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25
Posted on 25-10-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-10-2011


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Depois de um combatente rebelde ter afirmado que foi o carrasco de Kadhafi, surge agora outro vídeo de um soldado que reinvidica o feito, exibindo como prova roupas e um anel, supostamente do ex-ditador líbio.

Após a captura e morte de Muammar Kadhafi, em Sirte, os combatentes rebeldes parecem entrar agora numa corrida para ficarem com o protagonismo da execução do ditador líbio. Conforme adianta a edição de hoje do jornal espanhol “El Mundo”, depois de ter surgido no YouTube um vídeo onde um dos rebeldes reclamava para si os louros de ter sido ele a abater Kadhafi, surge agora novo vídeo, onde outro combatente afirma ter sido o “carrasco” de Kadhafi, exibindo supostas provas. Não é o primeiro e provavelmente não será o último deste protagonismo macabro.

Senad el Sadik el Ureybi é o nome complicado do homem que afirma, num vídeo descarregado no YouTube, ter disparado duas vezes sobre o ex-ditador líbio. O rebelde explica como tudo se passou, afirmando que “Agarrámos Kadhafi e fiz-lhe um golpe na cara. Alguns companheiros queriam levá-lo e foi quando lhe dei dois tiros na cabeça e no peito”, diz.

Na gravação, que rapidamente se espalhou pela Internet, o rebelde mostra para a câmara uma camisa ensanguentada e um anel de ouro que, garante, pertenciam a Muammar Kadhafi.

Um dia antes da revelação deste vídeo, já tinha sido publicado outro, onde aparecia também um combatente rebelde, supostamente o carrasco de Kadhafi, celebrando a captura e a morte do ex-ditador.

(Com informações dos jornais El Mundo, da Espanha, e DN, de Portugal)

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25


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CRÔNICA DO TEMPO

As marchas dos indignados

Aninha Franco

A última grande mobilização humana aconteceu nos anos 1960 contra as duas guerras mundiais, quase sequenciais, a segunda de crueldade insuportável. Propôs-se paz e amor em festivais de rock, criaram-se comunidades socialistas – uma delas, vista em Os filhos de João –, fizeram-se passeatas enormes, discutiram-se, mais uma vez, a Liberdade – mormente a sexual –, a Igualdade e a Fraternidade. Nos anos 1980, o capitalismo se apropriou dos figurinos e trilhas sonoras dos embates e ganhou muito dinheiro vendendo liberdades azuis e desbotadas, todas lindas, sem qualquer ideologia. Os ícones do movimento sobreviventes às drogas enricaram, tornaram-se políticos do sistema e o mundo seguiu seu curso capitalista até que o equilíbrio da balança, o sonho socialista, ruiu com o Muro de Berlim, em 1989.

O Brasil viveu o que pôde de tudo isso, paralisado em 13 de dezembro de 1968 pelo AI-5. Dia de Santa Luzia, e nos fecharam os olhos. Dia do forró, e nos cortaram a língua. Dia em que o AI-5 proibiu as festas de reunir, criticar, pensar com independência e ser inteligente. A ditadura, truculenta, desconectada de qualquer conteúdo, censurou Antígona e mandou prender Sófocles, proibiu Laranja Mecânica de Kubrick e empastelou desenhos eróticos de Picasso. E fizeram das pessoas inteligentes que não saíram do País, vítimas disso, merecedoras de bolsas-conteúdo.

As marchas cívicas – Diretas Já, Impeachment de Collor –, localizadas, combateram momentos específicos da democratização ou pós, em 1992. Mas a ocupação de Wall Street, as marchas dos indignados e contra a corrupção estão acontecendo contra o mesmo inimigo, contra o capitalismo que destrói instituições bancárias, mas não seus banqueiros, que devasta políticas públicas em benefício de interesses privados. Elas precisam existir para que restaurantes parem de explodir, cidadãos deixem de empobrecer em sociedades estáveis como os USA, crianças não sejam atiradas nas lixeiras, e 10% de humanos continuem analfabetos absolutos num País como o Brasil. Elas servem para bloquear humanos que ganham dinheiro com isso.

Aqui, lá e sempre….

