set
11
Posted on 11-09-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-09-2011


=================================================
VIEJA LUNA (BOLERO)
Letra de Orlando de la Rosa
Interprete Celia Cruz

Quiero escaparme con la vieja luna,
en el momento en que la noche muere;
cuando se asoma la sonrisa blanca,
en la mañana de mi adversidad.

Quiero volver a revivir la noche,
porque la vieja luna volverá;
ella es quien sabe donde esta mi amor,
ella sabe si es que la perdí;
vieja luna que en la noche va.

BOA NOITE!!!

(VHS)

set
11
Posted on 11-09-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 11-09-2011


Bahia e Atletico: pelada em Sete Lagoas
====================================================

DEU NO CORREIO

Acesa a luz vermelha para o Esquadrão de Aço que este domingo, 11 de setembro entrou no Z-4, zona de rebaixamento do brasileirão, ao perder de 2 a 0 para o Galo de Minas. Os donos da casa literalmente cantaram de Galo.

O time baiano não conseguiu ameaçar o Atlético Mineiro e volta para casa com mais um tropeço na bagagem e o amargo
lugar na zona do rebaixamento. Dois gols de Magno Alves, um deles de pênalti, sacrametaram o 2 a 0 para os mineiros, na noite deste domingo em Sete Lagoas.

Com o resultado de hoje, Bahia e Atlético-MG empataram no número de pontos, 24. Mas o Galo leva vantagem nas vitórias – 7 contra 5 – e inverte as posições com o Tricolor, agora em 17º, a primeira posição do grupo da morte.

Na próxima rodada, os comandados de Joel Santana, que perdeu os dois jogos no retorno ao Bahia, recebem o Fluminense em Pituaçu. A partida acontece no domingo (18), às 16h. O Atlético-MG vai até o Serra Dourada, em Goiás, para encarar o chará goianiense.

Por pouco os goleiros Tiago e Renan Ribeiro não cochilaram no primeiro tempo da partida em Sete Lagoas. Com jogo frio, Galo e Tricolor se revezaram na posse de bola mas não conseguiram chegar com perigo à area do adversário, para dar trabalho aos arqueiros. Só depois dos 40′ o Galo começou a pressão que o levou ao primeiro gol.

Com mais tempo de posse de bola, os mineiros não conseguiram se organizar na frente e acabaram não aproveitando as oportunidades de partir para cima. No outro lado, o Bahia esperava o erro do adversário para sair no contra-ataque e se preocupou mais em marcar.

Na marca dos 43′, Thiago precisou fazer a primeira boa defesa para evitar que os donos da casa abrissem a contagem. Depois do chute cruzado de Serginho ele se esticou todo para espalmar. O juiz já preparava o apito final, mas antes disso, aos 47′, ele marcou a penalidade depois de Paulo Miranda, expulso, puxar a camisa de Neto Berola na área. Magno Alves bateu e marcou para o Atlético.

Galo domina e amplia
Só deu Atlético-MG na etapa final do confronto na Arena do Jacaré. Com um menos, o Bahia foi dominado pelo time mineiro, não conseguiu criar oportunidades e teve que sofrer com a pressão atleticana durante todo o segundo tempo.

O segundo gol do Galo saiu logo no começo. Aos 9′, Magno Alvez recebeu o lançamento, girou e mandou a bomba, sem defesa para Tiago, fazendo o segundo dele na partida. Aos 23′, por muito pouco Bernard não ampliou. Depois do contra-ataque o meia sobrou cara a cara com o goleiro do Bahia mas capricou demais no chute e cedeu a defesa para Tiago.

O Atlético gostou do jogo e seguiu criando oportunidades de gol. Nos minutos finais o time começou administrar o resultado e preferiu se demorar na troca de passes no meio, tirando os gritos de “olé” da torcida alvinegra. Sem reação, restou ao Bahia esperar o apito e contabilizar a derrota.

set
11
Posted on 11-09-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 11-09-2011


Saadi:o fugitivo atravessa a fronteira
====================================================
Um dos filhos de Muammar Khadafi, Saadi Khadafi, chegou hoje ao Níger, confirmou o ministro da Justiça e porta-voz do Governo deste país, Marrou Amadou. Na Líbia continua a haver confrontos entre rebeldes e as forças de Khadafi que mantêm as suas posições em Bani Walid, Sirte e Sabha.

