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“She”, a belissima canção do filme “Notting Hill” para começar o 25 de agosto no Bahia em Pauta vai direto para São Paulo, onde mora e trabalha a baianissima cidadã do mundo, Natascha Cardoso da Fonseca, ou a Nat querida de todos no BP, a começar por sua mãe, Marcia, atenta e incansável moderadora deste site blog, e a madrinha Ila, nossa revisora.

Difícil falar desta aniversariante, médica, competente, aplicada e bela neurologista  infantil do IPQ do Hospital das Clínicas (SP). Figura indescritível, Natascha é um doce de pessoa, sem abrir mão da firmeza de mulher altiva, sempre, palavra do editor, amigo e admirador.

Doutor Fabrício, médico catarinense, outro aniversariante do mês, gente boa como dizem os baianos e, desde o começo desta semana noivo (alianças no dedo) de Natascha, que o diga.

Agora chega de palavras. Música para Natascha (e Fabrício).

(Vitor Hugo Soares e Margarida, pelo BP)


Primeiros acordes do Rock in Rio em Salvador
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Um fim de semana de rei aguarda os amantes da música eletrônica na Bahia. Neste sábado, 27 de agosto, o Hotel Pestana Convento do Carmo (Rua do Carmo, 1, Pelourinho) recebe a festa que promete ser o maior evento de música eletrônica já realizado na capital do axé music: O Circuito Let’s Burn , parte de uma série de festas que acontecem em todo o Brasil, com atrações da programação eletrônica do Rock in Rio.

O evento promovido pela marca Burn, energético da Coca-Cola Company, patrocinador da pista eletrônica do festival carioca, tem presença confirmada da banda Whitehouse Project e da DJ Dri.K, do line up oficial do Rock in Rio, o Circuito Let’s Burn conta ainda com a participação dos DJ’s Enrico Masiero e Renata Dias.

O Let`s Burn acontecerá no estilo weekend, começando com uma Pool Party durante o dia e uma festa principal à noite. Com estrutura de mesas e lounges espalhados pelo jardim do convento, cenografia digital, efeitos especiais e performances das dançarinas Burn, o Circuito Let’s Burn será seguramente uma experiência e tanto para os participantes. Durante a festa serão sorteados dois pares de ingressos para o Rock in Rio.

“Será o maior evento de música eletrônica já visto em Salvador”, garante Paula Dinau, assessora da Timbro Comunicação. A produção do evento é da Palhares Entretenimento e a reserva de mesas e lounges estão disponíveis na Rua Almirante Barroso 123, Rio Vermelho. Mais informações: (71) 3017-7755.

A conferir

(Postado por Vitor Hugo Soares)

ago
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Posted on 25-08-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 25-08-2011

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Thomate, hoje no jornal A Cidade(Ribeirão Preto- SP)


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OPINIÃO POLÍTICA
Um projeto polêmico

Ivan de Carvalho

Um projeto de lei da deputada Luiza Maia está produzindo forte polêmica. Trata-se do projeto, apresentado na Assembléia Legislativa, que busca proibir ao poder público a contratação de artistas cujas canções depreciem ou incentivem o preconceito ou a violência contra as mulheres.

Isto é o que está explícito no projeto e, se aprovado, pode ser transformado em lei. Mas evidentemente que se vier a existir esta lei, logo sua interpretação ou algum acréscimo legislativo se encarregará de ampliar seu sentido. O poder público sem demora passaria a ficar impedido de contratar para um recital qualquer poeta cujas poesias (ou algumas delas) depreciem as mulheres ou incentivem o preconceito ou a violência contra elas.

Só isto? Não. Acréscimo legislativo ou interpretações judiciais que logo formariam jurisprudência tornariam proibido ao poder público contratar o autor ou estimular, com patrocínios ou outros instrumentos, a produção de qualquer obra de arte ou sem arte (música, poesia, escultura, pintura, edição de livros de prosa ou verso, álbuns de fotografias, produção, divulgação ou exibição de filmes e vídeos) que incorram nos malfeitos já referidos e definidos no projeto da deputada Luiza Maia. Bem assim, mostras ou exposições que incluam material lesivo às mulheres na definição do projeto da deputada petista Luiza Maia.

