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03


DSK a caminho do aeroporto de NY
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Dominique Strauss-Kahn saiu hoje do apartamento que tinha alugado no bairro nova-iorquino de Tribeca, acompanhado da mulher e filha, e com várias malas, previsivelmente com destino a França.

Várias televisões norte-americanas mostraram imagens do político e da sua família saindo do apartamento com várias malas e aparentemente em direção ao aeroporto para voltar hoje mesmo ao seu país, França, como já havia revelado a imprensa francesa.

Depois do juiz Michael Obus retirar todas as acusações de agressão sexual e tentativa de violação, por falta de credibilidade da suposta vítima, o francês passou uns dias em New York, onde celebrou a sua libertação junto da sua mulher, Anne Sinclair, e a filha Camille.

Mais tarde, a 26 de Agosto, o ex-director do FMI voltou com a esposa a Washington, onde o casal tem uma casa no bairro exclusivo de Georgetown, para “pôr uns assuntos em ordem” e visitar a sede do organismo económico multilateral de que foi o máximo responsável durante mais de três anos.

Ali se reuniu com a sua sucessora, a também francesa Christine Lagarde, bem como os que foram seus companheiros até ter renunciado ao cargo, em maio, depois de uma empregada de hotel, Nafissatou Diallo, o ter acusado de agressão sexual.

(Informações do jornal português Diário de Notícias )

set
03

deu no ig

Quatro corpos foram encontrados neste sábado na região onde na sexta-feira um avião da Força Aérea Chilena (FACH) se acidentou com 21 passageiros perto da ilha Robinson Crusoé, no oceano Pacífico. Os corpos correspondem a duas mulheres e dois homens, afirmou o general Maximiliano Larraechea, detalhando que o primeiro cadáver foi localizado pela Marinha e os demais por pescadores da ilha.

Segundo o oficial da FACH, a identificação destes corpos e de outros que eventualmente sejam encontrados mais tarde só será possível no continente, a não ser que haja casos com evidências inegáveis sobre a identidade das vítimas.

A descoberta do primeiro corpo ocorreu às 7h20 (local e de Brasília) por parte de funcionários da Marinha chilena que realizavam na região trabalhos de busca do avião, um Casa 212 da Força Aérea do Chile com 21 passageiros a bordo, entre eles o apresentador de televisão chileno Felipe Camiroaga.

O general da Força Aérea Maximiliano Larraechea confirmou que já é um fato que o avião sofreu um acidente após duas tentativas frustradas de aterrissar na ilha Robinson Crusoé, localizada a 700 km de distância do continente. “Temos a convicção de que o avião está acidentado”, disse Larraechea à imprensa.


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OPINIÃO POLÍTICA

Soluções tributárias

Ivan de Carvalho

Por enquanto, está prevista para 28 deste mês – mas o governo tenta adiar – a votação do projeto de lei complementar que regulamenta a Emenda Constitucional 29, destinando ao setor de saúde percentuais determinados das receitas correntes da União, dos Estados e Distrito Federal e dos Municípios. O objetivo é aumentar os recursos para o setor de saúde, tendo em vista que, com os recursos de que dispõe, o sistema está em notória situação de colapso em todo o país e de uma maneira mais gritante no Nordeste e Norte.

A presidente Dilma Rousseff já declarou que é a favor do aumento dos recursos para o sistema público de saúde, mas advertiu que o Congresso não deve aprovar a regulamentação da Emenda 29, conferindo-lhe, assim, aplicabilidade urgente e obrigatória, sem que indique legalmente as fontes de recursos que vão prover o aumento dos gastos com a saúde.

A presidente Dilma Rousseff não quer propor ao Congresso a criação de um novo tributo, que viria ocupar o lugar deixado vago com a extinção da CPMF. Ela deixou claro que o governo não está disposto a sofrer o desgaste de propor o novo tributo e sugeriu que este é um assunto a ser considerado pelo Congresso, sem patrocínio do Executivo.

Como o Congresso, em seu conjunto e, separadamente, as bancadas de cada partido, bem como cada senador ou deputado, não querem também colocar em suas respectivas contas políticas esse desgaste que a presidente já rejeitou para ela, pode-se afirmar que a criação de um novo tributo capaz de fornecer os recursos que a emenda 29 e seu projeto de lei complementar exigem é improvável, ainda que não impossível.

