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Postado em 14-11-2011
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 14-11-2011 10:37


Merkel:Uma advertência aos europeus
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“As preocupações de uns são as preocupações de todos, o que quer dizer que a nossa responsabilidade não pára nas fronteiras de cada país. Somos todos parte da política interna europeia”, disse a chefe do Governo alemão, Angela Merkel, no discurso de abertura do congresso da União Democrata Cristã (CDU), em Leipzig.

Merkel voltou a dizer que, “se a Europa não estiver bem, a Alemanha não estará bem”, advertindo que os europeus só serão ouvidos à escala mundial se estiverem unidos e tiverem uma moeda única forte e economias consolidadas.

“A Europa [vive] um dos momentos mais difíceis desde a Segunda Guerra Mundial, talvez mesmo o seu momento mais difícil”, sublinhou a chanceler alemã, citada pela AFP. “Cada geração tem o seu desafio político”, disse ainda, considerando que o da actual é “uma prova histórica” e que se trata de “mostrar que a Europa pode superar uma tormenta” como a da atual crise financeira.

“Só unidos poderemos defender a nossa moeda”, disse Merkel, recolhendo nesta passagem do seu discurso muitos aplausos dos mil delegados democratas cristãos reunidos na cidade leste alemã.

A chanceler reiterou ainda a disposição da Alemanha de ajudar os parceiros europeus em dificuldades financeiras acrescentando que, para isso, “é preciso que todos cumpram as suas tarefas”.

Para Merkel, a consolidação orçamentária e o aumento da competitividade dos países do euro “são duas faces da mesma medalha”.

Neste contexto, a dirigente conservadora propôs que se introduza no Tratado de Lisboa um mecanismo automático de sanções para os Estados que violem o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), lembrando que este foi violado mais de 60 vezes nos últimos anos, incluindo pela Alemanha, sem que se tenham retirado daí as devidas consequências.

Merkel voltou também a manifestar-se contra a mutualização das dívidas soberanas na Europa, e contra a emissão de eurobonds (títulos de dívida pública de vários países do euro), alegando que “esta não é solução para um futuro razoável”. Classificando a introdução do euro, há nove anos, após o acordo sobre a União Económica e Monetária (UEM) como “um projeto futurista”, a chefe do governo alemão defendeu que este necessita agora de ser complementado por uma união política “que mude as estruturas da União Europeia, para que haja mais Europa, e não menos Europa, e para que o euro tenha futuro”.

Além do debate sobre política europeia, o congresso da CDU, que termina na terça-feira, será marcado também pela proposta da direcção nacional de introduzir um salário mínimo nacional, embora com diferenças regionais, para trabalhadores não abrangidos por contratação coletiva.

(Com informações do jornal português PÚBLICO )

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