Lampião sem Maria Bonita…
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…e o livro proibido sobre o cangaceiro
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DEU NO UOL

O juiz Aldo Albuquerque, da 7ª Vara Cível de Aracaju (SE), proibiu a publicação e comercialização do livro “Lampião – o Mata Sete” de autoria do juiz aposentado Pedro de Morais. A ação judicial foi movida pela família do “rei do cangaço”, que se sentiu ofendida porque, em um dos capítulos, ele é apontado como homossexual e sua companheira Maria Bonita, como adúltera.

Pedro de Morais informou que recorrerá da decisão e afirma que lançará o livro na próxima semana na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Aracaju. “Eu estudo sobre Lampião há muitos anos. Juntando artigos, revistas… Não tenho nada contra a homossexualidade, eu citei como um fato histórico”, justificou o autor.

“Essa teoria [homossexualidade] já existe há mais de 40 anos. Ex-cangaceiros e remanescentes do cangaço sempre confirmaram isso. Não sou eu o criador desse detalhe”, reforçou o autor, lembrando que o antrópologo e historiador Luiz Mott já teria levantando essa tese. “Quero lembrar que a possível homoafetividade de Lampião não é o tema central do livro”.

O autor frisou que a visão “romântica” em relação a Maria Bonita foi criada pela literatura de cordel. “Não existia no cangaço, não. Ela era uma mulher pirracenta, inclusive com o próprio Lampião”, diz.

De acordo com Morais, a cangaceira era casada com um sapateiro e o deixou para seguir junto com Luiz Pedro, que como companheiro de Lampião teria convencido o rei do cangaço a aceitar uma mulher no bando, inaceitável antes da chegada de Maria Bonita.

Na opinião de Pedro de Morais, não existem motivos para endeusar ou mitificar Lampião. “Nenhuma virtude eu encontrei no bandido em qualquer ato seu”, afirmou.

Biografias e censura

O escritor Ruy Castro teve o livro “Estrela Solitária: um Brasileiro Chamado Garrincha” impedido de circular por 11 anos. No livro, ele dava a dimensão do falo do ex-jogador, o que fez com que as herdeiras de Mané Garrincha entrassem com uma ação na Justiça.

Um livro escrito por Paulo Cesar Araújo com a biografia não autorizada do cantor Roberto Carlos, lançado em 2006, também causou polêmica. Em janeiro de 2007, o artista entrou na Justiça contra o autor da obra, alegando invasão de privacidade. No mesmo ano, o cantor conseguiu impedir a comercialização da biografia e que fossem apreendidos 11 mil exemplares.

Dois projetos de lei apresentados na Câmara dos Deputados propõem permitir que o leitor brasileiro tenha acesso irrestrito a informações biográficas de figuras públicas. Os projetos dos deputados Newton Lima (PT-SP) e Manuela D’Ávila (PC do B-RS) acabam com a proibição às biografias não autorizadas.

nov
25


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Desde a manhã desta sexta-feira o samba corre solto no centro histórico de Salvador.A festa começou no Pelourinho neste 25 de novembo, Dia do Samba de Roda e da Baiana de Acarajé. O cortejo saiu às 10 da manhã, da Igreja do Carmo e seguiu até a Praça da Cruz Caída, na Praça da Sé. O samba de roda segue tarde a dentro e deve entrar pela noite. Ainda dá tempo!!!

(Maria Olívia e Vitor Hugo)

“Toda sexta-feira toda roupa é branca Toda pele é preta Todo mundo canta Todo céu magenta Toda sexta-feira todo canto é? santo E toda conta Toda gota Toda onda Toda moça Toda renda Toda sexta-feira Todo o mundo é baiano junto”.

BOM DIA!!!

(A garimpagem e sugestão das música do dia é de Maria Olívia Soares)

nov
25


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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

O prelado português Joaquim Justino Carreira, de 61 anos, foi nomeado na quarta-feira como bispo de Guarulhos, em São Paulo, no Brasil, pelo Papa Bento XVI, anunciou o Vaticano.

Joaquim Justino Carreira nasceu na freguesia de Santa Catarina da Serra, em Leiria, e emigrou com a sua família para o Brasil, ainda criança.

