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Posted on 26-09-2011
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Deu no Globo.com

No Mais Você desta segunda-feira, 26 de setembro, Ana Maria conversou com o ex-jogador Sócrates e sua esposa, Kátia Bagnarelli, diretamente da casa deles, em Alphaville, São Paulo.

Aos 57 anos, ele se recupera de uma crise de cirrose hepática e recebeu alta do hospital na última quinta-feira, após alguns dias de internação devido a um sangramento no esôfago. Sócrates fala abertamente que tem uma lesão no fígado causada pelo abuso do álcool. É um ponto cirrótico, uma lesão que, em si, não é tão grave, mas as coisas se complicam por ela estar localizada em uma área muito sensível do fígado.

Muito bem-humorado, o ex-jogador contou que está vivendo uma nova fase de sua vida. “Fugi do hospital para me tratar”, brincou Sócrates. Agora, ele quer viver cada dia com muita calma e otimismo. “O futuro a gente não sabe, mas está indo tudo bem. O problema foi solucionado e agora é ter paciência, e curtir a nova vida”, disse.

À espera de um transplante de fígado

O ex-jogador explica que, muitas vezes, o álcool entra aos poucos na vida das pessoas, sem que elas percebam, e foi isso que aconteceu com ele: “Eu nunca tive dependência do álcool, era algo mais comportamental, por causa da minha timidez no início da minha vida adulta. Ele é como um companheiro para viver essa loucura que é essa sociedade hoje”.

Sócrates está em uma dieta rigorosa e começou a fazer fisioterapia para a recuperação dos movimentos respiratórios, já que ele ficou um bom período na Unidade de Terapia Intensiva do hospital. Ele não pode, de forma alguma, beber mais nada de álcool. Ele ainda pode precisar de um transplante de fígado. Caso isso se confirme, Sócrates precisaria entrar na fila do Sistema Nacional de Transplante, do Ministério da Saúde.

Ele é considerado um dos melhores jogadores de futebol do Brasil e, durante sua carreira, atuou no Corinthians entre 1978 e 1984, e ganhou três campeonatos paulistas pela equipe. O ex-jogador ainda defendeu Fiorentina, na Itália, Flamengo, Santos e Botafogo, de Ribeirão Preto, time em que iniciou e terminou a carreira. Pela Seleção Brasileira disputou duas Copas do Mundo, em 1982 e 1986.


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Gal canta Nossos Momentos, música do cd Todas as coisas e eu – 2004

PARABÉNS, GAL!!!

BOA TARDE OUVINTES E LEITORES DO BP

(VHS)

set
26
Posted on 26-09-2011
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Hildegard Angel na inauguração da ciclovia
que homenageia o irmão Stuart no Rio
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Maria Olívia Soares

A cerimônia de inauguração da Ciclovia Stuart Angel Jones, ontem, 25 de setembro, no bairro da Urca, na zona sul do Rio, foi pura emoção. A ciclovia percorre toda a Avenida Pasteur e será interligada com a Mané Garrincha, em Botafogo.

A nova ciclovia possibilitará ao ciclista ter acesso e pedalar por quase todas as ciclovias da zona sul da cidade (Copacabana, Leblon, Ipanema, Lagoa). Com cerca de 1,2 km de extensão, a ciclovia tem início no entroncamento da Avenida Venceslau Brás com a Avenida Pasteur até o final da mesma, além de instalação de bicicletários.

A Ciclovia batizada “Stuart Angel Jones” foi inaugurada pela jornalista Hildegard Angel, sua irmã. Nascido em 11 de janeiro de 1946, Stuart Angel Jones era filho da estilista e figurinista Zuzu Angel, também assassinada pela ditadura militar. Foi estudante de economia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também denominada Universidade do Brasil, na Urca, e morreu dia 14 de junho de 1971 – morreu, não, ele foi barbaramente assassinado, aos 25 anos de idade. Esse ano faz 40 anos de seu falecimento. Stuart foi um integrante da luta armada contra a ditadura militar no Brasil e militante do grupo guerrilheiro revolucionário MR-8. Foi preso, torturado, morto e dado como desaparecido, assim como muitos políticos brasileiros.

