Luciano:cuidados em UTI de hospital
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DEU NO IG

De acordo com o boletim médico divulgado pelo Hospital Santa Cruz, em Curitiba, onde o cantor Luciano foi admitido na manhã desta sexta-feira (28), o motivo da internação dele na UTI foi o desconforto causado por uma “Hipocalemia Aguda”, crise ocasionada pela redução do potássio no sangue, gerada pelo uso recente de diurético.

Ainda segundo o boletim, o cantor permanece na unidade por motivos de segurança, já que alterações do potássio podem levar o paciente à paradas cardíacas. “Ele deu entrada no hospital com arritmia cardíaca causada por forte stress. Ele (Luciano) sentiu desconforto quando acordou e não ingeriu bebida alcoólica, segundo ele mesmo me disse”, revelou o Dr. Hipólito Carraro, coordenador médico da UTI Geral do hospital, que recebeu a imprensa no começo da tarde para uma coletiva.

Em entrevista à rádio Bandeirantes, um dos produtores da banda, Silvio Luciano Alves, revelou que Luciano “toma remédios para emagrecer e tem problemas de saúde”, mas não explicou se tal medicação facilitou a atual crise do músico.

Deu na revista digital Terra Magazine:
No colo de Margarita, cartaz com o rosto de João Paulo II (Foto: Bob Fernandes)
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Bob Fernandes

Direto de Guadalajara

Abre-se o portão do Santuário de los Mártires. Do lado de fora, a multidão em êxtase.

Sob escaldante sol de 32 graus à uma da tarde, se acotovelam velhos, crianças, deficientes em cadeiras de rodas, casais com recém-nascidos, jovens, vítimas de paralisia… Quando sete homens com emblema do Vaticano no uniforme cruzam o portão com o esquife, o empurra-empurra, os gritos, as súplicas e os cânticos que se elevam, criam uma atmosfera de transe. Os coros se misturam e ecoam Cerro del Tesoro abaixo:
-Se ve, se siente, Juan Pablo está presente… Se ve, se siente, Juan Pablo está presente…
-Juan Pablo, Segundo, te quiere todo el mundo…Juan Pablo, Segundo, te quiere todo el mundo…

No esquife de acrílico, a réplica em cera do Papa João Paulo II morto.

A imagem, em tamanho natural, vestida com batina branca e coberta por ornamentos sacerdotais; sobre os ombros e tórax, a escarlate Mozzetta Papal e, descendo até a altura do joelho, a estola em negro e dourado com símbolos do Vaticano.

Nas mãos cruzadas sobre o peito, o crucifixo. Num relicário pouco acima, a ampulheta com uma porção do sangue de João Paulo II.

O travesseiro ergue um pouco a cabeça do Papa. Quem a cotovelaços e empurrões consegue chegar perto da réplica se depara com um rosto sereno. Na lateral da urna, a inscrição “Beato Juan Pablo”.

Pregado na parte inferior da urna de acrílico, pouco além das solas dos sapatos do Papa, o brasão do seu pontificado.

Não há espaço para todos. A multidão não estava convidada para a missa na sede provisória do Santuário de Los Mártires. Ali deveriam estar apenas 90 sacerdotes, membros da cúpula da Arquidiocese, e próximos do Cardeal Juan Sandoval Iñiguez.

Mas a multidão de fiéis subiu o Cerro, a pé ou de carro, e suplica em coro:
-Queremos ver al Papa! …Queremos ver al Papa!…

Por entre os fiéis, ambulantes sacodem bandeirolas, cartazes e fotos de João Paulo II, e apregoam:
-El Santo Padre Juan Pablo, dez pesos! Dez pesos por El Santo Padre Juan Pablo!

Ao fundo da tenda que abriga a Sede Provisória, ergue-se um esqueleto de aço em forma de arcos. São as fundações do Santuário dedicado a 26 Santos e 24 Beatos martirizados no México. Em construção já há quatro anos, numa área de 14 hectares, a igreja para 12 mil fiéis –mais 40 mil no adro-, um hospital e um escola de enfermagem.

