DEU NO PORTAL TERRA

Delegado que apurava roubo de joias, de milionários, depositadas em cofres no Banco Itaú, agência da Avenida Paulista, é posto sob suspeita e afastado do caso

O delegado Ruy Ferraz Fontes, do 69º Distrito Policial de São Paulo, foi afastado das funções nesta quinta-feira pelo secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, e pelo delegado-geral de polícia, Marcos Carneiro Lima.

Fontes era um dos responsáveis pelo caso do roubo à agência do Itaú, na Avenida Paulista, ocorrido entre a noite de 27 de agosto e a madrugada do dia seguinte. A Corregedoria Geral da Polícia Civil deve instaurar na sexta-feira um procedimento administrativo para investigar a forma com que Fontes atuava em casos de roubo ao Itaú em áreas de outros distritos policiais. Os procedimentos adotados por Fontes, segundo a Secretaria de Segurança Pública, estão sob suspeição.

A Corregedoria também deve instaurar procedimento para apurar desencontros ocorridos entre o 78º DP e o Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (Deic) no episódio. O caso do assalto milionário, durante o qual joias foram levadas de cofres do Itaú, é conduzido por duas delegacias ao mesmo tempo. A explicação para a dupla apuração, que começou mais de uma semana atrasada por uma suposta falha da polícia, era a experiência de Fontes, que foi titular por muitos anos da Delegacia de Roubo a Banco do Deic e que teria informações capazes de solucionar o crime de forma mais rápida.

O delegado-geral da Polícia Civil paulista, Marcos Carneiro Lima, disse, na quarta-feira, que não havia duplo comando. “Foi colocado isso de forma muito transparente e todas as informações são compartilhadas entre uma e outra.”
Somente cinco dias depois do crime a delegacia de roubo a bancos do Deic foi acionada. Como os cofres eram particulares, não foi realizado um levantamento completo sobre os bens levados, mas a polícia acredita em um prejuízo de milhões de reais. O alarme estava desligado, e o botão de pânico foi desativado pelos criminosos, que foram até o subsolo do prédio e chegaram a pedir lanches durante a ação.

Pelo menos 170 cofres alugados foram arrombados, de acordo com as investigações. O secretário de Segurança Pública do Estado apontou “um suposto problema no registro do crime”. “Se, de fato, houve um hiato entre a comunicação do distrito e o início das investigações da 5ª Delegacia de Roubo a Banco, nós vamos apurar e apontar responsáveis”, afirmou Ferreira Pinto no último dia 7.


Capinam: uma voz em defesa do museu afro-brasileiro
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Fotografia de Bauer Sá é parte do acervo em exposição em Brasília/TM
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DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE

Claudio Leal

À espera da liberação de verbas contigenciadas pelo governo, o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, sediado em Salvador (BA), apresenta em Brasília, até 23 de outubro, o acervo inicial de sua coleção de arte. Acolhida pelo Museu Nacional, a mostra pretende destacar o nascimento da instituição e instigar os parlamentares a apoiarem a fase inicial do projeto.

Na gestão de Juca Ferreira no Ministério da Cultura (MinC), a primeira parcela (de R$3,8 milhões) dos R$10 milhões previstos foi liberada para garantir a restauração do prédio do Tesouro, no Centro Histórico de Salvador. Uma parte dos recursos se destinou à compra do acervo, que estacionou em 300 peças.

Um dos principais letristas do Tropicalismo e da canção brasileira, o poeta José Carlos Capinan dirige o museu na Bahia. À frente da Amafro (Sociedade Amigos da Cultura Afro-Brasileira), ele esclarece os sobressaltos da criação:

– O projeto começou em 2002, com o ministro Francisco Weffort. Ele já existe de fato, mas precisa ser aprovado o projeto de lei, para se institucionalizar. Chegou a hora. Para isso, precisamos de apoio parlamentar. Vou procurar todos os ministros e políticos baianos. A presidente Dilma se orgulhará de saber que será na sua gestão que o museu vai ser instalado. É o maior projeto cultural que a Bahia tem hoje em processo. Acredito que o governo do Estado estará comprometido com isso – afirma Capinan, acrescentando que a abertura oficial ocorrerá em novembro.

