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Hage:
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DEU NA FOLHA DE S. PAULO

Fernando Rodrigues

O ministro-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, aponta a incapacidade operacional do Serpro como uma das razões para não existirem filtros anticorrupção mais eficazes dentro do governo.

Em entrevista à Folha e ao UOL, Hage afirmou que a estatal Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) não tem sido capaz de suprir a demanda para a implantação completa do Siconv, o sistema de acompanhamento de convênios firmados entre ONGs e órgãos do governo.

“O Serpro não tem condições de atender às demandas de todos os ministérios da Esplanada, essa é a verdade. Tudo atrasa”, declarou Hage.

Os convênios entre ONGs e o governo têm sido um foco de desvios. Suspeitas de corrupção nessa área derrubaram Orlando Silva (PC do B) do Ministério do Esporte no mês passado.

Segundo Hage, muitos dos módulos do Siconv até hoje não foram implantados. “Muitas dessas situações [irregularidades em convênios com ONGs] que aconteceram agora não teriam acontecido se o sistema de controle de convênios estivesse totalmente implantado

Leia mais sobre o assundo na edição impressa da Folha

nov
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Posted on 05-11-2011
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Deu no jornal digital Brasil247

Manuela Meneses

Inspirado nas palavras ousadas de Truman Capote surgiu no cinema um dos maiores ícones de elegância e estilo da década de 60. “Bonequinha de Luxo”, o livro e o filme, nasceu em 1961 e agora, para comemorar seus 50 anos de aniversário de lançamento, a Academia de Hollywood prepara alguns produtos especiais. A editora Zahar está lançando o livro “Quinta Avenida, 5 da Manhã – Audrey Hepburn, Bonequinha de Luxo e o Surgimento da Mulher Moderna”, com tradução de José Rubens Siqueira. A obra escrita pelo jornalista Sam Wasson revela detalhes dos bastidores do longa que causou muita discórdia entre os produtores antes de tornar-se pedida obrigatória entre cinéfilos.

Se dependesse da vontade de Capote, a adaptação para o cinema de seu livro, que emprestou nome ao filme, seria protagonizado por ninguém menos que Marilyn Monroe. O escritor e jornalista preparou o romance inspirado na beleza da loira. Com a recusa de Marilyn, os produtores precisavam de uma segunda opção para o papel de Holly Golightly, a interiorana que cria uma persona inovadora para brilhar nas ruas de Manhattan. Com a escolha de Audrey Hepburn para estrelar a película, os produtores questionaram sua pequena e delicada estatura, mas bastaram óculos escuros grandes, vestidos da Givenchy, luvas negras, pérolas e piteira para transformá-la em tendência entre as mulheres modernistas. Além de curiosidades como esta do período de gravações, o livro relata como o filme transformou a moda, a liberdade feminina e a indústria cinematográfica.

A segunda fase das comemorações será celebrada por relíquias do estúdio Paramount, que lança uma caixa de DVDs com discos repletos de extras, making of, fotos, livro e uma carta assinada pelo diretor e cineasta Blake Edwards. O estúdio também prepara uma versão restaurada do filme em formato digital. A edição em HD começa a ser produzida no fim de julho em Beverly Hills.

Bonequinha de Luxo conta a história de uma bela jovem independente e festeira que circulava como acompanhante entre os mais poderosos da alta sociedade nova-iorquina. No filme, a ‘bonequinha de luxo’ ganha atenção de homens influentes sem envolver-se emocionalmente, até encontrar um escritor quebrado, por quem acaba se apaixonando. O filme foi premiado em 1962 com o Oscar nas categorias de melhor trilha sonora – comédia/drama e melhor canção original.

nov
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Posted on 05-11-2011
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Chineses na web: 485 milhões de usuários
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Internet em números

