Cabo Anselmo: polêmica hoje na TV Cultura

============================================

Deu no Diário do Grande ABC

Um dos programas de entrevistas mais antigos da televisão brasileira, o “Roda Viva” voltará hoje, a partir das 22h, a ser exibido ao vivo na TV Cultura, com série de novidades.

O jornalista Mario Sergio Conti apresentará o programa na companhia de seis entrevistadores, que mudam a cada semana, de acordo com a área de atuação do entrevistado. A bancada também contará com participação de twiteiros.

Com cenário que volta a ter formato de arena, o programa receberá hoje nome que marcou a história do País: Cabo Anselmo. O ex-militar liderou o protesto dos marinheiros, que resultou no golpe militar no Brasil. Preso em 1964, exilou-se em Cuba. Voltou para dar continuidade à sua militância. Cooptado pelos órgãos de segurança, tornou-se agente duplo. Marcado como delator, vive até hoje sem documentos – é um cidadão clandestino.

A interatividade é uma aposta da nova fase. O público poderá enviar, em tempo real, comentários, opiniões e perguntas para o entrevistado pelo site do programa(www.cmais.com.br/rodaviva), que também fará transmissão interativa, com câmeras alternativas, que vão mostrar o trabalho do cartunista Paulo Caruso e a entrevista exibida pelo canal.

O apresentador Mario Sergio Conti foi diretor das revistas Veja e do Jornal do Brasil; escreveu o livro “Notícias do Planalto”, que aborda o relacionamento da imprensa no Governo Collor; atuou como correspondente da Rádio Bandeirantes em Paris e, atualmente, dirige a revista Piauí, publicação para a qual passará a escrever como repórter a partir de janeiro, função que manterá juntamente com a apresentação do “Roda Viva”.


DEU NA FOLHA.COM


GRACILIANO ROCHA

DE SALVADOR

A suspeita levantada pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) da existência de um esquema de espionagem de opositores pelo governo Jaques Wagner (PT) elevou a temperatura política na Bahia.

Após o petista negar que seu governo faça grampos ilegais de adversários, o vice Otto Alencar (PSD) também reagiu à suspeita do peemedebista. “O Geddel está perdido no tempo e no espaço, fica atirando em todas as direções porque ele ainda não assimilou a derrota de 2010”, disse Alencar.

Ex-ministro da Integração Nacional (2007-2010) e hoje vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, o peemedebista foi derrotado por Wagner na disputa para o governo no ano passado.

Aliado do PT no plano nacional, Geddel faz oposição ao petista na Bahia.

No final de semana, Geddel afirmou ter recebido a informação de que seus telefones estariam grampeados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia.

O ex-ministro disse que formalizaria hoje à Polícia Federal o pedido para que a informação sobre o suposto grampo seja apurada. Ele ainda não fez isso.

Procurados pela Folha, Geddel e seu irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB), afirmaram que decidiram pedir providências diretamente ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Geddel disse que não polemizaria sobre as declarações do vice-governador porque não pretende politizar o caso.

O ex-ministro disse que a informação do suposto grampo partiu da mesma fonte que o alertou, em 2003, sobre gravações ilegais em seus telefones.

Na época, a PF concluiu que os grampos ilegais, feitos entre abril e agosto de 2002, tiveram origem na Secretaria da Segurança Pública baiana, durante a gestão de aliados do senador Antonio Carlos Magalhães (1927-2007), adversário de Geddel.

Naquele período, o então pefelista Otto Alencar assumira o governo em um mandato-tampão de governador com a renúncia do correligionário César Borges (hoje no PR) para disputar o Senado.

(Leia reportagem completa sobre o caso na Folha.com

http://www1.folha.uol.com.br/poder

DEU NO IG

Bancários de diversas cidades do País, especialmente do interior de São Paulo, já começaram a retornar ao trabalho, segundo informações do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro. A entidade propôs que os sindicatos de todo o País aceitassem a proposta apresentada na última sexta-feira (14) pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para o fim da greve, que chega hoje a 21 dias. Assembleias marcadas para as 18h desta segunda-feira devem confirmar o fim da greve.

Para o presidente da Contraf, o acordo firmado com a Fenaban “foi uma vitória e reforçará as reivindicações de outras classes de trabalhadores, que vão discutir daqui para a frente seus acordos coletivos anuais”.

A proposta da Fenaban estabeleceu reajuste de 9% sobre os salários e de 12% sobre o piso da categoria, válido a partir de 1º de setembro. O valor do piso sobe de R$ 1.250 para R$ 1.400. Os bancários vão receber da instituição em que trabalham até 2,2 salários por ano, a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Pelo acordo, a categoria conquistou aumento real de 1,5%, e para o piso da categoria, o aumento real foi 4,3%. Os bancários vão repor os dias de paralisação até 15 de dezembro, o que afastou a possibilidade de desconto dos dias parados.

“Houve ganho político muito relevante, uma vez que o discurso do governo é de que aprovar reajustes acima da inflação e dar ganhos reais, realimentaria a inflação”, disse Cordeiro.