Curador do museu e organizador da mostra “Primeira coleção de um acervo em perspectiva”, o artista plástico Emanoel Araújo procurou evitar a estigmatização do espaço destinado à arte afro-brasileira.

– Meu envolvimento com o museu vem de quando Weffort me pediu para escolher o prédio, em Salvador. Escolhi o Tesouro para fugir da ideia de um museu de cultura afrodescendente em um lugar estigmatizado. Chegaram a ofertar a Casa de Sete Mortes…! Não quisemos. O Tesouro foi construído pelo governador J.J. Seabra e tem uma arquitetura eclética, além da questão simbólica da moeda, do ouro.

Emanoel Araújo, diretor do Museu Afro Brasil em São Paulo, esclarece que a exposição brasiliense cumpre um objetivo político.

– Esse museu passou por dois ministros baianos, Gilberto Gil e Juca Ferreira, que pouco fizeram por ele. Enfim, no apagar das luzes da gestão de Juca, foi liberada uma parcela da verba para terminar o edifício e fazer com que o museu se constituísse em suas atividades museológicas. Minha participação foi a convite do próprio Capinan, para ser curador do museu. Nesse projeto com o MinC, houve R$ 600 mil para a compra do acervo, com o parecer do conselho (do qual também participam Juarez Paraíso, Muniz Sodré e Ubiratan Castro de Araújo). Por outro lado, como o museu não está em Brasília, achei que esta exposição seria uma forma de trazer para a capital o conhecimento do que foi feito, para que essa verba seja liberada.

A reportagem ( de Terra Magazine)foi convidada para o lançamento da primeira mostra da coleção, aberta neste 13 de setembro, no Museu Nacional (DF), ao lado da exposição “Hereros”, do fotógrafo Sérgio Guerra. No acervo, constam obras de artistas como Rugendas, Debret, Heitor dos Prazeres, João Timótheo, Agnaldo Manoel dos Santos, Rubem Valentim, Yêdamaria, José Maria, Helio Oliveira, Walter Firmo, Eustáquio Neves, Mestre Didi, entre outros. Capinan diz que o museu discutirá “a inclusão do negro na sociedade brasileira”:

– Será um roteiro maior para abordar a cultura afrodescendente, desde o tráfico de escravos, passando por todos os saberes – a língua, a comida, a dança, o canto. Não é só uma reverência ao passado, mas perguntar o que esse passado tem a ver com o amanhã. E o acervo é também a cidade do Salvador. O museu é o lugar onde se concentra a força desse diálogo. Não será um diálogo monotemático, mas permeável a todas as discussões – conta o poeta.

Segundo Capinan, o museu pode se intregrar a um futuro “corredor cultural” no Centro Histórico de Salvador, fortalecendo a presença do Espaço Unibanco de Cinema, do Liceu de Artes e Ofícios e dos antiquários da rua Rui Barbosa.

– É fazer uma rede de casas de cultura e reestruturar o Centro Histórico, que está, neste momento, muito machucado, arruinado, desfigurado. O visitante precisa ver que os shoppings não representam a alma baiana – argumenta Capinan.

