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Posted on 24-09-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-09-2011

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A cantora Cesária Évora,”a musa cabo-verdiana dos pés descalços” 70 anos, está internada, desde sexta-feira à tarde, no hospital de Pitie-Salpetriere, em Paris, depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral (AVC).

A mesma fonte adiantou que «o diagnóstico clínico [de Cesária Évora] é ainda reservado».

Sexta-feira, antes de ser internada, a promotora Tumbao que representa Cesária Évora, anunciou que «a cantora decidiu, em acordo com o seu produtor e manager, José da Silva, que iria pôr termo definitivamente à sua carreira».

A mesma fonte contou à Lusa que «apesar da tristeza de Cesária [Évora], que não queria abandonar os palcos», por conselho médico viu-se forçada a tal.

(Com informações do portal português TSF e da agência LUSA)


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deu no You Tube:

Viva o Trio Elétrico de Dodô & Osmar 60 anos
Que me perdoem a Família Macedo, principalmente os meus amigos André e Armandinho Macedo, filhos ilustres do maior artista da Bahia, Osmar Macedo, que integrou a dupla com Dodô e juntos inventaram o Trio Elétrico, mas este resgate cultural da musicalidade mais importante da Bahia não poderia estar integralmente de fora do You Tube.

Há anos que eu venho tentando fazer isso; publicar o áudio, pelo menos, da maioria das músicas de Dodô & Osmar sem puder, mas hoje eu comecei este projeto solitário, para que todos da geração que veio depois da minha saibam e ouçam como nasceu o verdadeiro Carnaval da Bahia, aquele carnaval que jamais sairá das cabeças e cucas bacanas dos baianos e de quem teve a honra e o privilégio de ter estado lá, curtindo atrás do trio elétrico; e como já dizia Caetano Veloso, só não vai quem já morreu…!

Para quem não sabe, este ano o Carnaval da Bahia fez oficialmente 60 anos de existência com Trio Elétrico!
Espero que curtam bastante e divulguem estas jóias inesquecíveis!

Das Minas Gerais, da Embaixada da Bahia em Belo Horizonte.

Carlos Henrique Mascarenhas Pires

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OPINIÃO POLÍTICA

Kertész no PMDB

Ivan de Carvalho

O radialista Mário Kertész, ex-prefeito de Salvador, afirmou à repórter Lílian Machado, em entrevista publicada ontem na Tribuna da Bahia, sua decisão de aceitar o convite que recebeu do presidente estadual do PMDB, deputado Lúcio Vieira Lima e da principal liderança do partido na Bahia, Geddel Vieira Lima, para filiar-se à legenda.

O convite foi feito para Kertész representar o PMDB como pré-candidato a prefeito nas articulações entre este partido, o PSDB, o DEM, o PPS e possivelmente outras legendas, visando a uma candidatura única das oposições à prefeitura. Ou, se não houver essa coalizão, ser definitivamente o candidato do PMDB a prefeito.

Kertész, no entanto, com evidente assentimento do PMDB, resolveu desdobrar o convite em duas fases: para filiar-se ao partido, a primeira, para ser candidato (a prefeito, supunha-se), a segunda. Revelou sua decisão e explicou logo que ela não o obriga a ser pré-candidato ou candidato a prefeito, apenas lhe dá as condições legais de ser, caso, como é óbvio e como em ocasiões anteriores já dera a entender claramente, as condições adequadas se consolidem.

Uma delas é a de que haja uma união das oposições já para o primeiro turno, coisa que nem precisa ficar proclamando porque já afirmou que sem tal união as oposições não irão a lugar nenhum nas eleições do ano que vem para a sucessão de João Henrique. Outra, claro, é a receptividade do eleitorado a seu nome, coisa a ser aferida em avaliações pessoais, dele e conjuntas com as lideranças oposicionistas, bem como em pesquisas a serem feitas em momentos oportunos e construídas sobre cenários realistas.

Ontem mesmo ele lançou uma primeira surpresa, usando como deixa (os jornalistas diriam gancho) a afirmação do governador Jaques Wagner de que deverá candidatar-se a deputado federal e não a senador, como era até um tempo atrás uma expectativa geral. Wagner faz aí um certo sacrifício pessoal imediato, mas facilita a vida do PT numa composição com partidos aliados para sua sucessão em 2014 e alavanca o crescimento das bancadas parlamentares (principalmente a federal) do PT da Bahia.

Pois ontem Kertész invocou esse caso para abrir totalmente o leque, ampliar suas alternativas, facilitar as articulações e talvez confundir, presume-se que os adversários. Disse que estão fazendo muito “auê” com sua filiação ao PMDB. O que não quer é ficar somente “assistindo o destino de Salvador nas próximas eleições”, mas pode não ser candidato a mandato algum, atuando como treinador, olhando e dando “algumas instruções”, ou ser candidato a prefeito, ou a vice-prefeito, ou até a vereador, para alavancar a eleição de “uma bancada boa para ajudar esta cidade”. Uma coisa, no entanto, ficou óbvia – ele já fez o que se poderia chamar, carregando nas tintas, como sua opção de vida nesta fase. Se as condições forem estimulantes, o político renasce.

