nov
24
Posted on 24-11-2011
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Vai para Jandira Soares, onde ela estiver, o samba de que ela tanto gostava na voz de Jorge Aragão. Se viva estivesse ela estaria festejando 89 anos neste 24 de novembro de 2011. Saudade.

BOA NOITE A TODOS!

(Vitor Hugo Soares )

nov
24
Posted on 24-11-2011
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DEU NO IG (ÚLTIMO SEGUNDO)

O presidente da Chevron para África e América Latina, Ali Noshiri, afirmou hoje (24) que o vazamento de petróleo na Bacia de Campos foi controlado, restando apenas uma mancha que corresponde a décima parte de um barril de petróleo (cerca de 16 litros). “Esperamos que ela desapareça e acreditamos que a operação foi bem-sucedida”, disse ele, após reunião com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Segundo Noshiri, a prioridade da empresa agora é selar e abandonar o poço com segurança, o que deve ser feito até meados de dezembro. Ele também não quis fazer previsão de quando a empresa voltará a atuar na extração de petróleo no país. “Isso depende do governo, não seria justo se eu fizesse uma previsão”. O executivo destacou que a unidade brasileira tem um dos melhores índices de segurança entre todas as operações da companhia no mundo.


Fernando Peres:”editores não ganham
dinheiro com poesia”. Foto Divulgação
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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

Em seu novo livro de versos, “Bula Pro Nobis”, o poeta e historiador Fernando da Rocha Peres enfrenta a morte, a perplexidade religiosa e a própria hipocondria na criação poética. Professor emérito da Universidade Federal da Bahia e ex-diretor do Iphan, Peres é um dos mais importantes escritores baianos.

Autor de “Memória da Sé” – obra elogiada por Drummond, Jorge Amado e Pedro Nava -, ele construiu, paralelamente à historiografia, uma obra poética que inclui “Febre Terçã” e “Estranhuras”. Nava confiou-lhe a edição das cartas recebidas de Mário de Andrade, reunidas em “Correspondente contumaz”, de 1982. Em “Bula Pro Novis”, o memorialista mineiro, que cometeu suicídio em 1984, ressurge no poema “Sem Código”:

“O suicida
tem suas razões.
Se o corpo é
objeto próprio,
a decisão por morrer
não comporta explicações.
A fenda, interior
ou exterior, abre-se
no gesto calculado,
tresloucado, mas sempre
no roteiro da morte
– encontro, desencontro -,
que pode ser venenosa,
balística ou salto no ar (…)”

“Uma procura de compreender a morte do amigo e também uma reflexão sobre a morte através do suicídio, que é algo execrado inclusive pela Igreja Católica”, define Fernando Peres. Nesta entrevista a Terra Magazine, ele critica a deficiência das escolas e o desinteresse crescente por poesia.

– Drummond é, inegavelmente, um grande poeta. Mas edições de Drummond, quando ele estava vivo, não passavam de três mil exemplares. Quantos habitantes têm o Brasil? Quantos leitores virtuais tem o Brasil? Em verdade, os editores é que não gostam de poesia, porque, com elas, não ganham dinheiro – diz o poeta baiano.

“Bula Pro Nobis” será lançado nesta quinta-feira (24), às 18h, na Livraria Cultura do Salvador Shopping, na capital baiana. O livro é ilustrado pelo artista plástico Mário Cravo Jr.

Terra Magazine – “Bula pro nobis” tem uma gestação longa, não é?
Fernando da Rocha Peres – Tem uma gestação de dez anos. Anunciei este livro em 2001, quando publiquei o “Febre Terçã”. Os poemas ficaram guardados, fui mexendo e andei meio assim desencantado com a condição de escrever poesia e a poesia ser tão pouco lida neste País. Como eu vou fazer 75 anos, no dia 27 de novembro, decidi publicar para colocar fora alguns temas que eu persigo, como, por exemplo, a hipocondria, as questões relativas à conjuntura atual do Brasil…

Há alguns versos de circunstância.
Alguns versos de circunstância, a minha perplexidade religiosa e poemas que, de um certo modo, saíram publicados nos jornais baianos. Depois de publicados, eu mexi. Faço esse jogo do alfaiate ou do sapateiro, que fica costurando e batendo palavras.

