ago
24


===================================================

Ele Disse

Zé de Ramalho

Composição: Edgar Ferreira

Ele disse muito bem:
O povo de quem fui escravo
Não será mais escravo de ninguém.

Para todo operário do Brasil
Ele disse uma frase que conforta
Quando a fome bater na vossa porta
O meu nome é capaz de vos unir
Meus amigos por certo vão sentir
Que na hora precisa estou presente
Sou o guia eterno desta gente
Com meu sangue o direito eu defendi.

Ele disse com toda consciência
Com o povo eu deixo a resistência
O meu sangue é uma remissão
A todos que fizeram reação
Eu desejo um futuro cheio de glória
Minha morte é bandeira da vitória
Deixo a vida pra entrar na história
E ao ódio eu respondo com o perdão.

deu no IG

A presidenta Dilma Rousseff aparece em terceiro lugar na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo, divulgada hoje pela revista Forbes. Entre as 100 mulheres, estão políticas, empresárias e personalidades da mídia e do entretenimento.

A lista é encabeçada pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel, de 57 anos, e em segundo lugar está a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, de 63 anos. A presidenta brasileira, de 63 anos, é descrita como a primeira mulher a comandar a maior economia da América Latina.

Dilma ficou atrás apenas de Angela Merkel e Hillary Clinton

“Dilma Rousseff fez manchetes quando foi eleita para liderar a maior economia da América Latina em outubro de 2010, mas de muitas maneiras a eleição não foi uma surpresa. Como primeira chefe da Casa Civil sob o presidente reformista Luiz Inácio Lula da Silva em 2005, era amplamente esperado que ela o sucedesse. Foi a sua trajetória até o cargo que é marcante. Envolvida na política radical da América Latina, ela ficou presa por dois anos”, diz o texto da Forbes.

A revista erra no perfil quando afirma que a atual presidente foi ministra das Minas e Energia a partir de 2001. Na realidade, Dilma passou a ocupar o cargo em janeiro de 2003, após a eleição e posse de Lula: “Em 2001, quando foi indicada para o Ministério das Minas e Energia, Rousseff começou a alterar sua visão em direção a uma abordagem mais pragmática e capitalista”, escreveu a Forbes. A modelo gaúcha Gisele Bündchen, de 31 anos, é a outra brasileira que aparece na lista, em 60º lugar.

A lista traz breves biografias de todas as 100 mulheres. A mais jovem é a cantora americana Lady Gaga (nascida Stefanie Germanotta), de 25 anos, que aparece em 11º lugar. Riqueza e carisma são apontados como motivos para Gaga estar na lista. A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, de 58 anos, aparece em 17º lugar.

A organização Repórteres sem Fronteiras denunciou a situação de reféns que vivem 35 jornalistas retidos por forças do regime de Muhammar Kadhafi no interior do hotel Rixos, em Tripoli.

Os jornalistas estão há vários dias impedidos de sair do hotel que já sofreu cortes de energia e onde começam a escassear bens essenciais, vivendo sob constante ameaça dos militares que mantêm uma guarda dentro e fora do edifício.

«Desde a tarde de domingo 21 de Agosto, 35 jornalistas da imprensa internacional que estão em Tripoli não podem sair do hotel Rixos. O regime de Tripoli obriga-os a ficar no local, onde também estão diplomatas estrangeiros», refere a organização em comunicado.

«O hotel está cercado por partidários de Muhammar Kadhafi, que impedem os jornalistas de sair. Estão reféns no primeiro andar, prisioneiros de um regime que se recusa a entregar as suas armas. São frequentes faltas de água e eletricidade», sublinha.

Considerando a situação «particularmente preocupante» a organização refere que o hotel é considerado «um alvo», tendo os jornalistas colocado mensagens nas janelas onde se pode ler “Televisão, imprensa, não disparem”.

Os jornalistas estão sempre equipados com coletes à prova de balas, e estão receosos do que possa acontecer, sendo impedidos de sair por militares armados, como relatou Matthew Chance, da CNN, um dos jornalistas ali retidos.

