Waldir Pires:”aplauso e solidariedade, conterrânea”

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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

O ex-ministro da Defesa e da Controladoria Geral da União (CGU), Waldir Pires (PT), enviou um telegrama de solidariedade à corregedora nacional do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Eliana Calmon, apoiando as declarações da magistrada sobre a existência de “bandidos” no Judiciário.

“Existem desonestos em todos os poderes da República, sim. Sempre existiram. É preciso combater eficazmente a corrupção em todos eles sempre insistentemente e com a participação da sociedade por inteiro”, afirmou Pires, na mensagem enviada à ministra.

Em entrevista à APJ (Associação Paulista de Jornais), Eliana Calmon criticou a tentativa de restringir o poder de investigação do CNJ sobre juízes. “Acho que é o primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga”, atacou. “Sabe que dia eu vou inspecionar São Paulo? No dia em que o sargento Garcia prender o Zorro. É um Tribunal de Justiça fechado, refratário a qualquer ação do CNJ”, cravou.

Presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e do CNJ, Cezar Peluso organizou uma nota de repúdio à entrevista. Segundo os conselheiros apoiadores do texto, a ministra lançou “acusações levianas que, sem identificar pessoas, nem propiciar qualquer defesa, lançam, sem prova, dúvidas sobre a honra de milhares de juízes que diariamente se dedicam ao ofício de julgar com imparcialidade e honestidade”.

Nesta quarta-feira, o STF adiou o julgamento da ação proposta pela AMB (Associação dos Magistrados do Brasil), para limitar o poder de investigação do CNJ.

Confira a íntegra do telegrama do ex-governador da Bahia Waldir Pires, 84 anos.

“Ministra Eliana Calmon: quero enviar, digna eminente magistrada e conterrânea, minha palavra de aplauso e solidariedade a suas declarações publicadas hoje na imprensa do País. Corajosas e necessárias para que se assegure ao nosso povo a confiança indispensável no compromisso de caminho da construção da democracia no Brasil. Existem desonestos em todos os poderes da República, sim. Sempre existiram. É preciso combater eficazmente a corrupção em todos eles sempre insistentemente e com a participação da sociedade por inteiro; não tolerar absolutamente a impunidade nas tarefas da administração pública, nos encargos da atividade legislativa e na missão do julgamento judicial das pessoas e dos cidadãos. Aqui, então, missão de honrosíssima e imperdível responsabilidade. Parabéns. Cordial abraço, Waldir Pires”.

set
28
Posted on 28-09-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 28-09-2011

DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE“Se STF restringir poderes, CNJ estará morto”, diz Simon

Claudio Leal

Contrário à ação proposta pela AMB (Associação dos Magistrados do Brasil), para limitar o poder de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o senador Pedro Simon afirma que o STF (Supremo Tribunal Federal) cometerá “um absurdo” se aprovar a mudança. Às vésperas da votação, marcada para esta quarta-feira (28) mas retirada da pauta, a corregedora nacional do órgão de controle do Judiciário, Eliana Calmon, apontou a existência de “bandidos que estão escondidos atrás da toga”, abrindo uma crise no CNJ.

– Não poder mais entrar com ação, não poder investigar quem quer que seja e ter que ficar tudo no setor primário, no conselho estadual, e não vir mais pra cá (Brasília)… Não tem mais Conselho, o Conselho estará morto. – diz Simon (PMDB-RS) a Terra Magazine.

Em entrevista à APJ (Associação Paulista de Jornais), a corregedora nacional criticou a tentativa de restringir o poder de investigação do CNJ sobre juízes. “Acho que é o primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga”, atacou. “Sabe que dia eu vou inspecionar São Paulo? No dia em que o sargento Garcia prender o Zorro. É um Tribunal de Justiça fechado, refratário a qualquer ação do CNJ”, prosseguiu.

Presidente do STF e do CNJ, Cezar Peluso organizou uma nota de repúdio à entrevista. Segundo os conselheiros apoiadores do texto, a ministra lançou “acusações levianas que, sem identificar pessoas, nem propiciar qualquer defesa, lançam, sem prova, dúvidas sobre a honra de milhares de juízes que diariamente se dedicam ao ofício de julgar com imparcialidade e honestidade”.

