Maria Luiza e João Henrique: fim da relação
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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

“Ninguém briga sozinho, ninguém faz nada sozinho”, desabafa a primeira-dama de Salvador, a deputada estadual Maria Luíza, que anunciou o divórcio do prefeito João Henrique Carneiro (PP). O rompimento tem sequelas políticas, além das matrimoniais. Principal conselheira do (ex) marido, apontada como a mais influente personalidade na gestão municipal, a deputada do PSC anunciou sua migração para o PSD, que integra a base do governador Jaques Wagner (PT).

Apesar do rompimento, ela diz que aceitará dar conselhos a João Henrique, caso seja convocada.

– Eu opinava mais por ser a esposa. Nem todas as opiniões que eu dei foram acatadas. Não tenho cargos na prefeitura, nunca tive. Sempre procurei trabalhar de forma muito técnica (…) Se puder colaborar, continuarei. Se me for rejeitada essa colaboração, eu não farei mais.

Em São Paulo, durante o lançamento do Carnaval de Salvador para patrocinadores, na noite desta quarta-feira (19), o prefeito João Henrique foi protegido por assessores e evitou falar do rompimento com a primeira-dama – o debate do dia nas mesas dos bares da Cidade da Bahia. “Não sei… Não sei…”, respondeu, lacônico, às perguntas de Terra Magazine sobre as consequências políticas da separação. “A gente está aqui comemorando, viu, querido? O prefeito não quer comentar isso, viu?”, emendou o assessor de imprensa, afastando o repórter.

Maria Luíza, no caminho contrário, expõe o divórcio político:

– A minha posição política sempre foi independente. A minha esfera de trânsito sempre foi no plano estadual. No plano municipal, sempre foi o prefeito. Isso pode mudar com o tempo. Só Deus sabe o destino – comenta Maria Luíza, que comunicou sua decisão às redações baianas.

Confira a entrevista exclusiva, realizada por telefone.

Terra Magazine – Deputada, a separação representa também um distanciamento político do prefeito?
Maria Luíza – Veja só, em relação à Prefeitura, o prefeito é quem fala. Politicamente, minha vida não muda, porque em geral eu sempre tive um partido, ele outro. A vida prossegue. Ele tem o partido dele, eu já tinha o meu. Estou fazendo a migração pra base do governador. Eu só quero formalizar isso de forma aberta, transparente, e formalizando meu apoio ao governador. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. São momentos extemporâneos. A separação já vem de um tempo, em torno de 30 dias ou mais.

A senhora vai para o PSD?
PSD, exatamente, da base do governo. A minha posição política sempre foi independente. A minha esfera de trânsito sempre foi no plano estadual. No plano municipal, sempre foi o prefeito. Isso pode mudar com o tempo. Só Deus sabe o destino. Mas tenho que falar de posições reais e concretas.

Mas a senhora sempre exerceu influência muito grande na prefeitura, até na indicação de nomes para compor o secretariado. Isso, naturalmente, não vai se dar mais, né?
Não, eu nunca, digamos assim, impus nada. Quero deixar de forma muito franca que parte disso se repercutiu às vezes por retração de uma posição ou outra da própria autoridade que estava ali. Porque qualquer pessoa que é gestor ou gestora de uma unidade pública ou privada tem autonomia para escolher. Assim como eu, outros opinam. Eu opinava mais por ser a esposa. Nem todas as opiniões que eu dei foram acatadas. Não tenho cargos na prefeitura, nunca tive. Sempre procurei trabalhar de forma muito técnica. Sempre estive dentro das minhas expectativas do que deve ser a condução correta e nunca saí disso, aonde eu participei… Se puder colaborar, continuarei. Se me for rejeitada essa colaboração, eu não farei mais. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Falar da separação é um assunto pessoal. Duas pessoas é que vão estar resolvendo um assunto que não diz respeito ao resto. O que tenha mais nisso aí é muita especulação que se pode dar. É o jogo do poder, da política. Nesse momento, as pessoas devem compreender e respeitar. Como sou uma pessoa pública, e essa situação já vinha se dando, não tenho intenção de esconder. Mas peço respeito.

A separação foi em “comum acordo”?
Ninguém briga sozinho, ninguém faz nada sozinho, tá certo? Quero deixar bem claro que não imagino que seja também atribuída a mim essa decisão unilateral. As coisas são muito óbvias. Não tem nada demais. É um proceso de relação, que já vem ao longo do tempo. Como sou pessoa pública, não queria esconder isso.