(Informações do portal europeu TSF)


Deputado Zé Neto: governo sob fogo cerrado dos servidores

===========================================

DEU NA REVISTA DIGITAL TERRA MAGAZINE http://terramagazine.terra.com.br

ELIANO JORGE

Uma reforma no plano de atendimento médico dos servidores do Estado da Bahia tem provocado protestos e críticas de opositores do governador Jaques Wagner (PT), por restringir o número de coberturas do chamado “Planserv”. Inicialmente, as consultas seriam limitadas em seis ao ano. Agora, o governo petista começa a recuar e negocia-se a definição em uma dezena, na Assembleia Legislativa.

– O governo já bota R$ 250 milhões no plano. Não temos mais condição financeira de sustentar uma situação que precisa de uma moderação. 8% do que temos hoje no plano é glosado em função de irregularidades. O plano alavanca R$ 70 milhões por mês para o mercado de planos na Bahia (…) Representa um terço de todos os atendimentos de planos no Estado – afirma, em entrevista a Terra Magazine, o líder do governo petista de Jaques Wagner, o deputado estadual Zé Neto.

Ele conta que, dos 468 mil servidores incluídos no Planserv, “85% das pessoas usa o plano cinco vezes no ano”.

– Não é por causa desses que o plano está caríssimo. Está com dificuldades por causa de outras utilizações indevidas. Essa medida é saneadora, visa equilibrar as finanças do plano. Queremos que ele seja fortalecido, e não desmorone.

A iniciativa governista, que sofreu reação de opositores e organizações trabalhistas, sugere a cobrança extra por consultas e procedimentos médicos que ultrapassem determinado patamar.

– O Estado não tem mais suporte financeiro para ampliar este valor (bancado atualmente) – alega Neto. – Se não tomarmos uma providência agora, o futuro do Planserv é incerto.

Confira entrevista.

Terra Magazine – Como está a situação das propostas de mudanças no Planserv?
Zé Neto – Já distendemos o debate, temos dialogado tanto com os servidores como com os deputados. Recebemos 15 emendas de oposição. Já fizemos distencionamento de dois pontos que são fundamentais: eram seis e passaram para 10 (as consultas permitidas por ano), estamos discutindo; e abrimos a franquia para todas as doenças crônicas. Com isso, o foco do fator moderador fica muito mais concentrado em quem usa de forma excessiva ou não justifica o uso.

Mas já não existem controles sobre esse uso excessivo?
Não há não. Na verdade, o único controle é essa norma. Quem pode proibir alguém de usar, como nós vimos, 190 vezes num ano, 260 vezes no ano? Em torno de 5% das pessoas é que estão fazendo esse uso indevido. Essa medida não afeta praticamente 85% de quem usa o plano. Agora, vamos conseguir coibir a utilização indevida. E é preciso fazer isso porque tem gente que vai, num mês, em seis urologistas e faz exames nos seis; e esse custo é diluído para todos aqueles que usam corretamente. Ninguém me diga que é coerente ir a seis especialistas para ver a mesma enfermidade. Nem faz isso com o dinheiro do próprio bolso.
E o governo já bota R$ 250 milhões no plano. Não temos mais condição financeira de sustentar uma situação que precisa de uma moderação. 8% do que temos hoje no plano é glosado em função de irregularidades. O plano alavanca R$ 70 milhões por mês para o mercado de planos na Bahia.

Quantos servidores são atendidos pelo Planserv?
São 468 mil servidores. O Planserv hoje representa um terço de todos os atendimentos de planos no Estado.

O senhor falou que 85% não serão afetados (pela restrição). Tirando os 5% que fariam uso indevido, sobram 10% que serão atingidos. Como ficam eles?
Esses vão ter o fator moderador como um elemento que vai proporcionar um uso mais devido, mais administrável.

Como assim?
Por exemplo, tem gente que usa mais do que deveria. Mas, é bom ressaltar, no fator moderador, você passou da décima, paga R$ 6. O limite máximo do pagamento de moderação é R$ 30. Se você alcançar o moderador de R$ 30, que é cinco vezes o pagamento de um consulta, no mês você pode usar quantas vezes você precisar. Então, o limite máximo do fator moderador é R$ 30, sem coibição de uso. O valor máximo é de R$ 10 por procedimento e R$ 30 por pessoa, por mês. A regra exclui o pagamento adicional por internamentos hospitalares e também doenças crônicas.

