Aecio: tentativa de acertar o passo dos tucanos
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Direto da Varanda: Chico Bruno

Aécio marca terreno

Um assunto que poderá repercutir no decorrer da semana é a entrevista do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao jornal O Estado de S.Paulo, que foi manchete na edição de domingo do jornal.

Na entrevista, Aécio procurar marcar no terreno tucano o seu espaço como pretendente a disputar a sucessão de Dilma Rousseff em 2014, apesar de o mineiro carioca fazer questão de elencar outros tucanos como possíveis pretendentes, entre eles os óbvios José Serra e Geraldo Alckmin passando pelos governadores Marconi Perillo e Beto Richa.

Na verdade, só existem dois tucanos pré-candidatos a presidente, o próprio Aécio e Serra.

Alckmin, Beto e Marconi, têm antes de pensar na sucessão presidencial, a chance da reeleição. Foram citados por Aécio por deferência e, ainda, para ampliar o quadro de filiados tucanos que poderiam entrar na disputa.

Na entrevista, Aécio crítica o governo Dilma Rousseff, mas sem a contundência dos reparos feitos a presidenta por José Serra.

Aécio usa a cautela, que deve ter aprendido com o avô Tancredo Neves, um mestre na arte de utilizar a palavra na política.

O senador mineiro defende a realização de prévias para a escolha do candidato tucano a presidente, num claro contraponto a José Serra, que corre delas como o diabo foge da cruz, por entender que não é o favorito a ganhá-las.

O problema de Aécio é que o PSDB está desgastado, mas não se toca, tanto que para saber o que todo já sabia o presidente do partido Sérgio Guerra encomendou uma pesquisa.

Guerra não fez um investimento, apenas gastou dinheiro para saber o que é público e notório.

Resumo da ópera.

Ao desprezar os feitos positivos de oito anos de governo FHC, o PSDB cometeu o seu grande erro.

Além disso, o PSDB não se comunica com os eleitores que escolheram Serra no 2º turno em 2010 e com isso comete novo erro.

Erro que comete também Aécio, que no Senado, ainda, não estrelou nenhum episódio que o coloque como o principal opositor dos petistas, que estão encastelados no poder a quase nove anos.

Além disso, o PSDB insiste em utilizar os mesmos marqueteiros das derrotas presidenciais de 2002, 2006 e 2010. Os tucanos insistem em não se mirar no exemplo de Lula em 2002, que trocou os marqueteiros tradicionais do petismo por Duda Mendonça.

E é por aí, que o PSDB deveria começar a sua refundação.

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