Dilma em Bruxelas: experiencia em crises/Reuters-TSF
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DEU NO PORTAL PORTUGUÊS TSF

A presidente do Brasil afirmou, esta terça-feira em Bruxelas, que a União Europeia necessita mais de «um consenso político» do que recursos financeiros para superar a atual crise que afeta vários países da Zona Euro.

«Como dizem alguns, não se trata de uma questão de falta de recursos financeiros. Trata-se sim da construção de um consenso político em torno da recuperação», declarou Dilma Rousseff à imprensa, depois de questionada sobre a forma como o Brasil poderá ajudar a UE a sair da crise.

A presidente brasileira participou esta terça-feira na V CúpulaUE-Brasil e deixou claro aos presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, Durão Barroso, que a Europa «pode contar com o Brasil» para fazer frente às suas dificuldades econômicas.

«[No G20] vão ser muito importantes todas as medidas de gestão macroeconómica e de expansão da regulamentação sobre as unidades financeiras» para superar a crise financeira internacional, disse Rousseff, à saída da cerimónia de inauguração da exposição Europália, no Palácio das Belas Artes de Bruxelas.

Quanto à possibilidade de ajuda brasileira, Dilma Rousseff acrescentou que a ideia é compartilhar a experiência que o país possui, a lembrar que os brasileiros já enfrentaram crises parecidas em décadas anteriores.

«Nós temos uma experiência muito complexa nessa área da crise. Sabemos o que significa crise bancária, sabemos o que significa crise da dívida e sabemos o que significam políticas de espiral descendente, em que o ajustamento orçamentário contribui, por uma razão matemática, para a redução do produto interno bruto (PIB) e, no caso do Brasil, você reduzia o PIB e aumentava a dívida», ressaltou.

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04

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CRÔNICA

O FIM DE UM CACHORRO VALENTE

Maria Aparecida Torneros

Ele foi um cachorro valente…apesar de pequenino, tinha amor pela vida, buscava caminhar, já cego e alquebrado, veio ficar na minha casa nos últimos seis meses, mas era o cachorrinho da minha mãe, que não tinha mais condições de tomar conta dele. Quando eu viajava, o deixava na clínica. Ele me reconhecia pelo cheiro, mesmo velhinho, balançava o rabo e fazia festa. Reclamava como um vovozinho se algo nao lhe ia bem, resmungava.

Às vezes, eu o envolvia em manta e o embalava como um bebê ( ele só pesava 3 kilos), ficou internado várias vezes, hospedado na veterinária, onde era querido e cohecido. Semana passada veio pra casa, e nestes dias, eu o senti se despedindo. Seu corpo não respondia mais direito a nada. As patinhas traseiras travavam. Ele reclamava, mas tentava comer, dormia horas no tapete da sala. De madrugada, roçava na porta do meu quarto, me chamando. Como já nao controlava os esfincters, eu o banhava no meio da noite, com água quente, ele se acalmava e voltava a dormir, sono profundo, mas no domingo, anteontem, recusou-se a comer, a beber, e chorou …um choro de despedida…levei-o na segunda cedo para a clínica. A veterinária colocou-o no soro, e me pediu 24 horas para pensar, eu devia ligar hoje cedo e decidir pelo sacrifício.

Tudo o que fiz foi rezar, enquanto lavava as mantas dele ontem à tarde, meu choro era um pedido de que a morte lhe chegasse sem que eu precisasse ser responsável por ela. Lembrei-me então de S. Francisco de Assis, considerado protetor dos animais, em cuja igreja estive orando em maio passado, na Italia, e pedi, que o Santo, se pudesse, tomasse conta do destino do Benginho.

Acordei hoje e protelei ligar para a clínica. Eu não queria decidir. Busquei distrair-me batendo papo no computador com um italiano chamado Enzo. a manhã passou correndo. Eu não queria pensar na responsabilidade de mandar sacrificar o cãozinho.

Mas quando consegui telefonar, já hora do almoço, a médica veio ao telefone informar que ele falecera às 7 da manhã, de morte natural, no soro, dormindo.

Lembrei então, de repente, que hoje é o dia de S. Francisco de Assis…e chorei muito, agradeci que o Benginho descansou…estou sentindo imensa saudade do seu caminhar lento pela casa, da sua graça de velhinho valente. Lembro das vezes em que era bem novinho e dava pulos altos ao nos receber na casa da mamãe.

