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Posted on 17-09-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-09-2011


Dilma com a mãe em Brasília/Arquivo
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Deu em O Dia (online)

A mãe da presidente Dilma Rousseff, Dilma Jane Rousseff, 88, voltou a ser internada no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, onde esteve hospitalizada com diagnóstico de embolia pulmonar até a última quarta-feira. A presidente da República visitou a mãe na manhã de ontem, acompanhada de uma tia. Ela saiu do Palácio da Alvorada em helicóptero.

A embolia pulmonar pequena foi provocada pelo clima seco em Brasília. O Distrito Federal completou 99 dias sem chuvas neste sábado.

Depois da visita, Dilma viajou para os Estados Unidos, para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas durante a próxima semana.

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Posted on 17-09-2011
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Lanzini é festejado na chegada do Flu
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Deu no Globo.com/Esportes

Festa, gritos e cantoria. Quando a delegação do Fluminense pisou em Salvador, por volta das 17h20m deste sábado, logo sentiu a euforia provocada pelas quatro vitórias seguidas no Campeonato Brasileiro. Mais de 500 tricolores marcaram presença no Aeroporto Deputado Luís Eduardo Magalhães para receber o atual campeão brasileiro, que neste domingo enfrenta o Bahia, às 16h, em Pituaçu, pela 24ª rodada da competição nacional.

Os torcedores formaram um corredor para receber os jogadores. Fred, Marquinho e Lanzini foram os mais assediados. Os dois últimos chegaram a ser rodeados por tricolores em busca de fotos e autógrafos.

Coincidentemente, o trio de arbitragem da partida – formado pelo árbitro Héber Roberto Lopes e os auxiliares Roberto Braatz e Vicente Romano Neto – chegou no mesmo voo do time.

O grande número de tricolores no aeroporto tem justificativa. Além da boa fase no Brasileirão, a capital baiana é sede da Axé Flu, a maior torcida organizada tricolor fora do Rio de Janeiro. Criada em 2000, ela será homenageada pelo marketing do clube das Laranjeiras com mais uma edição do projeto “Tricolor em Toda a Terra”, neste fim de semana. Serão duas ações: neste sábado, um jantar festivo com a presença do gerente de futebol Marcelo Teixeira, que responderá a perguntas dos torcedores. No domingo, o evento será um café da manhã com o presidente Peter Siemsen.

Leia reportagem completa assinada por Edgar Maciel de Sá(fotos Edgard Maciel de Sá), direto de Salvador no Globo.com.

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OPINIÃO POLÍTICO

O Brasil, a Líbia, o estopim

Ivan de Carvalho

Ufa! O governo brasileiro votou, ontem, a favor da representação dos rebeldes líbios nas Nações Unidas. Não houve aí nenhuma ousadia, iniciativa heróica, mas atitude tímida, mofina, temente a desagradar vários setores da chamada “esquerda” que compõem o aglomerado político-social formador da base do governo liderado pelo PT de Lula e Zé Dirceu.

Em verdade, o Brasil vinha, malcriado, empurrando a realidade com a barriga há semanas e, mais ostensivamente, há vários dias, pois já se tornara óbvio que, depois de quatro décadas de poder absoluto, o ditador Muammar Gaddafi – aquele que morreria pela Líbia e por quem morreria o povo líbio, segundo suas próprias palavras – já não controlava o governo, até porque governo seu não havia mais e sim, apenas, bolsões furados de resistência aos rebeldes cada vez mais organizados em um governo de fato.

Vários países mais corajosos ou menos comprometidos ideologicamente que o nosso (não sei bem o que na ideologia ou na religião de Gaddafi encantava parte da “esquerda” governista brasileira, talvez fosse o simples autoritarismo, porque de marxista o regime líbio em extinção não tinha nada, nem a fantasia, e de islâmico o governo brasileiro nada tem) já haviam reconhecido formalmente o governo rebelde, o que certamente muito apressou as dores do fim – as dores do povo líbio nesta fase final do conflito armado que está para encerrar-se.

O governo brasileiro optou pela atitude invertebrada. Aguardaria o pronunciamento, cujo resultado já era previamente conhecido, da Assembléia Geral da ONU. O que aconteceu ontem – 114 países votaram pelo reconhecimento e consequentemente a admissão da delegação do Conselho Nacional de Transição (rebelde) na ONU, com a exclusão da delegação que representava o já inexistente governo de Gaddafi. Houve 17 votos contra e 15 abstenções. Em outro nível, 60 países já reconhecem o CNT como governo legítimo da Líbia – o Brasil não está entre eles.

