nov
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Posted on 17-11-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 17-11-2011


Cigano com Wagner: o retorno do canpeão
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DEU EM A TARDE

Eduardo Martins

Após ser recebido por pouco mais de 200 fãs no Aeroporto Internacional de Salvador, na tarde desta quinta-feira, 17, o campeão dos Pesos-Pesados do UFC, Junior “Cigano” dos Santos, seguiu para a Governadoria do Estado, no Centro Administrativo da Bahia, onde teve um encontro com o governador Jaques Wagner e o vice-governador Otto Alencar.

O clima foi descontraído. Cigano foi recepcionado com carinho pelo líder político, que brincou: “Que soco aquele, hein?”, referindo-se ao golpe que derrubou o mexicano-americano Cain Velasquez com apenas 64 segundos de luta, na madrugada do último domingo, 13.

“Só ouvi o Dórea [treinador de boxe] gritando no corner ‘olha o pombo sem asa!’ [risos]”, respondeu Cigano. “Foi um suingue, um golpe que não tem muita técnica, mas é muito forte, governador”, explicou.

Depois das apresentações, Jaques Wagner revelou que há alguns meses recebeu a visita de representantes do UFC, que queriam informações para a realização de um dos eventos na Bahia. O governador, no entanto, confessou que não teve mais informações sobre o assunto. “Eles estão muito empolgados com o sucesso. O Brasil já virou o segundo mercado deles”, completou Cigano.

Ao lado dos treinadores, Luiz Carlos Dórea e Iuri Carlton, da sua esposa, Vilsana Piccoli, de companheiros de academia, como Everton Lopes, campeão mundial de boxe amador, e do ex-pugilista e atual deputado federal Acelino “Popó” Freitas, Junior dos Santos contou um pouco da sua história e mostrou as dificuldades em ser lutador no Brasil. “Nosso esporte é muito difícil, até melhorou de um tempo para cá, mas sempre teve muito preconceito, diziam que era violento”, disse.

Jaques Wagner mostrou a alegria de ter mais um grande campeão do esporte na Bahia. “Para nós o orgulho é muito grande. Acho que todo esporte é portador da paz, mesmo os de luta, desde que tenham regras a serem respeitadas. Atletas como o Cigano são portadores de sonhos, são espelho para muito jovens que estão por aí”, disse o governador.

Cigano também falou sobre esta responsabilidade. “É bom servir de espelho. Quando uma criança me vir, ela vai pensar ‘posso ser como o Cigano’. Sempre sonhei com esse momento, e agora alcancei”, comentou


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Olha aí, Laurita: a música do dia vai para você neste 17 de novembro de mais um aniversário seu que festejamos todos que lhe queremos bem.Com vinho, lembranças londrinas e esta belissima canção.

Parabéns! Felicidade!

(Vitor e Ila , pelo BP inteiro)


Angela, na carta sobre o marido:

“que país é este?”
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Bahia em Pauta publica abaixo , em seu espaço principal de opinião, a carta da jornalista Angela Lupi (ex-Tribuna da Imprensa), mulher do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em defesa do marido e do direito à verdade no jornalismo. “Para isso, você precisa conhecer todas as versões de uma história para escolher a sua”, diz Angela na abertura do texto, divulgado por Luis Nassiff em seu blog e postado na área de comentários do BP pelo leitor Jader Martins. Confira o texto na íntegra.
(Vitor Hugo Soares)
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Caso Lupi: a outra versão da história
Você tem direito de ter a sua verdade. Para isso você precisa conhecer todas as versões de uma história para escolher a sua. A deles é fácil, é só continuar lendo a Veja, O Globo, assistindo ao Jornal Nacional. A nossa vai precisar circular por essa nova e democrática ferramenta que é a internet.
Meu nome é Angela, sou esposa do Ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi. Sou jornalista e especialista em políticas públicas. Somos casados há 30 anos, temos 3 filhos e um neto. Resolvi voltar ao texto depois de tantos anos porque a causa é justa e o motivo é nobre. Mostrar a milhares, dezenas ou a uma pessoa que seja como se monta um escândalo no Brasil.
Vamos aos fatos: No dia 3 de novembro a revista Veja envia a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho algumas perguntas genéricas sobre convênio, ONGS, repasses etc. Guarda essa informação.
Na administração pública existe uma coisa chamada pendência administrativa. O que é isso? São processos que se avolumam em mesas a espera de soluções que dependem de documentos, de comprovações de despesas, prestação de contas etc. Todo órgão público, seja na esfera municipal, estadual ou federal, tem dezenas ou centenas desses.
Como é montado o circo? A revista pega duas pendências administrativas dessas, junta com as respostas da assessoria de imprensa do ministério dando a impressão de que são muito democráticos e que ouviram a outra parte, o que não é verdade, e paralelamente a isso pegam o depoimento de alguém que não tem nome ou sobrenome, mas diz que pagou propina a alguém da assessoria do ministro.
No dia seguinte toda a mídia nacional espalha e repercute a matéria em todos os noticiários, revistas e jornais. Nada fica provado. O acusador não tem que provar que pagou, mas você tem que provar que não recebeu. Curioso isso, não? O próprio texto da matéria isentava Lupi de qualquer responsabilidade. Ele sequer é citado pelo acusador. Mas a gente não lê os textos, só os títulos e a interpretação, que vêm do estereótipo “político é tudo safado mesmo”.
Dizem que quando as coisas estão ruins podem piorar. E é verdade. Na terça-feira Lupi se reúne na sede do PDT, seu partido político em Brasília para uma coletiva com a imprensa. E é literalmente metralhado não por perguntas, o que seria natural, mas por acusações. Nossa imprensa julga, condena e manda para o pelotão de fuzilamento.
E aí entra em cena a mais imprevisível das criaturas: o ser humano. Enquanto alguns acuados recuam, paralisam, Lupi faz parte de uma minoria que contra ataca. Explode, desafia. É indelicado com a Presidenta e com a população em geral. E solta a frase bomba, manchete do dia seguinte: “Só saio a bala”. O que as pessoas interpretaram como apego ao cargo era a defesa do seu nome. Era um recado com endereço certo e cujos destinatários voltaram com força total.
Era a declaração de uma guerra que ainda não deixou mortos, mas já contabiliza muitos feridos. Em casa, passado o momento de tensão, Lupi percebe o erro, os exageros e na quinta-feira na Comissão de Justiça do Congresso Nacional presta todos os esclarecimentos, apresenta os documentos que provam que o Ministério do Trabalho já havia tomado providências em relação às ONGs que estavam sendo denunciadas e aproveita a oportunidade para admitir que passou do tom e pede desculpas públicas a Presidenta e a população em geral.
A essa altura, a acusação de corrupto já não tinha mais sustentação. Era preciso montar outro escândalo e aí entra a gravação de uma resposta e uma fotografia. A resposta é aquela que é repetida em todos os telejornais. Onde o Lupi diz “não tenho nenhum tipo de relacionamento com o Sr Adair. Fui apresentado a ele em alguns eventos públicos. Nunca andei em aeronave do Sr Adair”.
Pegam a frase e juntam a ela uma foto do Lupi descendo de uma aeronave com o seu Adair por perto. Pronto. Um novo escândalo está montado. Lupi agora não é mais corrupto, é mentiroso.
Em algum momento, em algum desses telejornais você ouviu a pergunta que foi feita ao Lupi e que originou aquela resposta? Com certeza não. Se alguém pergunta se você conhece o Seu José, porteiro do seu prédio? Você provavelmente responde: claro, conheço. Agora, se alguém pergunta: que tipo de relacionamento você tem com o Seu José? O que você responde? Nenhum, simplesmente conheço de vista.
Foi essa a pergunta que não é mostrada: que tipo de relacionamento o Sr tem com o Sr Adair? Uma pergunta bem capciosa. Enquanto isso, o próprio Sr Adair garante que a aeronave não era dele, que ele não pagou pela aeronave e que ele simplesmente indicou.
Quando comecei na profissão como estagiária na Tribuna da Imprensa, ouvi de um chefe de reportagem uma frase que nunca esqueci: “Enquanto você não ouvir todos os envolvidos e tiver todas as versões do fato, a matéria não sai. O leitor tem o direito de ler todas as versões de uma história e escolher a dele. Imprensa não julga, informa. Quem julga é o leitor”.
Quero deixar claro que isso não é um discurso para colocar o Lupi como vítima. O Lupi não é vítima de nada. É um adulto plenamente consciente do seu papel nessa história. Ele sabe que é simplesmente o alvo menor que precisa ser abatido para que seja atingido um alvo maior. É briga de cachorro grande.
Tentaram atingir o seu nome como corrupto, mas não conseguiram. Agora é mentiroso, mas também não estão conseguindo, e tenho até medo de imaginar o que vem na sequência.
Para terminar queria deixar alguns recados:
Para os amigos que nos acompanham ou simplesmente conhecidos que observam de longe a maneira como vivemos e educamos os nossos filhos eu queria dizer que podem continuar nos procurando para prestar solidariedade e que serão bem recebidos. Aos que preferem esperar a poeira baixar ou não tocar no assunto, também agradeço. E não fiquem constrangidos se em algum momento acompanhando o noticiário tenham duvidado do Lupi. A coisa é tão bem montada que até a gente começa a duvidar de nós mesmos. Quem passou por tortura psicológica sabe o que é isso. É preciso ser muito forte e coerente com as suas convicções para continuar nessa luta.
Para os companheiros de partido, Senadores, Deputados, Vereadores, lideranças, militantes que nos últimos 30 anos testemunharam o trabalho incansável de um “maluco” que viajava o Brasil inteiro em fins de semana e feriados, filiando gente nova, fazendo reuniões intermináveis, celebrando e cumprindo acordos, respeitado até pelos adversários como um homem de palavra, que manteve o PDT vivo e dentro do cenário nacional como um dos mais importantes partidos políticos da atualidade. Eu peço só uma coisa: justiça.
Aos colegas jornalistas que estão fazendo o seu trabalho, aos que estão aborrecidos com esse cara que parece arrogante e fica desafiando todo mundo, aos que só seguem orientação da editoria sem questionamento, aos que observam e questionam, não importa. A todos vocês eu queria deixar um pensamento: reflexão. Qual é o nosso papel na sociedade?
E a você Lupi, companheiro de uma vida, quero te dizer, como representante desse pequeno nucleozinho que é a nossa família, que nós estamos cansados, indignados e tristes, mas unidos como sempre estivemos. Pode continuar lutando enquanto precisar, não para manter cargo, pois isso é pequeno, mas para manter limpo o seu nome construído em 30 anos de vida pública.
E quando estiver muito cansado dessa guerra vai repousar no seu refúgio que não é uma mansão em Angra dos Reis, nem uma fazenda em Goiás, sequer uma casa em Búzios, e sim um pequeno sítio em Magé. Que corrupto é esse? Que País é esse?