O projeto fala de poder público e como tal deve ser entendido o Estado da Bahia e seus municípios, pois a lei estadual não pode regular a União. Mas devem ser incluídas as empresas públicas estaduais e municipais e também as empresas de economia mista, pelo menos as empresas de economia mista cujo controle acionário seja do Estado da Bahia ou de algum de seus municípios.

Note-se que o projeto, uma vez transformado em lei e se tiver seu sentido ampliado por analogia, por intermédio de acréscimos legislativos ou jurisprudência, ganhará um raio de ação muito amplo. Eu não me preocuparia com a falta de contratos, financiamentos ou patrocínios e outros estímulos onerosos do poder público para esse tipo de coisas e nem mesmo para cantores, músicos, cineastas, poetas e outros artistas que, mesmo sem destratar as mulheres, devem construir eles mesmos suas carreiras ou obter ajuda privada, sem onerar o contribuinte.

Afinal, o contribuinte no Brasil já é vítima de cruel esganadura e o que lhe retira o Estado brasileiro (e não vai pelo ralo da corrupção ou da má gestão) já não dá para manter um admissível sistema de saúde, uma educação aceitável, uma segurança que se respeite e seja respeitada pela criminalidade, dentre tantas outras coisas. Diante disso, parece uma espécie de sadismo aplicado pelo poder público a toda a população contratar cantores, bons ou debilóides, ou financiar festas com dinheiro público, por exemplo.

No entanto, o projeto da deputada Luiza Maia é complexo, pois no mínimo tangencia a questão da liberdade de expressão. Estou escrevendo que tangencia por não proibir a exibição de “obras de arte” que tenham o conteúdo que o projeto condena, mas apenas proibir que o poder público contrate seus autores ou executores. De qualquer forma, no entanto, o Estado estaria fazendo uma discriminação sobre o tratamento financeiro a dar a uma produção artística a partir de uma avaliação prévia do seu conteúdo. A Constituição permite isto? E quem, em nome do Estado, faria a avaliação?

Assim, o parecer que a seção baiana da OAB vai dar sobre a constitucionalidade do projeto de lei “antibaixaria” – apelido que ganhou da imprensa – é importante. E imagino que tenham também alguma relevância pontos levantados agora aqui neste espaço.

ago
25
Posted on 25-08-2011
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-08-2011


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Reconverter…
no recôncavo baiano…
converter-se à saúde da arte..da cultura do axé…
conversão de atéia, conversão de idéia…
quem sabe da cabeça à ponta do pé?
reconversor da trama interior…
como eu precisei desta música hoje…
reconverti-me ao que sou…aliás, nem sei mais se sou…
um jeito de me redescobrir, um certo clamor
quando li artigo do Nizan…
revi tudo, reconversei comigo, revi conceitos…preconceitos
aceitei as limitações, exultei…o texto é lindo
a única trilha possível, achei, para tal escrito,
seria assim, uma reconversão do anexo…
e me brindei com alguma merecida felicidade
lembrando da belíssima e sempre saudosa cidade
aquela Salvador que sempre me salva, num amplo amplexo…
daí, vou inverter o verso, e no inverso, considero o poema findo,
ainda que o recomece, a qualquer momento, em breve.
..

Cida Torneros é jornalista, escritora, poeta e amiga do peito do Bahia em Pauta. Partiu dela a sugestão de replicar no BP o artigo de Nizan, que fez a autora de “A Mulher Necessária” sentir como nunca a vontade de ouvir Reconvexo”.

Aparecida Torneros

OPINIÃO/MULHER

O século da mulher

Nizan Guanaes*

Na noite do dia 13 de setembro, em Nova York, Tina Brown, uma das maiores jornalistas dos Estados Unidos, lança sua Women in the World Foundation. A Fundação Mulheres no Mundo visa mobilizar o mundo em torno dos problemas das mulheres e mobilizar as mulheres em torno dos problemas do mundo.