Os sonetos são recorrentes no livro. É uma forma que tem sido pouco usada?
Não, tem, tem. Alguns poetas ainda carregam o soneto nas costas (risos). Uma cesta de sonetos! Aliás, um título bonito pra livros: “Cesta de sonetos”. Tem um poeta, Glauco Mattoso, que já escreveu, sei lá, cinco mil sonetos (risos). Ele é o recordista mundial de sonetos, se não for o recordista da galáxia… Os sonetos do livro não são extremamente formais. São mais livres. Eles têm a forma do soneto, claro, o ritmo, mas já não têm a rima. Além de tudo, a forma gráfica é bonita.

O senhor diz que a poesia não é mais tão lida no Brasil. Por quê?
Não é, seguramente, o jejum do leitor, mas é a falta do leitor ou a falta da educação para a literatura e, em especial, para a poesia. Hoje, o que se lê é best-seller ou o besteirol. E a prova disto é que eu fui ver o filme de Almodóvar, “A pele que habito”, e tinham dez pessoas no cinema. No mesmo complexo de cinemas, tinha uma fila infindável pra ver o filme “Amanhecer”, desta sequência que se chama “Crepúsculo”.

Nome sugestivo.
Pois é. Amanhecer de quê?

Do Crepúsculo…
Amanhecer do “Crepúsculo”, não é? O povo gosta do “amanhecer do crespúsculo” (risos). O leitor gosta, hoje, do amanhecer do crepúsculo. É falta de educação, desde a educação doméstica.

Leia a entrevista de Fernando Peres em Terra Magazine

http://mail.terra.com.br/


Greve: Adesão quase total nos transportes pára Lisboa
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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do setor ferroviário anunciou que a adesão à greve é de 98 por cento nas empresas CP, REFER, CP-Carga e Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF).

“Com uma adesão de 98% (excluindo os trabalhadores que foram indicados para a realização dos chamados serviços mínimos) na CP, CP-Carga, REFER e EMEF, assiste-se a uma forte perturbação na circulação ferroviária em todo o País, incluindo na FERTAGUS”, refere o sindicato.

O documento salienta que em alguns locais, como por exemplo na estação da Pampilhosa, foi a intervenção das forças policiais que permitiu a substituição de trabalhadores em greve, ou seja, “as forças policiais intervieram para permitir uma ilegalidade”.

O sindicato denuncia ainda que na estação de Caíde, um sargento da GNR, numa ação de pressão sobre o piquete de greve, agrediu um dirigente do sindicato.

A greve geral convocada para hoje em Portugal pela CGTP e UGT, para protestar contra as medidas de austeridade decretadas pelo governo, está a “registar forte adesão”, de acordo com informações transmitidas pelas duas centrais sindicais.

nov
24
Posted on 24-11-2011
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DEU NO ESTADÃO

O aumento da renda e o desenvolvimento da economia nordestina na última década vieram acompanhados do aumento generalizado da violência na região. Além de liderar o ranking dos assassinatos, Estados do Nordeste passaram a ocupar a dianteira também nos casos de roubos. Os resultados estão no Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado ontem, feito em parceria com o Ministério da Justiça com base nas informações de 2010 das Secretarias Estaduais de Segurança.

Dos dez Estados brasileiros com taxas de homicídio acima de 30 casos por 100 mil habitantes, seis estão no Nordeste. Nos três primeiros lugares estão Alagoas (68,2), Paraíba (38,2) e Pernambuco (36,4). A quinta posição fica com Sergipe (33,8), a sétima com a Bahia (31,7) e a nona com o Ceará (31,2).

“Os jovens são as maiores vítimas dos homicídios porque entram cada vez mais cedo no mundo das drogas, não têm dinheiro para sustentar o vício e pagam com a vida”, afirma o secretário estadual de Defesa Social de Alagoas, coronel Dário César. Para ele, a violência em Alagoas é reflexo do avanço do consumo e da venda de drogas no Estado.

Em relação aos crimes contra o patrimônio, pela primeira vez a Bahia registrou mais roubos a instituições financeiras do que São Paulo, centro econômico do País. Foram 249 casos em 2010, aumento de 186% em relação ao ano anterior. Paraíba, com 45 casos, fica em 6.º lugar, empatado com Rio Grande do Sul e Minas.

Nos casos de roubos em geral, outra surpresa. Considerando casos por 100 mil habitantes, Sergipe (988) ocupa a segunda posição, atrás apenas do Distrito Federal (1.032). “É roubo de celular, de carteira, um assalto a ônibus em que o bandido leva R$ 30, por exemplo”, afirma Everton dos Santos, coordenador do Centro de Operações Policiais Especiais da Polícia Civil de Sergipe.

