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Postado em 20-09-2011
Arquivado em (Artigos) por vitor em 20-09-2011 10:50


Cristine Lagarde:amargas previsões do FMI
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Deu no jornal português PÚBLICO

O abrandamento da recuperação nas principais economias mundiais e a crescente incerteza nos mercados financeiros levaram o FMI a rever em baixa as suas projeções para a economia mundial.

No seu World Economic Outlook (Perspectivas Económicas Mundiais) de Setembro, divulgado esta terça-feira (20), o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia mundial cresça 4% em 2011 e outro tanto em 2012, abaixo das previsões feitas em Junho. Anteriormente, a instituição previa que o PIB mundial aumentasse 4,3% este ano e 4,5% no próximo.

A contribuir para esta desaceleração das perspectivas globais está o abrandamento nas economias avançadas, que vão crescer 1,6% este ano e 1,9% em 2012, ou seja, menos 0,6 e 0,7 pontos percentuais abaixo do previsto, respectivamente.

Nas economias emergentes e em vias de desenvolvimento, também houve uma revisão em baixa das previsões – de 0,2 pontos em 2011 e de 0,3 em 2012 – empurrando o PIB destes países para um crescimento de 6,4% este ano e de 6,1% no próximo.

Os Estados Unidos são a economia que apresenta uma maior revisão em baixo das previsões de Junho do FMI. A maior economia mundial vai crescer 1,5% este ano e 1,8% no próximo, enquanto, anteriormente, a instituição apontava para um crescimento de 2,5% em 2011 e de 2,7% em 2012.

A zona euro também viu o seu crescimento ser revisto em baixa, em 0,4 pontos percentuais, para 1,6% este ano. Em 2012, o PIB dos 17 países da moeda única deverá aumentar 1,1%, menos 0,6 pontos do que o previsto. Entre as principais economias europeias, a Alemanha, a França e a Itália viram as suas previsões revistas em baixa, entre os 0,4 pontos e os 0,5 pontos.

Portugal vai, à semelhança do que já estava previsto no programa de ajuda externa, crescer 2,2% este ano e 1,8% no próximo – o segundo pior crescimento da zona euro, apenas superado pela Grécia.

O FMI avisa que, no caso da Europa, há riscos de que o abrandamento se revele maior do que o previsto e que será a resposta das autoridades à crise da dívida da zona euro que irá definir as perspectivas de curto prazo para a região.

Desequilíbrios mundiais vão aumentar

Na introdução ao World Economic Outlook, o economista-chefe do fundo, Olivier Blanchard, explica que, em relação ao último relatório da instituição, divulgado em Abril, a recuperação da economia tornou-se muito mais incerta, devido a dois “desenvolvimentos adversos”: uma recuperação muito mais lenta nas economias desenvolvidas e um grande aumento da incerteza orçamental e financeira, que se intensificou a partir de Agosto.

O FMI alerta que estes dois desenvolvimentos são preocupantes e que a sua combinação e interacção ainda o são mais, apelando aos líderes mundiais para que adoptem “políticas fortes, necessárias para melhorar as perspectivas e reduzir os riscos”.

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