Aninha Franco, autora teatral da Bahia, escreve na revista Muito , o suplemento dominical do jornal A Tarde.


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FOLHA:DEU NA COLUNA DE MÔNICA BÉRGAMO

Ingressos para show de João Gilberto estão encalhados em SP

João Gilberto encalhado: a apenas 11 dias de seu show em SP, 1.144 ingressos, ou mais de um terço do Via Funchal, onde ele se apresentará, ainda estão disponíveis. O eventual fracasso já causa estresse na equipe que organiza a apresentação do pai da bossa nova. As vendas foram anunciadas há mais de um mês.

Os ingressos para ver João Gilberto em SP custam de R$ 500 a R$ 1.000. Os lugares colados ao palco estão esgotados. Mas logo atrás, na plateia 2, mais de 300 cadeiras ainda estavam vazias até a tarde de ontem. Nos mezaninos centrais ainda existiam 189 lugares, por R$ 700.

Já no Rio, onde João Gilberto toca no dia 15/11, os ingressos estão esgotados.

A informação está na coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta terça-feira da Folha. A íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

out
25
Posted on 25-10-2011
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Duke, hoje no Super Notícia (MG)

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25


Garcia & Rodriguea fecha no Leblon…

…E se o Mac Donalds fechar?
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Deu no Blog Rio de Janeiro a Dezembro, por Bruno Agostini
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Domingo, no tuíter, muita gente repercutindo o fechamento do Restaurante Garcia & Rodrigues, no Rio de Janeiro. Gosto (gostava) muito desta Casa, que hoje encerra seus trabalhos no Leblon. Procurando uma resposta, dei de cara com esse texto maravilhoso, já é um alento, observem:
(Maria Olívia Soares, jornalista, colaboradora do BP)
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Steve Jobs, Garcia & Rodrigues: não entendo tamanha comoção

Confesso que fiquei meio abestalhado com o culto a Steve Jobs quando o empresário americano morreu.
Fiquei com saudade dos tempos em que nossos ídolos eram Cartola, Ayrton Senna, Tom Jobim, Zico, Renato Russo, Jonh Lennon, Roger Waters (e David Gilmour), Michael Jordan…

Para mim, o Steve Jobs é só um empresário genial. Quando Cartola morreu é provável que não tenha saído uma linha sequer no The New York Times registrando o fato. Mas, como sabemos, Cartola é muito mais importante para a Humanidade do que Steve Jobs. Ouça-me bem, amor, o mundo é um moinho. Seus acordes valem mais que qualquer maçã, que qualquer Ipad. A Mangueira é mais que o Vale do Sicílio. Não entendi bem a comoção geral. Mas tudo bem, esse mundo é muito doido mesmo.

A veneração a Steve Jobs é uma prova de que o capitalismo tomou mesmo conta do mundo. Meus heróis morrerem de overdose, meus inimigos estão no poder. Ideologia, você sabe… Saudades dos meus ídolos.

Garrincha, cadê você?

Me lembrei do Steve Jobs ontem, ao notar uma verdadeira comoção diante de fato tão corriqueiro é irrelevante, o fechamento do Garcia & Rodrigues do Leblon.

O Facebook está se derretendo em lágrimas nas palavras dos órfãos desse restaurante-padaria-delicatessen. Caramba, o Garcia & Rodrigues é uma franquia. Tem loja na Barra, em São Paulo. E eles ainda querem abrir uma outra unidade no Leblon, menorzinha. Pra quê chorar, minha gente? Quer pão bom ali pelos lados do Leblon? É só chegar no Talho Capixaba, pertinho dali. E, cá entre nós, o Garcia original, o Janjão, está dando expediente ali no Lorenzo Bistrô, uma graça, uma delícia, uma delicadeza, comida pura, verdadeira, aconchegante. E, pão por pão, os do La Bicyclette, perto do Lorenzo, no Jardim Botânico, é bem melhor. A Escola do Pão também. Le Pain du Lapin.
Tudo bem que é uma troca ruim a chegada do Porcão e o fim do Garcia. Até porque, logo ali, em Ipanema, temos um Porcão, e outro ainda melhor, até pela vista, no Aterro do Flamengo. Mas também não é para tanto…

O que mais espanta é que, ao contrário do chororô pelo fim do Garcia, não vi quase ninguém lamentar o fim do Penafiel. O centenário restaurante da Saara, patrimônio carioca, fechou as portas há uns três anos. Pouca gente se manifestou. O Joaquim Ferreira dos Santos, o João Paulo Cuenca. Eu.