Durante o evento, Hilde Angel lembrou como seu irmão era discreto e reservado, e não era apenas um jovem bondoso, era muito mais, pois teve a ‘bondade’ de dar sua vida para que seus companheiros sobrevivessem, mesmo sendo torturado até a morte, sem declinar nenhum dos nomes da militância nem dar seus endereços. “Se estivesse aqui, assistindo a esta cerimônia, estaria muito encabulado por ter feito tantas pessoas se levantarem tão cedo para virem homenageá-lo”, afirmou. Vale lembrar que Stuart era quem tinha o paradeiro de Lamarca, não falou e pagou com a própria vida pelo seu silêncio. Nas palavras de Hilde: A localização desta ciclovia é emblemática, diante do Cristo Redentor e aos pés do Corcovado, ao fundo o mar onde estão os restos mortais de Staurt.

Não sou fã de Eduardo Paes, mas esta homenagem foi um belo gesto do prefeito do Rio de Janeiro, que disse aos presentes ao ato deste domingo: Graças a Stuart e a vocês estou exercendo meu cargo na democracia.

Maria Olívia, jornalista, é colaboradora do BP

DEU NO ESTADÃO

LUIZ CARLOS MERTEN


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Vladimir Carvalho deve sua fama a documentários de recorte político e social, como O País de São Saruê e Conterrâneos Velhos de Guerra. O segundo investiga a morte de candangos, durante a investigação de Brasília. Carvalho, paraibano de origem, não renega suas raízes, mas ama Brasília. Marcado, como todos os homens e mulheres de sua geração – não apenas diretores – pelos acontecimentos de 1964, ele sonhou durante anos com um filme contando a história da invasão da Universidade de Brasília pelos militares, e fez Barra 68.

Foi como se se encerrasse um ciclo. O velho guerreiro deu continuidade à sua obra, nos anos 2000, de certa forma mais liberto. Fez O Engenho de Zé Lins, metaforizando, por meio das ruínas do engenho que pertenceu à família do escritor, uma indagação sobre o próprio sentido de sua obra, e da permanência dos seus escritos. José Lins do Rêgo foi, com certeza, uma influência forte sobre Carvalho. Falar dele, ou sobre ele, foi ferramenta para o diretor falar de si, da sua geração. E aí veio Rock Brasília.

É significativo que, em pleno Rock in Rio, o filme esteja inaugurando hoje o Festival de Brasília. Rock Brasília é político, como O Engenho de Zé Lins, mas de um outro jeito. Vladimir Carvalho, aos 70 e tantos anos – nasceu em 1935 -, parece estar começando de novo e fazendo os melhores filmes de sua carreira. O longa reúne depoimentos raros e inéditos dos protagonistas daquele movimento inspirado nos punks de Londres, como Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, do Legião Urbana; Dinho Ouro Preto, Fê e Flávio Lemos, do Capital Inicial; e Philippe Seabra, do Plebe Rude.

Também dão seu testemunho outros artistas que se aproximaram da ‘tchurma’, como Herbert Vianna, do Paralamas do Sucesso, e Caetano Veloso.

Numa entrevista por telefone, Carvalho confessa que o fato de ser um veterano não significa muito. Qual é sua expectativa para a exibição de hoje? “Estou com aquele friozinho na barriga”, admite. O Engenho e Rock Brasília são seus melhores filmes? “Estou filmando há 50 anos. A gente termina por aprender”, ele diz (e ri). Seu público nem deve se lembrar, mas havia rock em O País de São Saruê, Conterrâneos e Barra 68. Ele conta: “Sou 13 anos mais velho que o Walter (Carvalho, o grande fotógrafo). Walter é filho do segundo casamento de minha mãe e eu meio que fui seu pai, cuidando dele.

Quando Walter virou adolescente e descobriu o rock, eu, como irmão mais velho, segui todo o processo. Foi muito importante ter assistido a Sementes da Violência, de Richard Brooks, aos 22 anos.”

Rock Brasília está saindo no momento em que Walter Carvalho finaliza seu filme sobre Raul Seixas. Rock, rock, rock. Vladimir lecionava documentário na Universidade de Brasília, no final dos anos 1970.

Naquela época se esboçava a transição para a democracia e ele estimulava seus alunos a documentarem tudo o que ocorria na cidade. Havia o mito de que Brasília tinha 200 bandas. A garotada e o próprio Vladimir Carvalho começaram a documentar o nascente rock brasiliense. Ele lembra que Renato Russo era um personagem extraordinário, completamente fissurado pelos sonetos de Shakespeare. “Todos aqueles garotos que faziam rock vinham da classe média, eram filhos de professores, diplomatas. Mesmo que talvez não fosse conscientemente, o rock passou a canalizar o anseio por mudanças políticas e sociais.”

