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Música, cinema, romantismo: química mais que perfeita.
Nos anos 60 e sempre.

BOA NOITE!!!

(VHS)


Ministra Eliana, ao vivo, no centro do Roda Viva
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Atenção no relógio que a noite desta segunda-feira,14, reserva um programa imperdível, com a participação da Corregedora Nacional de Justiça , Eliana Calmon, a partir das 22h, na TV Cultura

A ministra Eliana Calmon ocupará o centro do Roda Viva , ao vivo. Durante a entrevista, conduzida pelo apresentador Mario Sergio Conti, a jurista deve falar, entre outros temas, sobre a corrupção no Judiciário e a crise instalada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A bancada de entrevistadores será formada por Frederico Vasconcelos (repórter especial do jornal Folha de S. Paulo e editor do blog do Fred, na Folha.com e no UOL), Felipe Recondo (repórter do jornal O Estado de S. Paulo, especializado na cobertura do Judiciário), Germano Oliveira (chefe de redação da sucursal do jornal O Globo em São Paulo), Mário Simas Filho (diretor de redação da revista Istoé), Marina Amaral (jornalista e diretora da Pública – Agência de Jornalismo Investigativo) e Sérgio Renault (advogado, ex-secretário da reforma do Judiciário). O programa também conta com a participação do cartunista Paulo Caruso, com suas célebres charges.

Estamos combinados: depois da ética Griselda em Fina Estampa, a novela da Globo, a pedida é a íntegra e corajosa ministra do STF, em carde e osso, no Roda Viva. Um progra na medida para a véspera do feriado da Proclamação da República.

(Postado por Vitor Hugo Soares, com informações do site da TV Cultura)

DEU NA COLUNA DE GUILHERME BARROS/IG

A Vale e a Petrobras figuram no ranking das 20 empresas mais lucrativas nos Estados Unidos e América Latina elaborado pela Economatica, considerando-se os resultados do terceiro trimestre deste ano. No período, a Vale foi a empresa mais lucrativa da América Latina, segundo o levantamento feito por Einar Rivero.

O lucro da Vale no terceiro trimestre foi de US$ 4,25 bilhões (R$ 7,9 bilhões), valor que a coloca como a quinta empresa de capital aberto mais lucrativa da América Latina e EUA.

A Petrobrás, com lucro de US$ 3,41 bilhões (R$ 6,336 bilhões )no terceiro trimestre, fica na décima primeira colocação entre as empresas da América Latina e EUA.

A empresa mais lucrativa da América Latina e Estados Unidos no terceiro trimestre foi a Exxon Móbil, com lucro de US$ 10,3 bilhões.

Os setores de Petróleo/Gás e Eletroeletrônicos têm o maior numero de representantes, com quatro empresas cada.

Somente duas empresas da América Latina ficam entre as 20 maiores da amostra analisada pela Economatica.

As empresas do Canadá não fazem parte da amostra por não serem acompanhadas pela Economatica.


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A dica é da jornalista e colaboradora do BP, Maria Olivia Soares:

Na noite deste 14 de novembro, véspera do feriado da Proclamação da República, tem vesta no Terreiro de Jesus. Alguns dos melhores sambistas da Bahia vão estar reunidos na Cantina da Lua, de Clarindo Silva, para homenagear Riachão. A partir das 20h.

Nem precisa convidar, não é mesmo?

SALVE RIACHÃO!!!

(VHS)


Riachão aos 90: vitalidade de um bamba…
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… da Bahia, com saudade de Dalvinha

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Álvaro Andrade
alvaro.andrade@redebahia.com.br

A silhueta serelepe, desenhada em contraluz pela claridade que entra através da porta dos fundos de sua grande e vazia casa, no Garcia, revela uma agilidade incoerente com o tempo. Aos 90 anos, completados hoje, Riachão se movimenta como um sessentão em forma.

Na varanda dos fundos, ele se abaixa, pega duas sacolas plásticas, se abaixa de novo, separa oito bananas da terra, põe quatro em cada sacola. O repórter e a fotógrafa Andrea Farias não podiam ir embora sem levar os vistosos frutos, cultivados por ele mesmo no quintal da casa onde vive sozinho e recebe poucas visitas. “É pra me distrair, pra me lembrar do tempo de meu pai. Eu vivi aqui desde pequeno, tudo isso aqui era terra nossa”, diz, saudoso.

O carinhoso velhinho deu uma banana pro tempo e o mote desta matéria parece tão irrelevante, em meio a tantas boas histórias, que só surge no fim da conversa. “Esses 90 anos, eu não sei como agradecer a Deus! Desde a infância nessa vida, cantei desde 9 aninhos”, conta, sorridente. Para comemorar, hoje, às 19h, ele recebe amigos músicos em show, aberto ao público, na Cantina da Lua, Pelourinho.