“Uma patrulha das forças armadas do Níger interceptou uma caravana na qual encontrou um dos filhos de Khadafi”, explicou Amadou, citado pela AFP. “A caravana dirigiu-se para Agadez [no norte do país] e não é de excluir a possibilidade de chegar nesta segunda-feira a Niamey”, a capital.

Saadi Khadafi tem 38 anos e é ex-futebolista. Em 2004 deixou o futebol para passar a comandar uma unidade militar de elite.

Na sexta-feira já tinha chegado a Agadez uma caravana de cerca de uma dezena de veículos com vários próximos de Khadafi que foram escoltados por militares do Níger. E na quinta-feira chegaram também a Agadez três antigos generais líbios, entre eles o antigo comandante da força aérea. Segundo responsáveis governamentais do Níger, citados pela AFP, trata-se de Al-Rifi Ali Al-Sharif, da força aérea, o general Ali Khana que comandou as forças líbias em Obari, no sul do país, e o general Mahammed Abydalkarem que comandou a região militar de Murzuk, no extremo sul da Líbia.

Saadi Khadafi tinha dito, a 31 de Agosto, que estava disposto a render-se se isso permitisse impedir um banho de sangue na Líbia e os rebeldes que ainda enfrentam alguns bolsões de resistência das forças de Khadafi disseram então que, nesse caso, a sua segurança seria garantida.

(Com informações do jornal português Público e AFP)


=========================================================
“Samba em Paz”, a composição que Caetano fez em 1968 a pedido do Centro Popular de Cultura-CPC da UNE.

BOA TARDE!!!

(VHS)


Caetano Veloso: um quase guerrilheiro
===============================================

CONTEÚDO LIVRE

(Belissimo texto de Caetano Veloso publicado este domingo, 11 de Setembro, em O Globo e A Tarde, sugerido para reprodução no Bahia em Pauta pela jornalista e colaboradora Maria Olívia Soares )
(VHS)

============================================
LURDINHA

Caetano Veloso


Eu tendia a gostar dos artistas insubmissos a programas que deveriam servir a alguma “ditadura do proletariado”

Paulinha Lavigne, que foi minha mulher e é minha empresária (portanto tem de me conhecer um bocado), riu muito ao me ler aqui contando que quase colaborei com a luta armada. Mesmo Dedé, que era minha mulher no tempo em que essas coisas se deram (e que é minha amiga queridíssima), poderá ter se surpreendido: não me lembro de ter dito a ela sobre o esboço de combinação que fiz com Lurdinha de dar apoio logístico à guerrilha. Ambas devem estranhar que um banana de pijama como eu, que, como disse o brilhante Lobão numa pocket-palestra, toca violão como quem está tomando um cafezinho (embora eu não tome cafezinho), pudesse estar ligado, ainda que remotamente, a atos de violenta bravura.

Lurdinha era minha colega de sala na faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia. A turma era muito pequena. Os professores não despertavam entusiasmo. O interesse em ir à faculdade se centrava nos encontros com Wladimir Carvalho e Fernando Kraichete e nas conversas com Rose Foly no Diretório Acadêmico. Lurdinha, no entanto, com sua genuína vocação para a disciplina, assistia às aulas e executava as tarefas curriculares com pontualidade. Várias vezes ela foi me buscar em casa, fazendo arrancarem-me da cama às pressas, para que eu não perdesse uma prova. Ela era comunista e olhava com benevolência meu jeito boêmio.

Wladimir também era comunista. Todos os meus amigos na faculdade — e fora dela — eram de esquerda. Nenhum iria ao Cine Roma assistir a um show de rock de Raulzito e os Panteras. Íamos ao clube de cinema, ao MAM, ao Teatro dos Novos, aos concertos da Reitoria, ouvíamos João Gilberto e Thelonious Monk. Rock era lixo e anátema. Carlos Nelson Coutinho era nosso contemporâneo na faculdade e já escrevia artigos sérios: era o lado teórico do movimento que crescia no período pós-Jânio e pré-ditadura . Quando surgia uma discussão sobre se Luís Carlos Maciel escrever um livro sobre Kafka e Beckett representava alienação, eu sempre me posicionava do lado dos malucos: embora só tivesse lido “A metamorfose” e os contos “Na colônia penal” e “O faquir” (estes, na revista “Senhor”) — e nada de Beckett — eu tendia a gostar dos artistas insubmissos a programas que deveriam servir a alguma “ditadura do proletariado”. Apesar da minha teimosia em não entrar em grupo nenhum, eu era tratado com simpatia. O Centro Popular de Cultura da UNE local me pediu que escrevesse um samba para um bloco de carnaval engajado. Fiz “Samba em paz” — que veio a ser gravado, anos depois, por Elis.

