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Jairo Costa Jr.

Redação CORREIO

Fazer xixi ou jogar lixo na rua, ficar com a grana de alguém achada no chão e furar filas são deslizes de civilidade admitidos pela maioria dos moradores de Salvador. Mas, desde que o autor da “infração” seja sempre o outro. Foi este o resultado de uma pesquisa feita pelo Instituto Futura para o CORREIO, cujos números revelam o apego dos soteropolitanos ao velho dito popular do “faça o que digo, mas não o que faço”.

Para chegar à constatação, a Futura foi a campo entre 30 de agosto e 3 de setembro em 16 regiões da capital baiana. Ouviu 601 homens e mulheres, de todas as faixas etárias, graus de escolaridade e classes sociais. Em todos os cruzamentos, os dados indicaram a mesma direção.

“O resultado é que, de uma forma geral, percebe-se que os responsáveis por comportamentos sociais inadequados e, consequentemente por alguns problemas da cidade, estão sempre o mais longe possível do ‘eu’”, afirma o pesquisador Tyago Hoffmann, diretor técnico do instituto.

Maus Hábitos

É o caso das respostas a um antigo comportamento dos baianos, criticado por dez entre dez turistas: espalhar urina em paredes, ruas e calçadas, muitas vezes sem se importar se a testemunha for uma criança de 7 anos ou uma senhora de 60.

Quando indagados se acham que as pessoas urinam na rua, 95,8% dos entrevistados disseram que sim, e apenas 3,8% juraram de pés colados que os soteropolitanos procuram um banheiro ao sentir a bexiga apertada. Outros 72,4% garantiram ter alguém próximo chegado ao xixi de rua, mas 27% afirmaram que ninguém de suas cotas é ou já foi capaz de dar uma de cachorro em poste.

No entanto, o mesmo contingente que reconhece a existência do mau hábito joga para o outro a culpa pelo cheiro de xixi que, volta e meia, é sentido nas esquinas de Salvador. É tanto que 65,6% dos entrevistados disseram nunca ter urinado na rua, contra 34,4% de mijões assumidos.

Neste caso, o único desvio de padrão entre os diversos grupos pesquisados ocorre por gênero: 58% dos homens admitiram que já urinaram na rua; só 14,7% das mulheres confessaram o mesmo comportamento.

(Leia integra da pesquisa na edição impressa do Correio este domingo)

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