Mas alternativas menos dolorosas para a sociedade estão sendo imaginadas. Trata-se de aumentar certos tributos. Ontem, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu um aumento na tributação de cigarros, bebidas alcoólicas e veículos (automóveis, motos) e a destinação dos recursos daí advindos para o setor de saúde. Alegou que cigarros, bebidas alcoólicas e veículos impactam seriamente o setor de saúde, o que é verdade, pois cigarros e bebidas alcoólicas são grandes causas de doenças e os veículos geram acidentes que têm também um custo alto apara o sistema público de saúde.

Quanto aos cigarros e bebidas, não há dúvida quanto à propriedade da proposta do ministro. No que diz respeito a veículos, cabe ao menos um debate. Como caberia um debate sério sobre muitas bebidas não alcoólicas, os refrigerantes, cujos danos à saúde, quando o produto é usado habitualmente, são conhecidos. E, da mesma forma, caberia elevar a tributação de hamburgers, cheeseburgers, maionese, manteiga, toucinho, calabresa e as outras lingüiças, enfim, todas essas coisas com muita gordura ruim, que entope artérias e gera despesas com tratamento do aparelho circulatório.

Aliás, dentro dessa filosofia – não estou pretendendo fazer ironias – deveria ser tributada, por exemplo, a posse de gatos, visto que esses felinos e seus pelos podem gerar crises alérgicas, acessos de asma e algumas zoonoses. Mas se o gato é para pegar ratos, então deve ser isento. Só o gato, vai ver não queira alguém tributar os prestigiados ratos brasileiros.

Seria de sugerir também a tributação da posse de cachorros, também responsáveis por zoonoses, mas no caso desses caninos seria preciso conceder isenção fiscal não somente aos que são guias de cego como aos que cuidam da segurança de seus donos e da casa deles, uma vez que o aparelho estatal de segurança pública – como o de saúde – também está em prolongado colapso.

Enquanto não há solução, o governo federal vai cuidando de seu conforto. O líder do governo, Romero Jucá, do PMDB e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, comprometeram-se com o governo em que o partido não vai apoiar, no Senado, o aumento dos recursos federais para a saúde, de sete para dez por cento, aumento proposto no projeto de lei complementar à Emenda Constitucional 29


Paulo Costa Pinto Cavalcante: festa na Espanha
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DEU NA VEJA ONLINE

Enquanto a Polícia Federal mobilizava agentes para deflagrar no Brasil a Operação Alquimia, há duas semanas, o empresário baiano Paulo Sérgio Costa Pinto Cavalcanti, principal alvo dos policiais, assistia a tudo muito bem instalado na região da Galícia, noroeste da Espanha. Ele é proprietário da Sasil Comercial e Industrial de Petroquímicos Ltda., acusada de encabeçar uma sofisticada rede de compra e venda de produtos químicos que prosperava com a sonegação de impostos. Pelo menos 1 bilhão de reais foram surrupiados dos cofres públicos.

Do outro lado do Atlântico, Cavalcanti não estava sozinho. Tinha a ilustre companhia de James Correia, secretário da Indústria Comércio e Mineração do governo da Bahia, e de Carlos Seabra Suarez, ex-sócio da construtora OAS e poderoso empresário do ramo imobiliário e de energia.

Os conterrâneos aproveitavam a temporada na Europa para desfrutar de uma festa que a família de Suarez promove anualmente naquela região da Península Ibérica. Ao saber que a devassa em seu patrimônio havia começado, Cavalcanti decidiu entregar-se na segunda-feira, 22 de agosto – cinco dias depois da operação.

Três dias antes, na sexta-feira, James Correia desembarcou em Salvador com um discurso ensaiado: “A Operação Alquimia foi mais uma operação pirotécnica da PF”, discursou durante uma entrevista ao site Bahia Econômica. “É preciso colocar nariz de palhaço para acreditar que a Sasil, que fatura 500 milhões de reais por ano, vá sonegar impostos no montante de 1 bilhão de reais”.