A senadora Lídice da Matta (PSB-BA) se engajou na batalha parlamentar para garantir os recursos e a aprovação do projeto de lei. Congressistas baianos como Emiliano José (PT), José Carlos Aleluia (DEM), Lúcio Vieira Lima (PMDB), Luiz Alberto (PT), Josias Gomes (PT) e Jean Wyllys (PSOL-RJ) compareceram ao evento. Lídice pretende mobilizar o governador Jaques Wagner:

– Logo no início do governo Dilma, nós estivemos com a ministra Ana de Hollanda. Ela nos falou do contigenciamento e se comprometeu em liberar o restante, o que ainda não ocorreu. Apenas um terço dos recursos do museu foi liberado. O lançamento dessa exposição vai renovar nosso compromisso. Mantive contato com a Petrobras, para ver o que eles podem ter de patrocínio, através da Lei Rouanet. Quando o governador Jaques Wagner voltar de viagem, vamos pedir o envolvimento dele – relata a senadora.

Leia mais sobre cultura afro-brasileira em Terra Magazine:
http://terramagazine.terra.com.br


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Deu na área de comentário do You Tube sobre o vídeo de Marisa Monte:
A Idéia é Essa… Bolero.. tango, Marisa Já disse em um trecho em que ela explica a sonoridade e o passo a passo de gravação : “Depois disso gravei a base em São Paulo, com o power trio do Nação Zumbi (Pupilo, Dengue e Lucio Maia). Eles deram à música? um sabor meio faroeste italiano”

BP informa: a sugestão é da jornalista Maria Olívia Soares

Bravo Marisa!!!

BOM DIA!!!

(VHS)


Meirelles (com Dilma): a bola da vez?
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OPINIÃO POLÍTICA

O recorde de Dilma

Ivan de Carvalho

Tenho repetido aqui com certa freqüência, mesmo com o risco de cansar o leitor, que as aparências muitas vezes enganam. E é assim, efetivamente.

Nas últimas poucas semanas, parecia que havia sido afinal interrompida a queda de ministros do governo Dilma Rousseff, talvez presidente recordista (não estou no horário em que escrevo com tempo para fazer uma pesquisa respeitável sobre o assunto) em queda de ministros nos primeiros oito meses e meio de governo.

E neste espaço, ontem, divertia-me – espero que não haja aborrecido os meus raros leitores – com artigo a que dei o título de “Finanças indiscretas” e no qual abordava ligeiramente vários casos de pessoas que fizeram curiosas e até ridículas operações financeiras e foram apanhadas pela polícia, umas, pela imprensa, outras.

Principal personagem de tal artigo foi exatamente o deputado federal Pedro Novais, maranhense do PMDB indicado pelo presidente do Senado e ex-presidente da República José Sarney para o cargo de ministro do Turismo. Tendo chegado ele, de quem quase nada se ouvira antes falar fora dos limites do distante Maranhão, a cargo de destaque e visibilidade nacional (embora sem grande importância real – salvo pela proximidade da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 – já que o turismo no Brasil ainda tem dimensões ridículas ante o potencial do país no setor), a malvadeza da imprensa começou a esmiuçar-lhe a vida.

Então descobriu-se que providenciara o pagamento de uma festa em um motel com a verba de indenização que a Câmara lhe paga para cobrir despesas com o mandato (e não para coberturas que nada têm a ver com o interesse público, mas com o instinto privado). Mesmo assim o danado ia ficando no cargo, até que a Folha de S. Paulo deu com as letras no papel, anunciando que Novais pagara com verbas de gabinete da Câmara uma governanta e um motorista para sua família (não se trata do motorista oficial dele).

Aí não deu mais: por pressão da presidente Dilma e do próprio PMDB, que não queriam assumir tanto desgaste político, decidiu-se que o ministro do Turismo faria uma carta de demissão. Fez ontem, entregou e a presidente aceitou o pedido feito com tanta falta de vontade. As aparências de que Novais ia, graças ao poder de Sarney, aguentar-se por mais uns tempos, eram enganosas. Bastaram uma governanta e um motorista… Esse pessoal miúdo é soda!