É vida que segue?
De forma tranquila, transparente. Não tenho nem queixas nem nada a estar expondo.

A senhora comunicou a separação ao prefeito esta semana? Ou há um mês?
Nós chegamos à conclusão de que era necessário, sim, haver esse processo. Faz mais de um mês. Isso vinha sendo mantido em reserva. Mas quis (divulgar) de informação mesmo pra pessoas, pra que essas diferenças… Você estava dizendo: “Você opinava muito”… Então, agora as coisas podem ser observadas. Eu tenho consciência, assim como ele, que o objetivo foi sempre de fazer de forma acertada, de forma trasnparente. Essa é a melhor maneira de se lidar com qualquer assunto. Eu sempre fui assim.

out
19


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“Sapato Velho”, canção da década de 70. Composição de Paulinho Tapajós, Cláudio Nucci e Mu Carvalho, do conjunto Roupa Nova.

Uma confissão: Combinação perfeita de letra e melodia, esta música acompanha e está sempre presente na vida do editor deste BP desde a juventude. A cada ano que passa a identidade é maior. E o prazer de ouvi-la na interpretação das meninas da Bahia também.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


Strauss-Khan e Tristane/DN
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A jornalista francesa Tristane Banon anunciou hoje (19) que não vai apresentar uma nova queixa contra o antigo director do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn, depois do ministério público ter rejeitado uma queixa por violação.

Banon, de 32 anos, justificou a decisão com o reconhecimento pelo ministério público do seu estatuto de vítima.

Tristane Banon apresentou queixa contra Strauss-Kahn no início de Julho, quando surgiram as primeiras dúvidas quanto à credibilidade de Nafissatou Diallo, a empregada de quarto que acusou o chefe do FMI de a ter agredido
sexualmente num hotel em Manhattan.

( Com informações do jornal português Diário de Notícias)


Orlando Silva: situação complicada
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O ministro do Esporte, Orlando Silva (PC do B), perdeu força junto ao Palácio do Planalto na luta para se manter no cargo. Interlocutores da presidenta Dilma Rousseff temem o surgimento de provas sobre a tentativa de acordo com o policial militar João Dias Ferreira, denunciante de um suposto esquema de corrupção na pasta.

Em meio às pressões, Silva presta novo depoimento no Congresso. Ele será ouvido a partir das 14 horas em audiência conjunta da Comissão de Fiscalização e Controle e da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Aliado do ministro, o senador Inácio Arruda (PC do B-CE) foi um dos autores do pedido para que ele fosse ouvido hoje.

Desde o fim de semana, quando foi publicada reportagem da revista Veja em que Silva é apontando como mentor de um esquema de corrupção no Esporte, o ministro sempre teve o apoio do Planalto para se defender das acusações. Na segunda-feira, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, chegou a dizer que estava satisfeita com a postura de Silva.

Porém, ontem à noite, o Planalto soube que há uma gravação em áudio de uma conversa entre o ministro e o policial comprovaria a tentativa de abafar o escândalo. Em encontro com congressistas de oposição, Dias disse que passou a gravação para a revista Veja, que ainda não a divulgou porque encaminhou para uma perícia.

A existência da gravação também fez a oposição mudar sua estratégia na audiência realizada na tarde de ontem na Câmara. Deputados do PSDB e do DEM resolveram abrir mão de fazer perguntas a Orlando Silva para tentar aprovar a convocação de Dias Ferreira. A base aliada e, sobretudo, o PC do B não aceitaram a proposta e desqualificou o denunciante. Silva disse ser vítima de um “tribunal de exceção”.

A base aliada mantém disposição de dar apoio a Orlando Silva, mas setores do PT ficaram incomodados com a estratégia do ministro em responsabilizar o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiróz (PT), pela crise no Esporte. Titular da pasta entre 2003 e abril de 2006, Agnelo foi responsável por contratar uma entidade ligada ao policial João Dias Ferreira.

Em 2006, Agnelo foi candidato ao Senado pelo PC do B e Dias Ferreira disputou, sem sucesso, uma cadeira de deputado distrital pelo mesmo partido. Ambos foram derrotados. Em 2008, Agnelo migrou para o PT e, no ano passado, venceu a eleição para o governo do Distrito Federal. “Queremos apoiar Orlando, mas erra ao tentar culpar Agnelo”, avaliou um deputado petista.

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19
Posted on 19-10-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 19-10-2011


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Simanca, hoje, no jornal A Tarde


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BOA NOITE!!!

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