O novo documentário encerra uma trilogia sobre a construção cultural e ideológica da Capital Federal – que começou com Conterrâneos e prosseguiu com Barra 68. As cerca de 40 horas que Carvalho conseguiu coletar – e que, depois de um ano de montagem, viraram o longa – incluem momentos como o quebra-quebra no show do Legião Urbana no Estádio Mané Garrincha, em junho de 1988, e o grande show do Capital Inicial na Esplanada dos Ministérios em 2008, com Dinho cantando a música do colega Renato Russo, Que País É Esse? As mudanças do Brasil estão na tela. E o friozinho na barriga cresce à espera do que poderá ser – tomara – uma apoteose, hoje à noite. Rock Brasília estreia em outubro, dia 21.

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Posted on 26-09-2011
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Mário Alberto, hoje, no jornal esportivo Lancenet

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OPINIÃO POLÍTICA

Os caminhos do PP

Ivan de Carvalho

Uma das questões fundamentais para as eleições de prefeito de Salvador, no ano que vem, é a posição que o PP adotará. O partido tem em seus quadros tanto o prefeito João Henrique, que estará perto de completar oito anos consecutivos no cargo, como o deputado João Leão, seu chefe da Casa Civil e possível candidato do prefeito – e, portanto, do PP – à prefeitura.

O PP integra a base de sustentação do governador petista Jaques Wagner e não é a única dúvida quanto à unidade desta base nas eleições para a prefeitura da capital. Além disso, cumpre inserir o PP no quadro mais geral da base.

Assinala-se que haverá, custe o que custar, um candidato do PT, partido que não vai abrir mão para ninguém e que, quase tudo indica, deverá lançar o deputado federal Nelson Pelegrino, admirável exemplo de perseverança na perseguição do cargo de prefeito.

Também há, lançada formalmente por seu partido, o PC do B, a candidatura da deputada federal Alice Portugal. Essa candidatura poderá ir até o fim, mas tal perseverança não está garantida. Talvez dependa muito do desempenho da candidatura na chamada pré-campanha. Mas vale lembrar também que o PC do B vive uma espécie de inferno astral com o PT – ao qual há muitos anos presta incondicional tributo político – no âmbito federal e também no âmbito estadual, o que dificulta negociações para uma aliança.

Também se há de assinalar que o PSB não é fava contada para a unidade da base governista estadual na eleição do ano que vem em Salvador. É um partido que está crescendo muito, nacionalmente, e lançar candidatos próprios nas capitais é uma maneira de incrementar esse crescimento. O deputado Capitão Tadeu promete levar sua candidatura até a convenção e só não vai às urnas em busca da prefeitura se a convenção o excluir. A senadora socialista Lídice da Mata tem dito que não é candidata, mas pessoa da cúpula estadual do PSB acredita ser possível convencê-la a disputar. E sugere ainda que um eventual apoio do PSB à candidatura petista “depende do candidato”, isto é, de quem seja ele. Pelegrino? “É conversável”. Walter Pinheiro? “Ele está bem lá no Senado”.

E ainda existe o PDT com aquela história da candidatura do deputado Marcos Medrado, escorada na anunciada estratégia de lançar candidatos a prefeito nas capitais para ajudar o partido a crescer.

Voltando ao PP. O partido e o prefeito João Henrique têm duas alternativas para valer, segundo um político muito próximo do chefe do Executivo municipal. Lançar o deputado e secretário João Leão candidato a prefeito ou colocar João Leão como candidato a vice-prefeito “na chapa de Pelegrino”, melhor dizendo, na chapa do PT, “se o PT conseguir convencer ele”, João Henrique.

Pela conversa, parece que esse convencimento não é fácil. O interlocutor observa que o prefeito “é popular, tem uma empatia grande na periferia”, assinala que “a máquina” também é importante e que o eleitorado de Salvador e o de Lauro de Freitas (onde João Leão foi prefeito e tem forte base eleitoral) têm características semelhantes.
Finalmente, uma questão estratégica essencial. Tanto o problema quanto o objetivo principal para João Leão será (se for candidato) chegar ao segundo turno. Pois, uma vez conquistado um lugar neste, terá logicamente (só para não dizer automaticamente) o apoio dos partidos da base governista estadual, se for concorrer na segunda fase eleitoral com o candidato das oposições. Mas se o oponente de Leão for, por exemplo, o candidato do PT, Leão terá o apoio lógico (só para não dizer automático) das oposições.

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