Umbigada

Expoente da era de ouro do rádio baiano nas décadas de 1940 e 1950, Riachão hoje sente falta da cantoria diária e de um mundo que, em sua opinião, tem apenas uma, porém significativa, diferença em relação ao atual. “A diferença é falta de amor, e eu não tenho mais nada a responder. Tem ocasião que as lágrimas me vêm aos olhos, quando eu me lembro do tempo passado”, diz.

Foi nesse tempo áureo que Riachão teve três composições – Meu Patrão, Saia Rota e Judas Traído – gravadas por Jackson do Pandeiro (1919 – 1982). Foi também nessa nostálgica Salvador que uma música sobre uma baleia que ficou exposta à visitação na Praça da Sé o deixou rodeado de crianças, em frente à Rádio Sociedade, na avenida Carlos Gomes, onde trabalhava.

“Os pais, pra satisfazer as criancinhas, resolveram levar elas no rádio, porque elas queriam ver ‘o homem do umbigão da baleia’, segundo as mães me contaram”, relembra, cantarolando um trecho de Umbigão de Baleia. Os pais foram com as crianças duas vezes ao programa, e não encontraram Riachão. Na terceira, resolveram esperar na porta, e “foi aquela alegria” quando a meninada encontrou com o sambista.

Além do sucesso momentâneo com as crianças, Riachão é admirado por grandes nomes da MPB, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, que gravaram Cada Macaco no Seu Galho; e Cássia Eller (1962-2001), que popularizou entre as novas gerações Vá Morar com o Diabo. Ele nunca chegou a estourar no mainstream, e hoje faz poucos shows.

Para ouvir seu batuque de mestre ao vivo, atualmente, é preciso ter a grande sorte de pegar o mesmo ônibus que ele, pois certamente o malandro de toalhinha no pescoço estará fazendo um samba ali mesmo, assim como a molecada que faz o pagodão no fundo do coletivo.

“Se não tem mais rádio pra eu cantar?! Então eu tô fazendo do ônibus a rádio, pra matar a saudade, porque no rádio a gente cantava muito, e hoje não tem mais onde cantar. Então, você só me encontra no ônibus botando pra quebrar! Uns ficam sorrindo, outros cantam comigo. Aí, quando eu vou saltando, eu digo: acabou o show!”, se empolga.

Dalvinha

Apesar de não abandonar o samba por nada, Riachão, há cinco anos, largou uma companheira de longa data, a cachaça. “Mas não posso falar mal da cachaça, ela não me fez mal. Fui um beberrão, mas só me fez felicidade a cachaça. Deixei porque eu decidi deixar”, diz. Quando jovem, ele chegava a ser chamado pra velórios porque ficava até o amanhecer velando e, principalmente, bebendo o defunto.

Numa guinada repentina, há três anos, a morte mostrou ao compositor uma outra face. Um acidente de carro lhe tirou, de uma vez, sua esposa, Dalvinha, um filho e uma filha. Restaram duas filhas, de Dalvinha, e outros oito, que teve com sua primeira esposa, Lalinha, também falecida. Riachão, porém, nem se lembra ao certo quando foi a última vez que os viu.

“Hoje eu não vivo com essa grande felicidade não, porque eu perdi minha Dalvinha”, lamenta. Mas o samba contradiz o tenaz sambista. “Meu Deus, a felicidade aumenta, tava com 89, agora tô com 90. Noventa anos, parabéns, se Deus quiser, vou chegar a 100!”, diz sua mais nova canção.


Merkel:Uma advertência aos europeus
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“As preocupações de uns são as preocupações de todos, o que quer dizer que a nossa responsabilidade não pára nas fronteiras de cada país. Somos todos parte da política interna europeia”, disse a chefe do Governo alemão, Angela Merkel, no discurso de abertura do congresso da União Democrata Cristã (CDU), em Leipzig.

Merkel voltou a dizer que, “se a Europa não estiver bem, a Alemanha não estará bem”, advertindo que os europeus só serão ouvidos à escala mundial se estiverem unidos e tiverem uma moeda única forte e economias consolidadas.

“A Europa [vive] um dos momentos mais difíceis desde a Segunda Guerra Mundial, talvez mesmo o seu momento mais difícil”, sublinhou a chanceler alemã, citada pela AFP. “Cada geração tem o seu desafio político”, disse ainda, considerando que o da actual é “uma prova histórica” e que se trata de “mostrar que a Europa pode superar uma tormenta” como a da atual crise financeira.

“Só unidos poderemos defender a nossa moeda”, disse Merkel, recolhendo nesta passagem do seu discurso muitos aplausos dos mil delegados democratas cristãos reunidos na cidade leste alemã.

A chanceler reiterou ainda a disposição da Alemanha de ajudar os parceiros europeus em dificuldades financeiras acrescentando que, para isso, “é preciso que todos cumpram as suas tarefas”.

Para Merkel, a consolidação orçamentária e o aumento da competitividade dos países do euro “são duas faces da mesma medalha”.