Além do campo financeiro, ele cita ainda avanços na questão social e no que se refere à segurança. Ficou acertado, por exemplo, que os bancários não vão trabalhar no transporte de valores, o que “porá fim à violência que muitos sofrem, principalmente no interior, com a ocorrência inclusive de casos de mortes”.

Ele cita ainda a proibição da divulgação pelos bancos de ranking sobre o desempenho individual de bancários, prática que, segundo o sindicalista, provocava constrangimentos no local de trabalho.

out
17
Posted on 17-10-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 17-10-2011

DEU NO IG

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, saiu hoje em defesa do ministro Orlando Silva (Esporte), alvo de denúncias de corrupção. “O governo está satisfeito como o ministro tem respondido às acusações e, por isso, demonstra solidariedade a ele”, disse Gleisi, por meio de sua assessoria.

Gleisi e Orlando se reuniram no fim da noite de ontem. Também participou do encontro o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. A ministra negou, porém, que o ministro do Esporte foi “convocado”. Segundo ela, a conversa serviu para se obter mais dados sobre o caso.

Os ministros aprovaram a decisão de o ministro ir ao Congresso Nacional se defenser. De acordo com a liderança do PC do B (partido de Orlando), ele deve prestar depoimento em uma das comissões da Câmara ou do Senado. Se não houver mais denúncias e o desempenho de Orlando, ele fica no cargo.

O ministro já deu uma série de entrevistas. Ele teve de cancelar sua agenda em Guadalajara (México), onde assistia aos Jogos Pan-Americanos, para se defender das denúncias.

Segundo reportagem da revista “Veja” deste fim de semana, Orlando recebeu propina de até 20% de organizações não-governamentais que tinham convênios para prestação de serviços ao Ministério do Esporte. A pasta é comandada pelo PC do B desde 2003. Orlando ocupou várias secretárias na pasta e está no comando do ministério desde abril de 2006.

A acusação partiu do policial militar do Distrito Federal João Dias Ferreira. “Por um dos operadores do esquema, eu soube na ocasião que o ministro recebia dinheiro na garagem”, disse o policial à Veja. Ontem, por meio de um blog, ele ratificou as denúncias e xingou Orlando de “bandido”.

Dono de uma das entidades, o policial foi candidato a deputado distrital pelo PC do B em 2006. No ano passado, Ferreira foi preso junto com mais cinco pessoas pela Operação Shaolin, da Polícia Federal, que identificou fraudes e desvios de recursos do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte.

A presidenta Dilma Rousseff está sendo informada periodicamente sobre o caso. Até o momento, o governo não pensa em substituição de Orlando. Ele conta, sobretudo, com o respaldo do seu partido. Em nota, o PC do B-DF nega que Ferreira seja militante do partido.

“João Dias Ferreira somente teve vínculo com a legenda do PC do B nos meses do processo eleitoral de 2006, quando, por sua militância no esporte (Federação de Kung-Fu), teve seu nome apresentado à Convenção Eleitoral do PC do B-DF, que decidiu incluí-lo na relação de candidatos ao cargo de deputado distrital”, diz nota

“Como membro da Polícia da Militar, ele não pode ter filiação partidária, conforme estabelecido pela Constituição Federal. Imediatamente depois do pleito, foi desligado de nosso Partido, conforme a legislação estipula, retornando às suas atividades como policial militar”, complementa.

out
17


=======================================
“Cicatrizes” – MPB 4 e Roberta Sá. Compositores (Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro). DVD MPB 4 40 Anos ao Vivo.

Vai especialmente para o casal Vera e Arnaldo Silvany, amigos especiais do BP e os fãs mais leais e devotados ao conjunto dos quatro rapazes afinados da música popular brasileira que o editor deste site blog baiano já conheceu.

A presença de Roberta Sá dá um toque ainda mais afinado e refinado à interpretação de Cicratizes neste video . Confira

Um abraço para Vera e Arnaldo (e as meninas, como diz Verinha) e viva o MPB4.

(Vitor Hugo Soares)


========================================

Há 30 anos, em 1981, morria, de septicemia generalizada, o maior de todos os realizadores cinematográficos brasileiros: Glauber Rocha. A Assembleia Legislativa da Bahia realizará uma sessão especial, proposta pelo deputado Álvaro Gomes, dia 20 de outubro, às 14 horas e 30 minutos. ‘Uma justa homenagem ao cineasta de Deus e o diabo na terra do sol, um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos’, afirma o deputado idealizador da sessão.

Na ocasião, o escritor (autor de Glauber, Esse Vulcão, considerada a melhor biografia de GR), jornalista, intelectual, e amigo de Glauber desde a sua adolescência, João Carlos Teixeira Gomes (Joca) falará sobre a trajetória deste artista do cinema, que tem hoje dimensão internacional. Durante o encontro, o professor e compositor Fábio Paes vai cantar em memória de Glauber. ‘Vamos realizar um belo encontro no plenário do Legislativo baiano, para manter viva a memória de um dos mais importantes cineastas do século XX, o baiano de Vitória da Conquista que conquistou o mundo com sua genialidade’, afirma Álvaro Gomes, proponente da homenagem ao diretor de Terra em Transe, Deus e o Diabo na Terra do Sol, O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, Barravento, entre outros.

