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João Henrique:confuso entre igrejas e ladeiras
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Da série “só se vê em Salvador”

Do prefeito de Salvador, João Henrique Barradas Carneiro, em discurso proferido ontem, 21, na abertura do Terceiro Seminário Nacional de Prevenção de Desastres Naturais em Áreas Urbanas: “Salvador tem 365 ladeiras”. Assessor que estava próximo a ele veio em seu socorro: prefeito, são 365 igrejas, e não ladeiras. João então perguntou ao auxiliar: “Qual seria então o número de ladeiras”? Não obtendo uma resposta, o alcaida determinou o levantamento.

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Comentários

ivan de carvalho on 23 novembro, 2011 at 0:28 #

Vai ser um levantamento complicado. Tem que levantar as ladeiras de descida e abaixar as ladeiras de subida. Depois somá-las e multiplicar por dois, já que toda ladeira de descida também é de subida, pelo menos para pedestres.
Mas que ninguém duvide: a prefeitura, com esse levantamento, dá seu primeiro e ambicioso passo no ramo das realizações imateriais.


rosane santana on 23 novembro, 2011 at 6:08 #

E nem são 365 igrejas. É três vezes menor o número. Caymmi usou uma hipérbole para expressar a religiosidade do povo baiano.
Talvez João Henrique possa estar certo, ao falar de uma cidade construída na encosta para espreitar o inimigo que vinha do mar, e deve ter lá suas 365 ladeiras.


Marco Lino on 23 novembro, 2011 at 14:09 #

Bem que João poderia entrar numa dessas igrejas. Aliás, está precisando – segundo dizem.

O problema é entrar numa igreja errada, de um xiita qualquer e acabar “de castigo” no milho…

Bom seria entrar numa igreja de padre ou pastor “progressista”… lá, seus pecados “morais” não teriam relevância alguma. Já os sociais…

Uma boa dica, João, é visitar a igreja do padre Pinto… Aliás, por onde anda o padre Pinto?!


ivan de carvalho on 23 novembro, 2011 at 19:17 #

O padre Pinto? Pintando, é claro… mas em “discrição obsequiosa”.


Marco Lino on 24 novembro, 2011 at 14:28 #

Não seria “silêncio obsequioso”, Ivan?

Frase bonitinha, mas ordinária.

Não há liberdade alguma. Os moldes continuam medievais.

Ao menos não mandam mais à fogueira.

Não deixa de ser um avanço.


ivan de carvalho on 25 novembro, 2011 at 18:31 #

Bem, Marco Lino,
“Silêncio obsequioso” seria, como foi, no caso do falastrão ex-frei Leonardo Boff.
No caso do padre Pinto, cabe a “discrição obsequiosa”, porque o negócio dele não era exatamente falar, escrever ou tocar os sinos, mas se sacudir em público para perplexidade do público. Com a “discrição obsequiosa” ele pode se sacudir em particular.


Marco Lino on 25 novembro, 2011 at 22:19 #

Puxa vida, Ivan
num país com tanto Bolsonaro, Leonardo Boff ser chamado de falastrão…

Xá pra lá…
Fica aqui minha homenagem a outro “boquirroto” latinoamericano, Ernesto Cardenal (tb filósofo, mas acima de tudo poeta) – expoente da TL que também foi gentilmente convidado a calar-se:

SALMO 1

Bienaventurado el hombre que no sigue las consignas del Partido
ni asiste a sus mítines
ni se sienta en la mesa con los gangsters
ni con los Generales en el Consejo de Guerra
Bienaventurado el hombre que no espía a su hermano
ni delata a su compañero de colegio
Bienaventurado el hombre que no lee llos anuncios comerciales
ni escucha sus radios
ni cree en sus slogans.

Será como un árbol plantado junto a una fuente.


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