nov
17


Mariano Rajoy: cortes em quase tudo
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A três dias das eleições em Espanha, o provável próximo primeiro-ministro, Mariano Rajoy, disse que tudo está sujeito a cortes, menos as pensões. Numa entrevista publicada esta quinta-feira pelo jornal El Pais, o líder do PP insistiu que a sua prioridade é manter o poder de compra dos pensionistas.

Porém, exceto as pensões, Mariano Rajoy pensa em «cortar em tudo», desde logo nos subsídios de desemprego.

O candidato do PP afirmou que o seu programa de governo propõe uma revisão de todos os itens do orçamento e reiterou que «tem de fazer muitas coisas e de cortar onde pode».

Adiantou ainda que provavelmente terá de fazer menos obras e dar prioridade às obras que estão em andamento e ainda extinguir «muitos organismos autónomos».

O provável futuro primeiro-ministro confessou que não teme reações sociais ou possíveis greves, assinalando que as considera «injustas», ainda que reconheça o direito às mesmas.
(Com informações do jornal espanhol El País)

nov
17
Posted on 17-11-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 17-11-2011

De Geddel Vieira Lima, da Caixa, e do deputado Lucio Vieira Lima (PMDB), no twitter, sem esconder a ironia com os últimos acontecimentos em Salvador, em especial o capítulo mais recente da novela municipal “Luiza x João”
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RT @geddel_ Amigas e amigos Estou de volta e cheio de saudades Estou em Brasilia Soybe que hj a baixaria tomou conta da politica baiana

luciovl_ Lucio Vieira Lima
O povo já tá dizendo que deputado tem mais essa regalia,uma tribuna pra anunciar qd for traído,enquanto o cidadão chora em casa ou no bar

nov
17
Posted on 17-11-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 17-11-2011


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Frank,hoje, para A Notícia


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OPINIÃO POLÍTICA

Ex-mulher ataca prefeito

Ivan de Carvalho

O jornalismo político deve procurar restringir-se à coisa pública, desde que a coisa privada não a afete. Mas quando a afeta, principalmente se a afeta, a coisa privada torna-se inevitavelmente pública. Estes são princípios que a mídia séria leva em conta.