Rosane Santana

A Internet World Stats (IWS), fonte de pesquisa de estudiosos da globalização como o sociólogo Anthony Giddens e os cientistas políticos David Held e Anthony Mcgrew, revela um crescimento de 480,4% do número de usuários da rede mundial de computadores nos últimos 11 anos, atingindo 30% da população mundial.
Puxados pelo avanço do capitalismo global – mercado que movimentava, antes da crise econômica, quase um trilhão de dólares em moeda, diariamente, segundo Giddens – os usuários da Internet saltaram de 360 milhões 985 mil, em 31 de dezembro de 2001, para 2 bilhões 950 milhões de pessoas até 31 de março deste ano.
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Dados de junho deste ano indicam que os 10 países com o maior número de usuários são: China (485 milhões), Estados Unidos (245 milhões), Índia (100 milhões), Japão (99 milhões 182 mil), Brasil (75 milhões 982 mil), Alemanha (65 milhões 125 mil ), Rússia (59 milhões e 700 mil) Reino Unido (51 milhões 442 mil), França (45 milhões 262 mil) e Nigéria (43 milhões 982).
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Com cerca de 203 milhões de habitantes, o Brasil aparece na América Latina como o país com o maior número de usuários: 75 milhões 982 mil pessoas, representando um percentual de 35,8% da população conectada à rede mundial de computadores, segundo o IWS. Os dados revelam uma reduzida penetração da Internet no país.
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O número de usuários do Facebook no mundo saltou de 517 milhões 760 mil, em agosto de 2010, para 710 milhões 728 mil até junho deste ano. Crescimento de 192 milhões 968 mil usuários, em apenas 10 meses, dados do IWS. Isso significa que 10% da população mundial está conectada à rede social.
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As dez línguas mais usadas na Internet são inglês (536 milhões e 600 mil usuários), mandarim (444 milhões e 900 mil usuários), espanhol (153 milhões e 300 mil usuários), japonês (99 milhões e 100 mil), português (82 milhões e 500 mil), alemão (75 milhões e 200 mil), árabe (65 milhões e 400 mil), francês (59 milhões e 800 mil), russo (59 milhões e 700 mil) e coreano (39 milhões e 400 mil).

Rosane Santana é jornalista e professora universitária


Milton Santos: um pensador da Bahia e do país
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Deu na revista SO

Manuca Ferreira

Responda rapidamente: quem é o maior pensador baiano atualmente? Não, não vale Robyssão, que prometeu um livro inspirado em George Orwell. Tampouco a pequena grande liderança política Pepy Safado. Passamos por um vazio de pensamento que compromete seriamente o futuro do estado. A Bahia, que já produziu figuras do quilate de Ruy Barbosa, Rômulo Almeida, Anísio Teixeira, Milton Santos, hoje sofre uma aridez tamanha nos meios políticos.

Os citados já morreram, mas mesmo grandes figuras políticas de outras gerações (que pensam o estado), ainda vivos, passam por um processo de serem deixados de lado como é o caso do ex-governador Waldir Pires. Qual é a Bahia que queremos?

Não se trata de quem está no poder. As alternativas políticas ao atual governador do estado, nem de longe, podem ser enaltecidas como capazes de fazer algo melhor do que está posto, afinal de contas têm também a sua parcela de responsabilidade. Se fossem tão bons quanto dizem ser, não teríamos lugares do estado vivendo em condições análogas à Europa medieval.

“E uma terceira via?”, podem questionar alguns. A nossa atual terceira via se assemelha tanto com a segunda no modo de pensar e agir, que não é à toa estarem de namoro público para se tornarem uma só. Aliás, qual é o projeto de quem quer a cadeira do Palácio de Ondina? “Ah, ainda não temos projeto”, argumentam. Se não têm projeto, a disputa é pelo poder puro e simples?

Os discursos são pequenos: “Ah, Pernambuco está passando a Bahia. Ah, isso. Ah, aquilo”. Que bom que Pernambuco e o resto do nordeste estão se desenvolvendo. A Bahia, idem. Em questões econômicas, estamos excelentes. O que preocupa é a falta de perspectiva intelectual. Alguém que queira moralizar os nossos costumes políticos, por exemplo, avançando em pensamento republicano, que não esteja a fim de lotear o Estado com indicações políticas.

Não sou ingênuo e concordo que quem ganha tem que governar junto, dando espaço aos aliados, mas como diz um professor meu: o que explica a necessidade do presidente do Fundo de Amparo à Pesquisa ser um indicado político, sem as devidas condições acadêmicas para o cargo? Há que se ter limite.

É preciso alguém que se preocupe de fato com a nossa memória cultural. Salvador está largada às traças e ao mercado imobiliário. Só não vê quem não quer. A culpa é do governador ou é da prefeitura? De ambos? Talvez. Mas, sem dúvida, ainda mais do gestor municipal que tem que pensar isto aqui de forma grandiosa. É inadmissível com o tamanho que tem, Salvador não possuir uma secretaria ou um gestor cultural que assuma a manutenção do Patrimônio Histórico da Humanidade.

Salvador tem que ser capaz de manter o Pelourinho em funcionamento. Tem que ser capaz de reformar o entorno da Igreja da Conceição da Praia, melhorar o Subúrbio Ferroviário e entregar à população uma orla decente. Não se justifica mais de dois anos de embargo judicial em relação às novas barracas de praia e não se ouve uma palavra sequer das autoridades municipais. Aliás, que autoridades?

