João Henrique:confuso entre igrejas e ladeiras
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Da série “só se vê em Salvador”

Do prefeito de Salvador, João Henrique Barradas Carneiro, em discurso proferido ontem, 21, na abertura do Terceiro Seminário Nacional de Prevenção de Desastres Naturais em Áreas Urbanas: “Salvador tem 365 ladeiras”. Assessor que estava próximo a ele veio em seu socorro: prefeito, são 365 igrejas, e não ladeiras. João então perguntou ao auxiliar: “Qual seria então o número de ladeiras”? Não obtendo uma resposta, o alcaida determinou o levantamento.


Datena no Roda Viva:sucesso de audiência
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Bastidores do Roda Viva:Datena em 20 frases

Por Mauricio Stycer (jornalista e um dos entrevistadores de Datena ontem(21) na TV Cultura

Entrevistado do “Roda Viva”, da TV Cultura, o apresentador José Luiz Datena deu um show na noite de segunda-feira. Foi a melhor audiência do programa desde que, há cinco semanas, reformulado, voltou a exibir o formato original e passou a ser apresentado pelo jornalista Mario Sergio Conti.

A diversão teve início ainda nos bastidores, uma hora antes da entrevista, quando Datena começou a falar e não parou mais. O apresentador do “Brasil Urgente”, na Band, é um frasista sensacional, ainda que, com freqüência, não responda diretamente às perguntas formuladas.

Participei da bancada de entrevistadores ao lado de Alberto Dines, Fernanda Mena, Esther Hamburger e Adriana Negreiros. Fui com a ideia de resumir a participação de Datena em dez frases. Missão impossível. Reunindo as pérolas que disse antes e durante o programa, acabei selecionando mais de vinte. Veja:

“Tomo 18 remédios por dia. Depois os caras querem que eu seja normal”

“As matérias legais ninguém lembra. Só lembram das polêmicas. Hoje sou o Capitão Caverna”.

“Vou ter um piripaque no ar. Hoje passei mal durante o meu programa”.

“É o que eu falo. Às vezes, o ‘Jornal Nacional’ tem mais notícia policial que o meu jornal”.

“Não criei um tipo. Sou deste jeito 24 horas por dia”.

“Acho o meu programa horroroso”.

“É melhor elogiar o PM do que elogiar o mal. Pode ser que eu cometa algum exagero”.

“Posso te confessar por que repete muita matéria no programa? Porque às vezes não tem matéria para colocar no ar”.

“Tem alguma pergunta mais leve? Tô me sentindo num pelotão de fuzilamento”.

“Liga pro Johnny (Saad, dono da Band) e manda ele me dar um programa legal. O Johnny me levou no médico. Como é que vou pisar na bola com ele outra vez?”

“A Band vai ser a melhor TV do mundo depois que eu morrer”

“O que a Band fez com o Rafinha Bastos? Uma sacanagem”

“Tem mais chinês andando de bicicleta do que papagaio na Amazônia”

“O (Jorge) Kajuru é muito mais louco que eu no ar. Fora do ar, eu sou mais louco que o Kajuru”

“É verdade que eu joguei uma geladeira num cara. Passou perto”.

“Quando eu era moleque, eu era bonitinho. Queria ser como Alain Dellon”

“Eu acho a Dilma bonita, pô!!! Não tem gente que me acha bonito? Ela faz o meu tipo”

“Não sou um doce, mas sou um cara justo. Brigo com o porteiro, mas também com o dono da televisão”.

“Acho que o único lugar onde me sinto bem é no ar”

“O fato de eu tomar medicamento para disfunção erétil é porque não funciona mesmo”

“Daqui a pouco vou ter que tomar uma injeção de insulina no ar”

“Obrigado pela generosidade de todos vocês. Achei que ia ser decapitado aqui. Não fui”.


Danielle Miterrand: um símbolo que parte/ Foto:Euronotícias
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CORREIO DA MANHÃ (PORTUGAL)

Danielle Miterrand, viúva do ex-presidente francês François Miterrand, morreu na madrugada desta terça-feira aos 87 anos, no Hospital Georges Pompidou, em Paris, onde estava internada desde sexta-feira. A gravidade do seu estado de saúde levou os médicos a induzir o coma.

Nascida a 29 de Outubro de 1924, em Verdun, Danielle Miterrand foi primeira-dama de França entre 1981 e 1995. Atualmente presidia à Fundação ‘France Libertés’, através da qual manteve a sua luta contra as desigualdades sociais.

François Miterrand, falecido em 1996, sempre descreveu a mulher como a sua “consciência de esquerda”. Danielle apareceu ligada a causas como a luta contra a aids, a defesa do povo curdo ou o acesso a água potável.