Do mesmo modo, A Paulistinha, clássico do Centro, destino dos mais sábios foliões depois do Bola Preta, berço do Berro da Viúva, reduto do samba, lar de bambas como o Mocyr Luz, que servia chope, bolinho de bacalhau e sacanagem, sim, sacanagem, os palitinhos de dente que espetavam salsichas, tomatinhos e coisinhas assim, que era servidos nas festas caseiras dos anos 1970 e 1970, e anda bastante sumido. O povo prefere Doritos com cheddar… Tem gosto pra tudo.

Mas, enfim, o Penafiel fechou as portas sem alarde. A Paulistinha também. O Le Coin deu lugar a uma casa de carnes sem caráter, sem pôsteres do Flamengo nas paredes, sem vida, sem flamenguistas, sem bossa, sem nada. Ninguém chorou… E, assim, amigos, infelizmente, caminha a humanidade. Chorando a morte de empresários, caindo em prantos pelo fechamento de um restaurante de rede.

Imagine se o Mc Donald’s vai a falência?
Nem quero imaginar…

out
24
Posted on 24-10-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-10-2011


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Com Márcia, Eduardo Gudin, em seu “Derradeiro Porto “, no BP, porque o samba não tem hora pra dormir.

(Gilson Nogueira)

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Derradeiro Porto

Eduardo Gudin

Ahhh o passado valeu
Pelo que nos deixou
Entre os erros e acertos de Deus

As minhas fraquezas antigas
Você dominou
E as culpas maiores que eu tinha
Você perdoou, porque?

Porque um precisou do outro
E entre nós todo mal foi curto
E nós dois temos hoje um caminho sem fim
Bem melhor pra você e pra mim.

E eu vou fazer teu corpo
De meu derradeiro porto
E ancorar o meu velho navio
Como quem dormiu.

Ahhh o passado valeu


DEU NO CORREIO

Motoristas fizeram um protesto na noite desta segunda-feira (24) no posto de Amélia Rodrigues na BR-324, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal. Os dois sentidos da pista chegaram a ser fechados, por volta das 20h, mas a situação foi contornada antes das 21h, segundo a PRF.

Os manifestantes pedem que haja melhorias na via, que é administratada pela concessionária ViaBahia. O prefeito de Feira de Santana, Tarcízio Pimenta, disse via Twitter que chegou a ocorrer um “quebra-quebra” no pedágio, o que foi negado pela PRF.

A ViaBahia confirmou, através de assessoria, que houve danos no pedágio.

No início da manhã desta segunda-feira, cerca de 40 km de congestionamento foi registrado pela PRF em outro protesto na região conhecida como Passagem dos Teixeira – os dois sentidos da pista foram bloqueados.

De acordo com a PRF, os manifestantes alegam que havia feito um acordo com a ViaBahia – concessionária que administra a BR-324 – para que os moradores da localidade ficassem isentos de pagar o pedágio. Como desde a instalação o acordo não estaria sendo cumprido, os moradores decidiram fechar a estrada em protesto.

Amélia Rodrigues

Por volta das 9h da manhã de hoje os moradores finalizaram uma manifestação iniciada por volta das 7h, no Km551 da BR-324. Segundo informações da PRF, os moradores reivindicavam melhorias na via, que estaria toda esbucarada e isenção no pagamento do pedágio. Eles também chegaram a bloquear as duas vias causando grande engarrafamento. A situação já foi resolvida.

out
24
Posted on 24-10-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 24-10-2011


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DEU NA AGÊNCIA ESTADO

Há um lado afetivo em “Marighella”, documentário de Isa Grispum Ferraz sobre o guerrilheiro, morto pela polícia política em plena ditadura. Carlos Marighella (1911-1969), quadro histórico do Partido Comunista e dirigente da ALN (Ação Libertadora Nacional), era tio de Isa.

