Tragedia na ilha:caminhão invade festa de crianças
Foto:Itaparica Online
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DEU NO CORREIO

O motorista do caminhão desgovernado que invadiu um festa infantil e atropelou pelo menos 20 pessoas na manhã deste sábado (15) em Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, se apresentou com o advogado na 24ª Delegacia (Vera Cruz) por volta das 14h de hoje. Segundo um agente da polícia civil que ouviu o depoimento do motorista do caminhão, ele disse que não foi o responsável pela tragédia que deixou quatro vítimas fatais.

Carlos de Jesus Bahiense, de 29 anos, afirmou ao delegado plantonista Carlos Barbosa Sanchez que chegou com o caminhão em Bom Despacho por volta das 20h desta sexta-feira (14), e deixou o veículo estacionado com 624 sacos de argamassa nas proximidades da loja de materiais de construção Portal da Ilha, na entrada da Gameleira.

O motorista ainda disse que colocou uma espécie de ‘calço’ nas rodas do caminhão, e que o calço continuava no local quando ele checou o óleo e água do veículo na manhã deste sábado (15).

Ainda conforme o agente da polícia, Carlos também disse ao delegado da 24ª Delegacia que não estava presente no momento do acidente, e que ele ainda ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e tentou ajudar as vítimas quando escutou a comoção.

Segundo o motorista, os parentes das vítimas e a multidão presente no local estavam revoltados com o fato, e temendo pela própria segurança, Carlos foi embora do local do acidente escoltado pela polícia.

O dono da empresa Portal da Ilha deve ser ouvido pela 24ª Delegacia na semana seguinte, e ainda segundo o agente, ele estaria bastante abalado com a tragédia.

Lia Telma Alves Gomes Santan, de 49 anos, morreu imediatamente após ser atropelada pelo caminhão. Um adolescente de 14 anos, Carlos Alberto Neves da Silva, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local, assim como as crianças Eric Kauan Santos e Paula Piedade Santos da Silva, ambos com 7 anos.

Já Wendell Amor Divino Romano, de 6 anos, teve a sua perna decepada no momento do acidente e chegou a ser transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, onde continua internado.

Mais três crianças foram socorridas para o Hospital do Subúrbio por um helicóptero do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer). Roberto Santos Macedo, de 4 anos, e Vinicius Eduardo dos Santos Veloso, de 6 anos, sofreram escoriações pelo corpo inteiro e estão em observação na unidade de pediatria do hospital. Já Lucas Santos Assis, de 8 anos, teve uma fratura no braço e foi encaminhado para a sala de cirurgia.

A aereonave do Graer, que está pousando em um heliporto no Departamento de Polícia Técnica (DPT), continuando retornando a ilha de Itaparica para transportar mais feridos para os hospitais da capital baiana. Quatro vítimas foram transferidas para o HGE, entre eles a menina Alana Santos, de 10 anos, hospitalizada no HGE com traumatismo craniano.

Cerca de 20 feridos foram socorridos em estado grave para o Hospital Geral de Itaparica, mas não há informações sobre o estado de saúde das vítimas.


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Blogbar do Fontana — Nos balcões dos bares da vida

Severino Araújo e sua Orquestra Tabajara – 12 Ritmos Brasileiros

PHONODISC 1976 (original CONTINENTAL 1959)

Música – “Dora” (Dorival Caymmi)
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BOA TARDE!!!


Roma hoje: vandalos atacam em protesto de “indignados”
Img. Reuters
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Várias vitrines de lojas foram atacadas por vandalos e alguns carros incendiados na tarde deste sábado, 15, em Roma, durante o protesto dos “indignados”.

Esta contestação decorre em todo o mundo da crise financeira e das medidas de austeridade.

De acordo com as agências de notícias internacionais, que citam a estação italiana Sky Itália, foi avistado fumaça negra no centro da capital romana numa área em que um pequeno grupo de manifestantes abandonou o protesto principal.

De acordo com a estação de televisão, os manifestantes partiram janelas e incendiaram, pelo menos, dois carros, e agrediram duas equipas de reportagem da Sky Itália. Outro queimaram bandeiras italianas e da União Europeia.

A manifestação na Itália acabou por sair mais cedo do que o previsto (15 horas em Portugal) devido ao número de manifestantes.

Os maiores monumentos da cidade, como o Coliseu e o Fórum Romano e quatro estações de metro foram fechados. Um total de 1500 polícias e dois helicópteros foram mobilizados para acompanhar a manifestação

(Deu no portal europeu TSF, com imagesn da Reuters)

out
15
Posted on 15-10-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 15-10-2011


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Simanca, hoje, no jornal A Tarde (BA)

out
15


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Da jornalista Maria Olivia Soares, no twitter:

Viva 15 de outubro. Dia do Professor. “Que saudades da
Professorinha”

BOM DIA, MESTRES

(VHS)


Marcha contra a corrupção em Salvador
Foto: Marcia Dourado/Bahia em Pauta
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ARTIGO DA SEMANA

Corrupção: mergulho no tempo

Vitor Hugo Soares

Sobrevivente passageiro militante das agitadas manifestações e passeatas dos anos 60/70, nas ruas de Salvador, senti esta semana a sensação de mergulhar no tempo, dessa quase impossível de descrever na totalidade de suas múltiplas nuances e contradições. O que detonou tudo foi a Marcha Contra Corrupção realizada em dezenas de cidades brasileiras no feriado da Padroeira do Brasil. Uma delas na capital baiana, entre o Morro do Cristo, na Barra, e o palácio residencial do governador da Bahia, no bairro de Ondina.