Neste contexto, a dirigente conservadora propôs que se introduza no Tratado de Lisboa um mecanismo automático de sanções para os Estados que violem o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC), lembrando que este foi violado mais de 60 vezes nos últimos anos, incluindo pela Alemanha, sem que se tenham retirado daí as devidas consequências.

Merkel voltou também a manifestar-se contra a mutualização das dívidas soberanas na Europa, e contra a emissão de eurobonds (títulos de dívida pública de vários países do euro), alegando que “esta não é solução para um futuro razoável”. Classificando a introdução do euro, há nove anos, após o acordo sobre a União Económica e Monetária (UEM) como “um projeto futurista”, a chefe do governo alemão defendeu que este necessita agora de ser complementado por uma união política “que mude as estruturas da União Europeia, para que haja mais Europa, e não menos Europa, e para que o euro tenha futuro”.

Além do debate sobre política europeia, o congresso da CDU, que termina na terça-feira, será marcado também pela proposta da direcção nacional de introduzir um salário mínimo nacional, embora com diferenças regionais, para trabalhadores não abrangidos por contratação coletiva.

(Com informações do jornal português PÚBLICO )

nov
14
Posted on 14-11-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 14-11-2011


Amorim, hoje, para o Correio do Povo (RS)

nov
14


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OPINIÃO POLÍTICA

A República

Ivan de Carvalho

Amanhã comemora-se a Proclamação da República e como não estarei ocupando este espaço nesse dia de glória, em tempos tão “republicanos” como se tem proclamado (não estou fazendo trocadilhos, as aparências enganam), praticamente é uma obrigação festejar a data com antecipação.

Sei até que haverá alguns chamando-a de efeméride, mas aí já não será responsabilidade minha e sim desse belo e condescendente idioma de Camões, cada vez mais maltratado nas escolas e nos acordos ortográficos governamentais, nos quais são postos jamegões presidenciais.

Mas, bem, o propósito não é escrever sobre a escrita e a fala e sim sobre a República de um país no qual o principal partido político põe um dos seus mais destacados líderes para condenar a “luta moralista contra a corrupção”.

Ex-ministro-chefe da Casa Civil do ex-presidente Lula, deputado cassado por envolvimento no escândalo do Mensalão e réu no processo que corre no Supremo Tribunal Federal sobre o mesmo assunto e pode ser julgado no ano que vem, José Dirceu, passando de réu a acusador, responsabiliza a “luta moralista contra a corrupção” por algumas graças ou desgraças nacionais.

Falando em Brasília para centenas de militantes no 2º Congresso da Juventude do PT, Dirceu foi homenageado ou desagravado com uma camiseta em que aparece sua imagem e duas inscrições, “Contra o golpe das elites” e “inocente”.

Assim prossegue uma das últimas fases do processo político de reabilitação de José Dirceu, que recentemente teve fase anterior com o lançamento de um livro seu em quatro capitais – a última delas, Salvador, coincidindo, na Bahia, com um Encontro Estadual do PT para que houvesse sinergia entre os dois atos. Dirceu havia sofrido expurgo, contra a vontade do PT, mas imolado à expectativa então vigilante da sociedade, que tornou insustentáveis sua permanência como ministro-chefe da Casa Civil do presidente Lula e seu mandato de deputado federal.

É evidente que esta vigilância da sociedade esgarçou-se, já não é a mesma daquela época, ano de 2005, evolução (ou involução) que permite ao Dirceu atacar a “luta moralista contra a corrupção”, que tem se expressado por meio das denúncias veiculadas ou produzidas pela mídia e por iniciativas das quais a mais interessante é o Movimento Contra a Corrupção (MCC), que tem organizado marchas de protesto contra a esbodegação moral que está aí devorando o dinheiro arrancado pelo Estado aos contribuintes com incrível e crescente voracidade. Além de ilimitada, como já se antecipou.

De acordo com o ex-presidente Lula, a ênfase na moralidade é uma coisa da “direita”, começando pela UDN (antiga e extinta União Democrática Nacional, que mantinha uma luta sem tréguas contra a maneira de muitas autoridades usarem o dinheiro dos contribuintes), uma conspiração das elites. Dirceu aperfeiçoou essa doutrina “republicana”, enriquecendo-a com exemplos: a “luta moralista contra a corrupção” já produziu a renúncia de Jânio Quadros e o impeachment de Collor.

Jânio elegeu-se com uma vassoura nas mãos (ou na lapela de seus eleitores) e renunciou por causa de “forças terríveis”, na verdade uma vontade terrível de ser chamado de volta com a oferta de super-poderes. Quanto a Collor, prometeu caçar marajás, mas seu impeachment deveu-se exatamente a uma “luta moralista contra a corrupção” – fenômeno que Dirceu condena – ainda que muitos dos que dela participaram dispunham-se a praticar a corrupção quando encontrassem oportunidades. E encontraram, pelo que se tem visto, inclusive ao longo deste ano e pouco antes dele começar.

Mas, de qualquer modo, viva a República no seu dia, mesmo que ainda não seja muito pública.

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