Romulo Faro

Até o dia 6 de outubro o ex-prefeito e radialista Mário Kertész pode acabar com a angústia da oposição ou pode prolongar o prazo de mistério por mais seis meses. É que nesta data encerra o prazo estipulado pela lei eleitoral brasileira para os pré-candidatos das eleições de 2012 se filiarem a um partido político.

Se Mário se filiar ao PMDB ou a qualquer outra legenda, ele pode alimentar esperanças até abril do ano que vem, quando as candidaturas serão registradas em todo o país. Se não, colocará fim às especulações da imprensa e ao assédio dos oposicionistas soteropolitanos, que têm acreditado nele como grande aposta para desbancar o PT e a base aliada do governador Jaques Wagner na disputa pela sucessão de João Henrique (PP).

O convite oficial de filiação foi feito pelo PMDB, partido pela qual Mário foi eleito prefeito em 1985.
Enquanto Mário não se decide, os peemedebistas continuam com as expectativas em alta

. “Eu, particularmente, acho que ele vai se filiar até para ter o direito de decidir se vai encabeçar uma chapa que traz o novo, uma chapa que tem propósito e um projeto concreto para resgatar Salvador”, disse o vice-presidente da Pessoa Jurídica da Caixa e liderança do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima. Ainda em entrevista à Tribuna, o opositor aproveitou para disparar contra o deputado Nelson Pelegrino (PT), o candidato de Wagner.

“A gente (a oposição) não precisa ficar dizendo agora quem é candidato, até porque ainda não há nada definido. Quem precisa ficar gritando candidatura é quem já perdeu quatro vezes (a disputa pela Prefeitura de Salvador) e quer seu nome sendo lembrado”, disparou Geddel.

E, nos bastidores, a articulação segue a todo vapor. “Sinceramente, ainda não sabemos se ele (Mário Kertész) já se posicionou, mas se ele for candidato, eu vou vestir a camisa e vou para a rua porque ele é um grande candidato. Tenho certeza de que toda a oposição se unirá em torno de Mário”, afirmou o vereador Alfredo Mangueira, um dos principais expoentes do PMDB em âmbito municipal.

Não só os peemedebistas, mas os outros principais opositores baianos, PSDB e DEM, têm feito visitas ao radialista num incansável trabalho de insistência. O PMDB está jogando pesado. Com aval do vice-presidente da República, Michel Temer, o líder nacional do partido, senador Valdir Raupp, veio a Salvador no mês de julho dar uma força aos irmãos Vieira Lima.

Há um mês, a bancada de vereadores e as principais lideranças se reuniram com o ex-prefeito em um almoço na sede de sua rádio, a Metrópole. Nos bastidores, os encontros continuam acontecendo.

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