A Sasil é investigada por patrocinar a criação de centenas de empresas de fachada que, usando “laranjas”, compravam lotes de insumos petroquímicos sem pagar impostos e os repassavam para a Sasil. Quando a Receita Federal aparecia para cobrar a dívida, as empresas fantasmas decretavam falência. Como a lei impede a dupla tributação sobre os produtos, a Sasil permanecia livre dos impostos. O valor lucrado com a sonegação era repassado a Cavalcanti por meio da Sasil e enviado a paraísos fiscais. De posse de empresas estrangeiras sediadas nas Ilhas Virgens Britânicas, o mesmo dinheiro era enviado de volta às empresas ligadas a Cavalcanti.

Desencadeador da Operação Alquimia, o inquérito 134/2002, ao qual o site de VEJA teve acesso, revela os valores movimentados pela Sasil entre 1997 e 2009. De acordo com o documento, “a comparação entre a movimentação financeira e o faturamento bruto declarado da empresa pode configurar omissão de receita ao Fisco Federal”. Os números mostram também que, de 2008 para 2009, as movimentações financeiras da empresa de Cavalcanti cresceram 4.405%. Em 2008, a Sasil movimentou 472,1 milhões de reais. Em 2009, foram 21,2 bilhões de reais.

set
03
Posted on 03-09-2011
Filed Under (Artigos, Charges) by vitor on 03-09-2011


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Samuca, hoje, no Diário de Pernambuco


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Olha aí, Maria das Graças Dourado Cardoso Tonhá. Esta canção vai especialmente dedicada a você, a Gracinha que alegra o coração de todos que a rodeiam. E em cujo coração baiano habitam, também, há muito tempo, fortes sentimentos paulistas. É a homenagem do Bahia em Pauta, repleta de reconhecimento, e votos de toda felicidade do mundo, como você merece.

(Vitor Hugo, editor, Margarida, revisora, e Márcia, moderadora, em nome do BP)


Ministro Negromonte e prefeita Ena:
Glória sob os olhares do País
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ARTIGO DA SEMANA

Glória, além de Negromonte

Vitor Hugo Soares

O ministro Mario Negromonte, das Cidades, é apontado há dias como bola da vez do encarniçado jogo de poder entre petistas e as demais correntes políticas e partidárias de “sustentação” do governo Dilma Rousseff. No meio do tiroteio, infelizmente, acabou sobrando balas para a cidade de Santo Antonio da Glória e seus habitantes. Território querido da minha infância à beira do Rio São Francisco, aparentemente condenado a pagar caro e injustamente pela segunda vez em sua história pelas omissões, desvios, preconceitos e intolerância de políticos e administradores públicos.

A primeira vez, nos autoritários anos 60/70, a antiga Glória foi submersa e retirada do mapa pelas águas do lago imenso formado pela barragem da Chesf, na construção da usina hidrelétrica de Moxotó, que, somada depois às de Itaparica, submergiram outras cidades e lugarejos tradicionais da Bahia e Pernambuco situadas à beira do rio da minha aldeia.

A título de “não impedir o crescimento do Nordeste e evitar o colapso no fornecimento de energia do sistema elétrico do País”, a gente de Glória foi transplantada entre choros, velas e procissões, para um balneário nas vizinhanças da cada vez mais próspera e bela cidade de Paulo Afonso. Esta, virou importante centro turístico da Bahia e modelo da engenharia nacional desde a construção da primeira hidrelétrica da Chesf – com seus canyons fantásticos, pontes, lagos e o Rio São Francisco a correr na tríplice divisa com Pernambuco e Alagoas, cenário mágico da novela “Cordel Encantado”, da Rede Globo.

A lendária terra de Corisco, que jamais permitiu que Lampião e seus cabras a invadissem, virou balneário de seu antigo distrito, a partir da inauguração da primeira usina da Chesf, erguida no governo de Getúlio Vargas e entregue em festa grandiosa por Café Filho em seguida ao suicídio do presidente gaúcho há 57 anos, no Palácio do Catete, Rio de Janeiro.

Morador da antiga Glória, cidade do coração, peço emprestadas as palavras escritas pelo jornalista Sebastião Nery na apresentação do livro “Rompendo o Cerco”, com o discurso notável de Ulysses Guimarães da janela da sede do antigo MDB, na praça do Campo Grande, no episódio dos cães amestrados açulados pela PM contra representantes nacionais da oposição em histórico 1º de Maio em Salvador: “Ninguém me contou. Eu vi. Estava lá”.