A capital baiana é a terceira maior cidade do País. Precisa de transporte público de qualidade. Sem essa de que o ônibus é a grande opção que nós temos. Que piada! Salvador precisa de metrô, de ônibus, de bonde, de VLT, de trem, BRT, tudo integrado e funcionando o maior tempo possível. A título de registro, o metrô de São Paulo funciona das 4h40 a 1h em alguns dias da semana.

E não para ficar apenas na seara dos governos, precisamos de empresários que queiram o desenvolvimento intelectual disso aqui. Um mercado jornalístico mais ousado e menos amigo do governo e das oposições, que não se contente com jogos políticos e/ou econômicos. Por enquanto, meus amigos, o que vejo é que a Bahia parou de pensar.


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OPINIÃO POLÍTICA

A bola da vez

Ivan de Carvalho

Antes de entrar no assunto de hoje, cabem algumas linhas sobre o de ontem. Só para registrar que o mandado de prisão expedido pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal J.J. Costa de Carvalho contra o secretário de Saúde de lá, Rafael Aguiar Barbosa, por negligência e desobediência a ordem judicial, não chegou a ser cumprido. O mandado foi expedido no dia 28, houve um recurso e, pelo atraso provocado pelo fim de semana e o feriado de Finados, havia a expectativa de que ontem afinal seria decidido o recurso (pelo mesmo desembargador-relator que expedira o mandado) e, se indeferido, executado o mandado de prisão. Não chegou a ser.

Ocorreu que, como num passe de mágica, a Secretaria de Saúde explicou que os medicamentos cujo não fornecimento a um hemofílico haviam provocado todo o problema já estavam disponíveis nas prateleiras da Farmácia Popular. Curioso que a Secretaria tenha informado também que um desses medicamentos é comprado pelo Ministério da Saúde após “criteriosa” avaliação. A liminar para a Secretaria de Saúde do DF entregar os medicamentos foi dada em 9 de setembro – há praticamente dois meses.

É muita cara de pau. Para quem já pusera em risco – por negligência, má gestão ou pirraça – a vida alheia.

Bem, vamos ao assunto de hoje. Para o que não é preciso sair do Distrito Federal, ainda que fazendo, de passagem, referência a baianos.

Como já se esperava, após a queda do baiano Orlando Silva (PC do B) do Ministério do Esporte por suspeitas e indícios de corrupção no Programa Segundo Tempo, o também baiano e ex-comunista, mas agora petista Agnelo Queiroz, governador do Distrito Federal, tornou-se o que a gíria política chama de “a bola da vez”.

Na lambança em que o Ministério do Esporte, com o seu Programa Segundo Tempo, se envolvia com ONGGs (Organizações Não Governamentais Governamentais, pois se alimentam de dinheiro público), o procurador geral da República, Roberto Gurgel, considerou que estavam envolvidos tanto o então ministro Orlando Silva quanto seu antecessor no ministério, Agnelo Queiroz, também baiano. Ele fora ministro quando estava no PC do B. Atualmente é governador de Brasília.

Então o chefe do Ministério Público da União pediu ao Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito, incluindo como investigados o então ministro e o governador ex-ministro. A ministra Carmen Lúcia, do STF, aceitou o pedido e abriu a investigação. Isso acabou de tirar do cargo o auto-intitulado “indestrutível” Orlando Silva. Com a queda deste, o inquérito foi deslocado do STF – foro privilegiado de ministros, parlamentares, dentre outras autoridades – para o Superior Tribunal de Justiça, foro privilegiado dos governadores.

Como Orlando Silva foi jogado pra fora de campo, Agnelo Queiroz tornou-se a “bola da vez”. Os dois vão responder ao STJ, se o inquérito chegar a se tornar processo, mas Agnelo tem outro problema. Crivado de acusações, ontem ele ganhou um presente desagradável: o senador e promotor público Demóstenes Torres anunciou que o partido Democratas vai propor na Câmara Distrital do DF o impeachment de Agnelo Queiroz.
Dos 24 deputados distritais, 19 assinaram esta semana documento de apoio ao governador. Dos cinco restantes, pelo menos um também o apóia. Nesse contexto, a decretação de um impeachment parece inviável.

Mas certamente lembra o leitor de José Roberto Arruda. Era governador do Distrito Federal pelo DEM. Tinha o apoio de 18 dos 24 deputados distritais. Não sofreu impeachment, pois teve sua prisão decretada. Corrupção. Passou dois meses preso e renunciou ao mandato. O apoio que tinha na Câmara Distrital já se havia evaporado.

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