendo jus ao ânimo festivo do boêmio Mário Lago, as comemorações pelo seu centenário parecem não ter fim. Hoje é a vez da Fundação Casa de Rui Barbosa brindar os fãs do ator e compositor de sucessos como “Ai, que saudade da Amélia” com uma programação especial com todas as faces de Mário Lago. Mas a festa não para por aí: o dia de seu centenário, em 26 de novembro, cai justamente num sábado – data perfeita para exaltar o bom e velho boêmio com vários shows pelo Rio de Janeiro.

Na Casa Rui Barbosa, a primeira mesa, às 10h30m discute o compositor e sua relação com o Rio de Janeiro. Às 14h é a vez de um debate sobre seu lado político aguerrido (chegou a ser preso sete vezes no regime militar), e às 16h, a boa e velha boemia. Concluindo o dia, uma mesa debate os ”causos” e canções de Mário Lago. A programação completa você vê no site da Casa Rui Barbosa.

Centenário badalado

Na sexta-feira (dia 25), seu time do coração, o Fluminense, também faz um tributo ao artista, a partir das 16h. Uma solenidade no salão nobre do clube marca o lançamento de uma exposição, um selo e uma medalha comemorativas. A festa terá direito ainda ao relançamento do livro autobiográfico “Na rolança do tempo”, escrito por ele na década de 1970. Além, claro, de uma boa roda de samba, que vai culminar com o show “100% tricolor”, a partir das 21h, com vários artistas e amigos convidados.

Já no sábado, quando o artista completaria 100 anos, o bloco Cordão do Boitatá canta o carnaval de Mário Lago na sede do Cordão do Bola Preta, na Lapa. O baile marca o lançamento do CD “Folias do Lago”, só de marchinhas do compositor. Além deste, um outro disco está sendo gravado, com artistas como Frejat e Lenine, só com canções inéditas de Mário Lago. O disco será lançado no ano que vem, encerrando as comemorações do centenário, mas algumas letras você confere no site do projeto

(Deu no site Revista de História)


Danielle Miterrand: a mulher que abraçou o mundo

ARTIGO DA SEMANA

UMA ROSA PARA DANIELLE

Vitor Hugo Soares

A escritora Simone de Beauvoir abre seu livro referencial sobre o mito feminino, “O Segundo Sexo” (A Experiência Vivida), com uma frase lapidar: “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher” .

A expressão da pensadora francesa pode servir para muitas outras figuras do gênero, em várias regiões do planeta. No entanto, se encaixa com perfeição máxima no perfil de duas grandes mulheres da França: no da própria autora, que partiu há décadas, e no de Danielle Mitterrand, a militante “gauche” das causas humanitárias – para alguns “das causas perdidas” -, que morreu esta semana em um hospital de Paris, aos 87 anos.

Uma existência exemplar e relevante sob qualquer aspecto. Na política, nas relações humanas, na resistência ou embates sociais. Na generosidade extrema com as pessoas e com os povos de tantos países. Com a América Latina em geral e com o Brasil em particular, onde ela esteve inúmeras vezes (com o marido François Mitterrand ou sozinha na maioria dos casos).

A morte da ex-primeira dama da França durante 15 anos (embora ela não gostasse nem um pouco de ser chamada assim), e principalmente a sua história como polêmica militante e mulher sempre presente e atuante, merecia na despedida mais atenção de defensores e adversários das suas ideias e práticas.

Danielle Mitterrand, ao ganhar outra dimensão como acreditam os espiritualistas, merecia as honrarias do governo da petista, mulher e ex-guerrilheira Dilma Rousseff; os discursos mais vibrantes dos políticos ditos “de esquerda”, “socialistas” ou “progressistas” no poder. Merecia igualmente espaços mais generosos da imprensa brasileira.

Salvo raríssimas exceções, o que se viu esta semana? Uma sonora indiferença diante deste fato que teve expressivo destaque informativo e honras póstumas governamentais e políticas na Europa, na maioria dos países latino-americanos e em outras regiões do resto do mundo. Uma pena de dar vergonha aos que ainda não perderam a memória!

Por dever de justiça vale assinalar nestas linhas escritas na Bahia a imagem quase solitária da deputada Janete Capiberibe (PSB/AP) na tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília. A parlamentar socialista elevou a voz para despertar o sonolento plenário em situações iguais a essa fora de pauta (que não envolvem polpudas verbas públicas ou espúrios “acordos de governabilidade”) para prestar homenagem a Danielle Mitterrand, morta na madrugada de terça-feira, 22.

Em seu nome e do senador João Capiberibe, seu marido, Janete dirigiu emocionada mensagem à Fundação France Libertés, dirigida por Danielle até a morte. “Ela dedicou sua vida à causa dos oprimidos, foi-nos apresentada pelo casal Alain e Francoise Ruellan em 1997 e, a partir daí, tornou-se nossa amiga e amiga do Amapá”, destacou a parlamentar.

Através de sua organização não-governamental ela financiou inúmeros projetos de desenvolvimento na África, na Ásia, na América Latina . No Brasil, dentre outros lugares (como a Bahia), o Amapá, recordou Janete Capiberibe.

Lembro da visita de Danielle a Recife em 1989, na companhia do marido François Mitterrand. Então, Miguel Arraes governava Pernambuco pela segunda vez, depois de retornar de largo exílio. Foi marcante a honrosa, afetuosa e agradecida recepção que o casal recebeu na capital pernambucana. De seus governantes, de seus políticos e de seu povo.

Mais recentemente, Danielle esteve duas vezes na Bahia, em 2008 e no ano passado, respectivamente. Em uma das vezes foi homenageada pela Universidade Federal da Bahia, onde recebeu o título de Doutor Honoris Causa, por sua contribuição através da France Libertés à ciência e às pesquisas no Estado, principalmente na área do cacau. E aplausos de professores e alunos da UFBA por sua luta em defesa da justiça e dos direitos humanos.

Palmas merecidas, bem merecidas de verdade. Nascida em Verdun, em 1924, de pais professores de escola pública, começaria a atuar aos 16 anos na resistência contra a ocupação nazista ao seu país. “Eu tive que sair da minha indiferença para medir a minha capacidade de revolta contra a injustiça, a que sofreram os meninos judeus meus colegas de escola, e a que sofreu meu pai, afastado do magistério por não entregar a lista com seus nomes pedida pelos nazis”, contou Danielle Mitterrand em entrevista ao Le Monde.

Era o começo apenas da longa e aguerrida militância “daquela jovem garota, formosa e com uns olhos de gata admiráveis, fixos além dos limites e acidentes os quais ignoro”, como descreveu um apaixonado François Mitterrand.

O mais este espaço é pequeno para caber. Mas está tudo registrado na história da França, da Ásia, da África, da América Latina, nos inumeráveis relatos sobre a vida desta mulher extraordinária chamada Danielle Mitterrand.

Ou nas imagens poderosamente tocantes do momento em que ela acolhe com altivez e doce generosidade na hora do sepultamento do marido, a filha de Mitterrand fora do casamento, que ela não conhecia e nem sabia da existência.

Agora, na despedida, só resta a exemplo “das flores dos anônimos” depositadas na calçada da residência do casal quando da morte de François, deixar também minha rosa vermelha no tumulo de Danielle Mitterrand.

Que mulher!

Vitor Hugo Soares é jornalista – E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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