Mas isto não lhe retira agora a atividade de radialista. Daí que a mim surpreendeu a iniciativa do procurador regional eleitoral, Sidney Madruga, de mover a Promotoria Eleitoral a respeito de outdoors e outros instrumentos usados para anunciar, secamente, entrevistas na Rádio Metrópole. Caracterizar isto como “propaganda antecipada” de candidato, “já que é um instrumento do qual seus concorrentes não podem lançar mão”, data venia, extrapola a razoabilidade.

Se alguns dos eventuais concorrentes não são radialistas e não entrevistam ninguém, de modo que não podem anunciar isso sem serem considerados malucos, paciência.

Controle demais sempre é demais.

set
24
Posted on 24-09-2011
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Aroeira, hoje, no jornal O Dia (RJ)

set
24
Posted on 24-09-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-09-2011


Claudia Leite na abertura do Rock in Rio
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DEU NO IG

Um arrastão aconteceu durante o show de Claudia Leitte no Rock in Rio. No momento em que ela cantou “Caranguejo” e pediu para o público pular para um lado e depois para o outro, criminosos aproveitaram a movimentação para furtar objetos dos fãs.

Julio Cesar Lucco, de 23 anos, ficou sem a carteira. “Perdi meu cartão e meus documentos”, afirmou. Ele veio do interior do Paraná para os três primeiros dias do festival.

Sua amiga Bruna Santoro, de 18 anos, estava a seu lado e por pouco também não ficou sem a carteira. “Senti uma mão tentando tirá-la do meu bolso e segurei”, conta.

Segundo informações da Prosegur, empresa responsável pela segurança do festival, até agora cerca de 30 pessoas já prestaram queixa sobre furtos ocorridos durante a apresentação de Claudia Leitte.

Outros locais bastante visado pelos criminosos são as grandes filas dos pontos de alimentação, especialmente aquelas próximas à roda gigante

Leia mais sobre o Rock in Rio no IG

www.ig.com.br


Rosalindo, fotos de cima, terceiro da
direita para a esquerda…
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…E Dermeval(centro), de bigode cheio, na foto de baixo,
entre os 140 desaparecidos

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OPINIÃO POLÍTICA

COMISSÃO DA VERDADE E FINA ESTAMPA

Vitor Hugo Soares

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Na linda canção “Sol de Primavera”, composta pelo mineiro Beto Guedes no final dos anos 70, há versos de tirar o chapéu, mesmo quando comparados aos produzidos pelos melhores autores da música brasileira, tal a sensibilidade, visão generosa e atualidade mais de três décadas depois de cantada pela primeira vez.

A canção cai como luva para esta semana da chegada da nova estação no Hemisfério Sul e da aprovação pela Câmara dos Deputados, em Brasília, da Comissão da Verdade – quase dois anos depois de polêmicas, jogo de cena e negociações – que se propõe a esclarecer violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 no Brasil.

“Já choramos muito, muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer
Sol de primavera abre as janelas do meu peito
a lição sabemos de cor
só nos resta aprender”…

Este é um dos trechos mais pungentes, verdadeiros e premonitórios da letra da música do artista de Minas Gerais, que mexe comigo de novo, na Bahia, quase tão fortemente como quando a escutei pela primeira vez em Salvador.

Apelo para o You Tube. De volta, num piscar de olhos, recebo no computador a reprodução de “Sol de Primavera” em vídeo, na interpretação do autor. A música me guia sutil mas poderosamente no mergulho de memória que faço nestas linhas.
Tento não perder a noção dos fatos para não acabar caindo no malho dos fanáticos da “objetividade jornalística”, em geral impiedosos e ameaçadores, ainda mais se o assunto “é o exame e o esclarecimento de graves atentados aos direitos humanos”, uma questão que ameaça virar tabu no País.

Perdi quase uma dezena de meus melhores, leais e mais generosos amigos da juventude na chamada “Guerrilha do Araguaia”. Movimento desesperado contra o regime militar vigente (apoiado poderosamente por civis, diga-se a bem da verdade), conduzido pelo PCdoB nas matas amazônicas de Xambioá. Combatido com armas pesadas e mãos de ferro em repetidas ofensivas de forças militares e de informação (além de utilização de instrumentos ilegais de amedrontamento de populações e de tortura de prisioneiros sob guarda do Estado)

Vi alguns deles pela última vez em março de 69, durante a até então inimaginável invasão da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia por agentes da Polícia Federal no Estado, tendo à frente o seu então comandante, já falecido. Lembro de dois deles em especial, meus colegas de turma. O primeiro, Rosalindo Souza , nascido em berço humilde de Itapetinga. Sem ostentar sobrenome das tradicionais famílias de bacharéis da Bahia, ele foi eleito presidente do Centro Acadêmico Ruy Barbosa (CARB), uma das mais respeitadas entidades acadêmicas do País então.