O que não falta no mundo de hoje são problemas enormes, e em muitos deles a mulher é o caminho mais curto e eficiente para resolvê-los. Como resolver o problema das drogas, da obesidade infantil, da Aids ou da gravidez precoce sem engajar a mulher?

Como expandir o microcrédito ou cobrar a melhora da qualidade de ensino sem o apoio da mãe de família? Como controlar a natalidade, questão fundamental num mundo sufocado, sem envolver a mulher? Dos dez maiores problemas da atualidade, na maioria deles a mulher é a solução. É a mulher quem organiza o lar, a família. Promover o desenvolvimento educacional e social da mulher é injetar desenvolvimento e prosperidade na veia.

Como filho, como marido, como padrasto e como amigo de grandes mulheres, abraço essa causa com absoluta convicção. O desenvolvimento das mulheres no mundo inteiro é o caminho mais rápido para o desenvolvimento do mundo. E a situação da mulher no mundo ainda é de absoluto desrespeito. Tratadas como bichos e escravas, trancadas em quartos e debaixo de burcas, exploradas sexual e economicamente, humilhadas e reduzidas, as mulheres no mundo estão longe das esplendorosas e emancipadas mulheres do cinema, das novelas ou das revistas de moda.

Flagro-me, às vezes, em piadas sexistas que são fruto de 53 anos e da sociedade onde nasci e cresci. E aquele pequeno Carlos Imperial que há dentro da minha idade só não se desenvolve porque, ao primeiro ato falho, ele apanha da Donata. É munido dessa consciência, desse mea-culpa, e dessa imensa fé no potencial transformador da mulher que me engajo na Women in the World Foundation.

Minha mãe, hoje com mais de 80 anos, se formou em engenharia civil em 1957, na Bahia. Foi uma visionária. E seus olhos visionários se tornaram meus.

Mesmo tendo ela nascido no Pelourinho, esses olhos sempre foram globais… E me ensinaram a não ter medo do mundo. Militante de esquerda, minha mãe me ensinou a compreender mais amplamente a história longe do sistema de castas da sociedade aristocrática da Bahia do meu tempo. Ela foi a primeira pessoa a me falar sobre o futuro da China (isso na década de 1970) ou sobre o Peter Drucker, o guru da gestão.

Hoje, ela enfrenta a grande noite do Alzheimer. Mas, se ela já esqueceu de tudo o que ela foi, nunca esquecerei o que ela representa. E, através de mim e de meus filhos, ela deixa sua marca no tempo. Sou eu quem escreve este texto, mas a caligrafia é dela. É por isso que acredito que, cuidando de cada mulher, escrevemos e reescrevemos milhões e milhões de histórias. Mas, para fazermos isso, é preciso mudar o padrão mental de nossa sociedade.

Independentemente da política partidária (virei ateu nessa área), o Brasil já deu um grande passo na política de gêneros ao eleger uma mulher presidente.

E acertarão a publicidade e as marcas que tiverem um entendimento claro da mulher, de seu novo papel e de seu imenso potencial. Dona Maria, a Malu Mulher da base da pirâmide, não quer só os produtos da cesta básica. Dona Maria quer beijar, quer ser jovem, quer unha bonita e o cabelo da Gisele.

E a filha da dona Maria quer falar inglês, trabalhar na Vale ou na Petrobras, ser transferida para uma subsidiária da companhia no exterior e trabalhar num projeto social da empresa para que outros filhos de dona Maria tenham a mesma chance que ela. Entender os anseios da cidadã, da mulher, da mãe, são desafios dos homens públicos, dos empresários, dos homens de marketing e de todos nós, homens em geral.

Tenho certeza absoluta de que, se algo pode mudar radicalmente o mundo e transformá-lo em um lugar mais justo e melhor de viver, esse algo é a mulher.

*Nizan Guanaes é publicitário e escreve na ‘Folha’.

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