Assim, à reconstrução histórica da figura do militante mesclam-se recordações afetivas da diretora, que fala de um tio carinhoso, porém cercado de mistérios, que aparecia de vez em quando e, em seguida, sumia do mapa. Fala de como a notícia da morte do tio veio pela TV quando a família assistia a um Corinthians x Santos muito especial, pois naquela noite caía a série de vitórias de 11 anos seguidos do time da Vila Belmiro sobre seu rival.

É preciso dizer que essa pátina familiar é muito tênue e que o cerne do filme é a reconstrução histórica de uma trajetória. Esse percurso é refeito de maneira ampla, tendo como consultor o jornalista Mário Magalhães, que prepara a sua biografia. Isa utiliza entrevistas com militantes que combateram ao lado do guerrilheiro, o depoimento de Clara Charf, sua viúva, de seu filho Carlos Augusto Marighella e de figuras notáveis na resistência à ditadura, como o professor Antonio Candido, que tem Marighella na conta de um herói do povo brasileiro. Há, além disso, narrativa em off de poemas e escritos de Marighella, interpretados pelo ator Lázaro Ramos, e um arrepiante rap de Mano Brown, celebrando a biografia do personagem e destacando sua luta em favor dos pobres.

“Marighella” não é um documento jornalístico sobre a controvertida figura de um guerrilheiro. Não ouve o outro lado, ou os outros lados, como em termos ideais deveria fazer uma reportagem de jornal, uma pesquisa acadêmica ou mesmo uma biografia isenta. Não é imparcial. É uma homenagem e filme de um lado: o de uma pessoa da família, e também o de uma parcela da sociedade brasileira, aquela que simpatizou com a luta contra a ditadura militar. Mesmo aí encontram-se divisões. É possível que quem tenha fé na resistência pacífica não nutra simpatia por quem pegou em armas para se opor.

Controvérsias à parte, Marighella foi figura exemplar na luta contra a ditadura e morreu defendendo suas ideias, sem medo e sem recuar um passo. O homem que cai nessas circunstâncias não morre; vira mito. Fica encantado, como dizia Guimarães Rosa, em outro contexto.

MARIGHELLA

Espaço Unibanco Pompeia – Hoje, 22h40

Espaço Unibanco – Quarta, 18h20

Cine Sabesp – Dia 31, 16h30

Unibanco Arteplex – Dia 3/11, 15h30

out
24
Posted on 24-10-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 24-10-2011


Dilma e Lula hoje em Manaus/IG
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DEU NO IG

A presidente Dilma Rousseff anunciou hoje a prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos e a ampliação dos benefícios para toda região metropolitana da capital amazonense. O comunicado foi feito durante cerimônia de inauguração da ponte que liga as duas margens do Rio Negro, realizada no dia em que a cidade completa 342 anos. “Trouxe dois presentes”, afirmou Dilma, ao anunciar as duas medidas. “Queremos que a Zona Franca gere emprego a milhões de amazonenses”, disse.

De acordo com Dilma, a ocupação de vagas geradas na Zona Franca vai enfraquecer a exploração predatória da floresta amazônica. “Este é um reconhecimento da situação do povo do Amazonas e do que representa a floresta e sua imensa riqueza de biodiversidade para o País”, disse a presidente, ao lado do governador do Amazonas, Omar Aziz, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Quando impedimos o desmatamento, criamos oportunidades de trabalho para o Amazonas. Aqui combinamos duas coisas, o crescimento e a preservação do meio ambiente”, completou, antes de exaltar a inauguração da Ponte Rio Negro e parabenizar os moradores de Manaus pelo aniversário da cidade. “A ponte é um monumento à altura dos 342 anos”, disse. “Desejo a Manaus, ao Amazonas e ao povo amazonense um feliz aniversário.”


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Nesta data, há 52 anos, Dolores Duran partiu, deixando saudades e muita música bonita e interpretações inigualáveis, como esta de Manias, que BP apresenta em tributo à grande artista. Celebremos sua memória, som na caixa.

(Maria Olívia Soares, jornalista colaboradora do BP)

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