Aos pés do Cerro del Tesoro e do Santuário, Guadalajara.
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Van que carrega a réplica em cera do Papa João Paulo II morto é cercada por fiéis (Foto: Bob Fernandes)
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Desde 25 de agosto, até 15 de dezembro, a réplica de João Paulo II morto percorrerá 94 dioceses do México. Metade do périplo foi feito e a Conferência Episcopal avalia que mais de 8 milhões de fiéis já viram e tocaram no esquife.

Estima a igreja que somente entre esta quarta e sexta-feiras na Región Valles (Cocula, Ameca, Tala e San Martín Hidalgo), nas filas da Basílica de Zapopan, da comoção no Santuário de Los Mártires e na Catedral Metropolitana, mais de 300 mil mexicanos foram ver João Paulo II em cera. E o relicário com seu sangue.

Carregada pelos sete homens, a urna ultrapassa o portão. Policiais militares se dão as mãos, formam um corredor a caminho da Van onde será depositada a imagem. A cobertura de acrílico viaja numa segunda Van.

Moldada com um cera especial, a réplica resiste a temperaturas de até 45 graus. Só assim não sofreu danos, salvo uma ou outra pequena trinca, em fornalhas como são as regiões de Oaxaca, Chiapas e Veracruz.

Para compensar, quando o calor é tanto o ar condicionado dentro da Van baixa até os 12 graus.

Luiza, 50 anos, conhecida por “Lula”, está colada à Van que transportará João Paulo II. Agarrado à mãe, quase sem conseguir manter-se em pé, Henrique, 14 anos. Enquanto enxuga com as mãos a saliva que escorre dos lábios do filho vitimado por paralisia cerebral, a mãe faz coro com a multidão. Que se espreme, se empurra e suplica:
-…Queremos ver al Papa!… Queremos ver al Papa!

Dentro da Van que transporta o João Paulo II em cera, Javier Cinta, 45 anos, e Mike Berni, 46. Trajam calças pretas e camisetas polo, brancas, com símbolo do Vaticano à altura do peito. Camisetas com código de barra em metal; para que não se extraviem.

Bob Fernandes)

Javier Cinta e Mike Berni na Van que transporta a réplica de cera (Foto: Bob Fernandes)

Javier trabalhou na embaixada do México no Uruguai dos 19 aos 21 anos. Viajou para Porto Alegre, Rio de Janeiro, conhece alguma coisa do Brasil. Ele e Mike, dois dos sete homens que, nas suas palavras “levam o Santo Padre por todo o país”.

Javier é católico, como Mike, mas não se considera um “místico”. Sobre a longa viagem e seus significados, avalia:
-É uma carga muito especial de energia que nos acompanha…

Mike atalha:
-Vimos coisas incríveis…

Eles contam.

No município Playa Vicente, estado de Oaxaca, uma jovem de 15 anos foi conduzida numa cadeira de rodas até ser posta em frente à urna. Mike recorda:
-Ela gritava, urrava blasfêmias, chamava o Santo Padre de Hijo de Puta, Hijo del Diablo…, dizia coisas inomináveis… até que, de repente, ela desfaleceu…

O despertar da jovem minutos depois, já serena, olhos postos na imagem de cera, mãos cruzadas em sinal de contrição, surpreendeu os dois guardiões. Mas o que mais impressionou Javier Cinta não foi a reação da jovem:
-…o que me provocou espanto e uma emoção incomum é o que as pessoas em volta começaram a repetir em voz alta: ‘milagre, milagre…’

Javier relata o episódio e, novamente, acrescenta:
-Sou católico, mas não sou um místico, não vejo coisas…

Ele e Mike concordam quanto ao que mais os tocou ao longo da viagem:
-A armação em acrílico e o corpo em cera pesam 300 quilos. Todos os dias, quando chegamos a alguma cidade, nós sete a carregamos. Mas quando vamos transportá-la de volta para a Van,
quase não conseguimos… pesa muito, muito mais…

Mike, Javier e os outros cinco guardiões chegaram à mesma conclusão:
-O que faz a urna pesar cada vez mais é a energia das pessoas que a cercam e tocam…

Margarita Carrilo Gouna, 87 anos, tenta abrigar-se do sol dobrando um jornal sobre a cabeça. Ela tem asma, artrite, está numa cadeira de rodas, mas não veio ao santuário para pedir nada:
-Eu vim porque amo o Santo Padre…

Bob Fernandes)

No colo de Margarita Carrilo Gouna, cartaz com o rosto de João Paulo II (Foto: Bob Fernandes)

A urna de João Paulo II está nos fundos da Van. A multidão se espreme para tentar chegar às janelas, sacar fotos com máquinas e celulares, lançar bilhetes e objetos para perto da imagem, luta para ver o Papa Karol Wojtyla de cera.

