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DEU NA COLUNA DE GUILHERME BARROS/IG

Pela segunda vez na história, o Brasil terá um metalúrgico na Presidência da República.

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), assumirá a presidência no dia 2 de dezembro, já que a presidenta Dilma Rousseff e o vice Michel Temer estarão em viagem internacional.

Dilma estará em Caracas (Venezuela) e Temer, nos Estados Unidos.

Maia ficará na Presidência por três dias.

Ele tem 45 anos e, a exemplo de Lula, fez curso de torneiro mecânico.

Natural de Canoas (RS), ele foi dirigente do Sindicado dos Metalúrgicos da cidade, em 1984, chegando ao posto de secretário-geral da Confederação Nacional dos Metalúrgicos.

Ele teve seu primeiro mandato como deputado federal em 2005

nov
18
Posted on 18-11-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 18-11-2011


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Frank, hoje em A Notícia (SC)


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Artigo/ Um lugar

A ENIGMÁTICA MONGÓLIA

JC Teixeira Gomes

Continuarei com meus leitores a viajar pelo Expresso Transiberiano, partindo da imponente Pequim até chegar à cidade de Er Lian, última etapa chinesa antes da Mongólia.
Poucas regiões do mundo serão tão ignoradas pelo Ocidente. Dela, a única coisa que sabemos é que foi a pátria de Gengis Khan, para os mongóis o herói nacional que nenhuma nação iguala.
Escondida no segredo das estepes, pelo menos desde o séc. XIX se abriu ao mundo, com o incremento da construção da ferrovia transiberiana. Mas permanece enigmática e tida como terra de extravagâncias, entre as quais a de servir escorpião grelhado (“grilled scorpion”) entre as iguarias da sua cozinha. Garanto que não comi.
A ignorância ocidental sobre a Mongólia é engordada pelo desrespeito, pois foi através das pesquisas do médico inglês John Down, no século XIX, que se criou a palavra “mongolóide” para designar os portadores da Síndrome de Down, presente até hoje nos dicionários. No entanto, é uma designação pejorativa e indigna, nascida dos preconceitos do homem branco europeu contra os asiáticos no século XIX, época de esplendor do colonialismo. Formulando uma antropologia racista, a visão eurocêntrica da Ásia ajudava o Ocidente a subjugar os asiáticos pela humilhação, para facilitar a dominação política e econômica.
Em Er Lian, fundada em l953, nosso trem foi substituído pelo russo, pela diferença da bitola dos trilhos até Moscou. Situando-se numa área que envolve um trecho do deserto de Gobi, Er Lian é um sítio palenteológico, como, aliás, toda a Ásia. Por isso, os chineses lá construíram um gigantesco Parque de Dinossauros, representados em metal, nas dimensões exatas dos seus ancestrais naturais, um assombro. O espectador fica imediatamente paralisado pelo realismo das peças expostas. Todas as espécies estão ali reunidas, dando a impressão de que são animais reais, não esculturas. Com alguma imaginação (e temor), o visitante, tomado de surpresa, pode vê-los andando, rugindo, atacando.
Os imensos animais, noventa e nove ao todo, em posições diferentes, distantes uns dos outros, foram moldados segundo os detalhes e características das descrições científicas ou das melhores representações no cinema. Mas não é Hollywood ou a Disneylândia, brincadeiras americanas. O grande parque é uma área de respeito e seriedade. É o trabalho de cientistas chineses, expondo o resultado das suas pesquisas. Custa a crer que a poderosa China não tenha ainda divulgado para o mundo o fascinante viveiro metálico dos seus dinos.
Er Lian, cidade que detém essa preciosidade, possui cerca de 120 mil habitantes, caracterizando-se por longas avenidas, além de sólidos edifícios. Sente-se que está em plena expansão. De lá, rumamos para Ulan Bator, a capital da Mongólia, país de nômades montadores de cavalos, habitantes de tendas, amantes dos grandes espaços naturais e avessos à prisão das cidades. Ainda assim, a capital, fundada em 1639, expandiu-se, e possui hoje cerca de 1 milhão e trezentos mil habitantes. Contemplada do alto de um mirante, dinâmica e irregular, não quer parar de crescer. Seu tráfego é intenso e caótico, seu comércio muito rico, destacando-se um shopping de cinco andares, com belas e elegantes mulheres desfilando sem cessar, mais alvas que as chinesas.
Se o mundo nivelou-se pela comunicação, a diferença se faz por meio da cultura. E foi nessa área que a visita mais se enriqueceu, diante da exibição do balé da Mongólia e da sua Orquestra Sinfônica, de instrumentos típicos. Sobre a marcante coreografia dos belos dançarinos mongóis, homens e mulheres de excepcional coordenação rítmica, falarei depois. Por ora, cumpre dizer que a Sinfônica da Mongólia fez uma apresentação de gala. Destaque para as vozes dos seus baixos e barítonos interpretando canções budistas. Confesso que tais vozes me elevaram – a mim, pobre homem de pouca fé – às portas do paraíso, às regiões mais diáfanas da espiritualidade humana e da concentração mística.
Mas, queridos leitores, falta muito do que dizer. No próximo artigo, contarei como dormi nas tendas de Gengis Khan, sob o frio polar da noite da Mongólia.

João Carlos Teixeira Gomes, jornalista e escritor baiano, mora atualmente no Rio de Janeiro e acaba de regressar de viagem transiberiana.

nov
18
Posted on 18-11-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 18-11-2011

O editor do Bahia em Pauta recebeu mensagem eletrônica do colunista político Ivan de Carvalho ( mandada ontem originalmente ao editor da Tribuna da Bahia), com o seguinte teor:

“NÃO HAVERÁ O (ARTIGO)DE HOJE (17) PARA AMANHÃ. MOTIVO: IMOBILIDADE URBANA NA PARALELA (A IMPORTANTE VIA DE ESCOAMENTO DE TRÁFEGO DA CAPITAL BAIANA).
ABRAÇO, IVAN

Bahia em Pauta comenta: O nó em volta da cidade da Bahia está ficando cada dia mais apertado.

Ivan retorna amanhã a este espaço. Se conseguir desatar o nó da Paralela esta quinta-feira, evidentemente.

(Vitor Hugo Soares)

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