Membro de uma geração tachada então de “legítimos pequenos burgueses da classe média”, a exemplo da maioria dos companheiros das barricadas universitárias e secundaristas – muitos deles perdidos nas lutas contra o regime militar (cheio de civis) – não dá para escutar calado o que alguns incomodados andam espalhando por aí em relação ao MCC.

Além do ceticismo atávico do jornalista profissional, estas circunstâncias históricas e políticas provavelmente explicam o fato de estranhar e não engolir bem a conversa enviesada dos que tentam colar um rótulo “de direita” nas Marchas Contra a Corrupção em curso no País.

Pelo que vi na Bahia e em outras regiões esta semana, o movimento popular sem partido, nascido e alimentado pela capacidade de mobilização das chamadas redes sociais na Internet , deu a nítida sensação, em números e simbolismos, de ter ganho nova e expressiva musculatura, além de inegável identidade com um sentimento nacional de repulsa aos corruptos e à corrupção.

Principalmente aquela encastelada nos núcleos da política e dos governos (federal, municipais e estaduais), em cumplicidade aberta ou mal disfarçada com corruptores e corruptos da iniciativa privada. A participação ativa da Ordem dos Advogados do Brasil e as bênçãos explícitas da CNBB nas igrejas, seguramente serviram para encorpar as passeatas do dia de Nossa Senhora Aparecida, passando a nítida sensação de que o movimento “vai pegar”.

A desconfiança em relação aos mísseis de controle remoto disparados nos ataques de cunho ideológico contra o MCC me fez levantar cedo na terça-feira, 12 de outubro. Decidi espanar a preguiça no feriado e sair para conferir de perto o pulso, o jeito e as intenções do movimento nas ruas de Salvador.

Repito: acho muito estranho, não engulo e nem entendo bem esta tentativa com jeito de “malandragem de gatuno”, ou tática de defesa prévia de quem parece esconder algum complexo de culpa ou teme ser apanhado em algum malfeito, como definiu recentemente, em artigo certeiro e brilhante, o colunista político Ivan de Carvalho, na Tribuna da Bahia (reproduzido no Blog Bahia em Pauta, que edito em Salvador).

Esses ataques que crescem, em barulho e virulência, na mesma proporção em que as marchas contra a corrupção sinalizam que vieram para ficar – pelo menos por um bom tempo – partem principalmente de poderosas corporações sindicais, de intelectuais da academia ou pendurados em polpudos cargos oficiais, representantes de núcleos de partidos políticos governistas jogados de escanteios pelo MCC.

Além, obviamente, de boa parte da chamada grande imprensa, que mais uma vez parece dançar no ritmo da famosa canção do movimento tropicalista: “Não tenho nada a perder, eu só quero saber do que pode dar certo”. E assim se faz de desentendida, surda e cega diante dos fatos e das boas pautas jornalísticas que gritam na sua calçada. Uma pena!.

Em Salvador, terça-feira, com medo da resistência física precária, de sedentário, baquear no meio do caminho – sob um sol de rachar depois das 14h, quando a marcha saiu da Barra – não me arrisquei na caminhada até o palácio de Jaques Wagner (PT) no alto de Ondina. Após um primeiro olhar desanimador, logo depois do meio dia, sobre um reduzido número de pessoas em torno do paupérrimo carro de som parado a poucos metros da estátua do Cristo, na praia baiana, procurei a sombra e bebida fresca num bar mais próximo, para apreciar a concentração do MCC, acompanhado de Margarida (minha mulher e também jornalista)e um grupo de amigos de diferentes profissões, todos passageiros de antigas utopias, nas asas de grandes passeatas.

E então uma das imagens mais expressivas e emblemáticas do dia. No meio da rua, sozinho, passo resoluto, o engenheiro António Tonhá, uma de minhas melhores e mais generosas referencias na UFBA e no movimento estudantil da Bahia. Ia decidido a caminho da área de concentração e depois seguir a pé até Ondina. Dou um abraço no velho amigo, aplaudo sua coragem e Tonhá vai em frente, deixando a mesa desfalcada da economista, amiga comum e ex-militante do ME, 10 anos mais nova, Marcia Dourado, que resolve acompanhá-lo na marcha que logo somaria mais de mil participantes.

Mais tarde ouviria do jornalista José Valverde (Ex-Tribuna da Bahia, Jornal do Brasil e O Globo), um dos melhores repórteres de Economia que conheci e veterano militante das manifestações de rua, como este que vos escreve: “Esta é a primeira passeata da qual participo quase 40 anos depois. Que sensação! Até os gritos e convocações dos militantes pareciam retornar; “Não fique aí parado, você também é roubado”, relata Valverde.