Para ele, a maioria dessas ocorrências está relacionada ao tráfico de drogas, principalmente o crack. Ele acredita que com a extinção das “bocas de fumo” e com uma melhor finalidade do Estatuto do Desarmamento os roubos tendem a diminuir em todo o País. Para o professor José Maria Nóbrega, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba, a migração de criminosos do Sudeste é uma das hipóteses. “O endurecimento das políticas contra o crime no Sudeste incentivaram a vinda de integrantes de quadrilhas para cá, onde existe uma frágil estrutura de segurança pública.”

(Por BRUNO PAES MANSO, RICARDO RODRIGUES E ANTÔNIO CARLOS GARCIA )

nov
24
Posted on 24-11-2011
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No vídeo original de 1987 um registro da eternidade de um grande artista que partiu em 24 de novembro de 1991. Confira.
BOM DIA!!!

(VHS)


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Dica de Maria Olívia para o Bahia em Pauta

Uma seleção de trinta e cinco fotos de autoria de Pierre Verger destacando o universo infantil será mostrada a partir de hoje, dia 24 de novembro, no Instituto Feminino da Bahia. A exposição Pierre Verger – Olhares de Crianças foi organizada pela Fundação Pierre Verger e a entidade assistencial Associação Pontos Coração.

A temática foi escolhida, conforme Padre Thierry de Roucy, fundador da Pontos Coração, pela beleza e pela capacidade de conexão que as fotos de Verger propicia a quem as observa e fala de sua própria experiência ao ver, em Nova York, algumas fotografias de Salvador: “Em um instante eis-me trasportado para esta cidade incrível e inserido no seu mistério. Eu vejo sua luz, ouço os gritos e as músicas fortes, respiro a sua umidade e seus perfumes, admiro a vitalidade das suas crianças. De repente tenho vontade, de fazer minhas compras na feira de São Joaquim, de caminhar na beira do mar (…) fotos tomadas com amor, só podem transmitir o amor!”.

Também é o amor que move o trabalho da Pontos Coração junto a Fazenda do Natal, a 30 km de Salvador, que recebe crianças em situação de risco ou de necessidades básicas para viver na fazenda onde encontram um lugar saudável e estruturado e uma vida de família, abandonando ambiente habitual (favelas, centros pouco adequados, a rua).

As fotos escolhidas retratam crianças de vários lugares da Bahia em diversas situações cotidianas: trabalho, religiosidade, brincadeiras, contemplação.
A exposição fica aberta ao público até dia 20 de janeiro de 2012 e para entrada é necessário levar 01 kg de alimento não perecível. As arrecadações serão encaminhadas para a Fazendo do Natal para ajudar na manutenção das famílias que lá recebem apoio material e afetivo.

Fique de Olho:
Exposição Pierre Verger – Olhares de Crianças
Fundação Instituto Feminino da Bahia – Salvador/BA
Abertura: 24 de novembro de 2011 – 19h
Período: 25 de novembro de 2011 a 20 de janeiro de 2012
Horário: Segunda: 14h às 17h
Terça a Sexta : 10h às 12h e 14h às 18h
Endereço: Rua Monsenhor Flaviano, 02 – Politeama – Salvador/BA
Entrada: 01 kg de alimento não perecível

Maria Olivia Soares, jornalista, é colaboradora do Bahia em Pauta


Barradão:especulação imobiliaria cerca estádio do Vitória
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Texto do jornalista baiano Franciel Cruz publicado esta quinta-feira na revista digital Terra Magazine (http://terramagazine.terra.com.br)

ARTIGO/ MANOBRAS

A VILANIZAÇÃO DO ARTILHEIRO

Franciel Cruz -De Salvador (BA)

Conforme ensinam os especialistas em platitudes, nesta reta final dos campeonatos “não há mais espaços para erros”. Assim, de prima, abandono as banais e erráticas prosopopéias de praxe, saco do coldre minha falsa erudição e desfilo nesta tribuna com o auxílio luxuoso e infalível do menino Machado de Assis, que, no final de Dom Casmurro, ordenou o seguinte: “Vamos à história dos subúrbios”.
Então, sem mais delongas, sigo logo o conselho do epilético do Cosme Velho, furto outro gênio da cultura nacional, o Goulart de Andrade do Comando da Madrugada, e conclamo a nação: “Vem comigo para a periferia”.

Seguinte é este. Ou melhor, foi este. No início da década de 70 do século passado, o brioso bairro de Canabrava, na zona periférica de Salvador, era uma espécie de Ilha das Flores sem Jorge Furtado por perto. Mas, não pense que isso era ruim. Ao contrário. O inverso foi o verdadeiro. Afinal, em vez de virar apenas um curta-metragem, o local transformou-se no palco de transcendentais e redentores espetáculos com a chegada de algo muito mais importante do que um cineasta: um estádio.