O Brasil tem alguns interesses importantes, comerciais e industriais, na Líbia, incluindo interesses da Petrobrás. Isso de ter ficado empurrando uma decisão com a barriga, talvez na vã esperança de que Allah interviesse a favor do regime de Gaddafi (mas Allah seguramente não gosta de ver seu povo sofrer) pode prejudicar esses interesses. Pelo menos, pode ser que o novo governo também entenda de empurrá-los com a barriga.

Abordando aspecto muito mais sério e importante, no entanto, resta saber, com a queda de alguns ditadores e uma supostamente esperada abertura das sociedades árabes, para onde vão a Líbia, o Egito, talvez a Síria submetida há quatro décadas há um regime tirânico. E se mudar a Síria em qualquer direção, possível é que isso repercuta profundamente no Líbano, que esteve dominado por muito tempo e hoje ainda sofre fortíssima influência síria.

No momento, é assustador o que acontece no Egito, poderoso (12º Exército do mundo) vizinho de Israel, amigo que o estado judeu parece estar a ponto de perder. Com a ditadura de 30 anos de Hosni Mubarack (precedida pelo governo não menos forte de Anwar Sadat, assassinado após fazer o tratado de paz com o governo israelense de Menachem Begin), o tratado se mantinha. Com alguma democracia nunca vivenciada antes no Egito e um razoável grau de liberdade, a população ficará exposta à manipulação de grupos radicais fundamentalistas como a Irmandade Muçulmana, cujo alvo é o Estado de Israel.

Se na Síria, que já é inimiga de Israel – mas sob controle de uma ditadura, que cuida de preservar-se a todo custo – vence um movimento libertário e a população for levada a liberar o ódio a Israel (que a ditadura já cuidou de instilar), então faltará somente a fraca monarquia jordaniana cair ou render-se ao belicismo – abandonando o tratado de paz que tem com Israel – para o estado-judeu ficar geograficamente sitiado. Sitiado, mas com armas nucleares. E a Turquia, não árabe, mas muçulmana, que era um aliado firme e importante de Israel, já entrou em rota de colisão, o que é grave.

Então, a chamada Primavera Árabe passará a merecer o nome de Verão Árabe, e valha-nos Deus, porque é ali no Oriente Médio que as coisas esquentam e está o estopim do mundo.

set
17


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Dica da jornalista Maria Olívia para o sábado em Salvador:

A cantora Marcia Castro segue com seu projeto Pipoca Moderna, neste sábado, dia 17, às 22horas, na Praça Tereza Batista, no Pelourinho. As cantoras Ana Cañas, Rita Ribeiro e Marcela Bellas são suas convidadas.

Ana Canãs vai apresentar as canções do seu mais recente CD, Hein?, de 2009. Dentre os destaques, a música “Esconderijo”, da trilha sonora da novela Viver a Vida, da Rede Globo.

A maranhense Rita Ribeiro apresenta o repertório do maravilhoso álbum “Tecnmacumba”. Feliz com o encontro, Rita Ribeiro diz que a noitada promete, “vai dar um bom caldo”. A maranhense acredita que as diferenças vão dar unidade ao trabalho e “reforçarão o objetivo de fazer um acorde único e perfeito”, disse. Também no time de belas vozes femininas, Marcela Bellas traz o seu neotropicalismo para agitar o sábado à noite no Pelô.

Dica para o sábado da jornalista Maria Olívia:

O projeto Pipoca Moderna visa reunir cantoras do país e local. “O meu percurso com a música sempre foi baseado em encontros. São eles a minha força motriz, que despertam a minha criatividade”, afirmou Marcia Castro, idealizadora do Pipoca Moderna. Vamos lá, é muito bom e é de grátis.

Maria Olivia Soares é jornalista, colaboradora do BP

set
17
Posted on 17-09-2011
Filed Under (Crônica, Janio) by vitor on 17-09-2011

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CRÔNICA

ROCK IN DILMA

Janio Ferreira Soares

Se FHC estava mais para a Bossa Nova e Lula para o trinado de Zezé de Camargo e Luciano, Dilma, com seu topete e suas jaquetas bem talhadas é a cara do rock pesado alemão, embora ela insista em recusar a sina de uma autêntica metaleira-faxineira-linha-dura-pós-Nina Hagen, que por pouco tempo encheu de esperança essa moçada que começou a sair às ruas para protestar contra a corrupção, fato que certamente deverá acontecer no Rock in Rio que começa na próxima semana. A propósito, rock e política têm tudo a ver.

