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Saudades, dona Janda!!!

(VHS)

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Comentários

Mariana on 10 outubro, 2011 at 15:43 #

Para mim, esta data é como se fosse os dez anos do meu 11 de setembro pessoal, quando uma doença terrorista e perversa destruiu a torre onde se estruturava a minha vida, levando para sempre a minha mãe.
Mas, assim como Nova York, eu consegui me erguer…É claro que com marcas indeléveis, afinal, quem perde uma mãe jamais volta a ser alguem por inteiro e é assim que me sinto, sempre e todo dia, falta um pedaço de mim em tudo que faço e vivo.
No entanto, hoje amanheci com uma vontade danada de, não apenas chorar a sua falta, mas de lhe contar, Janda, o que anda se passando por aqui desde que nos deixou…
Não sei se você ia gostar muito disso (S.Alaor, com certeza, sim!), mas o computador virou um meio quase vital de comunicação…É um tal de email, blog, twiter, enfim, cada um encurta as distancias e se comunica como pode…
Vitor Hugo criou um blog chamado “Bahia em Pauta”, que faz a alegria não só dos cardosos/soares, como de um bocado de amigos e gente nova que apareceu para comentar os artigos e noticias por ele postado (esta é a palavra da moda). Acho que você ia adorar, pois ele está arrebentando, cada dia melhor. Pode ficar mais orgulhosa ainda do que você já era por ele.
Chico mora na casa dele e vive muito bem e feliz, seus times de futebol sempre ganhando e nada remove a força dele, fique tranquila, pois, alem de tudo, Olivia e Biga estão sempre de olho.
Regina continua dividida entre as duas baias do seu coração: a de San Francisco e a de São Salvador. Mas segue bem, agora, também, dando os seus primeiros passos como blogueira (tem uma homenagem linda lá para você!)e seguindo a vida junto aos filhos e neta querida.
Biga segue segue fiel ao prometido a você, sempre alerta, solidária e alegre. Não tem tempo ruim para aquela ali, ela enfrenta e vai a luta.
Leticia virou a rainha da stokcar, viaja o Brasil inteiro levando o nome da Bahiatursa nessas corridas, e Clarice, advogada formada, trabalha com o pai, e planeja casar-se no inicio do proximo ano, já pensou como ela vai ficar linda vestida de noiva???
Olivia segue a mil como sempre, ela é lider de um super agradavel grupo de amigos que se denomina “Senadinho”, já pensou? É politica na veia 24 horas por dia…Também é uma “tuiteira” de mão cheia, sempre antenada com as noticias de politica e cultura, distribui informações sempre muito valiosas. E, mesmo não sendo novidade, ela continua a pessoa humana inigualável de sempre.
Eu sigo aqui em Brasilia, trabalhando muito (lembra quando você dizia “minha filha quando descansa, carrega pedra”)…pois é, continuo a mesma, mas muito feliz, pois trabalho com um dos homens mais respeitados da República e sigo, como S. Alaor, sem dar tregua aos corruptos. Alem disso, não tenho do que me queixar, tudo segue muito bem comigo, graças a Deus!
Minha mãe querida, todos nós ficamos muito tristes com a sua partida, despedaçados mesmos, mas jamais deixamos a peteca cair…Seguimos cantando, igual a você – a música esta nas nossas almas – e vivendo da melhor e mais bonita forma que cada um de nos encontrou para dar curso as nossas vidas.
Espero que você receba as minhas noticias (eu tenho uma grande amiga que me assegurou disso) e que fique feliz por ti e por nós.
Hoje assistirei uma missa na Catedral de Brasilia, lugar que você sempre quis conhecer e não teve tempo para tanto (e um pouco de medo de avião também), em sua homenagem e memoria e rogarei a Deus, mais uma vez, por você e agradecerei a Ele pela inestimavel oportunidade de ter vindo a este mundo como sua filha e ter convivido pelo tempo por Ele permitido com alguem tão especial e única como você.
Meu abraço, saudade, carinho e amor inesgotável,
Mariana


Graça Azevedo on 10 outubro, 2011 at 15:58 #

Hoje eu escrevi no twitter para Olivinha, contestando a vida Sem D. Jandira (repasso aos irmãos):
@moliviasoares Não é sem ela, é longe dela. Garanto que as mães nunca deixam os filhos “sem elas”. Bjs