Não tive coragem de ir lá e vê-lo agora. Pedi ao meu filho que resolva tudo pra mim, sobre a cremação, e busquei a última foto que fiz dele, esta semana, enquanto dormia calmo no tapete da sala.

Quando ele reclamava eu dizia: Bengi, estou aqui, você não está sozinho. Já nem sei se ele me ouvia. Só sei que eu cuidava de um cachorrinho velho e valente, amoroso e reclamão, companheiro que foi da minha mãe, por tantos anos, fiel pois, há 3 anos atrás, quando ela esteve internada no hospital, doente, ele não quis comer todos os dias enquanto ela nao retornou para casa.

Não sei se os cães tem alma. Sei somente que eles sabem amar. E nos dão exemplo de fidelidade que muitas vezes seres humanos não sabem dar.

Acho que S.Francisco o recebeu em algum lugar da Itália. Quando estive na igreja dele, contei sobre o Bengi, achei que o santo devia saber que havia um cachorrinho no Brasil que amava a vida, amava as pessoas, lutava para prolongar sua estada aqui e que viveria até o dia em que S.Francisco o viesse buscar.

Se tudo o que estou escrevendo ou pensando ou sentindo tem o reflexo da minha tristeza por perder o Bengi, creio que tem mais que isso, tem a certeza do quanto esse animalzinho me ensinou sobre a Vida.

Aparecida Torneros , jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária


Dom Cappio às margens do São Francisco/Arqwuivo

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A “Oração de São Francisco”, cantada por Fagner, vai para o bispo diocesano da Barra, Dom Luiz Cappio, aniversariante deste 4 de outubro do santo beneditino, e corajoso defensor do Rio São Francisco.

Homenagem sugerida ao BP pelas jornalistas Zoraide Villas-Boas e Maria Olívia Soares.

Longa vida a Dom Cappio!!!

(VHS)

DEU EM EXAME (REPRODUZIDO NO SITE DE CHICO BRUNO)

Pedro Zambarda / Exame

O jornal Financial Times ironizou nesta terça-feira os conselhos fiscais que a presidente Dilma Rouseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vêm dando ao mundo desenvolvido para resolver a crise. “Soa um tanto hipócrita”, afirma o blog beyondbrics. O texto, de Samantha Pearson, se refere principalmente às declarações de Dilma ontem em Bruxelas, na Bélgica. “Sim, você leu certo. O país que está em 152º lugar no ranking do Banco Mundial por seu pesado sistema tributário está dando conselhos sobre impostos restritivos.”

O jornal também mostra a contradição entre o discurso de Dilma contra o protecionismo na ONU e a elevação do IPI dos carros importados no Brasil, dias antes. O FT também lembra que o Banco Central brasileiro interfere diretamente no câmbio através da compra de dólares, desde o começo dessa crise. Esse seria o motivo do governo ter uma expressiva reserva cambial.

O Financial Times relembra o plano do ministro da Fazenda Guido Mantega de realizar um “plano de resgate dos Brics” para a zona do euro. O problema dessa iniciativa, segundo o jornal, é que Mantega não consultou outros países desse bloco dos emergentes, como a China, que detém a maioria das reservas de câmbio do grupo. Esse plano foi “irreal” e soou “hipócrita”, segundo o FT.

No entanto, de acordo com o FT, o Brasil se preocupou em cortar suas próprias contas durante a crise do Lehman Brothers em 2008 e conta hoje com uma das maiores reservas para encarar a crise. Por isso, o país “sente que tem o direito de distribuir conselhos”, mesmo que seja de forma “maluca”.

Publicado ou Escrito por Chico Bruno

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04


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DESCULPE O AUÊ

Desculpe o Auê
Eu não queria magoar você
Foi ciúme sim
Fiz greve de fome
Guerrilhas, motins
Perdi a cabeça
Esqueça!
Ai! Ai! Ai! Ai!
Oh! No!…

Desculpe o Auê
Eu não queria magoar você
Foi ciúme sim
Fiz greve de fome
Guerrilhas, motins
Perdi a cabeça
Esqueça!
Ah! Aaaaah!…

Da próxima vez eu me mando
Que se dane meu jeito inseguro
Nosso amor vale tanto
Por você vou roubar
Os anéis de Saturno..
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Que dupla fenomenal!!!
PALMAS TAMBÉM PARA OSWALDINHO DO ACORDEON, QUE ELE MERECE!
BRAVO!!!