Lembro que na primeira edição do festival, em 1985, além da lama dando na canela e das filas intermináveis para comprar Malt 90 morna, vivíamos uma enorme expectativa de mudanças por conta da eleição de Tancredo Neves, com vários artistas brasileiros subindo ao palco com a bandeira nacional em punho e gritando palavras de ordem, na certeza de que, como cantava Cazuza, os dias finalmente nasceriam felizes.

Mas aí veio a diverticulite do presidente e a atuação do doutor Pinotti pôs fim à perspectiva do refrão do Barão Vermelho vingar, entrando em seu lugar o lamento de Coração de Estudante, que viria a ser o réquiem da Nova República. (Tenho uma tia que até hoje, quando ouve “quero falar de uma coisa…”, diz: “hein, hein, o bichinho de Tancredo!”).

Não sei ao certo o que levou a presidente a cessar o ímpeto de bater de frente com o pessoal do toma lá dá cá. Dizem que foi uma orientação do melhor do melhor do mundo em não saber o que se passa ao seu redor, mestre maior em acomodar balaios de gatos, ratos e demais espécies.

Em todo caso, seria bacana se ela aproveitasse o embalo do Rock in Rio e se rebelasse contra o seu tutor, abandonando para sempre essa falsa imagem que querem colar nela de uma presidente acústica e assumindo definitivamente a sua porção rock’n’roll. “Let’s go, Lady Roussef!”

Para findar, uma pergunta rimada. Qual será a lógica do universo em bombardear o fígado do Dr. Sócrates e deixar que as bochechas de Jaqueline Roriz reluzam como as romãs que não couberam na canção de Djavan?

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso

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DEU NA FOLHA

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou todas as provas obtidas pela operação da Polícia Federal que investigou os negócios do empresário Fernando Sarney e outros familiares do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), informa reportagem de Andreza Matais e Felipe Coutinho, publicada na Folha deste sábado (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Em decisão unânime, os ministros do tribunal entenderam que os grampos que originaram as quebras de sigilo foram ilegais. A decisão devolve as investigações à estaca zero.

‘Quem indica é a presidente’, diz Sarney sobre novo ministro
Sarney usa helicóptero do Maranhão em viagem particular

No ano passado, a Justiça já havia invalidado parte das provas obtidas por interceptação de e-mails na operação da Polícia Federal, chamada de Boi Barrica e mais tarde rebatizada de Faktor.

Em decisões semelhantes, o STJ também anulou provas obtidas pela PF ao investigar os negócios da construtora Camargo Corrêa e do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity.

A investigação da Operação Faktor começou em fevereiro de 2007, devido à movimentação atípica de R$ 2 milhões na conta de Fernando Sarney e de sua mulher, Teresa Murad Sarney.

A apuração se estendeu até agosto de 2008 e apontou crimes de tráfico de influência em órgãos do governo federal, formação de quadrilha, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Fernando nega as acusações.

Mais informações na edição impressa da Folha de S Paulo deste sábado(17)

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Posted on 17-09-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 17-09-2011


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Iotti, hoje no Zero Hora (RS)


Miss Universo em São Paulo…
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…Sarney e o novo ministro em Brasília
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ARTIGO DA SEMANA

Leila Lopes: lições da Miss Universo

Vitor Hugo Soares

A turma políticamente correta de plantão que me perdoe, mas devo registrar neste espaço de opinião a quem possa interessar: fiquei acordado até altas horas na madrugada da segunda para a terça-feira, ligado na transmissão do concurso Miss Universo, feita de São Paulo pela TV Band para milhões de espectadores no Brasil e no mundo inteiro (sim senhor!).

Um evento pela primeira vez realizado no Brasil e cujo resultado foi histórico: a vitória da representante de Angola, Leila Lopes, na festa da beleza mundial. Não me arrependo um segundo sequer do sono perdido. Afinal, é isso que me permite afirmar agora: poucos fatos jornalísticos foram tão importantes e merecedores de repercussão esta semana, apesar do estranho pouco caso dispensado ao assunto pela maioria da imprensa brasileira. Principalmente, as redes mais poderosas de televisão – salvo evidentemente a própria Band, uma das promotoras do concurso de beleza.

