Strauss-Khan e Anne:invasão de privacidade
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Dominique Strauss-Kahn e sua mulher Anne Sinclair vão tomar medidas legais para proteger a privacidade do casal depois de terem surgido notícias “fantasiosas” sobre o seu divórcio, segundo anunciaram ontem (14) os advogados do casal em Paris.

“Estamos estudando que medidas acionar contra artigos [nos jornais] que recaem na forma mais baixa de voyerismo e não dão qualquer informação legítima ao público,” disseram em comunicado os advogados, Henri Leclerc e Frederique Beaulieu.

As notícias agora desmentidas citavam fontes anónimas e diziam que a antiga apresentadora de televisão Anne Sinclair tinha perdido a paciência com o marido depois de o nome do ex-chefe do Fundo Monetário Internacional ter surgido na investigação a rede de prostituição na cidade de Lille conhecido por Carlton Affair.

Strauss-Kahn, que abandonou o posto no FMI quando foi acusado de tentativa de violação por uma empregada de hotel em Nova Iorque — perdeu, ao mesmo tempo, a possibilidade de se candidatar pelos socialistas à presidência de França nas eleições de 2012 — pediu para ser interrogado pela polícia o mais rápido possível. Porém, o caso foi adiado o que levou os advogados a considerarem que o seu cliente está a ser vítima de uma campanha de “linchamento” por parte dos media.

O Carlton Affair começou a ser investigado no início do ano após a descoberta de uma rede que fornecia prostitutas a clientes deste hotel de luxo em Lille. Em Outubro o nome de Strauss-Kahn foi associado ao processo, logo após a acusação de que era alvo em Nova Iorque ter sido retirada. Logo de seguida, uma queixa de agressão sexual feita por uma escritora francesa foi também rejeitada pela Justiça.

A imprensa francesa publicou mensagens de telefones móvel atribuídas a Strauss-Kahn e dirigidas a um empresário investigado no caso, nas quais se propõem encontros com “garotas” em “discotecas picantes”.

Strauss-Kahn e Anne Sinclair fizeram saber que irão recorrer à Justiça para “acabar com os ataques contra a sua vida pessoal e defender a sua presunção de iniocência”. “As necessidades judiciais (…) não autorizam ninguém a desrespeitar o segredo de instrução, a presunção de inocência e os diversos aspectos da vida pessoal”, indicaram os advogados no comunicado.

(Com informações do PÚBLICO, de Lisboa)

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Comentários

rosane santana on 15 novembro, 2011 at 14:05 #

A notícia me faz relembrar um diálogo extraordinário entre a personagem de Edson Capri e de Marília Pera, no capítulo da novela das 7, da Rede Globo, que foi ao ar ontem, 14 de novembro, em que a personagem da atriz diz ao parceiro, depois de descorir relações extraconjungais dele: “nós estamos ligados pela ilegalidade”, isso é o que nos une,é bom não esquecer, temos negócios juntos”.


rosane santana on 15 novembro, 2011 at 14:27 #

correção: Herson Capri


Marco Lino on 15 novembro, 2011 at 18:18 #

O humano já poderia ter atingido o estágio de não necessitar mais de contrato. Aliás, todo contrato que priva a liberdade humana (e diminui ou veda sua existência) deveria ser rasgado.

O contrato de casamento, de todos os que a civilização inventou, talvez seja o mais estúpido de todos.

Certos estavam Sartre e Simone de Beauvoir.


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