Houve críticas também porque essa medida historicamente era menos associada ao discurso do PT e mais aos partidos de direita…
Se passarmos a avaliar, o único Estado praticamente que tem um plano como esse é a Bahia. Tem o único modelo tipo Planserv em que o governo aporta recursos. Feliz ou infelizmente, somos o maior plano público do País e estamos aportando R$ 250 milhões para dentro do plano. Saímos de 900 credenciados em 2006 para 1.480. De R$ 38 milhões para R$ 70 milhões por mês.
É um dos poucos planos grandes que ainda não tem a coparticipação, que é este sistema que está sendo implantado para utilização que compreendemos ser acima da média suportável.

O senhor diz que o plano caminha para uma situação insustentável? É isso?
Se não tomarmos uma providência agora, o futuro do Planserv é incerto.

Em que prazo?
Curto prazo. Dois terços do orçamento têm origem na contribuição dos servidores; e um terço, no Tesouro do Estado, o que significa hoje R$ 250 milhões. O Estado não tem mais suporte financeiro para ampliar este valor. E têm crescido de forma absurda e abusiva procedimentos especializados, como ressonância, exames mais especializados.

São os médicos que pedem isso…
Pedem, mas a gente tem visto que, por exemplo, se uma pessoa vai em três médicos da mesma modalidade num mês e faz exames deste nível pedidos por três médicos diferentes para atender a mesma situação, é claro que ninguém faria isso se estivesse pagando do próprio bolso. Você só tem duas medidas: ou você distribui o prejuízo para todo mundo e não toma uma medida moderadora ou toma a medida moderadora e ataca evidentemente mais o foco de quem está usando indevidamente.

Não poderiam coibir o número de consultas da mesma modalidade?

Desde que as pessoas não tenham qualquer doença crônica. Quem estiver em tratamento de doença crônica não vai precisar fazer uso do moderador, não terá nenhuma restrição. A moderação só vai atingir usuários comuns que não tenham doença crônica. E, se você parar para pensar, alguém faz 10 revisões no ano? 85% das pessoas usa o plano cinco vezes no ano. Não é por causa desses que o plano está caríssimo. O plano está com dificuldades por causa de outras utilizações indevidas. Essa medida é saneadora, visa equilibrar as finanças do plano. Queremos que ele seja fortalecido, e não desmorone.

E, pelo que o senhor tem visto, vai ser aprovado?

Marcamos para esta quarta-feira (23) a votação. Tivemos uma reunião agora de tarde (terça-feira) com os trabalhadores de mais de 10 sindicatos e organizações sindicais. Passaram uma proposta para a gente para amanhã, pela manhã, voltarmos a nos reunir e definir se votamos amanhã ou não.

Deu no IG

O líder líbio Muamar Kadafi conclamou nesta quarta-feira a população a lutar “até a vitória ou a morte”, um dia depois de rebeldes terem tomado seu quartel-general na capital, Trípoli. Kadafi, cujo paradeiro é desconhecido, fez a declaração em uma mensagem de áudio divulgada por uma rádio do país.

“Convoco os moradores de Trípoli – jovens, velhos e brigadas armadas – a defender a cidade, limpá-la e pôr um fim aos traidores, expulsá-los”, disse Kadafi. “Essas gangues querem destruir Trípoli. Eles são a maldade. Temos de lutar contra eles.”

Em uma entrevista reproduzida pela TV Al-Urubah (favorável ao regime), Kadafi pediu que tribos e habitantes de outras cidades socorram a população da capital. “Convoco às tribos de Sebha, Beni Oualid, Feran, Yufra e Anwaset para que ajudem a limpar a capital. Vocês devem tomar Trípoli e varrê-la para eliminar os ratos”, afirmou.

Kadafi disse também que o seu quartel-general foi arrasado não pelos rebeldes, mas por 64 ataques aéreos conduzidos pela Otan, que realiza bombardeios em território líbio em cumprimento de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.