Os 14 anos que passou como primeira-dama não lhe fizeram sentir-se especial. “Primeira-dama de França não é um estatuto oficial. O importante é o que queremos e isso depende da personalidade”, dizia.

nov
22
Posted on 22-11-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 22-11-2011

Deu em O Globo

Vera Paiva, filha do deputado Rubens Paiva – que desapareceu durante a ditadura militar – publicou nesta segunda-feira (21) na internet o discurso que faria semana passada no Palácio do Planalto durante a solenidade em que a presidente Dilma Rousseff sancionou a Comissão da Verdade e lei que regula o acesso às informações públicas. Sua fala acabou sendo abortada para não melindrar os militares.

“Assim começa muito mal”, diz ela ao comentar o veto militar, acrescentando: “Agora entendo o pedido de desculpas da Ministra (da Secretaria de Direitos Humanos) Maria do Rosário”. Vera Paiva diz ter sido apenas avisada de que a solenidade estava atrasada e que, por isso, era preciso acelerá-la.

No discurso não proferido, ela lembra da morte do pai e avisa: “Se a Comissão da Verdade não tiver autonomia e soberania para investigar, e uma grande equipe que a auxilie em seu trabalho, estaremos consentindo. Consentindo, quero ressaltar, seremos cúmplices do sofrimento de milhares de famílias ainda afetadas por essa herança de horror que agora não está apoiada em leis de exceção, mas segue inquestionada nos fatos”.

Em outro trecho, ela afirma que o resgate da verdade e da memória não é revanchismo. Também pede que não haja impunidade para torturadores e cita o exemplo de outros países da América Latina, como Chile e Argentina, que julgaram militares do período ditatorial. Também lembra do regime do apartheid, dizendo que “a África do Sul deu um exemplo magnífico de como enfrentar a verdade e resgatar a memória”.

Após reproduzir o discurso que seria proferido na sexta, Vera Paiva cita trecho de um texto que seu irmão Marcelo Paiva escreveu aos militares. Marcelo diz que os generais, almirantes e brigadeiros de hoje eram jovens durante a ditadura, arrematando: “Por que não limpar a fama da corporação?? Não se comparem a eles. Não devem nada a eles, que sujaram o nome das Forças Armadas. Vocês devem seguir uma tradição que nos honra, garantiu a República, o fim da ditadura de Getúlio, depois de combater os nazistas, e que hoje lidera a campanha no Haiti.”

Veja a íntegra do texto publicado por Vera Paiva na internet, incluindo o discurso e os seus comentários a respeito do episódio:

“Seguem as anotações da minha fala que foi cancelada, segundo os jornais, por pressão dos militares. Assim começa muito mal… Não fui desconvidada, simplesmente não falei! A minha volta diziam que a Presidenta Dilma tinha que viajar e encurtaram a cerimônia, que alguém tinha falado um tempo a mais. Sai para uma reunião na UNB, ainda emocionada com o carinho que dispensou aos familiares e ex-presos políticos, um a um. Agora entendo o pedido de desculpas da Ministra Maria do Rosário.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/

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Saudosismo – Gal Costa, 1969

Vai do Bahia em Pauta para Aninha Franco, com afeto e admiração.

(Vitor Hugo Soares, editor )

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Saudosismo

Caetano Veloso

“eu, você, nós dois
já temos um passado, meu amor
um violão guardado, aquela flor
e outras murmunhas mais

eu, você, joão,
girando na vitrola sem parar
e o mundo dissonante que nós dois
tentamos inventar

a felicidade, a felicidade
eu, você, depois
quarta-feira de cinzas no país
e as notas dissonantes se integraram
ao som dos imbecis

sim, você, nós dois
já temos um passado meu amor
a bossa, a fossa, a nossa grande dor
como dois quadradões

lobo, lobo, bobo

eu, você, joão
girando na vitrola sem parar
eu fico comovido de lembrar
o tempo e o som

ah, como era bom
mas chega de saudade
a realidade é que aprendemos com joão
pra sempre a ser desafinados

chega de saudade, chega de saudade

http://www.vagalume.com.br/caetano-veloso/saudosismo.html#ixzz1eRaUMeKn


Aninha Franco: “nenos lambuzada”

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CRÔNICA/ MAPA

Bahia com menos dendê

Aninha Franco

A Geração Mapa (anos 1930), sucessora da Geração Baianidade (anos 1910), que mapeou a Bahia popular nos livros de Amado, na música de Caymmi e nos desenhos de Carybé; nasceu menos lambuzada de dendê e menos pop que a Geração Tropicalista (anos 1940) dos Velloso, de Capinan, de Tom Zé e Rogério Duarte, mas capaz das criações extraordinárias de Fernando Péres, Florisvaldo Mattos e Joca. Dela, Glauber Rocha é o farol no Brasil e no mundo. Em lugares culturalmente remotos do Brasil, como Marrocos, nos anos 1990, o Povo apreciava jogadores de futebol e os intelectuais curtiam Glauber.