O que mais impressionava em Lurdinha era sua sobriedade. Ela não exibia retoricamente a força de suas convicções: seu despojamento pessoal, sua lealdade inabalável, sua decisão de não perder tempo com discussões decorativas é que mostravam a firmeza de sua orientação política.

Quando nos jogamos no tropicalismo, Lurdinha tinha se casado com o pintor Humberto Vellame e se mudado para São Paulo. Entre móveis de plástico transparente e manequins de fibra de vidro, tínhamos, Dedé e eu, em nossa sala, um quadro de Vellame. O casal nos visitava de vez em quando. O tropicalismo tinha uma fome estética de violência que se traduzia em imagens fortes nas letras, sons elétricos e distorcidos nas bases, aproximação com a vanguarda radical da música clássica, contraste gritante com a bossa nova. Isso correspondia a uma impaciência com a inatividade dos comunistas sob ordens de Moscou e a uma identificação com a nascente dissidência liderada por Marighella. Faz pouco Juca Ferreira me alertou para o fato de que não toda a esquerda era hostil ao tropicalismo: dentre a turma da Lubelu (Liberdade e Luta) havia quem gostasse do nosso estilo. Lurdinha — que nunca fez coro às reações antipáticas ao nosso trabalho por parte da esquerda — sentia a mesma impaciência que eu. Só que ela nunca fora nem boêmia nem retórica: seu sentimento tinha de se expressar em ação. Quando ela me pediu um eventual apoio logístico, acedi de imediato.

Em “Verdade Tropical” digo que se a nossa revolução de esquerda tivesse vencido talvez daí saísse apenas mais um gigante com câimbras. Mas Marighella foi morto numa rua de São Paulo antes que isso se tornasse ao menos provável. E pela mão de Sérgio Fleury, o truculento policial que, em entrevista à revista“Realidade”
nos anos 70, disse da “Baixinha” que estivera sob tortura: “Maria de Lourdes do Rego Mello: Está aí uma das moças mais corajosas que vi na minha vida. De uma lealdade e segurança impressionantes. Nunca se deixou trair nos interrogatórios, nunca arrancamos dela uma palavra que levasse ao ‘Velho’ (Joaquim Câmara Ferreira, o ‘Toledo’). Foi seguida durante 60 dias, filmada, fotografada, até que foi presa. Essa moça recusou ir para o Chile, na troca com um embaixador. Quando soube disso, eu a chamei até minha sala. Disse: ‘Olha aqui, Baixinha, você mentiu para mim o tempo todo. De tudo quanto disse, 99% era mentira. Mas gostei de sua atitude. Aceito as suas mentiras. Agora deixo você em paz.’”

Desde que fui preso e exilado, eu não tinha notícias de Lurdinha. Temia que ela não estivesse viva. Foi o blog “Obra em progresso”, da feitura do Zii e Zie, quem a trouxe de volta. Um dos comentaristas, Julio, tinha o sobrenome Vellame. Perguntei se ele era parente de Humberto. Ele respondeu: “Sou filho de Lurdinha, Caetano.” Assim, a internet de Hermano Vianna me reaproximou da Maria Quitéria da guerrilha urbana.

set
11
Posted on 11-09-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-09-2011


================================================
“Vida que segue”, diria o grande João Saldanha, se vivo estivesse neste 11 de setembro de 2011. Um samba para não se deixar abater.

Vida que segue, repete o BP

BOM DOMINGO!!!!

(VHS)

set
11
Posted on 11-09-2011
Filed Under (Newsletter) by vitor on 11-09-2011


Casais Obama e Bush:silêncio em Nova Iorque
=============================================
Em New York os olhos estão postos este domingo, 11/9, no Marco Zero. A cerimónia de homenagem às vítimas dos atentados de 11 de Setembro de 2001 começou por volta das 08h30 deste domingo. Quando os relógios marcavam 08h46 observou-se o primeiro minuto de silêncio. Há exactamente dez anos, o voo 11 da American Airlines batia contra a Torre Norte do World Trade Center.

No local onde se erguiam as Torres Gémeas está o Presidente Barack Obama e o Presidente de então, George W. Bush, com as respectivas mulheres. E a primeira vez que os dois estadistas se encontram naquele local.

