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Orlando Silva: situação complicada
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O ministro do Esporte, Orlando Silva (PC do B), perdeu força junto ao Palácio do Planalto na luta para se manter no cargo. Interlocutores da presidenta Dilma Rousseff temem o surgimento de provas sobre a tentativa de acordo com o policial militar João Dias Ferreira, denunciante de um suposto esquema de corrupção na pasta.

Em meio às pressões, Silva presta novo depoimento no Congresso. Ele será ouvido a partir das 14 horas em audiência conjunta da Comissão de Fiscalização e Controle e da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Aliado do ministro, o senador Inácio Arruda (PC do B-CE) foi um dos autores do pedido para que ele fosse ouvido hoje.

Desde o fim de semana, quando foi publicada reportagem da revista Veja em que Silva é apontando como mentor de um esquema de corrupção no Esporte, o ministro sempre teve o apoio do Planalto para se defender das acusações. Na segunda-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, chegou a dizer que estava satisfeita com a postura de Silva.

Porém, ontem à noite, o Planalto soube que há uma gravação em áudio de uma conversa entre o ministro e o policial comprovaria a tentativa de abafar o escândalo. Em encontro com congressistas de oposição, Dias disse que passou a gravação para a revista Veja, que ainda não a divulgou porque encaminhou para uma perícia.

A existência da gravação também fez a oposição mudar sua estratégia na audiência realizada na tarde de ontem na Câmara. Deputados do PSDB e do DEM resolveram abrir mão de fazer perguntas a Orlando Silva para tentar aprovar a convocação de Dias Ferreira. A base aliada e, sobretudo, o PC do B não aceitaram a proposta e desqualificou o denunciante. Silva disse ser vítima de um “tribunal de exceção”.

A base aliada mantém disposição de dar apoio a Orlando Silva, mas setores do PT ficaram incomodados com a estratégia do ministro em responsabilizar o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiróz (PT), pela crise no Esporte. Titular da pasta entre 2003 e abril de 2006, Agnelo foi responsável por contratar uma entidade ligada ao policial João Dias Ferreira.

Em 2006, Agnelo foi candidato ao Senado pelo PC do B e Dias Ferreira disputou, sem sucesso, uma cadeira de deputado distrital pelo mesmo partido. Ambos foram derrotados. Em 2008, Agnelo migrou para o PT e, no ano passado, venceu a eleição para o governo do Distrito Federal. “Queremos apoiar Orlando, mas erra ao tentar culpar Agnelo”, avaliou um deputado petista.

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