Agora, ressalvada alguma pesquisa profunda da história do Brasil, a presidente Dilma, talvez orgulhosa, talvez surpresa e preocupada, ostenta seu recorde: Antônio Palocci, do PT, cai, por ascensão excepcional do seu patrimônio, do cargo de ministro-chefe da Casa Civil; Wagner Rossi, do PMDB, sobe em um jatinho emprestado pela empresa Ourofino Agronegócios e cai do Ministério da Agricultura; Alfredo Nascimento, presidente do PR, cai do Ministério dos Transportes, contra o qual choviam denúncias de corrupção, superfaturamento, essas coisas; Luiz Sérgio cai, por absoluta incapacidade para a função, da Secretaria de Relações Institucionais, que tem status de ministério, e vai para a Secretaria Especial da Pesca e Aquicultura, com status idem e onde a senadora Ideli Salvatti não conseguia distinguir uma sardinha de um tubarão – Ideli tem sua incompetência premiada com o cargo antes ocupado por Luiz Sérgio, onde apresenta desempenho melhor que o dele, o que não é lá grande galardão; Nelson Jobim, de saco cheio com seu pouco prestígio no governo Dilma, incompatível com seu ego ilimitado, age e fala para obrigar a presidente a decidir desfazer-se dele e consegue.

Finalmente, do Turismo cai Pedro Novais. Bem, comenta-se que não acabou. Henrique Meirelles, presidente do Banco Central durante todo o governo Lula e agora presidente da Autoridade Pública Olímpica, pode ser o próximo a sair. Estuda propostas da iniciativa privada. É que a função com que lhe acenaram seria muito mais ampla do aquela que lhe acabaram entregando.

set
15
Posted on 15-09-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 15-09-2011


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Frank, hoje, no jornal A Notícia (SC)


Gastão Vieira: da Câmara para o Turismo
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DEU NO TERRA

Laryssa Borges

Direto de Brasília

O deputado maranhense Gastão Vieira (PMDB-MA) foi anunciado na noite desta quarta-feira como o novo ministro do Turismo, em substituição a Pedro Novais. Ligado à família Sarney – Vieira foi secretário de Planejamento e Orçamento do Maranhão no governo de Roseana Sarney – o novo ministro está em seu quinto mandato como deputado federal.

Depois de chegar a apontar os deputados Marcelo Castro (PMDB-PI) e Manoel Junior (PMDB-PB) como alguns dos mais cotados para suceder Novais, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que a escolha foi uma “disputa acirrada” entre os quadros do PMDB.

Da lista de 79 nomes apresentados pelo PMDB para a vaga – toda a bancada com exceção de Alves – os ministros mais próximos da presidente Dilma Rousseff, em uma tentativa de selecionar os candidatos, chegaram a analisar quais votaram com o governo em projetos importantes no Congresso. Os dois ministeriáveis mais cotados naquele momento – Castro e Junior – esbarraram, no entanto, em denúncias.

Cumprindo seu quinto mandato consecutivo como parlamentar, o médico Marcelo Castro (PMDB-PI), por exemplo, teve o nome citado em um dos grampos da Operação Voucher, que prendeu 36 pessoas suspeitas de fraudar convênios do próprio Ministério do Turismo. Na conversa interceptada pela Polícia Federal, o então secretário Nacional de Políticas de Desenvolvimento para o Turismo, Colbert Martins, e o secretário-executivo do ministério, Frederico Silva Costa, ambos presos pela PF, comentam a liberação de recursos de uma emenda do parlamentar.

Castro nega qualquer vinculação com o esquema denunciado pela Operação Voucher e diz que sua emenda trata da liberação de R$ 97,5 mil para obras de calçamento no município de Lagoa do Barro. Também contra ele pesava o fato de ele ter de se explicar sobre a liberação de verba do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a construtora Jurema, ligada à sua família

No caso de Manoel Junior, a acusação é a de que teria contratado pistoleiros ao preço de R$ 40 mil para que fosse executado um vereador do município de Pedras de Fogo, na Paraíba, município do qual foi prefeito. Junior nega as acusações.

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