Assim posso afirmar: praticamente tudo é artificial na nova Glória, que anda no olho do furacão político destes dias em Brasília. Incluindo a “prainha” à beira do lago, de que fala a reportagem de duas páginas publicada na “Época”, esta semana. Em cada pedra das edificações é possível ver ainda as marcas da improvisação e falta de planejamento do balneário fabricado nas cercanias de Paulo Afonso (onde construiu residência o ministro Mario Negromonte e sua mulher, Ena Vilma, atual prefeita de Glória, “o canteiro de obras com dinheiro federal”, segundo a revista de circulação nacional).

Ali foi largada por década uma população retirada de seu lugar de origem, sem direito nem de discutir as novas moradias ou a justa indenização pelas perdas de propriedades e de vidas inteiras. Gente obrigada a deixar para trás o único lugar que conheci no mundo arborizado com frondosos tamarineiros gigantes e pés de umbu cajá, de aromas inesquecíveis, quando a brisa do rio que corria rumo à cachoeira famosa soprava infalivelmente nos fins de tarde, como os bandos de andorinhas pousadas nos fios da rede elétrica.

“Os dias eram assim”, como na canção de Ivan Lins, que Ellis Regina imortalizou.

Leio agora na manchete da reportagem da revista semanal, assinada pela repórter Isabel Clemente: “Glória está nas alturas”. No texto, o relato de maravilhas. Conta que até as placas de acesso à cidade estão tinindo de novas. O balneário na beira do Rio São Francisco está em reforma. Na “prainha” serão erguidos cinco quiosques, para os quais o Ministério do Turismo destinou quase R$ 1 milhão. Também custarão R$ 1 milhão “a ciclovia e a pista de cooper de 4 metros de largura, da entrada da cidade ao balneário”.

A reportagem informa mais: a mesma empresa executa as quatro obras feitas na cidade com dinheiro federal. A Praça da Juventude, projeto do Ministério dos Transportes, está orçada em R$ 1,5 milhão. “As verbas destinadas a Glória passaram incólumes ao corte de R$ 50 bilhões no Orçamento, que tirou R$ 8 bilhões do Ministério das Cidades”. “O segredo? A prefeita é a mulher do ministro das Cidades”, assinala a reportagem.

O texto registra que Ena Vilma, casada com o político que comanda o PP na Bahia, forte aliado do governador petista Jaques Wagner, dentista aposentada de 60 anos de idade, “é uma senhora esguia e alta. Seus cabelos bem cuidados e a maquiagem combinam com os óculos Chanel e a bolsa Louis Vuitton”. Enquanto Glória progride, o Ministério dos Transportes traz dissabores a Negromonte, acrescenta Época, ao registrar os conflitos de Negromonte com a bancada de seu partido, que abalroaram seu ministério, além do desconforto causado no Palácio do Planalto pela recente entrevista do ministro das Cidades ao jornal O Globo.

O governador Jaques Wagner, que esta semana esteve em Brasília, segundo o jornal A Tarde para conferir o termômetro , assegura que a queda de Negromonte “não é assunto no círculo mais próximo da presidente Dilma Rousseff”. Da última vez que o governador da Bahia fez uma afirmação parecida ao voltar de Brasília, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, caiu no dia seguinte. Por enquanto, porém, o fato é que Negromonte parece balançar, mas ainda tem cordas para segurar.

Se cair, que isso não represente para o atual balneário de Paulo Afonso, o mesmo destino infeliz da Velha Glória e seus antigos habitantes, marcas de um período da civilização colonial do Brasil – o do Curral dos Bois, seu nome de origem – passagem obrigatória do gado que demandava para os sertões do Nordeste. Glória de Corisco, que resistiu a Lampião. Glória do Coronel Petronilo Reis e do ex-deputado Raimundo Reis, seu neto, escritor e saudoso cronista do cotidiano da Bahia. Glória do falecido ex-líder petroleiro Mario Lima, que ensinou sindicalismo a Lula.

Velha Glória sem culpa, mas condenada, morta e sepultada sob as águas da barragem de Moxotó.

Vitor Hugo Soares é jornalista- E-mail: vitor_soares1@ig.com.br

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