Na multidão estão reunidos familiares das vítimas e convidados da presidência.

A cerimónia começou com uma marcha de uma banda de gaitas de foles e tambores, seguida ao hino nacional por um coro de jovens de Brooklyn.

O primeiro a falar, momentos antes do minuto de silêncio relativo ao primeiro avião a embater na Torre Norte do WTC, foi o presidente da câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg. O segundo a falar foi Barack Obama, que disse, citando um salmo: “Deus é o nosso refúgio e a nossa força, uma ajuda muito presente durante os tempos de dificuldade”.

Às 09h03 foi observado o segundo momento de silêncio, quando o voo 175 da United Airlines colidiu com a Torre Sul do World Trade Center. O avião, que tinha levantado voo do Aeroporto Logan, em Boston, com destino a Los Angeles, atingiu a torre à altura do 78º andar.

George W. Bush, o terceiro dignitário a tomar a palavra durante esta manhã soalheira em Nova Iorque – tal como no dia dos atentados -, optou por ler uma mensagem histórica de Abraham Lincoln para uma viúva da Guerra Civil.

Durante a cerimónia foram sendo enunciados, por ordem alfabética, os nomes de todas as 2.983 vítimas dos atentados em Nova Iorque, Washington e Shanksville. Os nomes foram lidos por familiares dos mortos. Cada pessoa leu um punhado de nomes, incluindo o do familiar que perdeu nos ataques, dedicando-lhe uma mensagem pessoal.

Os familiares das vítimas puderam hoje aceder ao espaço que acolhe o memorial do 11 de Setembro. No local onde se erguiam as Torres Gémeas foi criada uma enorme bacia de água quadrangular, em torno da qual foram gravados os nomes das vítimas em grandes painéis de bronze. Em volta desta espécie de lago com cascatas de água foram plantadas árvores e relva.

Por volta das 09h30 as cerimónias de homenagem às vítimas começam junto ao Pentágono, onde exa4ctamente às 09h37 de dia 11 de Setembro de 2001 o voo 77 de American Airlines bateu contra o quartel-general do departamento de Defesa dos EUA.

O secretário da Defesa, Leon Panetta, dirigiu-se às pessoas reunidas junto ao Pentágono e admitiu: “Apesar de terem passado dez anos… as emoções continuam cruas”. “O 11 de Setembro foi um momento definidor para todos os americanos. A al-Qaeda tentou enfraquecer-nos, mas em vez disso tornou-nos mais fortes”, acrescentou o responsável.

Exatamente às 10h03 observou-se o quarto e último minuto de silêncio do dia, em homenagem a todas as vítimas do voo 93 da United Airlines que caiu em um descampado de Shanksville, na Pensilvânia. O aparelho – que tinha como alvo o Capitólio e que levava a bordo 40 passageiros – foi derrubado pelos terroristas depois de uma revolta a bordo ter evitado o plano inicial dos operacionais da al-Qaeda

(Texto da repórter Susana Almeida Ribeiro, com agências, publicado no jornal PÚBLICO, de Portugal)

set
11
Posted on 11-09-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 11-09-2011


============================================
Zope, hoje, no site A Charge Online

set
11


——————————————————-

Canção “Mi Patria”, em video do Concerto do Reencontro”, no retorno dos integrantes do Quilapayun ao Chile, depois de longo exílio. Eu vi o grupo, com Margarida e um querido casal de amigos (Arnaldo e Vera) cantando em Buenos Aires. Um espetáculo inesquecível.

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

====================================
MI PATRIA

Quilapayun

Mi patria era sauces, alerces y nieve,
canelos oscuros, la flor de Pomaire,
doncella de yeso en azul de los cielos,
aromos flotando entre viejos volcanes,
mi patria era sauces, alerces y nieve.

Mi Patria era cantos en rojas guitarras,
nostalgia en la rosa que enciende la tarde,
ardiente torcaza quemando sus alas
dormida en el humo fragante del campo,
mi Patria era cantos en rojas guitarras.

Patria, luz y bandera
de los puños alzados,
volverás a florecer,
volverás a renacer.


====================================================
11 diretores foram convidados para fazer um filme sobre a queda das torres gêmeas em 11 de setembro.
Essa é a contribuição de Ken Loach que traça um paralelo com um outro 11 de setembro, aquele de 1973 no Chile.

Pense nisso também, neste 11 de Setembro de 2011

(Postado por Vitor Hugo Soares)

  • Arquivos

  • setembro 2011
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    2627282930