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No Rio de Janeiro, ao vivo, em 2007, Eumir Deodato,no teclado,
Marcelo Mariano (filho de César Camargo Mariano e Marisa Gata Mansa),
no baixo, e, na bateria, Renato “Massa” Calmon. O encontro das feras
resultou em um CD da Biscoito Fino. Nhac!

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

set
16

DEU EM CARTA MAIOR

Para o ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage, empresários também são culpados por desvio de verba pública, mas não se discute punição deles porque Congresso e imprensa seriam ‘expressões do poder econômico’. Em entrevista à Carta Maior, Hage sugere que internet mobilize sociedade para pressionar pela votação de leis contra corruptores.

André Barrocal

BRASÍLIA – O escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo escreveu certa vez, numa de suas crônicas periódicas, que o brasileiro parece encarar a corrupção um pouco como faz com a homossexualidade: só o passivo é. O recente noticiário político, recheado de páginas sobre má conduta ética de um lado só, dá motivo à curiosa comparação.

“Quem compra é quem detém o poder econômico. E o poder econômico sempre fica menos exposto à crítica”, afirma o ministro-chefe da Controladoria Geral da União (CGU), Jorge Hage.

Em entrevista exclusiva à Carta Maior, Hage diz que, no Brasil, o poder econômico controla dois dos principais responsáveis por definir aquilo que o país debate. Os veículos de comunicação, que antes de tudo são empresas. E o Congresso, aonde dificilmente se chega sem doação empresarial em eleições.

Para ele, o cerco aos corruptores, tão responsáveis quanto os corruptos pelo roubo de dinheiro público, requer uma intensa mobilização social. Só assim, pressionados, os parlamentares aprovariam o fim de contribuições empresariais para campanhas e uma lei para punir pessoas jurídicas corrompedoras, dois projetos parados no Congresso.

Na entrevista que o leitor verá a seguir, Hage fala sobre a esperança de ver a internet – e até setores da imprensa – ajudando a mobilizar a sociedade contra os corruptores. Explica o que a CGU consegue fazer com “instrumentos modestos”. E comenta os atos contra a corrupção realizados no 7 de setembro. “Foram muito bem vindos e a favor do governo”.

Por que no Brasil, em matéria de corrupção, só aparece quem se vende e não quem compra?

Jorge Hage: Em primeiro lugar, porque quem compra é quem detém o poder econômico. E o poder econômico sempre, no Brasil, e talvez no mundo inteiro, mas nas democracias mais maduras essa diferença de tratamento tende a se atenuar, fica menos exposto à crítica do que o poder político. E uma das razões é o fato de que os próprios meios de comunicação são detidos pelo mesmo poder econômico. Além disso, na minha visão, os problemas de corrupção começam no próprio financiamento dos partidos e das campanhas políticas. Se nós vivemos num sistema capitalista, onde o capital é quem financia a constituição do poder político, ou seja, é quem escolhe quem vai exercer o poder político, é mais do que óbvio que o problema tem raiz aí mesmo.

Como enfrentar isso?

Hage: Medidas como financiamento exclusivo de campanhas e partidos poderiam ajudar, mas é extremamente difícil de aprovar. Mantido o marco do financiamento privado, seria possível ampliar enormemente a sua transparência, por exemplo, tornando obrigatória a divulgação do nome dos financiadores e do destinatário do financiamento antes das eleições, e não somente depois, como acontece hoje. Mas, enquanto não conseguirmos passar ao financiamento público, eu edefendo tetos bem mais baixos do que os atuais, tanto para financiamento da pessoa física quanto da pessoa jurídica.

Quanto seria um limite aceitável?

Hage: Não sei, mas deve ser discutido.

O senhor está na CGU há nove anos, já deve ter se debruçado sobre muitos casos de irregularidades. O que conta mais: quem está na máquina e monta um esquema ou quem está fora, fustigando?

Hage: Nunca pensei em fazer um gol de desempate nesse jogo. Acho que há responsabilidade dos dois lados. O que está faltando hoje é não só um foco maior da visão crítica para o lado do corruptor, como também a construção de instrumentos melhores para combater esse lado. O que a CGU pode fazer em relação a empresas que pagam propina, cometem qualquer tipo de ilícito em licitações? São apenas aquelas penalidades previstas na lei 8666, que são a suspensão por até dois anos e a declaração de inidoneidade para contratar com o serviço público ou para participar de licitações. O que fizemos com esse instrumento modesto? Passamos a dar utilização máxima. Instauramos processos contra fornecedores sempre que há casos mais graves. E colocamos no site um cadastro que busca reunir todas as penalidades que existem contra empresas aplicadas por todos os órgãos públicos do Brasil. O espírito da lei é fazer com que a empresa punida por um órgão não possa fornecer a mais nenhum órgão, e não só àquele que lhe aplicou a pena.

E o cadastro funciona? Os órgãos deixam de assinar contratos, cancelam contratos?

Hage: Amplamente. Aconteceu um caso concreto com a Valec [estatal da área de Transportes atingida por denúncias]. A Valec contratou uma empresa, a Dismaf, que tinha sido declarada inidônea pela ECT [Correios]. Comuniquei o ministro dos Transportes, que comunicou a Valec, e foi desfeito o contrato. Mas são poucos os instrumentos. O que seria o mais importante em muitos casos? Conseguir aplicar multas pesadas, não as irrisórias que existem nos contratos. Multas que atinjam um percentual do faturamento da empresa.