A partir de então, o local, que era apenas um monturo de lixo rodeado de gente por todos os lados, virou um monturo de gente rodeado de lixo por todos os lados com um campo de futebol no meio. O time, porém, que, como quase todos os clubes, foi forjado nos cafés aristocráticos – isto se existissem cafés aristocráticos na Bahia – não veio imediatamente junto com o Estádio.

Então, inicialmente a fórmula não se alterou muito. Era povo, lixo e um tantinho assim de circo, pois os jogos lá ocorriam muito esporadicamente. Nos cinco primeiros anos, foram apenas quatro partidas. E o bairro continuava esquecido e humilhado pelas grandezas da Bahia como tantos outros que não têm estádio, mas apenas campinhos de futebol de várzea.

No entanto, a partir de 1991, com a definitiva transferência da agremiação para o local, Canabrava deixou de ser invisível. E os políticos oportunistas (desculpem a boba redundância) logo trataram de levar alguns benefícios para a localidade. Assim, chegaram asfalto, iluminação e gols, muito gols. E o lixão virou Parque Sócio Ambiental. Já os badameiros, ganharam direitos de (quase) cidadãos. E viraram torcedores.
E nesta relação antropofágica, como não poderia deixar de ser, os moradores também comeram, digo, acolheram, a equipe. Assim, o Leão, nascido no rico bairro da Barra, transforma-se num time do povo. Aos que pensam que blefo, vejam a pesquisa mostrando que, atualmente, o Esporte Clube Vitória tem mais torcedores nos bairros periféricos do que nos (mal) ditos bairros nobres.

Outra consequência benéfica foi que o Clube, até então marcado por um histórico de minguadas conquistas, passou a ganhar títulos e mais títulos, tornando-se hegemônico no Estado. E eram povo e time felizes. A chibança foi tanta que, talqualmente nas mineiras canções românticas, a gente chegou um dia a acreditar que tudo era para sempre.

Acontece que a porra do futebol (não sei se alguém já falou isso) é uma caixinha de… pandora. E, seja lá que disgrama isto signifique na mitologia do Ludopédio, o fato é que a maldita caixa se abriu e fomos afligidos por todos os males. Assim, em 2006, em vez de estarmos em Tóquio ou Abu Dhabi como planejado, fomos parar em Coruripe, na Terceirona.

E foi neste quadro dantesco que (res) surgiu um mecenas, filho de um ex-presidente da familiocracia oficial rubro-negra, tirando dinheiro do próprio bolso e prometendo tirar o Clube do fundo o poço. E as promessas não pareciam vãs, já que em apenas três anos o Leão saiu do subsolo do futebol para figurar novamente na (mal) dita elite.
Aliás, por falar em elite, eles não dão ponto sem nó. Vejam vocês que tipo de gente perversa. Enquanto nos iludiam com efêmeros resultados, eles arquitetavam um plano maligno. Ao mesmo tempo em que levava o Vitória para a segunda divisão, perdia a decisão do Baianão em casa. E o nosso Santuário foi sendo conspurcado de modo contínuo e desavergonhado.

Ser eliminado em nosso estádio por potências do futebol como o Botafogo (da Paraíba) ou Baraúnas passou a ser uma rotina. Mas, não percebíamos, pois estávamos anestesiados pelo vil metal do mecenas e pelos ilusórios desempenhos, a exemplo de uma final de Copa do Brasil.

Porém, em 2010, a incompetência falou mais alto do que o dinheiro e voltamos a cair, novamente dentro de casa. E eles nos fizeram passar nova vergonha no primeiro campeonato do ano ao perdermos o título do Baianão em pleno Santuário para o Bahia… de Feira de Santana.

Então, tal e qual um Émile Zola lambuzado de dendê, J’accuse: esta nova tragédia contra o São Caetano no último sábado foi apenas mais um capítulo deste plano perverso de vilanizar nosso maior artilheiro, o Barradão. O fato é que a elite do Vitória não aguenta mais suportar o cheiro do povo e, por isso, quer entregar nosso estádio para a especulação imobiliária construir casinhas de pombo e assim pavimentar o caminho de volta para a velha fonte que tantas desgraças nos causou.

Franciel Cruz é jornalista e editor do blog Victoria Quae Sera Tamen (http://victoriaquaeseratamen.wordpress.com/).

nov
24
Posted on 24-11-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 24-11-2011


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Samuca, hoje, no Diário de Pernambuco (PE)

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