No caso que envolve o ex-primeiro casal de Salvador (o prefeito João Henrique e a ex-primeira dama, deputada Maria Luiza) o privado tornou-se público e esse público tornou-se formal por iniciativa da parlamentar, que ontem fez um discurso da tribuna da Assembléia Legislativa, no tempo cedido pela liderança da maioria, refutando os rumores de que teria traído o ex-marido e acusando-o de a haver traído, ainda no curso do matrimônio, com a subsecretária de Salvador, a médica Tatiana Paraíso. Esta, que era casada, teria desfeito o casamento para ficar com o prefeito.

A deputada Maria Luiza disse aceitar “o bloqueio da imprensa”, referindo-se ao fato de que se tratava de assunto privado. Na verdade, ela havia concedido uma entrevista exclusiva ao jornal A Tarde. Não se sabia ontem o exato teor da entrevista, mas que ela, entre outras coisas, desmentia “os boatos” – objeto, inclusive, de parte de uma nota na revista Época – de que teria um caso com alguém da Casa Militar do prefeito.

Maria Luiza esperou alguns dias por um desmentido do ex-marido sobre este suposto caso dela com o suposto amante lotado na Casa Militar, mas como nem o desmentido foi feito nem o jornal publicou sua entrevista, ela resolveu fazer o discurso de ontem. João Henrique e Maria Luiza estão separados há um mês. Antes disso, ela sugerira “um tempo” para os dois pensarem a relação e a retomarem em novas bases, mais harmoniosas. Quando voltou de uma viagem de uma semana, disse, encontrou uma situação consumada entre o prefeito e a subsecretária de Saúde. “Eu pedi um tempo e levei um susto”, atirou, no discurso.

Bem (se é que bem é uma palavra adequada). O casal tinha crises há tempo, como explicitou a deputada. Nos tempos em que o prefeito e Maria Luiza estavam no PMDB, os pacificadores eram Geddel Vieira Lima e seu irmão Lúcio Vieira Lima. Geddel aquietava o prefeito, Lúcio acalmava a primeira dama.

No circuito pacificador também entrava, às vezes, Ricardo Araújo, lotado no gabinete do prefeito e homem, ao que consta, de sua total confiança, além de vizinho de condomínio. Parece que quando deixaram o PMDB (primeiro, Maria Luiza, depois João Henrique), Ricardo Araújo, sozinho, não mais deu conta do recado.

Politicamente, as coisas podem ou não ficar bem para Maria Luiza, embora ela haja afirmado ontem, no discurso de pouco menos de oito minutos que encantou o plenário pelo novo e admirado lay-out da oradora, que não tem “pretensão” de candidatar-se a mandato eletivo algum e que “o futuro a Deus pertence”. Sendo assim, e possivelmente ignorando os desígnios divinos, quem sabe o futuro lhe reservará alguma candidatura a mandato eletivo…

Para o prefeito, ainda politicamente, o episódio não é bom. Não parece haver como reverter o estrago, embora superação seja um hábito de João Henrique. Também nada parece haver de bom no episódio para o PP e para seu possível candidato a prefeito, o deputado João Leão, chefe da Casa Civil da prefeitura da capital. Já o deputado Nelson Pelegrino, que vinha se enroscando todo nos braços do prefeito, deve agora estar em dúvida se esses braços lhe dão reforço ou um abraço de afogado.

Bem, mais desdobramentos virão.Por enquanto, a prioridade é a divisão dos bens do casal. Considerando que o povo deu a João Henrique o Palácio Thomé de Souza, situado na Cidade Alta, a lógica determina que à ex-primeira dama seja concedida a Cidade Baixa.

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