Esse tipo de multa está previsto no projeto de responsabilização das empresas por crimes contra a administração pública que o governo mandou ao Congresso há 17 meses. Até agora, o projeto não andou. O que é preciso fazer para que ele ande?

Hage: Mobilização da opinião pública, social. Via internet e imprensa, dois grandes instrumentos de mobilização.

Mas o senhor disse antes que a imprensa é expressão do poder econômico…

Hage: Mas os órgãos de imprensa também não são todos homogêneos, monolíticos. Tem jornalistas influentes dentro de determinados órgãos de imprensa que escrevem o que querem – alguns, não são todos -, que conseguem furar o bloqueio do que seria o interesse do poder econômico. E os próprios jornais, até para que se mantenham com o mínimo de credibilidade, procuram, aqui e ali, abrir brecha ao seu próprio interesse. Nós temos o exemplo recente da Ficha Limpa. A lei é contrária a grandes segmentos do poder econômico e a parlamentares que representam o poder econômico, sem dúvida, mas a imprensa deu cobertura. Porque houve uma grande mobilização da sociedade. Há outras formas dessa mobilização se expressar, e aí muitas vezes a imprensa vai junto.

A gente não está num momento bom para isso ser colocado de forma mais firme no debate público, com o tema corrupção tão em evidência? E, mesmo assim, não se viu isso ainda…

Hage: É verdade, não se chegou lá ainda.

Leia integra da entrevista em Carta Maior

http://www.cartamaior.com.br


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Escrito pelo ouvinte que assina Paulino na área de mensagens do vídeo no You Tube:

“A Rainha Daniela Mercury foi a convidada da Abelha Rainha Maria Bethânia em 2007 para abrilhantar a Festa de Santo Amaro. Esse vídeo mostra o final do show quando Dona Canô entra no palco para falar a frase famosa que inicia a canção composta pra ela por Neguinho do Samba. Bethânia e Daniela dançam muito à vontade e demonstram o quanto se gostam, se admiram e se respeitam.
Salve Rainhas!”

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Bahia em Pauta acrescenta: Prestem atenção na fala de Dona Canô, que aproveita para se queixar da ausência do filho famoso na festa de Santo Amaro, em 2007. Ponto alto do vídeo, além da própria presença carismática da matriarca santamarense.

Grande abraço e feliz (mais um) aniversário Dona Canô.

( Vitor Hugo Soares)

A Tribuna da Bahia publica em sua edição desta sexta-feira, 16, na coluna EM TEMPO, assinada pelo jornalista Alex Ferraz:

De pacientes e impacientes

Por força de um tratamento delicado de retina, a fim de continuar mantendo meus pontos de vista, encontro-me em São Paulo, quarta maior cidade do mundo, centro econômico e financeiro do Brasil etc. e tal. Aqui, por lamentável coincidência, acompanho meu irmão na luta pela recuperação de sua esposa, que esteve muito mal numa UTI e, hoje, recupera-se numa semi-UTI.
De hospital em hospital, tenho tido o desprazer de corroborar uma situação crítica e nunca abordada entre os mil problemas apontados no atendimento médico. Trata-se da relação entre enfermeiros e pacientes.
Notei, sem maior esforço de observação, que a maioria desses profissionais apresenta um índice de estresse muito além do que seria admissível no seu ofício, pelo menos no que diz respeito a transmitir tal estresse aos pacientes. Além disso, as falhas técnicas são gritantes, como a falta de sincronia entre as modificações nas recomendações médicas, pelo “simples” fato de a observação não ter sido passada para outro turno.
Enfim, e considerando-se as honrosas exceções de praxe, nota-se um grande estresse por parte de profissionais que deveriam estar muito bem formados em relação ao que vão enfrentar. Seria o caso de uma revisão em todo o sistema de enfermaria, talvez aumentando os salários e reduzindo o tempo de trabalho, até que se chegue a um patamar onde pacientes não tenham que sofrer por causa de um estresse evitável nos profissionais que têm a missão nobre de atendê-los.

Ainda sobre
enfermeiros (I)
Claro que tenho consciência do tremendo trabalho, físico e mental, que é conviver, muitas vezes, com a morte ao seu lado, dar banho em pessoas praticamente imobilizadas e enfrentar a terrível rotina de uma UTI.
No entanto, é imprescindível que as escolas que preparam enfermeiros adotem todas as providências possíveis para que só ingressem na profissão aqueles que realmente se dispuserem a enfrentar com altivez e dedicação essas situações.

Ainda sobre
enfermeiros (II)
O que não se pode admitir é tratamento grosseiro a pacientes quase inválidos, demora insuportável para atender a um chamado feito pela campainha de emergência (às vezes para verificar um aparelho que dispara um alarme, por exemplo) e outras tantas situações que tenho visto em hospitais que, por fora, são verdadeira grifes da saúde (e falo dos privados).

set
16
Posted on 16-09-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 16-09-2011


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Pelicano, hoje, no jornal Bom Dia (SP)

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