O novo bispo foi ordenado padre em 1977, em São Paulo, arquidiocese para a qual foi nomeado auxiliar em março de 2005, por João Paulo II.

Joaquim Carreira, que estudou Teologia na Universidade Pontifícia Gregoriana, em Roma (Itália), vai tomar posse a 22 de janeiro de 2012.

A diocese de Guarulhos, segunda cidade mais populosa do Estado de São Paulo, tem mais de 850.000 católicos e apenas 49 padres, distribuídos por cerca de 35 paróquias.

nov
25
Posted on 25-11-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 25-11-2011


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Pelicano, hoje, no Bom Dia São Paulo (SP)


Ministra Miriam Belchior: fogo amigo
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OPINIÃO POLÍTICA

O PAC e o espírito de porco

Ivan de Carvalho

O Ministério da Fazenda dispara fogo amigo contra o ministério do Planejamento, atingindo em cheio a ministra Miriam Belchior e o PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. Seria engraçado e até ridículo se não fosse uma coisa importante, mas é triste, porque mostra como o governo busca enganar as pessoas sobre a suposta eficiência e o propagandeado êxito de sua atuação.

A notícia surgiu ontem, foi divulgada na Internet e por emissoras e, por sua relevância, deve ser replicada hoje nos jornais impressos. Não é o caso de repeti-la neste espaço, mas, no máximo, de fazer referência para lembrar o leitor do que se trata.

A ministra Miriam Belchior desfilava, em cerimônia oficial, a catarata de cifras, gráficos e vídeos publicitários com que numerosos governos – inclusive o do Brasil – cuidam de obliterar a visão dos cidadãos que os sustentam e sobre os quais eles exercem o poder que lhes foi concedido pela sociedade e o que delas frequentemente usurpam.

Na cerimônia, realizada no Palácio Itamaraty (que chique!) fazia-se o segundo balanço oficial do PAC 2, a etapa desse programa iniciada no governo Dilma Rousseff. Um calhamaço de 180 páginas (o que, a um tempo, “mostra serviço” e desestimula a perigosa leitura analítica, salvo pelos mais pacientes e determinados estudiosos) começava afirmando que o PAC 2 “tem sido determinante para a continuidade do crescimento sustentável da economia brasileira”.

E caprichava o calhamaço: “Em 2011, o PAC 2 também alcançou volume de pagamento do Orçamento Geral da União 22% superior em comparação com o mesmo período de 2010, ano de melhor desempenho do programa”, afirmava o material.

Tudo uma maravilha. Mas o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, segunda pessoa na hierarquia da pasta, estava junto da ministra do Planejamento e assumiu a desagradável (para ela) função de espírito de porco. “Houve vários ajustes e reprogramações nos programas do governo, no PAC, no Minha Casa, Minha Vida, e essas reprogramações proporcionaram investimento relativamente estável em relação a 2010”.

Quer dizer: os investimentos do PAC em 2011 equivalem aos feitos no mesmo programa em 2010 (já computando a previsão para o restante do ano atual, naturalmente). Isso já deixou a ministra Belchior com a cara mexendo, segundo se pode presumir com bastante margem de segurança.

Mas o problema da ministra – e através dela, do governo – não acabara. O espírito de porco ainda animava o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, que aguardou ansioso ser questionado pelos jornalistas para expressar de forma mais objetiva sua avaliação do PAC 2. Os jornalistas não o decepcionaram, questionaram-no. E ele não se fez de rogado: “A manutenção do investimento do PAC no mesmo nível do ano passado significa que o PAC neste ano não contribuiu para acelerar o crescimento”.

Bem, neste ano da graça de 2011 após o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Programa de Aceleração do Crescimento não acelerou o crescimento, segundo o Ministério da Fazenda, ressalvado algum choro do ministro Guido Mantega ao pé da presidente Dilma para obter o perdão ante a bobagem dita por seu principal auxiliar ou uma exoneração do secretário executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, por ter dito uma barbaridade dessas.

Qualquer das duas hipóteses nos permitirá acreditar na ministra Belchior e em seu calhamaço.

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