Na terça-feira, centenas de rebeldes líbios tomaram o quartel-general de Kadafi na capital, após intensos combates. O porta-voz do governo líbio, Moussa Ibrahim, disse que as forças leais a Kadafi deixaram o complexo de Bab al-Aziziya porque ele não serve mais a propósitos militares ou estratégicos.

ago
24
Posted on 24-08-2011
Filed Under (Charges) by vitor on 24-08-2011


==============================================
Clayton, hoje, no jornal O Povo


==============================================
BOA NOITE!!!


==============================================

OPINIÃO POLÍTICA

Contas políticas

Ivan de Carvalho

O governador Jaques Wagner, em encontro, ontem, com empresários paulistas, deu a medida de sua força no estado a partir do número de prefeituras controladas pelos partidos que compõem sua base política. Os números impressionam – dos 417 municípios baianos, 340 estão em mãos de partidos da base aliada ao governo.

De um modo geral, a medida é válida e significativa, ela mostra força. Mas não se pode levá-la ao pé da letra, por mais de um motivo. Um dos exemplos, aliás o mais vistoso de todos, é Salvador. O prefeito é do PP e tem divergências administrativas sérias com a administração estadual, o que ficou evidente a respeito do transporte de massa, na questão do dilema entre metrô e BRT.

Ainda sobre Salvador, há uma idéia do governo municipal e do PP de que estes tenham um candidato próprio à sucessão do prefeito João Henrique. O nome em voga é o do deputado federal João Leão, que não tem uma tradição política marcante em Salvador e certamente terá dificuldades para levar seu nome à mente do eleitorado como pré-candidato no tempo escasso de que dispõe para tentar isso.

Mas a existência desse plano ou idéia do PP e, supõe-se, do prefeito, formalmente não perturba a contagem de 340 municípios feita pelo governador, mas prejudica seus planos políticos, pois se o PP tiver candidato próprio a prefeito de Salvador, certamente este não será o candidato do governador nem de seu partido, o PT. No momento, o governador anuncia abertamente a candidatura do deputado petista Nelson Pelegrino.

Caso esta candidatura se firme partidariamente, o que é muito provável, mas ainda encontra resistências em setores petistas, sua viabilização eleitoral pode depender, em muito, da capacidade do governo e do PT de conseguir que os demais partidos da base desistam de suas próprias candidaturas. Pelas contas de Wagner, existem seis pré-candidaturas de sua base política à prefeitura da capital. Ele sonha (e já trabalha para realizar o sonho) que só uma saia das convenções – a do candidato do PT. Assim fica tudo muito bonitinho, muito hegemônico: governo da União, governo do Estado, governo da capital do Estado.

Mas, voltando ao tema municipal, a conta de Wagner não é exatamente de “340 municípios” em mãos da base, mas de 340 prefeituras. O que não é a mesma coisa. A base pode ter o prefeito, uma parte geralmente maior (eventualmente, menor) dos vereadores, mas não tem o município. Porque neste sempre há alguma oposição, mais ou menos expressiva. Com vereadores, outras lideranças políticas, contingentes eleitorais.

O governador calcula que o PT consiga eleger no próximo ano 80 prefeitos, segundo entrevista que deu à rádio Tudo FM. Claro que o conjunto dos partidos da base elegerá muito mais que isso. Ficará inclusive quase certa a eleição do futuro prefeito de Feira de Santana, segundo colégio eleitoral do Estado, caso se confirme o ingresso no PP do ex-prefeito e aspirante à eleição José Ronaldo, do DEM.

A passagem de Ronaldo do DEM ao PP seria um golpe doloroso neste primeiro partido, que com Ronaldo teria uma chance enorme de reconquistar o segundo maior colégio eleitoral do estado, perdido recentemente quando o prefeito Tarcízio Pimenta trocou o DEM pelo PDT, em busca de uma legenda para tentar uma dificílima reeleição.

Mas seria um reforço importante para o PP. Este partido, no entanto, sofre no momento com os ataques ao ministro das Cidades, o deputado baiano Mário Negromonte e com fortes divergências em sua bancada na Câmara federal – bancada que garantiu a ida de Negromonte para o cargo de ministro.

  • Arquivos