Os que não conseguem se aproximar, suplicam, em coro:
-Queremos ver al Papa!…Queremos ver al Papa!

Uma e meia da tarde. A multidão cerca e conduz as duas Vans, passo a passo, disputando as janelas. Uma ambulância e dois carros da Policia Estadual de sirenes ligadas, 32 graus, e o cântico que provoca lágrimas e vertigens:
-Se ve, se siente, Juan Pablo está presente… Se ve, se siente, Juan Pablo está presente…

Ambulantes com cartazes, bandeirolas e fotos de João Paulo II apregoam:
-El Santo Padre por cinco pesos! El Santo Padre por cinco pesos!

Outubro, 27. Em quatro dias, a 1 e 2 de novembro, começam os festejos do “Dia de Muertos”, com abundância de caveiras nas ruas. Tradição há mais de três mil anos, quando a Deusa
Mictecacíhuatl já era cultuada como “La Dama de la Muerte”.

As Vans, lentamente, embicam ladeira abaixo no Cerro. Solo árido, pedregulhos, cascalho fino e uma terra amarelada. Uma senhora tropeça e cai, dois meninos escorregam e, por segundos, são pisoteados.

A multidão, em êxtase e atropelo, desce a ladeira do Cerro del Tesouro atrás de João Paulo II e seu sangue. Mike murmura:
-Nem com um Beatle eu vi isso…

Mike já assitiu e acompanhou o show de um Beatle, Paul McCartney.

Não apenas. Mike e Javier, assim como outros guardiões do João Paulo II de cera, e de seu sangue, já cuidaram de astros pop como Ricky Martin, Shakira…

Afinal, Javier e Mike, hoje com brasões do Vaticano no peito, trabalham para a Radical Entertainment.

Especializada em grandes espetáculos e turnês de astros pop, a Radical Entertainment foi contratada pelo Vaticano. Para guardar a réplica de João Paulo II e seu sangue na longa viagem México adentro.

Bob Fernandes, editor-chefe de Terra Magazine,está no México, cobrindo os Jogos Pan Americanos 2011.


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CRÔNICA

O homem que decifrava ventos

Janio Ferreira Soares

Como um clarividente do sertão, João Vaqueiro gabava-se de que não precisava ler jornais ou assistir TV para saber o que se passava pelo mundo, já que possuía o dom de entender os recados do vento. Bastava alguém comentar alguma notícia recente, que ele dizia: “conte outra que essa o vento já me soprou ontem”, e aí partia uma melancia, se ajeitava na cadeira trançada de fitas plásticas coloridas e então começava a contar a sua versão do fato, geralmente recheado de peculiaridades.

Para aqueles que iam na onda e perguntavam como se dava o processo ele explicava, com a propriedade de um Deus grego responsável pelos alísios, que os mais difíceis de compreender eram os que sopravam entre setembro e dezembro, pois vinham açoitados e misturados com cheiros primaveris e algazarras de passarinhos no cio, causando embaraços olfativos e sonoros. Já os de maio/junho eram os seus preferidos, pois chegavam mansos e perfumados pelas delícias juninas, aí incluídas pamonhas, canjicas e moçoilas com gotas de alfazema calculadamente colocadas na saboneteira da clavícula, que era exatamente o lugar onde ele encostava a cabeça durante o forró no pátio da igreja. Pena que o velho gabola não esteja mais aqui para nos dar suas interpretações sobre as últimas rajadas vindas do Planalto Central, que nesses tempos pós-Inácio andam zunindo mais do que os assobios dos fantasmas dos antigos filmes de terror. Mas presumo suas respostas.

