Gastão Vieira: da Câmara para o Turismo
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DEU NO TERRA

Laryssa Borges

Direto de Brasília

O deputado maranhense Gastão Vieira (PMDB-MA) foi anunciado na noite desta quarta-feira como o novo ministro do Turismo, em substituição a Pedro Novais. Ligado à família Sarney – Vieira foi secretário de Planejamento e Orçamento do Maranhão no governo de Roseana Sarney – o novo ministro está em seu quinto mandato como deputado federal.

Depois de chegar a apontar os deputados Marcelo Castro (PMDB-PI) e Manoel Junior (PMDB-PB) como alguns dos mais cotados para suceder Novais, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que a escolha foi uma “disputa acirrada” entre os quadros do PMDB.

Da lista de 79 nomes apresentados pelo PMDB para a vaga – toda a bancada com exceção de Alves – os ministros mais próximos da presidente Dilma Rousseff, em uma tentativa de selecionar os candidatos, chegaram a analisar quais votaram com o governo em projetos importantes no Congresso. Os dois ministeriáveis mais cotados naquele momento – Castro e Junior – esbarraram, no entanto, em denúncias.

Cumprindo seu quinto mandato consecutivo como parlamentar, o médico Marcelo Castro (PMDB-PI), por exemplo, teve o nome citado em um dos grampos da Operação Voucher, que prendeu 36 pessoas suspeitas de fraudar convênios do próprio Ministério do Turismo. Na conversa interceptada pela Polícia Federal, o então secretário Nacional de Políticas de Desenvolvimento para o Turismo, Colbert Martins, e o secretário-executivo do ministério, Frederico Silva Costa, ambos presos pela PF, comentam a liberação de recursos de uma emenda do parlamentar.

Castro nega qualquer vinculação com o esquema denunciado pela Operação Voucher e diz que sua emenda trata da liberação de R$ 97,5 mil para obras de calçamento no município de Lagoa do Barro. Também contra ele pesava o fato de ele ter de se explicar sobre a liberação de verba do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a construtora Jurema, ligada à sua família

No caso de Manoel Junior, a acusação é a de que teria contratado pistoleiros ao preço de R$ 40 mil para que fosse executado um vereador do município de Pedras de Fogo, na Paraíba, município do qual foi prefeito. Junior nega as acusações.

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