Pedro Simon avalia que houve erro no vocabulário, mas defende os argumentos da corregedora:

– Acho um grande equívoco, não posso aceitar, nem acredito que vai acontecer. A ministra Eliana Calmon é uma pessoa importante, mas foi infeliz no vocabulário, embora depois ela deixasse claro que foi um ou outro (juiz considerado “bandido”). Isso deu pretexto ao presidente (do CNJ, Peluso) lançar um manifesto de solidariedade. Mas daí a querer praticamente extinguir o Conselho… Não vai acontecer esse absurdo que eles estão ameaçando, de que o Conselho superior não tem mais o poder de inciativa, de que só fica na base do recurso, dez, quinze anos depois. Acho que o Supremo vai reconsiderar isso – sustenta o peemedebista.


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Força, Eliana!!!

BOM DIA!!!

(Vitor ugo Soares)

DEU NO RADAR ONLINE , COLUNA ASSINADA NA REVISTA VEJA PELO JORNALISTA LAURO JARDIM

Marco Aurélio Mello (ministro do STF) acaba de rejeitar o pedido da OAB para participar do julgamento de uma resolução que define as competências na investigação de juízes do CNJ (Leia mais em Batalha jurídica 2). Sendo assim, Ophir Cavalante, defensor da atuação do CNJ, não terá a possibilidade de relatar, na tribuna no Supremo, suspeitas de irregularidades envolvendo magistrados ocorridos na Justiça do Pará que ele denunciou quando presidiu a seccional da OAB de lá (entre 2001 e 2006) à Corregedoria do TJ local. Todos os casos nem sequer foram investigados.
Por Lauro Jardim


Vassouras em Brasilia para deputados e senadores

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Deu no Estadão.com.br

A ONG Rio da Paz colocou no gramado da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, 594 vassouras nas cores verde e amarela como forma de protesto contra a corrupção. As vassouras representam 513 deputados federais e 81 senadores e ficarão fincadas no local até as 15 horas. A inteção é entregar um exemplar para cada parlamentar.

A ONG é a mesma que realizou o protesto na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, na semana passada. A ideia surgiu depois que o senador Pedro Simon (PMDB) disse que gostaria de receber uma vassoura em Brasília. Além de pedir a limpeza da corrupção no País, a ONG A ONG pede ao Congresso que se envolva na luta do povo brasileiro pelo fim da corrupção e a aprovação do fim do voto secreto.

Depois, ainda no Rio, um ato idealizado a partir das redes sociais com o apoio de mais de 33 mil usuários no Facebook, conseguiu reunir cerca de 2,5 mil pessoas na Cinelândia, de acordo com a Polícia Militar.


Nelson Pelegrino e Walter Pinheiro se abraçam/Arquivo
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OPINIÃO POLÍTICA

Gastronomia

Ivan de Carvalho

Na segunda-feira, realizou-se em um restaurante da moda evento naturalmente gastronômico em que o PT imaginou papar seus aliados com uma demonstração de unidade petista em torno de mais uma candidatura do deputado Nelson Pelegrino a prefeito de Salvador.

A bancada baiana do partido no Congresso Nacional, assim como suas bancadas na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal de Salvador tornaram ostensivo seu apoio ao deputado, que há muito labuta para obter um mandato de prefeito da capital. Isso acabaria com rumores de reações discretas no PT a mais esta recandidatura de Pelegrino e, mostrando a unidade petista, daria ao aspirante a prefeito e ao próprio PT o instrumental para negociar com os aliados a partir de uma posição de força.

O desejo de entrar nas negociações a partir de uma poderosa vantagem justifica-se. É perfeitamente compreensível. Já vão meses desde que, neste espaço, registrei a existência de algumas resistências internas à pretensão de Pelegrino e principalmente a constatação, feita intramuros, de que o pré-candidato estava com dificuldades junto a faixas do eleitorado, especialmente a universitária e a chamada “nova classe média”, de tendência lulista, especialmente em Salvador. Sentia-se que havia um grau indesejável de rejeição na sociedade. E também havia risco de divisões na base governista estadual, simbolizados estes na disposição do PC do B de apresentar a candidatura da deputada Alice Portugal a prefeita.

Voltando ao evento gastronômico promovido pelo PT para Pelegrino. Não deu muito certo, parece. Os fatos do “after day” sugerem que o PT não contava com uma das mais elementares leis da física, segundo a qual a cada ação corresponde uma reação igual e contrária.

Esta lei, no entanto, entrou imediatamente em operação e reuniu para outro almoço, ontem, aspirantes à prefeitura de partidos aliados do PT e até independentes e adversários. Deputada Alice Portugal, do PC do B, vice-prefeito Edvaldo Brito, do PTB, deputado Capitão Tadeu, do PSB, deputado Maurício Trindade, do PR e Andrea Mendonça, do PV.

