Na coluna Em Tempo, assinada pelo jornalista Alex Ferraz, a Tribuna da Bahia publica em sua edição impressa desta quarta-feira, 5/10
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Brasil funda MSN – Movimento dos Sem Nobel

Não sou do tipo que começa a analisar nossa situação perante o Prêmio Nobel dizendo que só somos bons em futebol. Primeiro, sou realista, não somos tão bons em futebol: de 19 copas do mundo, só ganhamos cinco. O vizinho ridicularmente pequeno chamado Uruguai já ganhou duas. A pequena bota italiana já ganhou quatro. Se fôssemos tão bons, ganharíamos umas 10, pelo menos, como os EUA, que são bons demais e já ganharam mais de 300 prêmios Nobel e mais de 900 medalhas de ouro olímpicas.
De mais a mais, ser bom em qualquer esporte não pode ser alvo de críticas.
Os EUA são campeões na maioria dos esportes e são campeões em Nobel, vale dizer, campeões em inteligência.
O problema brasileiro é mais embaixo. Nossas classes dominantes mantêm o Brasil na mais abjeta ignorância, investindo nada ou quase nada em Educação
(vide os resultados do último Enem…) e, elas próprias, classes dominantes, não têm gênios em suas hostes, pois os filhos destes grupos dominadores não conseguem produzir um Prêmio Nobel sequer.
Se pensarmos que países ridiculamente minúsculos como Santa Lúcia e Timor Leste (pouco maiores que a Ilha de Itaparica), já ganharam dois Nobel cada um, chega a doer. E a Suíça? Do tamanho da Ilha de Marajó, com 7,5 milhões de habitantes e com 25 Nobel? Mas, por falar em dor de corno, esta bate mesmo é quando sabemos que a Argentina já contabiliza cinco prêmios Nobel.
Ai, como dói!

Nossas más
companhias (I)

Na incrível organização Movimento dos Sem Nobel (que deverá ser presidida, conjuntamente, pelos nossos dois ex-presidentes mais pretensiosos, FHC e Lula, pelo não-conjunto de suas não-obras na área educacional), teremos acompanhia de Cazaquistão, Afeganistão, Mongólia, Quirguizistão, Turcomenistão e Uzbequistão.

Nossas más
companhias (II)

Para que os dois presidentes do MSN não briguem, o movimento terá duas sedes: uma em Kinshasa, no Congo, será entregue a Lula. A outra sede será em Ouagadougou, em Burkina Faso, onde ficará Fernando Henrique. As escolhas se devem a que aí eles poderão continuar seu trabalho de não-educação nos mais importantes membros do MSN, como Malawi, Rwanda, The Gambia, Tchad, Sudão e, agora, Sudão do Sul.

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