Um acontecimento exemplar destes dias de setembro. Tanto sob o ponto de vista da própria magnitude da festa social em si e dos recursos dispensados em sua realização e cobertura (humanos, técnicos e financeiros), mas também quando analisado como fato relevante de comportamento e indiscutível significado social e político. Em alguns países, é verdade, bem mais que em outros.
Considero-o tão ou mais expressivo e digno de registro, análises e suíte de repercussão, quanto o surpreendente recorde (?) conseguido esta semana pelo governo da petista Dilma Rousseff – cada vez com mais forte coloração peemedebista e influência do senador Jose Sarney e do vice-presidente, Michel Temer: seis ministros atirados pelas vidraças do Palácio do Planalto antes da administração completar nove meses. Um deles, membro do PT, conseguiu na Pesca um abrigo de consolação.

Pode contar, usando agora os dedos das duas mãos. E pelo bafafá da surda guerra interna de poder, o efeito dominó pode não parar na surreal pedra (estorvo talvez fosse uma expressão melhor) representada pelo ex-ministro do Turismo, cuja escolha do substituto parece tão estranha e sem sentido quanto a indicação inicial. Pelo menos para os interesses do turismo nacional e elevação da capacitação técnica e ética da equipe do primeiro escalão do governo, tão apregoada pela presidente.

E para não perder o foco jornalístico do começo destas linhas, voltemos ao concurso de Miss Universo. À noite da consagração de Leila, uma cinematográfica Miss Angola, nascida em Benguela e residente em Londres, onde estuda Administração e Gestão Empresarial. A partir desta semana ela passou a ter residência oficial e tratamento de estrela em New York, o que destaca a relevância atribuída à sua escolha como máxima representante e embaixadora da beleza mundial.

Foi uma noite e um dia seguinte para não esquecer. E não apenas para as moças concorrentes (em geral moldadas no padrão de qualidade internacional para miss desenvolvido na Venezuela); os organizadores do concurso de beleza e as poderosas empresas multinacionais de olhos no atraente filão publicitário que o evento representa.
Além do enorme interesse do público (apesar dos preconceitos de tantos), incluindo países do porte dos Estados Unidos, que teve uma de suas mais importantes redes de TV associada à Band na transmissão do evento monumental na capital paulista. No caso do Brasil, basta registrar que a Rede Band praticamente dobrou a sua audiência na noite de segunda e madrugada de terça-feira.
Uma festa de arromba, de encher os olhos desde o início. Um final eletrizante e surpreendente de fato, e não apenas na retórica bombástica comum nas coberturas de eventos do gênero. No palco, na plateia do Credicard Hall, e na frente dos aparelhos de TV no Brasil e em inúmeros países mais. Nervos alterados, tensão à flor da pele, angústia, muita beleza de todo lado.
No fim o veredicto do júri, momento mais esperado e definitivo: Miss Angola, Leila Lopes, bela, lúcida e carismática africana de 25 anos venceu o Miss Universo 2011, em sua 60ª edição. Muita gente – incluindo este jornalista – acreditava que a angolana ficaria entre as cinco finalistas. Poucos, no entanto, salvo alguns de seus conterrâneos presentes no auditório da grande festa, apostavam que ela levaria o cetro para Luanda.
“Mas a espigada e bela morena Leila Luliana da Costa Vieira Lopes, 25 anos, se converteu de forma contundente na primeira angolana coroada como a primeira e mais bela do universo”, registrou com entusiasmo e pontada de inveja um jornal da Venezuela, país onde o concurso sempre obtém espaços generosos.
Mas Leila Lopes além de tudo, fez história no Brasil, porque desde 1999 a organização do Miss Universo não tinha uma soberana negra. A última foi Mpule Kwelagobe, de Botswana, que curiosamente herdou o cetro de outra beleza de ébano, Wendy Fitzwilliams, de Trinidad y Tobago, registrou ainda o jornal latino-americano.
A Folha e outros grandes jornais brasileiros abriram espaços em suas edições online para o concurso e seu desfecho. Principalmente para a primeira e reveladora entrevista da vencedora. “Meu sorriso contagia as pessoas e mostra minha personalidade. Sou alegre e consegui mostrar que sou divertida”, disse a Miss Universo 2011″. Sobre algumas reações racistas à sua vitória, principalmente na Internet, Leila foi contundente e definitiva como sua beleza: “Racismo não me atinge. Os racistas, sim, devem procurar ajuda, porque não é normal uma pessoa pensar assim no século 21”.

Bonita e justa escolha. Feliz reinado para a angolana Leila Lopes, desde terça-feira a incontestável número um entre as mulheres mais belas do planeta.

Vitor Hugo Soares é jornalista.
E-mail: vitor_soares1@terra.com.be

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