Estabeleceram que vão se articular, atuar juntos, conversar sobre um pacto de ajuda recíproca caso algum deles vá ao segundo turno. E marcaram o encontro seguinte para o dia 7, na Assembléia Legislativa.

Costumo insistir que as aparências, às vezes, enganam. Outras vezes, não, é claro. Faço esta ressalva antes de escrever que elas, as aparências, são de que, ao tentar papar os aliados no almoço de segunda-feira, o PT e seu candidato falharam no propósito e ainda saíram cheios de mordidas que lhe foram aplicadas no almoço de ontem.

Mas vale destacar, para sublinhar o clima no “meio ambiente”, a entrevista dada por Alice Portugal ao radialista e agora peemedebista Mário Kertész, na manhã de ontem. Ela disse que se reuniu com seus companheiros, ante os quais sustentou a importância de manter a candidatura até as eleições. Observou, na entrevista, que estranhezas a respeito resultam de “anos de monotonia” e “samba de uma nota só”, pode-se presumir que sob a batuta do PT.

Ao questionamento da razão pela qual não foi ao almoço petista de segunda-feira, disparou: “Você já notou como estou mais magra. Estou fazendo dieta”. Quando parecia que havia encerrado, mostrou que as aparências enganam mesmo: “Além disso, Mário, o cardápio não era do meu agrado”.

Não era. Ela preferiu preservar os dentes para as mordidas que o PT levou ontem.

set
28
Posted on 28-09-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 28-09-2011


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Paixão, hoje, na Gazeta do Povo(PR)


Ministra Eliana Calmon:pressões contra o CNJ
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DEU NA GAZETA DO POVO

Na véspera do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que pode reduzir (hoje, 28) os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), uma crise se instaurou ontem no Judiciário nacional. Declarações da corregedora, Eliana Calmon, afirmando haver atualmente “bandidos de toga” no Judiciário levaram o presidente do STF, Cezar Peluso, que acumula a presidência do CNJ, a exigir a publicação de uma nota oficial do conselho contra as afirmações da corregedora. Ela ainda sugeriu que Peluso trabalha para impedir fiscalizações.

A declaração da corregedora foi dada em entrevista à Associação Paulista de Jornais. “Acho que é o primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga”, afirmou. E disse ainda que Peluso, por ter sido do Tribunal de Justiça de São Paulo, seria refratário às inspeções da corregedoria no TJ paulista. “Sabe que dia eu vou inspecionar São Paulo? No dia em que o Sargento Garcia prender o Zorro. É um Tribunal de Justiça fechado, refratário a qualquer ação do CNJ e o presidente do STF é paulista.”

O CNJ é o órgão de controle externo de toda a Justiça brasileira. Tem autonomia, dentre outras me­­­­didas, para punir administrativamente magistrados que cometam irregularidades. A atuação do CNJ tem desagradado aos tribunais. A Asso­­­ciação dos Magistrados Brasileiros (AMB) ingressou no STF com uma ação para derrubar uma resolução do conselho que prevê pu­­­nições a magistrados envolvidos em irregularidades. O STF deve decidir hoje sobre a reclamação.

A declaração da corregedora do CNJ, cargo responsável justamente por fiscalizar os juízes, esquentou os ânimos no Judiciário. Ela teve de ouvir a leitura, na sessão de ontem do conselho, da nota de desgravo do próprio CNJ. O texto, lido por Peluso, não citava diretamente o nome dela. Mas o recado era claro. “[O CNJ] repudia veementemente acusações levianas e que, sem iden­­­tificar pessoas nem propiciar qualquer defesa, lançam sem prova dúvidas sobre a honra de milhares de juízes que diariamente se dedicam ao ofício de julgar com imparcialidade e honestidade.”

A divulgação da nota foi decidida em reunião a portas fechadas. Conselheiros relataram que o clima foi tenso e que houve acusações em voz alta.

O presidente da AMB, Nelson Calandra, disse que a corregedora foi acometida de “destempero verbal” e propagou “lendas” às vésperas do julgamento do STF. Ele negou a existência de “bandidos de toga” e disse haver 100 processos dis­­­­ciplinares no CNJ, dos quais apenas 48 resultaram em punições. E lembrou que no país há 16,1 mil magistrados.

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