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Postado em 21-11-2011
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 21-11-2011 23:35


Eduardo Campos: incômodo para chefes petistas
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DEU NO JORNAL DIGITAL BRASIL247

Gilberto Prazeres

A pré-candidatura do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB), à Prefeitura do Recife ainda não foi bem digerida por boa parte dos petistas pernambucanos. Apesar do discurso, assumido pelo prefeiturável, de que ele se apresentaria apenas como uma alternativa, uma vez que o próprio PT não definiu o nome de seu postulante – o prefeito João da Costa, até o momento, não goza da preferência da legenda – alguns petistas apostam numa estratégia maior do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que preside nacionalmente o PSB: a chamada “moeda de troca”.

Esse grupo de petistas afirma, em reserva, que o gestor estaria alimentando uma postulação socialista para, mais a frente, “entregar uma fatura” ao ex-presidente Lula e à presidente Dilma Rousseff. “Se o Fernando crescer, mas o PT chegar a um consenso em torno de um nome forte para a Prefeitura, no ano que vem, Eduardo deve levar o caso para Lula e Dilma. Aí, com certeza, ele vai cobrar uma fatura pesada para tirar o nome do ministro da disputa. É algo que pode muito bem ocorrer“, indicou um importante petista pernambucano.

Nos bastidores do PT, são dois os principais quadros projetados. O primeiro deles diz respeito a uma provável barganha que poderia ser feita pelos socialistas na discussão da chapa majoritária de 2014, para o Governo de Pernambuco. Como o governador Eduardo Campos não poderá mais concorrer à reeleição, o PT poderia pavimentar a candidatura do senador Humberto Costa ao comando do Executivo estadual. Neste prisma, Campos poderia negociar a manutenção da cabeça de chapa com o PSB, dando aos aliados, mais uma vez, a vaga ao Senado. Entretanto, o próprio governador pode ser candidato à Casa Alta.

Num segundo quadro, porém bem mais complicado, o governador Eduardo Campos pediria apoio de Lula e Dilma, caso a petista conquista a reeleição, para presidir a Câmara Federal. Há um entendimento, de bastidor, de que Campos poderia ser candidato a deputado federal, uma vez que não vislumbraria a exposição nacional que deseja estando no Senado. Neste caso, ele sairia candidato a deputado federal, em 2014, e iniciaria, na sequência, uma campanha para presidir a Casa. Com o bloco PSB/PSD cada vez mais afinado, o socialista poderia gozar da maioria da bancada e, com o apoio do Planalto, teria as credenciais de candidato imbatível.

Como presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Campos gozaria de uma exposição de dois anos, pelo menos, que poderia fortalecer de vez o seu nome como opção para presidir, no futuro, o País. O socialista estaria à frente das principais discussões do Brasil e sua posição como presidente da instituição, em relação aos principais problemas da economia, teria um peso real bem maior do que a de um senador isolado. “Ninguém sabe exatamente o que ele quer. Se vai buscar um mandato no Senado, se quer a Presidência da Câmara, a da República… Só se sabe que ele está buscando algo grande”, afirmou a fonte petista.

Recentemente, o jornal O Globo noticiou a preocupação do PT nacional em relação à movimentação de Eduardo Campos.

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