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Postado em 24-10-2011
Arquivado em (Newsletter) por vitor em 24-10-2011 09:09


Cristina Kirchner: na vitória, a lembrança de Néstor
Imagem: Página 12 (BS)
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A Presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, conquistou ontem a recondução a novo mandato de quatro anos, com uma reeleição histórica por 54 por cento dos votos, logo no primeiro turno. Os eleitores deram pleno crédito às suas controversas políticas económicas pelo sólido crescimento do país.

“Contem comigo para prosseguir este projeto”, asseverou aos milhares de argentinos que festejavam ontem à noite na Plaza de Mayo, em Buenos Aires, num discurso em que fez referências muito emocionais ao marido e ex-Presidente Nestor Kirchner, que morreu há um ano. “Tudo o que quero é continuar a ajudar a Argentina a crescer. Quero continuar a mudar a história”, sublinhou.

Este resultado, dando a Cristina Kirchner mais quatro anos na chefia do Estado, expressa uma drástica mudança no estado de espírito do eleitorado, o qual a chegou a penalizar, durante o primeiro mandato, com uma taxa de aprovação de apenas 20 por cento: um escândalo de financiamento partidário, o prolongado confronto com os agricultores, o constante braço-de-ferro com a imprensa, a cavalgada da inflação criaram uma sucessão de casos que foi erodindo o Governo e a popularidade da chefe de Estado – levando muitos críticos a preverem que teria que abandonar o poder antes mesmo de chegar ao fim de mandato.

Mas, ao longo do último ano, esta tendência inverteu, com Kirchner, de 58 anos, a transformar a comoção pública com a morte do marido (devido a um ataque cardíaco) em aceitação popular, e a tirar pleno partido de estar no poder no momento em que a economia da Argentina começou a refletir os efeitos positivos da política monetária e fiscal definida antes pelo Governo de Eduardo Duhalde.

“Se algum de nós dissesse há dois anos que isto seria possível, dir-nos-iam que estávamos loucos”, regozijou-se a reeleita Presidente, frisando que “ainda há muito por fazer”.

Com 96 por cento dos votos contados, Kirchner (de centro-esquerda) registava 54 por cento dos votos – e entrou assim para a história como a política mais votada desde o regresso da democracia à Argentina, em 1983 –, deixando o mais próximo rival, o socialista Hermes Binner, a uns 36 pontos percentuais de distância.

(Com informações do jornal PÚBLICO (Lisboa)

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