Dilmista ferrenho, inicialmente ele culparia a herança maldita recebida por sua musa, reforçando que todos os ministros demitidos até agora foram-lhes servidos numa bandeja de inox com manchas suspeitas nas bordas deixadas por apenas quatro digitais. Em seguida, para não perder a fama, comentaria sobre sua fantasia de vê-la com um espanador de penas de ema faxinando o Alvorada, e, por fim, iria até um descampado, colocaria a mão no ouvido e voltaria, tripudiando: “querem saber quem é o próximo a ser espanado depois de Orlando Silva? Pois vão aprender a ler os ventos, seus willianbonistas!”.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, margem baiana do Rio São Francisco


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Deu no Facebook do jornalista Valmar Hupsel

Os muros e cercas instalados a menos de 20 metros de mangues ou da areia das praias da Ilha dos Frades deverão ser demolidos e retirados em um prazo máximo de 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. A decisão liminar do juiz auxiliar da 4ª Vara Federal, Leonardo Tocchetto Paupério, datada do último dia 24, está no bojo da ação civil pública movida pela União e pelos ministérios públicos federal e estadual e contra 16 réus, entre eles a prefeitura de Salvador e grandes empresários ligados à Fundação Baía Viva.

A ação tenta barrar na Justiça a continuidade da ocorrência de graves danos ambientais na ilha, como aterramento de áreas de mangue e destruição de matas ciliares. Contornei a ilha em setembro de 2010 e verifiquei que os muros e cercas de arame farpado estão instalados à beira-mar em praticamente toda sua costa. Na decisão, Paupério relata que o acesso público à praia passou a ser restrito sem autorização da União. “Os proprietários simplesmente avançaram suas propriedades privadas sobre área da União sem qualquer justificativa”. Paupério considerou ainda mais grave o fato de, além da construção dos muros, os réus terem aterrado a área interna e plantado coqueiros no terreno invadido. “A impressão que se tem é que pretendem ‘contar com o tempo’, para que a natureza haja e faça crer que o novo cenário – artificialmente construído – existe, desde há muito, e que assim já não mais se possa voltar atrás”.
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NOTA DO BAHIA EM PAUTA: Segundo a nota oficial do MPF, os réus da ação são “a Fundação Baía Viva, as construtoras Concic Engenharia S/A, Patrimonial Venture S/A, Realeza Construções e Empreendimentos Ltda, Delta Participações Ltda, a Companhia Industrial Pastoril, Humberto Riella Sobrinho, Gustavo Pedreira de Freitas Sá, André Luiz Duarte Teixeira, Vanildo Pereira dos Santos, Carlos Seabra Suarez, Eliomar Machado de Freitas e Sérgio Lins Lima Braga Filho, Vanildo Pereira dos Santos, o Município de Salvador, a Superintendência de Meio Ambiente do Município de Salvador – SMA e a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do município de salvador – SUCOM.”

out
28


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Bahia em Pauta pede A ajuda do poeta Luis Fontana (ou quem saiba tanto sobre boa música brasileira quanto o editor do Blogbar) para identificar os autores desta maravilha, que Baby do Brasil interpreta como ninguém.

BOM DIA!!!

(VHS)

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CACHORRO VIRA-LATA

Eu gosto muito de cachorro vagabundo
Que anda sozinho no mundo
Sem coleira e sem patrão
Gosto de cachorro de sarjeta
Que quando escuta a corneta
Sai atrás do batalhão

E por falar em cachorro
Sei que existe lá no morro
Um exemplar
Que muito embora não sambe
Os pés dos malandros lambe
Quando eles vão sambar
E quando o samba está findo
Vira-lata esta latindo a soluçar
Saudoso da batucada
Fica até de madrugada
Cheirando o pó do lugar

Eu gosto muito de cachorro vagabundo
Que anda sozinho no mundo
Sem coleira e sem patrão
Gosto de cachorro de sarjeta
Que quando escuta a corneta
Sai atrás do batalhão