Quando Ivana Bentes lançou as Cartas ao Mundo com a correspondência de Glauber, coladas à biografia Esse Vulcão, de João Carlos Teixeira Gomes, Joca advertiu que o pensamento de Glauber se insere na linha dos explicadores do Brasil, de Euclides da Cunha, Gilberto Freyre. Que Glauber pensava o cinema como guerrilha cultural, capaz de criar um território e uma rede de trocas culturais, novos mitos, novas formas de resistência e criação estética, onde ficasse visível nossa diferença e originalidade como civilização. Que era hora de olhar menos para o Glauber folclórico, delirante, e enxergar sua originalidade, lucidez e a consistência do seu pensamento, o que só pode ser feito por uma Bahia menos idiotizada que essa.

Se vocês me perguntarem se outra biografia sobre Glauber Rocha é oportuna, eu digo que sim, porque sua vida, riquíssima, o mais atraente cineasta brasileiro de todos os tempos, ainda hoje, é desconhecida do Brasil, e escrita por Nelson Motta, homem pop, pode popularizá-la, o que as obras de Joca e Bentes não podem. Quando eu pesquisei o Teatro na Bahia, na Biblioteca dos Barris, nos anos 1980, Motta também estava lá, desconfio que pesquisando Glauber, ambos lutando contra os maus gestores e as baratas, como de hábito, para proteger a memória do Brasil. Mas uma biografia pop, ou qualquer outra coisa que se faça sobre o pensador-cineasta Glauber Rocha, precisa ser avalizada pela Geração Mapa, à qual eu, minha geração, do AI-5 (anos 1950), a Bahia e o Brasil devem respeito e deferência.

Aninha Franco é autora teatral e pesquisadora baiana. O texto sobre a Geração Mapa foi publicada originalmente na revista MUITO, encarte da edição dominical de A Tarde.

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Fernanda: do NYT para a Facom-UFBA

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Dica de Suzana Barbosa, via e-mail, para o Bahia em Pauta

Na próxima segunda-feira, dia 28 de novembro, das 10h às 12h, Fernanda Santos, jornalista do The New York Times, faz palestra para alunos de Jornalismo, no auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (PAF, Ondina).

Antes de chegar ao The New York Times, em setembro de 2005, Fernanda trabalhou nos jornais Daily News (Nova York), The Eagle-Tribune (Massachusetts) e The Union-News e Sunday Republican (também em Massachusetts). Ela iniciou sua carreira de repórter escrevendo para a revista de comunicação empresarial das empresas Odebrecht.

No The New York Times ela cobre, atualmente, o sistema de educação público da cidade de Nova York, que, com 1.700 escolas e um milhão de alunos, é o maior dos Estados Unidos. Antes, escreveu sobre vários temas como bem-estar social, imigração, política, crime e o dia-a-dia em comunidades rurais no estado de Nova York.

Fazer a diferença

Na palestra , Fernanda, que é soteropolitana, falará sobre “A arma secreta do jornalismo que levo no meu coração” e o seu objetivo é justamente fazer com que os “estudantes encontrem o seu lugar e aprendam como fazer a diferença”.

Formada em Comunicação Social pela PUC do Rio de Janeiro, em 1995, e mestre em Jornalismo Impresso, pela Boston University, em 1998, Fernanda já ganhou vários prêmios por suas reportagens relatando o primeiro ano de liberdade de um homem que passou metade de sua vida na prisão por um crime que não cometeu, um programa voltado a ensinar prisioneiros a ler livros infantis para os seus filhos, e uma série explorando o difícil relacionamento entre os americanos e os imigrantes em uma cidade do interior de Massachusetts. Também redigiu “Latinos in the United States”, um guia de referência publicado pela National Association of Hispanic Journalists.

Em 2005, Fernanda Santos foi uma das oito jornalistas baseadas nos Estados Unidos escolhidas para participar do International Reporting Project, um programa que financia projetos de reportagem no exterior. Ela escolheu ir para a Colômbia, onde explorou as razões por trás da queda de 50% na taxa de crimes violentos em Bogotá ao longo de dez anos.