(VHS)


Alvaro e Alice:”contra o samba baiano de uma nota só”
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OPINIÃO POLÍTICA

O PCdoB e as prefeituras

Ivan de Carvalho
Recentemente, Alice Portugal, representante da seção baiana do PCdoB na Câmara dos Deputados, em entrevista ao radialista Mário Kertész na Rádio Metrópole, sem citar explicitamente o PT, mas deixando ou já estando claro que era da atitude ou posição desse partido que falava, explicou que se sua candidatura a prefeita de Salvador está sofrendo críticas ou desagradando algum setor é porque este terá se acostumado com “essa monotonia”, com “esse samba de uma nota só”.

Ela também afirmou que na véspera se reunira com os companheiros e defendera a permanência de sua candidatura até o final, obtendo concordância. Disse também, ironicamente, que não comparecera no dia anterior a um almoço em que as bancadas federal, estadual e municipal do PT consolidaram e expressaram apoio à recandidatura (não confundir com reeleição) do petista deputado Nelson Pelegrino por que está “fazendo dieta”. Mas já aí sem nenhuma ironia, apenas fazendo uma declaração séria de maneira bem-humorada, acrescentou que não fora também “porque o cardápio não era do meu agrado”.

Vale registrar que, no momento, a posição da candidatura Pelegrino à prefeitura está consolidada no PT da Bahia. Tem o apoio das bancadas – inclusive do senador Walter Pinheiro, visto como um possível concorrente dentro do partido – e o apoio explícito do governador Jaques Wagner, fator de extrema relevância para a solidez da candidatura.

Por enquanto, uma das coisas que faltam a Pelegrino é o apoio de vários partidos da “base aliada” do governo estadual. Outra é empatia com certos setores do eleitorado nos quais seria natural que a candidatura estivesse sendo bem recepcionada – e não está, segundo rumores consistentes. Pesquisas, inclusive, sinalizam isto.

É na questão de dificuldades quanto ao apoio de partidos da “base aliada” que cumpre voltar ao tema das primeiras linhas, quando escrevemos sobre o PCdoB e sua candidata a prefeita de Salvador. O deputado estadual Álvaro Gomes, com explicações mais detalhadas, disseca a posição manifestada de forma sintética pela correligionária Alice Portugal.

“No passado, lançamos candidaturas para negociar. A conjuntura era outra, tínhamos de nos unir às demais forças de oposição para enfrentar o adversário comum. Hoje não existe mais isso, a conjuntura mudou, é outra”, explica o deputado, numa referência implícita ao fim da hegemonia carlista na Bahia.

Depreende-se que, diante da nova conjuntura, da nova realidade política na Bahia – e também no país – não há razão para manter inalterada a estratégia eleitoral. Essa estratégia também mudou, agora é outra. Cumpre fazer uso da eleição em dois turnos para cumprir a finalidade desse instituto legal – permitir que no primeiro turno os partidos disputem seus espaços, apresentem suas próprias ideias, suas propostas, de modo a que o eleitor as compare com as dos outros partidos e faça suas opções preliminares. Então, no segundo turno, os partidos se agruparão por afinidade ou similaridade de ideias, propostas e fatores conjunturais. Eleição em dois turnos é isso – não precisa ninguém se afobar. Se de repente a oposição ganha em um ou outro lugar, o mundo não acaba por isso, faz parte do jogo democrático, que está sendo exercitado.

“Claro que, olhando de agora… em política não existe certeza do futuro. Se uma candidatura chega perto da eleição com zero por cento… Mas o que importa é que, ao contrário de vezes anteriores, quando lançamos candidaturas para negociar, desta vez a decisão foi de manter a candidatura até o final. A direção estadual estudou e debateu o assunto demoradamente e chegou a essa decisão, o que foi anunciado em maio”, disse Álvaro Gomes.

Ele diz que o partido deve lançar “cem candidatos a prefeito” e que, tendo 18 prefeitos atualmente, espera dobrar esse número nas eleições.

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04
Posted on 04-10-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 04-10-2011


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Sinfrônio, no Diário do Nordeste (CE)


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” Inolvidable “, de Júlio Gutierrez, com Roberto Carlos, um bolero da reserva especial do jornalista Gilson Nogueira, generosamente dedicado aos ouvintes e leitores do BP.

BOA NOITE!!!

(VHS)

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