E até mesmo entre os caninos
Diferentes os destinos
Costumam ser
Uns têm jantar e almoço
E outros nem sequer um osso
De lambuja pra roer
E quando passa a carrocinha
A gente logo adivinha a conclusão
O vira-lata, coitado
Que não foi matriculado
Desta vez “virou”… sabão

Eu gosto muito de cachorro vagabundo
Que anda sozinho no mundo
Sem coleira e sem patrão
Gosto de cachorro de sarjeta
Que quando escuta a corneta
Sai atrás do batalhão

out
28
Posted on 28-10-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 28-10-2011


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Simanca , no jornal A Tarde (BA)

out
28

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OPINIÃO POLÍTICA

A metodologia dos protestos

Ivan de Carvalho

Nos Estados Unidos, a indignação popular com as centenas e mais centenas de bilhões de dólares – ultrapassando folgadamente a casa do trilhão – tomados aos contribuintes pelo governo para cobrir os rombos produzidos pela gestão esperta, temerária e gananciosa do mercado financeiro, bancos à frente, desencadeou o movimento “Ocupar Wall Street”.

Por enquanto, o movimento tem reunido, em suas manifestações, apenas centenas de pessoas em algumas, uma ou duas mil em outras. Mas tendo começado em Manhattan com uma manifestação de cerca de 700 pessoas que se acorrentaram para dificultar a remoção, espalha-se em focos como uma epidemia em início de desenvolvimento por vários Estados e cidades do país.

Zelosos com a questão dos direitos humanos, as autoridades não atacam diretamente o movimento por seu objetivo – o de acordar a sociedade para pressionar o governo a deixar de por a nação a serviço dos bancos sob a alegação de que os rentistas (aplicadores) seriam atingidos e isso seria uma desgraça. O que muito provavelmente é verdade. Não atacam pelo objetivo, mas já estão sentindo necessidade de arrumar pequenos pretextos para realizar prisões, como mais uma vez ocorreu ontem.

No entanto, o movimento “Ocupar Wall Street” seria regiamente recompensado se conseguisse uma vitória praticamente impossível, a de quebrar o vínculo de cumplicidade entre o mercado e o Estado e de levar este último a adotar estratégia que o leve a deixar de operar como um mero servidor do mercado financeiro, um aplicado empregado, que sacrifica seus representados (a sociedade, os eleitores, os contribuintes, os cidadãos todos) para melhor servir seu insaciável amo e senhor. Se for preciso, o Estado sacrificará os direitos humanos tão valorizados nos Estados Unidos para poder sacrificar os humanos ao mercado.

Bem, aqui no Brasil, a situação ainda não é esta ou – apesar da enorme carga posta sobre a sociedade pela trilionária dívida pública da União – pelo menos as manifestações populares estão longe de tratar do tema que mobiliza os protestos nos Estados Unidos.
Aqui estamos ainda no estágio do protesto contra a corrupção. E há uma diferença de metodologia nas manifestações. Talvez esteja na hora de, ao tempo em que se dá continuidade à metodologia usada nas manifestações de protesto até aqui, que se iniciaram no 7 de setembro e que, se o MCC avaliar que há condições favoráveis, poderá promover nova rodada no feriado de 15 de novembro, dia da proclamação da República.
Mas a metodologia dos jovens norte-americanos é interessante e pode ser utilizada aqui, sem que isto signifique abandonar a metodologia já em curso no Brasil. A questão é chamar a atenção, despertar o interesse da sociedade, pautar a mídia. Sem violência, sem delitos, naturalmente.
Mas se umas mil pessoas houvessem chegado e sentado diante do Ministério do Esporte na semana passada, amarradas com correntes ou algemadas (por elas mesmas, não há problema) durante todo um dia e, talvez, empunhando vassouras (haveria um grupo logístico, claro, para distribuir lanches, água, sucos), então não haveria nem como o governo nem como a grande mídia (e no rastro dela, a média, a pequena, a micro) ignorarem o fenômeno.
E se coisas desse tipo se repetissem com freqüência, como está ocorrendo nos Estados Unidos, então o céu poderia ser o limite. Não se extinguiria a corrupção, mas pelo menos a falta de vergonha ficaria bem mais envergonhada e estratégia do “casco duro” iria amolecer bastante.

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