As homenagens ao artista do cinema começam no próximo dia 19 de outubro, com a exibição de Glauber o filme, Labirinto do Brasil, do cineasta Silvio Tendler, no Plenarinho da Assembleia Legislativa, às 12h20min. Um documentário sobre a vida e a morte de Glauber Rocha, o polêmico cineasta baiano que revolucionou o cinema. Imagens do enterro, depoimentos recentes de quem acompanhou sua trajetória, seu pensamento e idéia.

Glauber vive!

=======================================

out
17


=======================================
OPINIÃO POLÍTICA

Segura, não deixa cair

Ivan de Carvalho

Segura aí, gente, escora, não deixa o ministro Orlando Silva cair não. Sei que, pelo que se tem dito e escrito e pelo que ainda se promete jogar no ventilador, está difícil evitar a queda, mas não é justo que um governo que mal começou o seu quarto trimestre – e tem a duração total de quatro anos, sem contar a hipótese de reeleição – já haja demitido um número tão grande quanto mal determinado de ministros e secretários com status ministerial.

Isso, em sistemas de governo presidenciais, acaba se consolidando como uma aberração na política mundial e não queremos esse vexame para o nosso país.

Não posso incluir na conta a queda espetacular, em conseqüência de mal feitos que vieram à luz, da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, porque embora indicada para o cargo pela atual presidente Dilma Rousseff, foi nomeada pelo então ainda presidente Lula e por ele mesmo demitida pouco depois, quando evidente que não dava mesmo para segurar nem mesmo até o fim do governo, que já estava para terminar. Caso em que não seria preciso demitir, apenas não nomear outra vez, numa dispensa maneira.

Mas, sob Rousseff, caiu o seu ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, do PT, ex-ministro da Fazenda, porque verificou-se que, dando consultorias, multiplicou o patrimônio miraculosamente em curtíssimo período, durante o qual exercia o mandato de deputado federal.

Caiu também o ministro dos Transportes e presidente nacio
nal do PR, Alfredo Nascimento, porque descobriu-se uma atividade incomum de roedores nas instalações do ministério.

Seguiu-se Wagner Rossi, do PMDB, porque mesmo nomeado para cuidar da Agricultura trocou a terra pelos céus e o arado pelos aviões alheios, dentre outros desvios de função perpetrados no ministério.

E também do PMDB caiu do cargo Pedro Novaes, ministro do Turismo, este sim, autorizado pela própria natureza da função a passear, inclusive de jatinhos, desde que não de propriedade de pessoas ou empresas privadas, especialmente se tivessem interesses no ministério. Mas ele preferiu pagar governanta e festas em motel com dinheiro público, o que não se enquadra bem em atividade turística.

Finalmente caiu, por enfado recíproco, o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Ele gostava de ser ouvido, de ser paparicado e de aparecer e o governo não gostava de ouvi-lo, paparicá-lo ou mostrá-lo. Entrou em seu lugar Celso Amorim, uma espécie de contrafação de ministro da Defesa.

Encerrando a vasta lista dos casos consumados, o então ministro de Relações Institucionais, Luís Sérgio, foi carinhosamente demitido por incompetência e colocado na secretaria nacional da Pesca (que até então o governo fizera constar que era importante para o país), enquanto Ideli Salvatti, ex-líder do PT no Senado, foi para as Relações Institucionais porque, como comentou a presidente Dilma reservadamente, “ela vestiu a camisa” na liderança. Mas, onde Ideli está, de nada adianta o aprendizado na Pesca, que a terá ensinado a segurar a vara, pegar no anzol e ajeitar a minhoca.

Agora, está para cair o baiano Orlando Silva, xará do “cantor das multidões”. Do PC do B e já atanazado há tempo com algumas investigações em sua área, emaranhada com algumas das tais ONGs da Corrupção. Agora, um denunciante-bomba, João Dias, botou a boca no mundo, melhor dizendo, na revista Veja. Fez mal feitos e sentiu-se abandonado pelos que “deviam” protegê-lo, então partiu para o ataque. Alvejou pessoalmente o ministro. E criou um blog, cujo nome já diz tudo: “Rota de Colisão”. Ontem cedo, escreveu lá: “Não sei porque tanta gente aflita, desesperada, ‘as coisas’ nem começaram ainda!!!”. Os alvos podem escolher entre ameaça e ultimato.

Salve o ministro Orlando Silva, minha gente. Até porque já falam que o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, do PDT, pode cair de tão fraquinho, esvaziado. Todo mês ele emerge para dizer quantos empregos novos com carteira assinada foram criados. Perguntaram quantos foram extintos. Ele não soube dizer.
Assim acaba submergindo.

out
17
Posted on 17-10-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 17-10-2011


=========================================
Sponholz, hoje. no Jornal da Manhã (PR)

  • Arquivos

  • outubro 2011
    S T Q Q S S D
    « set   nov »
     12
    3456789
    10111213141516
    17181920212223
    24252627282930
    31