Voltei para casa com a forte impressão que compartilho aqui: O Movimento Contra a Corrupção, pelo que se viu na mobilização de milhares de pessoas, a maioria jovens da geração iPHONE, em mais de duas dezenas de cidades brasileiras, parece ganhar o jeito e a textura do bolo do antigo MDB (Movimento Democrático Brasileiro), na tão singela quanto perfeita definição de seu saudoso presidente e timoneiro, Ulysses Guimarães: “Quanto mais bate, mais cresce”.

A conferir nas próximas marchas.

Vitor Hugo Soares é jornalista. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br


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Do G1, com AFP

Aproximadamente 70 locais considerados patrimônio cultural integram o relatório 2012 de lugares históricos ameaçados apresentado nesta quarta-feira (5) em Nova York pelo World Monuments Fund (WMF). A América Latina lidera com um “número sem precedentes” de lugares na lista, entre eles o centro histórico de Salvador.

O centro histórico da capital baiana está entre os locais ameaçados na América Latina, junto com as linhas de Nazca, no Peru, a cidade de La Plata, na Argentina, e o Forte de Samaipata em Santa Cruz, na Bolívia. A lista da organização é renovada a cada dois anos desde 1996.

De um total de 226 candidaturas apresentadas por governos, especialistas, ONGs e pessoas ligadas à preservação do patrimônio cultural, o relatório do WMF listou um total de 67 locais em 41 países diferentes.

A lista vai de sítios arqueológicos do quarto milênio antes de Cristo na Jordânia e no Turcomenistão a edifícios relativamente modernos como a “arquitetura brutalista britânica” de 1960 e 1970, ou a Rota da Amizade na Cidade do México, desenhada para os Jogos Olímpicos de 1968.

O WMF seleciona os locais de risco considerando o efeito das forças da natureza e o impacto das mudanças sociais, políticas e econômicas sobre eles.

A América Latina e o Caribe, com 22 lugares, encabeçam o informe 2012 em nível regional, seguidos da Ásia (14 locais), Europa (11) e Oriente Médio e Norte da África (7).

“Este ano tivemos um número sem precedentes de nomeações na América Latina”, explicou Erica Avrani, diretora de pesquisa e educação da WMF em uma coletiva de imprensa.
Na lista estão locais de Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, Guatemala, Haiti, México, Panamá, Peru e República Dominicana.
Desde 1996, a WMF incluiu 686 lugares de 132 países e concedeu 90 milhões de dólares para a preservação dos ameaçados. WWF faz campanha para que outros se juntem ao esforço financeiro e técnico de preservação.

out
15


Janio, o cronista do BP
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CRÔNICA

Órfãos da maçã e do umbu-cajá

Janio Ferreira Soares

Mestre Ariano Suassuna conta que um primo dele, meio surdo, ao ouvir sobre a morte de John Lennon, tomou um susto e perguntou: “como? Mataram João Lemos, foi? Um homem tão bom!”, achando que tinham assassinado um vizinho seu lá do interior da Paraíba. Depois, ao saber a verdade, suspirou aliviado. Do mesmo modo, um amigo torcedor do Bahia com pouca intimidade com a leitura, ao ver a manchete “Morre Jobs”, foi logo sentenciando: “deve ter sido overdose; não sei como o Bahia foi contratar um cara desses!”, confundindo o criador da Apple com Jobson, ex-jogador tricolor, que recentemente foi suspenso pelo seu envolvimento com cocaína e que, ao contrário de seu quase xará – agora eternamente “off” -, continua com seu “on” ligadíssimo. Ao saber de quem se tratava, o amigo deu de ombros e perguntou: “e esse cara fez o quê pra essa onda toda?”.

Esse é o grande barato da morte. Incorruptível e fiel aos seus princípios, a velha senhora continua sua sina milenar de levar zés, manés e steves, provocando naqueles que ainda não foram as mais diversas reações.

Confesso que poucas vezes vi uma comoção tão grande por conta da morte de alguém tão longe. De Blumenau (SC), onde uma garota cancelou seu aniversário por não haver mais clima para as comemorações, até nos cafundós do sertão, milhares de pessoas ainda trocam pêsames virtuais como se o mundo digital tivesse acabado. Para esses, lembro a história daquele camarada que estava numa festa dançando com uma morena quando, ao receber a notícia da morte de um parente, disse ao portador: “espere um pouquinho até acabar essa música que a gente sai pra dar uma choradinha, mas depois eu volto pra farra”. Traduzindo: a vida continua, baby!

Na mesma semana da morte do homem da maçã, morreu aqui em Glória (BA) dona Julieta, 90 anos. Ficaram órfãos 15 filhos, 47 netos, 32 bisnetos e mais um bando de marmanjos que, quando crianças, viviam no quintal da sua casa chupando seus divinos umbus- cajás. Assim é a vida; cada geração chora a fruta que adoça seu tempo.

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