O outro, Dermeval Pereira, mais que simples colega o amigo maior, quase irmão. O jovem e brilhante aluno, zagueiro clássico e quase imbatível da seleção da Faculdade. O leitor incondicional dos livros de José Lins do Rego e Graciliano Ramos, o fã de Caetano Veloso e propagandista do gênio de Glauber Rocha. O parceiro das passeatas estudantis que faziam Salvador balançar.

A presença infalível nas sessões das manhãs de sábado do Clube de Cinema Bahia, comandadas pelo crítico Walter da Silveira. O ouvinte privilegiado e confidente do compositor Walter Queiroz, contemporâneo da escola que levava o violão para a cantina e apresentava em primeira mão aos amigos comuns algumas de suas mais bonitas criações.

Com a matrícula cassada depois do AI-5 (a exemplo de Rosalindo e Dermeval), na invasão da Faculdade de Direito pela PF fui apanhado dentro da sala de aula e levado algemado junto com meia dezena de outros colegas para a sede da corporação na Cidade Baixa, em Salvador, depois para o Quartel General da VI Região Militar e, finalmente, para uma temporada na cela de presos políticos do Quartel do Batalhão de Caçadores do Exército, no bairro do Cabula.

Quando saí, Rosalindo havia desaparecido. Dermeval vi mais algumas vezes na Escola de Direito da Universidade Católica de Salvador, então dirigida pelo professor Manoel Ribeiro, pai do escritor João Ubaldo, que corajosamente deu abrigo em suas salas de aula aos perseguidos e cassados da UFBA. Depois Dedé também desapareceu de repente. Foi para o Rio de Janeiro e de lá, como o ex-presidente do CARB, partiu para embrenhar-se na guerrilha amazônica.

A partir daí só voltei a revê-los anos depois, no cartaz com as fotografias dos mortos e desaparecidos do Araguaia. Gostaria – a exemplo dos familiares e tantos amigos destes dois e tantos mais desaparecidos na Bahia e no país – de conhecer toda a verdade que se esconde na selva de informações truncadas, desinformações planejadas e perversas disputas políticas e ideológicas, sobre esses queridos amigos e outros que, na Bahia e no País, “sumiram assim, para nunca mais”.

É essa a esperança que ressurge com a aprovação da Comissão da Verdade pela Câmara. Depois de tanto tempo de espera, leio em relato da BBC Brasil, que há ainda longo e pedregoso caminho a ser percorrido antes do finalmente que tornaria possível promover de fato a reconciliação nacional.

Para isso, segundo os especialistas da BBC Brasil, a comissão deverá analisar casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres, ainda que ocorridos no exterior. Também deverá identificar e tornar públicos as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos, assim como suas eventuais ramificações nos aparelhos estatais e na sociedade.

“A comissão deverá ainda encaminhar aos órgãos públicos competentes todas as informações que possam auxiliar na localização e identificação de corpos e restos mortais dos 140 desaparecidos políticos do período”, acrescenta ainda o relato da BBC.

Não é tudo e já não é pouco. Sem falar nos embaraços dos militares, dos políticos, do governo Dilma – uma ex-guerrilheira, perseguida e presa política. Em significativa entrevista ao repórter Claudio Leal, da revista digital Terra Magazine, o ex-ministro de três governos da ditadura militar (1964-1985), o tenente-coronel reformado Jarbas Passarinho, 91 anos, defende que a Comissão da Verdade não se limite às violências do aparelho repressivo do Estado e apure também os “crimes da esquerda radical”, principalmente o PCdoB.

Quarta-feira (21), quando a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que cria o grupo governamental da comissão, cujo texto ainda passará pelo Senado, Passarinho disparou: “Minha posição sempre foi a seguinte: não sou contra (a comissão) porque não sou a favor de tortura. Mas não sou a favor de decisões unilaterais. A guerra foi total, teve também o terrorismo. Isso eu critico e sempre critiquei”, diz o ex-ministro, um dos signatários do AI-5 (Ato Institucional Nº5), marco da restrição às liberdades individuais no País, em dezembro de 1968.

Já se vê que vem chumbo quente por aí. Apesar dos versos da canção de Beto Guedes.
Já esperamos muito e, pelo visto, talvez tenhamos de esperar muito mais. Para aguardar o desfecho desde drama humano da vida real, recomendo seguir a novela “Fina Estampa”, o atraente folhetim escrito por Agnaldo Silva, transmitido pela Rede Globo, da qual acabo de tornar-me fiel seguidor, apesar de algumas críticas negativas e apelos da turma politicamente incorreta.

Leio na revista “Ti ti ti”, da editora Abril, que em breve acontecerá uma grande virada na vida de Griselda (Lilia Cabral), o Pereirão faz-tudo e personagem central, que finalmente ganhará na loteria, se tornará milionária, e passará por mudança radical. “Será o momento em que Griselda começará a se questionar sobre se o caráter vale mais que aparência”, a grande pergunta da novela Fina Estampa, diz a revista. Do folhetim de Agnaldo Silva e do país também.

A conferir.

Vitor Hugo Soares. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br


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O saudoso Jamelão canta ( e como! ) ” Quem há de dizer “, página musical de autoria de Lupicínio Rodrigues para mexer com corações apaixonados.

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

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