SERVIÇO

Palestra com Fernanda Santos, jornalista do The New York Times

Título: “A arma secreta do jornalismo que levo no meu coração”

Quando: 28 de Novembro (segunda-feira), das 10h às 12h

Onde: Auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, PAF/Ondina

Suzana Barbosa

Professora | Departamento de Comunicação

Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line (GJOL))

Faculdade de Comunicação | Universidade Federal da Bahia

(71) 3283-6181


Espanha: “o que aconteceu com o PSOE?”
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OPINIÃO POLÍTICA

A bagunça geral

Ivan de Carvalho

O problema que enfrento neste momento é o de colocar no espaço restrito de que disponho – e numa quantidade de linhas que alguém possa se dispor a ler – a bagunça geral em que está o planeta. Resolvi, para sair do impossível para o improvável, excluir todos os fenômenos naturais, considerando apenas os humanos. E, destes, excluindo os individuais, bem como os coletivos aparentemente secundários, mesmo sob o risco de as aparências enganarem, como lhes é habitual.

Creio que a bagunça geral, nos seus aspectos objetivos, pode ser vista em três fenômenos – a crise do sistema econômico-financeiro global; a “primavera árabe”, que já vai se tornando verão, acrescentando riscos extremos às suas iniciais promessas estimulantes (sinto menos entusiasmo com estas, porque frágeis, do que receio por aqueles, que são fortes e profundos); e os movimentos de opinião e manifestação popular que, por enquanto – e só por enquanto – espalham-se pela União Européia e os Estados Unidos, contestando o sistema, e, como já referido, pelo mundo árabe, combatendo o autoritarismo.

Nos últimos dias caíram os governos grego e italiano, sem eleições e mudança das forças políticas que governam esses países, e a “esquerda” espanhola sofreu sua maior derrota, enquanto a direita, sua maior vitória histórica após a restauração da democracia. A esquerda, o PSOE, estava no poder. Se estivesse na oposição, teria ganho e o PP, que venceu, se estivesse no governo teria perdido. Na França – uma economia mais sólida, mas com seus problemas – o presidente Sarkozy está em baixa e seu provável adversário nas eleições presidenciais do ano que vem, um aspirante sem nenhum carisma, mais desenxabido do que brócolis, lidera as pesquisas.

É a economia. A percepção de que os governos conduziram mal a crise e continuam assim é que está provocando as mudanças, estimuladas por mobilizações populares e protestos que já atingiram Grécia, Itália, Irlanda, Portugal, Espanha, França e Estados Unidos. Nos EUA, o presidente Obama está com a popularidade em baixa, a economia se recupera mais lentamente do que o governo, o mercado e o povo esperavam. Se as coisas não se complicarem um pouco mais na Europa, as consequências saltarão o Atlântico e dificilmente Obama renovará o mandato nas eleições do ano que vem. Há uma interação econômica e política enorme entre Estados Unidos e Europa, incluída nesta a Inglaterra, que também está em dificuldades, apesar de não pertencer à “zona do euro”.

Quanto à primavera árabe vai mudando para verão. É sua segunda fase. Enquanto a primeira fase dá um primeiro sinal no Kuwait e ainda se desenrola na Síria – onde os riscos fazem o que aconteceu e acontece na Líbia parecerem um jogo de frescobol – no Egito, um país-chave na região, começou a segunda fase. Os manifestantes voltaram à Praça Tahir. Sábado, domingo e ontem houve conflitos com a polícia, apoiada pelo Exército, o 12º do mundo. Cassetetes, gás lacrimogêneo.

O governo provisório indicado pelo Exército renunciou e espera nos postos a aceitação da renúncia pelo Exército, que indicará outro governo provisório. A chefe da área política da União Européia pediu ontem que a autoridade egípcia cesse a violência contra os manifestantes e mantenha as eleições parlamentares marcadas para sábado. O Exército quer porque quer, na futura Constituição, autonomia orçamentária e outras autonomias. Não quer ficar reduzido à impotência a que foi relegado o antes poderoso Exército do Irã. Há duas forças organizadas no Egito – o Exército e a Irmandade Muçulmana, que estava fora da lei, mas agora deverá ganhar as eleições. A queda de braço já está em curso.

Mas e nós brasileiros com tudo isso? Bem, se as coisas complicarem na Europa, nos EUA, no mundo árabe, alguém acha que não seremos afetados? Ficam falando em Olimpíadas, Copa do Mundo, novelas, “políticas públicas”, protagonismo e em todas as outras coisas do circo, mas é bom lembrar que temos eleições no ano que vem. E, principalmente, em 2014.

Falar nisso, o que aconteceu com o PSOE?

nov
22
Posted on 22-11-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 22-11-2011


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Nani, hoje, no A Charge Online

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