Governador Wagner, prefeito João Henrique e deputada Maria Luiza
durante encontro em 2010/ Terra Magazine
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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

As músicas de Daniela Mercury, Chiclete com Banana, Asa de Águia e Ivete Sangalo – entre outras estrelas baianas – marcaram a trilha do lançamento do Carnaval de Salvador para jornalistas e patrocinadores, em São Paulo, na noite desta quarta-feira (19). Apontado como o segundo pior prefeito do País, em pesquisa Datafolha de dezembro de 2010 (aprovação de apenas 18%), João Henrique Carneiro (PP) chegou ao evento, no bairro de Pinheiros, escudado por assessores. Dia aziago, de contratempos familiares e políticos.

Primeira-dama do município, a deputada estadual Maria Luíza (do PSC, prestes a pular para o PSD) anunciou o divórcio e a troca partidária, sem sair da base do governador Jaques Wagner (PT). Com fama de principal mandatária da cidade, ela declarou, em entrevista a Terra Magazine, que “ninguém briga sozinho”, repartindo a culpa da separação com o (ex) marido.

Esquivo a entrevistas e resguardado de perguntas incômodas sobre a especulação imobiliária e outras mazelas da primeira capital do Brasil, João Henrique é um dos prefeitos mais impopulares da história de Salvador. Na noite paulistana, depois de recusar-se a falar do rompimento com Maria Luíza, mas nitidamente contrariado, ele conversou com jornalistas. Acompanhava-o o presidente do órgão de turismo (Saltur), Claudio Tinoco, que tentou responder em lugar do prefeito, quando surgiram contestações ao modelo do carnaval baiano, cuja organização favorece os negócios de grandes grupos empresariais e musicais – dos camarotes à escolha dos horários dos desfiles nos circuitos.

Na pequena coletiva, Terra Magazine fez cinco perguntas a João Henrique, que vão reproduzidas nesta reportagem, com o acréscimo das intervenções de Tinoco e de um dos assessores do prefeito da Cidade da Bahia. Instigado a opinar sobre a necessidade de mudanças na estrutura da festa, que vai homenagear o centenário do escritor Jorge Amado em 2012, João Henrique revelou seu ânimo de nada mexer na pirâmide:

– Seria inimaginável nós fazermos uma intervenção mudando o modelo do carnaval…

Olhar fixo, ele desdobrou o argumento, enriquecido por mais uma confissão: não pretende fazer uma “intervenção branca” para democratizar a participação dos blocos populares, sem cordas:

– Sempre na medida do possível, o poder público intervém dessa forma: mediando, sugerindo, mas com muito cuidado. Porque, como disse Cláudio (Tinoco), não cabe uma intervenção branca. É uma festa tão linda, vem dando certo há tantos anos – sustentou.

O compositor Moraes Moreira, crítico do atual modelo, realizou um pocket-show no evento publicitário.

Confira o trecho da coletiva de Joã Henrique na capital paulista em TERRA MAGAZINE

http://terramagazine.terra.com.br

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