Olivia on 10 outubro, 2011 at 17:57 #

Hoje tá brabo, sensibilidade a flor da pele. Mariana e Regina falaram por todos. No tuíter coloquei Raphael Rabello solando para ela, ele também nos deixou cedo demais, música era uma das suas paixões. Seu amigo Amauri, hoje deputado federal- teria recebido seu voto, com certeza- disse no seu tuíter: Dona Jandira era minha segunda mãe, nossa existência ficou menor sem ela. Vida que segue, diria outro grande, João Saldanha. Usando a linguagem do tuíter, tô saindo, partiu.


Cida Torneros on 11 outubro, 2011 at 9:53 #

Amigo Vitor, irmã Regina, que eu conheci em Paris, Olivia que conheci em Salvador, Mariana,de que eu senti a energia no hotel na França ( pq nao nos vimos, mas nos pressentimos) e toda a famíllia…

Eu não tive a graça de conhecer d. Jandira…mas tenho a graça de encontrar alguns dos seus filhos nesta vida e de, através deles, das pequenas amostragens que me passam, poder imaginar a grandeza da sua figura, o espaço imenso que ela ocupa nos corações dos seus descendentes e principalmente, a sensibilidade que ela legou como divina herança e humana recompensa para sua família e para nós que em algum momento, cruzamos e desfrutamos do bem patrimonial que é o amor que ela esbanjou e esbanja ainda a cada vez que uma canção que ela gostava nos toca a alma, a cada vez que um filho dela, de sangue ou de coração, deixa escapar um suspiro profundo, de saudade, sim, mas de felicidade sobretudo, por compartilhar a sintonia de além-vida que d. Janda emite e capta, de lá de onde está, nos céus da plenitude e nos campos da paz eterna. Carinhosamente, Cida Torneros


regina on 11 outubro, 2011 at 13:20 #

Se tem uma coisa na vida que me atrai, me faz reagir, cutuca os meus mais profundos instintos é o a mor, sua manifestação através de atos generosos que só ele é capaz de promover. Suas palavra me tocaram, Cida, e eu resolvi dar “uma pequena mostra” de quem foi Jandira Soares, nossa mãe.

Uma mulher linda, de fibra, diriam uns, de bomdade, outros, eu diria: de amor!

Tudo nela era amor: a sua casa, seu país, seus filhos, seus vizinhos e distantes, ricos, pobres, de toda cor e credo. O dela era a crença em Deus, pai de todos sem distinção, e ela o adorava e venerava explicitamente sem o impor a ninguém. Era com amor e no amor que vivia sua vida e conservou um coração que nunca deixou sair de dentro de si essa força criadora, a única que constrói, a única que vence tudo!

Era generosa e amorosa com os animais e os menos favorecidos pela sorte, os acolhia, alimentava, vesti e banhava, sem nunca dar motivo para que se sentissem inferior ou ofendidos, nem fazer disso uma bandeira.

A nós, seus filhos, nos preparou para ser-mos pessoas do bem , educados e, acima de tudo, INDEPENDENTES. Juntamente com nosso pai, fez questão que todos nós desenvolvêssemos nossas potencialidades e aceitou nossos limites. Não era aquela coisa de “você tem que ser o melhor de todos”, mas sim: “seja o melhor de você”.

Vivíamos em uma casa grande, pai, mãe, sete filhos, empregados, familiares e amigos entrando e saindo, havia de tudo, inclusive muito estresse, mas nunca faltou a música, a poesia, o teatro, o cinema, que entravam através dos meios eletrônicos de cada época ou dos nossos próprios ensaios.

Costumava-mos dizer que nossa mãe era “a cola” que ligava todos nós… Eu diria que era “O MEL”!


Cida Torneros on 12 outubro, 2011 at 19:17 #

Regina, obrigada pelas historias de d. Janda que vc me contou a mais…não é difícil imaginar sua figura…é lindo ver como vcs todos rendem-lhe homenagem e quantos bons exemplos ela lhes deu…mãe de verdade, arretada, né? parabéns por terem sido premiados, com certeza! bjs Cida


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